As coisas estariam bem mais tranquilas em meio a esta crise pandêmica,
no seu capítulo brasileiro, se o ambiente político nacional não sofresse tantos
choques convulsivos como vem ocorrendo. Foi o tema central da minha última postagem,
na qual e noutras palavras o que tentei passar foi a ideia de que “unidos
venceremos”.
A convulsão de hoje (23/04/2020) abrindo a possibilidade de afastamento
do Ministro Sérgio Moro era tudo que não se esperava ou desejava. O homem
símbolo da limpeza moral da política nacional e indiscutível sustentáculo do
Governo Bolsonaro ameaçando bater retirada da Esplanada dos Ministérios, por
discordar da interferência presidencial, que ameaça demitir o Diretor-Geral da
Polícia Federal, Maurício Valeixo, é tudo que o país não esperava. Valeixo é
sabido ser braço direito do Ministro. Indiscutivelmente, uma lamentável marcha
à ré na rota de moralização política do país e principal bandeira de campanha.
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| Desencontro Indesejado |
Ora, meu Deus, o Ministro Moro é um patrimônio moral consagrado
internacionalmente. Honra o país e seguramente é o símbolo maior da reserva
moral da República. Lembre-se disso Bolsonaro! Aliás, e a propósito, carta branca é Carta
Branca. Esquecê-la, agora, é dar violento marcha à ré. Se apresse e engate uma
marcha de força para frente.
Ainda na ressaca do tremor de ontem, quando vi, com imensa surpresa, a aproximação inesperada
de Bolsonaro com os chamados partidos do Centrão sob
uma alegação visível de garimpar apoio político no Congresso foi danado. Mudou de ideia,
Presidente? Vai querer um Governo de Coalizão?
Para completar, e num lance mais ousado, vi o Presidente anunciar a possibilidade de “esquartejamento” do Ministério da Economia, tão bem estruturado neste Governo. Recriar o Ministério do Trabalho e confiá-lo à mesma corja sindicalista que tantos prejuízos causou à nação na era fatídica do PT é, no mínimo, vergonhoso. Nessa esteira de convulsão política vi, pasmo também, a promessa governamental de lotear cargos menores, diga-se que não menos importantes e, sim, estratégicos, para esses partidos convidados a contribuir. Ibama e Banco do Nordeste, entre esses. É lasca!
Sinceramente, Senhor Presidente, sou seu defensor, mas, não sou cego. Vá com cuidado com essas relações perigosas que estão lhe iludindo. Para agradar a quem? O Brasil inteiro espera que o Senhor cumpra sua palavra. Sobretudo agora com a pandemia correndo solta e livre. Pobre Brasil.
NOTA: Foto obtida no Google Imagens








