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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Quem será o eleito?


Vejam vocês, caros amigos e amigas que me acompanham semanalmente, a que situação inusitada chegamos. Refiro-me às eleições presidências de outubro próximo. Em quem votar? Eis a questão. A perplexidade que reinou após a eleição de 2014, com aquela vitória apertada de D. Dilma e a sensação de que o país estava dividido, começa a dar sinais de que, dessa vez, a perplexidade já se antecipa e de modo bem mais expressivo. Hoje, diante do que acontece, não há divisão meio-a-meio e sim um elástico fracionamento. As perspectivas são tão sombrias que dá até medo do futuro. 
Ninguém de são juízo tem ideia precisa de quem seria um bom candidato. Salvo naturalmente os petistas mais exacerbados que ainda acreditam na possibilidade de Lula Presidente. Este, além da Ficha Suja, não levaria esta próxima de jeito nenhum. O ciclo lulopetista acabou e seus seguidores não perceberam. Só no Brasil acontecem coisas assim. Que ironia...
Então, na verdade,  estamos diante de um dos maiores desafios eleitorais de todos os tempos. Quem merece o voto que cada eleitor tem para sufragar na urna? Poucos. Muito poucos. Ou, quase nenhum. A situação é tão adversa que aventureiros se aproveitam do vácuo deixado pelos manjados ladrões e corruptos e lançam mão da estratégia de aliciar o descrente eleitorado, fazendo o discurso da necessidade de um novo nome na cena política. Sangue novo é o mote! O exemplo recente ocorreu em São Paulo, quando foi eleito o novato João Dória. Será que foi uma boa escolha? Ele chegou fazendo uma barulheira diferente e “tomando gás” se empolgou, empurrou para escanteio seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin, proclamou-se a “bola da vez” e posou de presidenciável, embolando o meio político nacional. Em bom tempo, todavia, arquivou a ideia, mas abriu uma brecha de última hora, abdicando do cargo de Prefeito e virando candidato a governador do estado. Bicho bom de bico é assim. E o Alckmin vai em frente aos trancos e barrancos. Lá em baixo nas intenções de votos.
Outro aventureiro que deu as caras foi o tal do Luciano Huck. Esse quase não merece comentários. Acho que comparou o Brasil a um programinha inexpressivo de auditório, que anima numa rede de TV. Por pouco, muito pouco, cedi à tentação de me postar diante da TV para “conferir” as qualidades desse aventureiro. Fui salvo quando, aliviado, vi a noticia da desistência dessa candidatura, visivelmente, ridícula. Depois disso, vi a hora de lançarem Tiririca a presidente da Republica.
Huck e seu Caldeirão
Achei muita graça, e ainda acho, do jogo Temer x Meireles. Vai tu? Não, vou Eu! Vai e não vai... Esses caras não têm noção do tamanho do desprestigio que gozam. Aliás, essa fração aí não tem pareia. E Joaquim Barbosa? Temer disse logo que “vai perder porque é negro”. Coisa feia Presidente! Já o velho Delfim Neto alfinetou dizendo “pela primeira vez não vão votar em branco”. Só rindo.Sinceramente, esse negócio tem momentos que vira pagode. Bom, finalmente e para alivio geral Barbosa “bateu o martelo” e avisou, esta semana, que não entra nessa onda.” Tenho mais o que fazer, em casa”, disse ele.
Ah! Tem o jovem Rodrigo Maia, também. Coitado. Está tão enganado com a "cor da chita". Sem chances. PT Saudações. Cuidado não se trata do PT partido politico. Falo daquele PT telegráfico! 
Agora, assustador mesmo é esse candidato Jair Bolsonaro. Já pensaram direitinho? De repente faz-me lembrar o caçador de marajás, das Alagoas. Pior é que corremos o sério risco desse candidato levar a melhor. Valha-me Deus!
Escolha, se tiver coragem.
E o Gomes cearense anda “espalhando brasas” querendo convencer os petistas baratinados à uma coligação para, por fim, colocar as garras que vem afiando por algum tempo. Corro dele.
Na paralela tem, também, a sonhadora Marina Silva. Meu Deus! De quatro em quatro anos ela dá as caras fazendo seu discurso utópico e, sobretudo romântico. Coitada...
Dos outros aspirantes à presidência nem perco tempo comentando. Boulos, Manuela , Mané, Zé, sei lá. Dá até pena perceber que estão aí só pra confundir mais ainda os eleitores. São frações mínimas.
Resumindo, acho que estamos num “mato sem cachorro”. Alguém duvida?
Haja coração... Não tenho em quem votar. Você tem? Me avise quando souber.

