sábado, 22 de fevereiro de 2014

Falando de Carnaval

Tenho sido muito critico nos anos recentes quanto à programação do carnaval do Recife. Sinto-me coberto de razão diante do desprestigio que se atribui aos autênticos traços culturais locais e em particular ao ritmo do frevo. Tranquilizo-me quando vejo que não estou sozinho nas denúncias, diante das severas observações que são feitas por críticos respeitados e formadores de opinião.
Neste período pré-carnavalesco de 2014 já se confirmam a manutenção de um estado de descaso para com as tradições locais. É lastimável ver o lamento do Maestro Duda – um ícone do frevo pernambucano – “são tantas as injustiças com a nossa cultura: saímos das ruas, nos afastamos do público” (Diário de Pernambuco - 04.02.14). A Secretaria de Cultura da Prefeitura de Geraldo Julio prometeu rigor no inicio do ano passado e se desculpou por não poder corrigir a situação naquele inicio de gestão, herdada dos petistas ignaros. Agora, ao apresentar a programação deste ano, garantiu que 98% dos artistas contratados é “prata da casa”. Contudo, examinando a dita programação, desconfio que este cálculo pode revelar equívocos. Vi que artistas do Sul estão vindo – com altos cachês, é claro – para “animar” a festa dos recifenses. Entre esses, só tiro Elba Ramalho que, embora radicada no Rio e haver nascido na Paraíba, nasceu artisticamente no Recife, interpreta frevos e anda muito por aqui. O restante, francamente, não merece qualquer prestigio. Maria Gadu? Considero isto uma desacato.
Outra coisa incrível que li recentemente num dos nossos jornais diários foi de que o Bal Masquê do Clube Internacional, uma das mais tradicionais festas da cidade, se “baianizou” de uma vez por todas. Este ano foi animado por banda e artista baianos. A verdade é que este baile deixou de ser o BAILE de carnaval genuinamente pernambucano, há muito tempo.  Perdeu o encanto do passado e o charme que durante décadas ostentou. Hoje virou um pagodão,  axézão, sem limites, nem tamanho. Elitista? Quem, eu? Coisa nenhuma... Valorizo um autêntico Bal Masquê, assim como valorizo um bloco de rua, com o povão fazendo o passo, suado e empurrando uns aos outros, às cotoveladas, na conquista do espaço. Entro com vontade... Na verdade, pretendo ser, tão somente, um guardião ou uma tênue voz no meio de uma gente que tem a pachorra de apagar sua história. O pernambucano está cada vez mais alienado e sem noção de cultura e patrimônio histórico. Doe-me ver a geração atual declarar que frevo é muito chato. Ligo o rádio e procuro escutar um frevo, e nada! Nem mesmo nessa época de carnaval. Só dá axé e rock da pesada. Maestro Duda tem razão.
Fico imaginando do que seria Veneza se seu povo, ou sua prefeitura, resolvessem “apagar” seu autentico carnaval e seus bailes de máscaras. Ao contrário, preservam a cultura e o ano inteiro lembra seu famoso carnaval!  Aqui é no sentido inverso.
Outra ironia é lembrar que o tão exaltado trio elétrico baiano foi inspirado no frevo pernambucano. A história registra que em 29 de janeiro de 1950, o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas  do Recife, a caminho para uma exibição no carnaval carioca, a bordo do navio Santarém, parou em Salvador e resolveu desfilar nas ruas da cidade. Foi um furor. Os baianos nunca haviam visto o frevo. O carnaval lá era uma coisa apática e sem traço cultural definido. Segundo jornais da época, 80.000 pessoas saíram pulando e fazendo o passo atrás de Vassourinhas. No meio da multidão, um cidadão de nome Osmar Macêdo deslumbrado com aquele sucesso, convidou o amigo conhecido por Dodô para engendrar, numa fobica Ford 29, dois autofalantes e sair pela rua, durante o carnaval, tocando Vassourinhas, o hino do carnaval pernambucano,  com seus instrumentos de corda, conhecidos como guitarras baianas. Foi um sucesso estupendo. Criaram, na verdade, um novo formato de brincar carnaval na Bahia. Com o tempo a dupla Dodô e Osmar, já muito famosos, agregaram nova figura – Armandinho – e daí prá frente ninguém segurou o que veio a ser denominado de Trio Elétrico. A fabricante de refrigerantes Fratelli Vita, na pessoa do seu proprietário Miguel Vita – pernambucano – resolveu patrocinar o Trio de Dodô, Osmar e Armandinho.  Foi um sucesso retumbante. Ao mesmo tempo, a concorrente Coca-Cola resolveu responder na Terra do Frevo colocando nas ruas um Trio Elétrico, sem que surtisse qualquer efeito. O povo do Recife olhava com desprezo àquela invenção estranha. “Guitarra tocando frevo? Ôxente, que coisa mais idiota...” Mas, os baianos, ao contrário, desenvolveram o projeto, com forte esquema de negócio comercial e olhe no que deu. Fizeram da Bahia o polo emissor de carnavais o ano inteiro: os famosos carnavais fora de época. Falam, com a maior naturalidade, da existência de frevo baiano. É de lascar. Trabalharam bem, reconheço. Já os pernambucanos foram passados para trás e hoje vivem correndo atrás do trio elétrico. É danado... Veja as fotos, a seguir.