NOTA: Fotos colhidas no Google Imagens

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Salvemos a Amazônia

Dois assuntos dominaram a mídia, nesta semana (28 a 31/08/17). Os dois caíram na boca do povo, sem trégua e sem explicações plausíveis: a liberação da RENCA – Reserva Nacional do Cobre e Associados, na fronteira do Pará com o Amapá e a derrubada de uma palmeira imperial no Pátio do Carmo, no Recife. A primeira com repercussão negativa no mundo inteiro e a segunda restringindo-se ao ambiente doméstico recifense. Dois crimezinhos banais desta vidinha ingrata do cotidiano brasileiro. É uma pena que bem pouco dos nossos cidadãos estejam informados o suficiente sobre o tema. A grande maioria não tem alcance intelectual para tanto. Coisas de Brasil.
Ora, meu Deus, num mundo às voltas com as questões ambientais e preocupado com a preservação da nossa morada universal, isto é no mínimo um desatino. Melhor observando, nessas horas quando o apelo de “Preserve o Planeta Terra”, propalado por entidades mundiais  – como o Rotary Internacional – são ignorados e, até mesmo, levados ao ridículo, resta a tristeza e a vergonha em face da comunidade internacional.
Contudo, é importante registrar que as coisas não ficaram de tudo por isso mesmo, como só e geralmente acontece. No caso da RENCA o estouro de protestos foi detonado em milhares de pontos do planeta. Eu mesmo recebi mensagens – cobrando posição de repulsa aqui no Blog – de alguns amigos estrangeiros, na mesma hora em que a noticia de espalhou. Leitores do Chile, Equador, Estados Unidos, Portugal e Argentina, manifestaram revoltas e estão a espera deste post.
Liberar à exploração predatória – e todas são – de uma área correspondente a extensão da Dinamarca é falta de visão governamental responsável e de compromisso com os brasileiros e com a comunidade internacional. A Amazônia é um patrimônio inigualável para a preservação da natureza do planeta. Vem sendo devastada sem pena e sem ordem, há décadas. O Agronegócio impera e destrói a floresta. É do Brasil a maior parte dessa riqueza natural. É o pulmão da Terra! Diante da irresponsabilidade brazuca, não é à toa que, vez por outra, renasce a tese daqueles que pleiteiam transformá-la numa região internacionalizada. E é por isso também que  tem muitos estrangeiros, entidades e pessoas físicas, trabalhando em pesquisas, por lá. Imagino os interesses e o olhão naquela riqueza.  É temerosa essa ameaça! Além disso, com a visão politicamente deteriorada do nosso país, em crise econômica profunda, a velha fama de país pobre e sem recursos públicos para investir, corre-se o risco dessa derrota. Deus nos mande alguém de visão, instruído e líder para salvar o Brasil e o Planeta.
Eis o mapa do crime
Haverá certamente os que vão defender a liberação da área amazônica e deixar que haja exploração mineral precedida da extinção da floresta secular, bem como os que vão explicar de modo inconvincente a derrubada da palmeira imperial no centro do Recife.
O caso da palmeira imperial recifense foi absurdo e criminoso. Derrubar uma palmeira viçosa e sadia para melhor posicionar o caminhão trio-elétrico que serviu de palanque político para o ex-presidente Lula, na sua campanha antecipada é abominável (não encontro outro adjetivo mais adequado). Esse “candidato” desgastado e politicamente morto não tem direito de qualquer coisa mais e, muito menos, concordar com um crime ambiental, que o seu partido tanto defende. Haja cinismo. Além de corrupto condenado é, agora, por razão explicita de um crime ambiental. 
A palmeira viçosa e sadia (observe o tronco sadio) derrubada e o palanque petista
A palmeira recifense já era. No seu lugar tem um cimentado grosseiro. Merecia uma placa/lápide para registrar o histórico e cruel fato. Está lançada a ideia. Entrou para a história da bandidagem PTista.
Já quanto à liberação da RENCA, o assunto vem rolando e expondo negativamente o Governo desgastado e recorrente em decisões impopulares de Michel Temer. Para dar uma satisfação aos protestantes, nosso mandatário revogou o Decreto original e editou um novo prometendo vigilância e formas racionais de uso da área. Pura ilusão! O principio foi mantido. Discurso para enganar os tolos. Mas, como iludir a sociedade se a Reserva é clara quanto a sua riqueza geológica, isto é, Cobre? Vão explorar o cobre, sim. Quem viver verá.
Até onde vamos com esse tipo de crime? Salvemos Amazônia! É urgente e fundamental. Deixemos um mundo melhor para nossos descendentes. Compartilhem essa ideia. Seja também responsável. 

NOTA: fotos obtidas no Google Imagens.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sociedade Esquecida


Não dá pra ficar calado! O país assiste a crise aprofundando, cada dia mais. O povo sofrendo sem perspectiva e de modo inerte: sem emprego, sem esperança e assistindo a distancia o desmando da Corte, em Brasília. O que é isso gente? Estamos indo em que sentido? Pra onde? Até quando essa situação vai perdurar? Cadê as manifestações públicas? E as panelas?
Faltam recursos para saúde, educação, investimentos governamentais, a insegurança é generalizada, corrupção idem e, surpreendentemente, uma abismal indiferença da Nação. E quando falo de Nação, veja bem, excluo Estado e Governo! Que fique bem claro. Nação é povo e nosso povo está anestesiado, parece que hibernando a espera de um milagre caído do céu.  Até este blogueiro perde o estimulo, cansado de protestar. De todo modo, como “quem cala, consente”, vamos falar. Mesmo que tendo a consciência de ser uma voz tênue e pouco ouvida. Mas, é minha forma de participar. É de participação que este país precisa.  
Três coisas absurdas fizeram a festa da mídia, nestes últimos dias: a criação do Fundo de Financiamento para a Democracia – FFD, singelo na denominação e indecente no objetivo, visto que se destinado a financiar as campanhas políticas milionárias de sempre e com dotação inicial projetada com uma bagatela de R$ 3,6 Bilhões. Indiscutivelmente, vamos e venhamos, é uma verdadeira piada de mau gosto. Só pode! Fiquemos atentos para ver se a Câmara dos Deputados terá o desplante de aprovar essa estupidez. O outro absurdo é a revisão da meta do déficit da União, visto que a antes prevista é inviável. Tente interpretar essa coisa e veja a insensatez. É isso ou então, Temer vai ter que “pedalar” como D. Dilma. Finalmente, o terceiro absurdo é uma meia-sola de reforma política, que estão cometendo para enganar os tolos adormecidos.  
Cidadão sem futuro garantido
Francamente, penso que esses nossos representantes em Brasília perderam de vez a noção de limites e de vergonha. Há muito eles já vêm dando sinais disto, mas, a cada dia e cada hora  extrapolam. Estão apurando a capacidade de zombar da cara dos representados. Seguramente são adeptos do principio do “quanto pior, melhor”. Uma coisa é certa: vivem noutro mundo que não o nosso.
Ora, com R$ 3,6 Bilhões – fora fundo partidário e propaganda obrigatória na TV – muito poderia ser feito em beneficio social. Investimentos em Saúde, Educação, moradia popular, segurança, entre outros itens que me ocorre lembrar e que mitigariam o sofrimento endêmico da população de baixa renda, abandonada à míngua.
Uma gente esquecida
Já a tal meia-sola de reforma política servirá, sobretudo, para assegurar a reeleição dos atuais legisladores. Só não vê quem é cego ou alienado.
Por fim, a revisão do Déficit da União vai, tão somente, aumentar o rombo das contas públicas e empurrar pra frente a duração da crise. Melhor seria cortar os gastos com os vergonhosos supérfluos que pesam na máquina pública e cumprir os limites antes estabelecidos. Por que não cortar nos salários indiretos, cartões de crédito corporativos, viagens inúteis, embaixadas dispendiosas em lugares remotos e sem qualquer interesse político-econômico (fruto dos irresponsáveis que recentemente governaram por 12 anos), entre outros inúmeros itens já conhecidos e amplamente divulgados?
Sem dúvidas, somos uma sociedade esquecida e conformada. Precisamos acordar e sanear essa corte brasiliense. E a vez disto será em 2018. Fique atento, caro(a) leitor(a).
Enquanto isto não passa, tente aproveitar seu fim-de-semana! É uma coisa ainda possível, para alguns.