Vejo com tristeza que não se diz mais que em Pernambuco se faz “o melhor carnaval do mundo”. Havia nisto muito bairrismo, é claro, mas significava fidelidade à cultura do torrão natal. Ficou tudo no passado. Os pernambucanos de hoje – começando pelos que ultimamente governam – não sabem o que é a real tradição da sua terrinha. É um bando de alienados. Vivo sem muitas esperanças. Mas, vou continuar contando a história. Quem manda viver o tanto que já vivi?

Ah! Um registro especial: depois que fechei este artigo, visitei o recém-inaugurado Passo do Frevo, no bairro do Recife Antigo. Confesso que gostei apesar do excesso de vermelho na ambientação. É um museu de conceito moderno, interativo e reunindo peças relevantes que contam a história do ritmo pernambucano. Foto ao lado. Quem sabe, brote dali uma esperança! Ponto positivo para a Prefeitura atual. Tomara que adotem outras providências honestas e compatíveis com a cultura pernambucana. Para o Baile Municipal, por exemplo, prometem uma noite pernambucana. Vamos ver. 


Ainda não é este ano que volto a brincar o carnaval do Recife. Até que me “balancei”...  Zarpo pra bem distante.



Nota: As fotos dos baianos foram obtidas no Google Imagens. A do Passo do Frevo é da autoria do Blogueiro.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Nação Asteca

Quando os espanhóis conquistadores chegaram à região mesoamericana, onde hoje se localiza o México, se surpreenderam ao encontrar uma civilização muito desenvolvida e com traços culturais que guardavam semelhanças com as dos povos do antigo Oriente Médio entre os quais egípcios, fenícios, sumérios e caldeus. Muito diferente daqueles que foram encontrados, pelos ibéricos na costa Oriental das Américas. Logo se notou que era uma gente de costumes refinados, cultos e religiosos, dominando conhecimentos de matemática, astronomia, belas artes, agricultura, medicina, arquitetura, engenharia e urbanismo. Numa carta ao Rei da Espanha, os conquistadores relataram, com muita surpresa, haver encontrado uma cidade que era abastecida por água potável através de aquedutos localizados nas montanhas. Aquilo foi um espanto porque, na Europa da época, o povo morria de diarreia, por falta de água potável e higiene.
Esse povo desenvolvido pertencia à Nação Asteca, formada por varias tribos nômades,  proveniente de certo local denominado de Aztlan, ao Norte do continente. A tribo localizada numa ilha do Lago Texcoco autodenominava-se de Mexica (que deu origem do nome do país). Conta-se que por uma determinação divina – eles viviam numa Teocracia – ali se radicaram e fundaram a cidade de Tenochtitlán, que se tornou a capital da Nação Asteca. É uma história que remonta aos séculos 13, 14, 15 e 16.
Foi Hernán Cortés o espanhol responsável pela conquista e destruição da civilização ali existente, em 1521, quando derrotou o Rei Huey Tlatoani, conhecido na História como Montezuma II, morto de modo covarde, pelas tropas espanholas. Dalí em diante os colonizadores destruíram o que lhes aparecia pela frente e sobre as ruínas de Tenochtitlán construíram a atual Cidade do México.
Uma visita ao México equivale a um mergulho na História das Américas, ou pelo menos em parte importante dessa história. Foi o que fiz recentemente. Não fui, propriamente, apanhado de surpresa embora confesse que em muitas ocasiões minhas expectativas foram bastante superadas. As pesquisas e explorações arqueológicas realizadas, sobretudo no século 20, põem à vista maravilhas dessa grandiosa civilização. Com a mesma curiosidade e entusiasmo que já tive ao visitar e explorar os monumentos históricos da Europa e do Oriente, percorri sítios históricos do México, penalizando-me por não haver feito antes.
O primeiro impacto foi ali mesmo no centro da Cidade ao visitar as ruínas do Templo Maior da cidade primitiva. Explorações arqueológicas dão prova da destruição dos espanhóis. Tanta história e tantos vestígios de esplendor, que é impossível não se surpreender. Minha cicerone – Susana González – foi incansável nas explicações de cada ponto, cada espaço, cada pedra e cada pedrinha. Tudo muito significativo. Deu-nos – a mim e minha família – lições de História do Novo Mundo e da Nação Asteca, incluindo noções de Arqueologia. Tomamos um banho de cultura mexicana. Vide fotos a seguir porque fotos falam melhor do que palavras.