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Futuro Incerto

Passei uma semana impressionado, negativamente, com o resultado daquela farsa ocorrida no STE – Superior Tribunal Eleitoral, quando de julgamento do pedido de cassação da Chapa Dilma-Temer na eleição de 2014. Tendo como justificativa o descarado abuso do poder econômico e político dos candidatos, a denuncia foi formulada pelo PSDB, logo após o pleito, dado o inconformismo da derrota por um percentual pouco relevante do seu candidato, o Senador Aécio Neves. De lá para cá “muitas águas rolaram por debaixo da ponte” e Neves já não “canta de galo” como antes. Abstraídos, contudo, os lances políticos ocorridos, incluindo as denúncias contra o candidato derrotado à Lava-Jato, é indiscutível que houve o abuso dos poderes acima referidos. Mais claro, ainda, com o pronunciamento do Ministro Antonio Hermann Benjamim, relator da questão naquele Tribunal.
Competente, imparcial e cônscio do seu dever de julgar, o Ministro Benjamim apontou, em longo descrever, todas as falcatruas impetradas pelos integrantes da coligação PT-PMDB. Foi corretíssimo em dar um voto condenando a Chapa, sendo seguido por dois outros, a Ministra Rosa Weber e o Ministro Luiz Fux. Infelizmente, foram vencidos diante dos votos contra a cassação de Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e por fim o voto de desempate do Presidente do Tribunal, Gilmar Mendes.   
O Ministro Gilmar Mendes, presidente do STE
A repercussão desse resultado, beneficiando os denunciados, após o voto de Minerva do Ministro Gilmar Mendes, foi das mais negativas e de imediato a sociedade como um todo, além das entidades de Classe responsáveis se levantaram em tom de protesto por aquele desfecho de puro cunho político, pouco digno de uma Corte Suprema. Ao ministro Mendes foi atribuída a responsabilidade infeliz do julgamento. Coisa bem própria de Mendes, nesses tempos recentes. A propósito, gostei demais da comparação feita, num artigo bem escrito, por um amigo Advogado e companheiro rotariano, José Otávio de Carvalho, dizendo que o Ministro Mendes deve estar contaminado pela síndrome do Galo Chantecler, que achava que o sol nascia porque ele cantava. Ótima comparação! De fato o Ministro Gilmar Mendes vem se “esmerando” e se tornando persona non-grata para a Nação, com seu comportamento mais político do que judicial, cuja prova máxima se cristalizou na semana passada. O Brasil não merece um juiz desses! Nada mais nocivo quando isto ocorre embora seja o mais comum no Brasil de hoje. Diante desse fato, ocorre-me lembrar de uma frase, bem conhecida no mundo jurídico, da autoria de um Primeiro Ministro francês do século 19, François Guizot - (1787-1874), que sentencia: "Quando a política penetra no recinto dos tribunais, a Justiça se retira por alguma porta”. No Brasil, essa máxima de Guizot vem sendo esquecida e o Judiciário vem desafiando a vontade da Nação, ao não cumprir seu papel de regulador da ordem e da disciplina social.
Fico tranqüilo, porém, ao notar que vozes importantes se levantam país afora, contra essa estupidez da ordem jurídica nacional e ao mesmo tempo, intranquilo quanto ao futuro legal da nossa sociedade. O Jurista pernambucano João Paulo Teixeira, em recente artigo (vide: emporiododireito.com.br), foi taxativo ao afirmar: “para o futuro, temos um horizonte de incerteza ainda maior, já que o TSE abre perigoso precedente, praticamente reconhecendo sua incapacidade de enfrentar questões decorrentes de abuso de poder político e econômico quando se trata de cassação de chapa para o governo federal”.
Diante desses fatos, percebo a insustentável situação na qual vivemos, sem que tenhamos segurança nos poderes institucionais da nossa Republica. Com um Executivo enfraquecido e quase insustentável, um Legislativo desacreditado e sob efeitos negativos da corrupção endêmica e um Judiciário fraquejando a toda hora, aonde vamos parar?
Como viver num país em que a Justiça é injusta? Que segurança tem o jovem cidadão comum para construir seu futuro? Como empreender num ambiente tão duvidoso?
É tudo muito incerto. 

NOTA: Foto obtida no Google Imagens. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Parou de Piorar?

A semana que passou estive circulando por São Paulo, por onde, no meu entender, bate mais forte o “coração” do país. Fui numa missão empresarial do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco - SIMMEPE. O objetivo foi participar de uma Feira de Negócios da Indústria de Máquinas e Ferramentas – EXPOMAFE, promovida pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). É um evento muito específico do setor industrial, bom para quem entende da coisa e propício (como no meu caso) para aferir como andam a produção e as inovações, nacional e internacional, de máquinas e de ferramentas, bem como as reações dos investidores. É um encontro que acontece a cada dois anos, tempo supostamente adequado para que venham a ocorrer mudanças nos processos de produção, novas aplicações tecnológicas e na disposição de assimilação pelos produtores.  Este é certamente o mote da promoção.

Ocorre, porém, que, no estado atual da economia brasileira, o tema da crise que nos abate terminou sendo uma constante nas rodas de negócios. Para alguns a situação ainda é muito delicada, enquanto que para outros mais otimistas e, sobretudo, os patrocinadores da expo, a coisa aponta para uma saída do balaio de problemas. Estes últimos preferem dizer que a situação “parou de piorar”. Note-se que parar de piorar não é coisa muito distante de considerar que a situação é muito delicada. São, talvez, formas distintas de explicar uma mesma situação.
Na verdade, qualquer que seja o negócio que se trate hoje neste país, é impossível desligar do estado político reinante. Sendo como vem sendo, essa coisa enrolada gera insegurança da maioria capaz de investir em máquinas mais novas, ferramentas mais ágeis e competitivas e, conseguintemente, melhoria da qualidade do seu produto, que são sempre desejos de muitos.
Aquela arguição do ex-presidente, na quarta feira, em Curitiba, foi indiscutivelmente acompanhada por todos, com grande expectativa. O embate entre Lula e Moro monopolizou as atenções de meio mundo. “Prender o Lula ou deixá-lo em liberdade, vai determinar o formato dos negócios que vamos fazer daqui pra frente”, foi o que ouvi de um empresário. Esse mesmo cidadão lembrou que, na atual conjuntura, aqueles que estão habituados a esperar pelo apoio do Governo para retomar sua produção devem “tirar seus corcéis da tempestade”. Ele entende que, com a limitação de gastos e investimentos imposta pelo Governo Federal, nem em 2025 haverá recursos federais para atender demandas até bem pouco corriqueiras. E de lá prá frente, só Deus sabe. O Governo se encolheu em face do aperto que sofre e aponta com uma tendência de deixar que a iniciativa privada se vire e busque alternativas para crescer de forma independente. As privatizações dão uma boa dimensão das intenções. Está evidente que as tetas de Brasília secaram. Daí a pergunta: isto é ruim, ou bom? Há controvérsias. Claro! Romper com um modelo, ainda que superado e carcomido, parece ser uma missão colossal. A salvação é que, ao mesmo tempo, o Governo Temer – que pretende ser o reformista – está trabalhando diuturnamente nesse projeto desafiador. Reformas Trabalhista, Previdenciária, Econômica, Política e Eleitoral, como projetadas, remetem implicitamente a formas de reduzir encargos tributários e sociais que tanto perturbam e atrapalham o empreendedor brasileiro. Se tudo sair nos conformes algo de novo pode mudar no Brasil. O famoso Custo Brasil teria, em boa parte, seus dias contados.
Para os que acreditam que parou de piorar a boa surpresa de hoje mesmo (17.05.17) é que vários comentários de analistas econômicos comemoram o crescimento da Economia no primeiro trimestre em pouco acima de 1%. Esse dado ainda está por ser confirmado. É coisa pequena, mas é motivo de festejar porque a última vez que isso ocorreu foi no já distante 2014. Melhor do que isto é constatar que o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego registrou, em Abril recente, 59,6 mil novas admissões. A maioria no Setor Serviços. É animador! Aí cabe perguntar: Parou de Piorar?
De outra banda do sistema econômico surgem as noticias de que a inflação está caindo, o Dólar vem caindo, também, e o Banco Central sinaliza intenções de baixar as taxas de juros. Nada melhor para quem investe em máquinas e na construção civil. Que venha mesmo. Será que a coisa vai? É outra pergunta cabível.
Resumo da ópera, neste momento: inflação em baixa, juros caindo, Real se valorizando, encargos trabalhistas e tributários prestes a amenizar a vida do investidor, empregos recriados... É, tomara que a coisa tenha parado de piorar, mesmo.

Nota: O Blogueiro esteve em São Paulo a serviço do SIMMEPE – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Pernambuco.
           


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Retorno Sofrido

Não é nada fácil o retorno à realidade brasileira, após uma temporada no exterior. Para mim é sempre muito penoso. Por mais que acompanhemos, à distancia e via Internet, os movimentos de Pindorama é sempre muito difícil pegar a embalagem e retomar a “vidinha” local. Esse rami-rami político-econômico que faz a festa dos noticiários locais e internacionais deixa qualquer um em permanente clima de tensão.
É exatamente assim que me sinto esses últimos dias. Assisto ao largo um quadro político aparentemente pior! A insegurança, nem se fala. Destempero geral.
Fico desapontado e mesmo desesperado ao assistir esse desgoverno reinante em vários estados do país, com rebeliões e chacinas nas prisões, assassinatos em série, mães de família violentadas, policiais em greve, mulheres destes postas como escudos nas portas de guarnições militares, governos falidos e em total desespero... e, um sem numero de outras “misérias” que fazem desse país um espaço de calamidade geral.
Fui um ferrenho opositor ao Governo Petista. Senti-me aliviado e comemorei a queda de Dona Dilma. Mas, sinceramente, estou preocupado com esses ignóbeis “arranjos” políticos que estão sendo feitos em Brasília. Naturalmente que não estou arrependido da oposição acima citada, mas, pelo amor de Deus, manobrar para o naufrágio da Lavajato é o mais sujo e espúrio dos jogos políticos que estamos presenciando neste país. É o retrato fiel da imagem que se faz do político brasileiro, isto é, não tem nenhum honesto. Raríssimas são as exceções, é verdade porque nem tudo está perdido.  Nomear Ministros ou manobrar para escolha de nomes em Comissões importantes no Congresso Nacional, ou outro dirigente qualquer, quase sempre citados nos autos do processo que rola no eixo Curitiba-Brasília é um despudor total de um Governante. Fico muito preocupado. Confesso que a esperança alimentada há poucos meses começa a se desvanecer.
Contudo e por outro lado, não posso negar – o que pode ser a salvação da Pátria – que a Política Econômica vem projetando resultados positivos desde agora. O Henrique Meirelles a despeito do carrossel político desvairado vem fazendo um serviço competente. Já se vislumbra uma solução para tirar o país do buraco que o PT meteu. Temer já contabiliza alguns  tentos ao aprovar a PEC 241 (ou 55) e está prestes a ver passar no Congresso algumas reformas – há muito desejadas – que os governos anteriores não conseguiram levar adiante. Algumas polêmicas é verdade. Impopulares até. Mas, necessárias! Será seguramente uma grande jogada político-institucional, se tudo ocorrer como programado. O trunfo do Temer é o fato de que ele jura, de pés juntos, que não pretende concorrer a outro cargo eletivo e, desse modo, sente-se solto para realizar as reformas que o Brasil reclama há tanto tempo. Isso, além de premente poderá restaurar a confiança internacional do país e garantir sua inclusão como bom parceiro político e comercial neste mundinho tão competitivo.
Como nem tudo é perfeito neste mundo observe, caro(a) leitor(a) que estou diante das duas faces da moeda: decepção no campo político e satisfação no campo econômico. Não é fácil separar essas duas coisas em lugar nenhum do mundo. Mas, no Brasil é bem mais difícil. Daí minha perplexidade e estar sentindo um sabor amargo nesta minha volta de temporada na Austrália, onde a vida corre leve, solta e segura. Deus que nos proteja.
  


sábado, 26 de novembro de 2016

Um circo pegando fogo

Pelo visto, nestes últimos dias, ainda estamos longe de navegarmos em plácidos mares político-econômicos. Parece que não tem timoneiro que dê jeito neste país. Depois do trauma gerado pelo processo do impeachment de Dilma, nasceu a esperança de paz e sossego na pátria. Contudo, a corrupção  –  grande causa da conturbada situação vivida  –  continua contaminando celeremente as artérias vitais do poder nacional.
Esse golpe que vem sendo gestado na Câmara Federal de anistiar tudo que signifique Caixa 2 somado ao rumoroso entrevero dos dois ministros de Temer, Marcelo Calero (Cultura) e o baiano Geddel Vieira (Secretaria de Governo), expuseram de modo contundente a fragilidade e cinismo dos nossos governantes. É lamentável que os homens do poder nacional estejam compulsivamente envolvidos  com tamanhas falcatruas a despeite da Nação que sofre e sangra para vencer os desafios impostos pela insana luta da sobrevivência. Milhões de desempregados, pais de família dando fim à vida depois de perder a esperança, unidades da Federação quebrando, delações contundentes, governo anunciando medidas impopulares, protestos por todo lado e um sem número de pequenos escândalos de norte a sul e de leste a oeste. No meio disso tudo, a pergunta que por muito tempo não cala: “atingimos o fundo do poço?” Parece que não! Na verdade, nunca antes na historia deste país se viu um poço tão profundo. E parece estar abaixo da camada do pré-sal, isto é, muita profundidade.
Marcelo Calero, ex-Ministro da Cultura
Essa de anistiar os implicados nas manobras de Caixa 2 em campanhas políticas é o que se chama de excrescência do Legislativo e um testemunho da falta de vergonha dos nossos “representantes”. A Operação Lavajato focou com seus potentes holofotes grande parte dos que atuam na Câmara Alta proporcionando-lhes momentos de estresse e incerteza. Na prática, são criminosos autores de atitudes de lesa-pátria, cometidas conscientemente e como se fora a coisa mais normal do mundo. Não esqueço nunca de Lula, quando presidente, numa entrevista dada em Paris, afirmando com a maior tranqüilidade que o Caixa 2 era coisa normal na política brasileira. Ele tinha razão haja vista que foi sempre assim na cabeça do mais simples ao mais alto aspirante a um cargo político no Brasil. É sabido que, do candidato a vereador ao de Presidente da Republica, esta foi a prática posta sempre em primeiro lugar.
Ora gente, tem um detalhe muito sintomático: essa anistia pretendida pelos praticantes do chamado Caixa 2 se destina a anular todo o belo trabalho do juiz Sérgio Moro, Juiz autor e mentor da Lavajato. Quase a totalidade das ações que tramitam pelas mãos dele está relacionada com essa prática indecorosa. O Juiz já divulgou nota denunciando esse cinismo legislativo.
Já o episódio Geddel Vieira versus Marcelo Calero escancara, indiscutivelmente, aquilo que se constitui num traço cultural do político brasileiro, ou seja, se aproveitar do exercício de um cargo público para auferir benefícios em causa própria. O cara, neste caso, se aproveitando da situação de Ministro Secretário da Presidência da República quis obrigar o colega a forçar a aprovação da obra de edifício, onde comprou um apartamento, num local vetado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, no centro histórico de Salvador (Bahia). Na cabeça desse ministro, certamente, passou a idéia de que, sendo ele um “poderoso” auxiliar do Presidente da República, seria normalíssimo. E o patrimônio histórico, que se lixe... O ministro Calero não tolerou a pressão política, segundo ele, reforçada pelo próprio Presidente da Republica, pediu exoneração do cargo e saiu “tocando fogo” no circo do Palácio do Planalto.  Até quando nossos governantes vão continuar confundindo a coisa pessoal com a pública? 
Geddel Vieira, o que quis misturar o interesse pessoal com o publico 
Outra pauta bombástica de Brasília, nesta semana que termina, é o interessante projeto de lei do Senador Álvaro Dias (PV-PR) acabando com o odioso foro privilegiado. Vem sendo um debate acirrado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. Pela justificativa que traz, essa seria uma medida oportuna, diante dos escândalos recentes que resultaram em “livramento das caras” de indivíduos nocivos ao bem da Pátria.
Não podemos calar diante de tantos descalabros! E precisamos voltar às ruas. Mesmo que essa pareça ser uma luta sem fim. O Brasil precisa ser limpo e entregue saneado às próximas gerações.

Ultima Hora: mal conclui esta matéria e estourou a noticia da queda do Ministro Geddel Vieira. Note-se que é o sexto Ministro que cai no Governo Temer. E para desencanto geral todos relacionados com a falta de ÉTICA. Que país é este?  

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens 




Supremo Desalento

Acordei cedo neste 15 de setembro de 2026, alimentado uma das maiores esperanças dos últimos tempos para meu Brasil: a sessão extraordinári...