Dois outros lugares da Cidade do México são visitas obrigatórias para um turista antenado:  o primeiro é o Sitio Arqueológico de Teotihuacán e, depois, o incrível Museu de Antropologia.
Se uma visita às ruínas do Templo Maior no centro da Cidade do México é algo surpreendente, muito mais é o que se revela no Sitio Arqueológico de Teotihuacan. A primeira coisa que me ocorre dizer é que se trata de algo indescritível. Só vendo para crer. Situado a aproximadamente 40 Km. a Nordeste da Cidade do México o local, com 83 Km², é o testemunho concreto de uma avançada civilização que habitou a região no período pré-Colombiano. E neste caso, refiro-me a um Império mais antigo ainda, digamos que pré-asteca, datado de 600 AC! É ou não é surpreendente? O que se registra é que seu ocaso, que se deu no século VIII, decorreu por conta de dificuldades sociais e climáticas.
Teotihuacan, ou Cidade dos Deuses, foi a maior urbe daquela época e que se tem noticia. É impressionante verificar a noção de planejamento que eles tinham nos domínios da engenharia, arquitetura e urbanismo. Vi coisas que, sinceramente, rivalizam com que se observa no mundo moderno. Um destaque, por exemplo, vai para a denominada Rua dos Mortos, verdadeiro eixo central da cidade. Uma reta de 4 Km. de comprimento e largura de 45 metros. Foto acima. Francamente, para aquela época? Antes de Cristo! Uma surpresa e tanto... A organização social se dava com base numa Teocracia, isto é, os governantes eram considerados e reverenciados como verdadeiros deuses. Todas as atividades sócio-politico-econômicas emanavam de princípios divinos.  
Numa visita a Teotihuacan o que mais chama a atenção são as duas imensas pirâmides lá existentes: a do Sol, com 65m. de altura (foto acima) e a da Lua, com 45m. Turistas crentes escalam as duas para receber energias. Não tive energia para ir colher energias lá em cima. Depois das pirâmides, lembro-me dos fantásticos palácios em boa parte tratados pelos arqueólogos e abertos à visitação publica. É o caso do belo palácio de Quetzalpapalotl. Olhe a foto a seguir.
Ah! E o Templo de Quetzalcóatl, que visitei logo que cheguei e onde gastei as energias que acumulava naquele dia. Uma coisa posso garantir: é preciso coragem e juventude para escalar aqueles monumentos.

No Museu de Antropologia o visitante faz um roteiro, cuidadosamente montado, que o leva a admirar uma das mais belas coleções de peças e objetos das diferentes fases e povos da cultura Asteca. O espaço do Blog é insuficiente para detalhar esse Museu. Valho-me de algumas fotos, a seguir, que pude registrar para ilustrar o Blog. Atenção para a famosa Pedra do Sol, ultima foto, que na verdade é um calendário agrícola. Um ícone da cultura asteca.


Eu teria uma infinidade de relatos sobre o México, mas, um post maior do que isto seria cansativo para o leitor ou leitora.
NOTAS: As fotos são da autoria do Blogueiro.

Se você estiver interessado(a) em algo mais sobre este tema, sugiro que visite o www.youtube.com/ticoso onde meu filho José Antonio Brazileiro postou stripfilmes sobre nossa visita ao México.

MUCHAS GRACIAS: Com minha família estamos gratíssimos pela acolhida da Professora SUSANA GONZÁLEZ pelas atenções, manifestações de carinhos e, especialmente, por haver nos acompanhado, dia e noite, durante os dias da nossa visita à Cidade do México. Os agradecimentos são extensivos à família González Hierro.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Cores do México

Achei muito interessante, quando circulei recentemente nas ruas da Cidade do México, ao observar o biótipo dos nativos. É uma gente muito parecida com o povo comum daqui do Recife ou de outras cidades brasileiras. De repente, comecei ver Seu Biu, Dona Zefinha, Seu Zezinho, Iracemas, Cremildas e outros mais. Muitos mestiços como no cenário brasileiro. Senti-me em casa.
Esta foi a minha primeira visita à Nação Asteca. Saí impressionado com a estrutura urbana, as longas e largas avenidas, os inúmeros parques e praças e os palácios governamentais e privados espalhados pela metrópole. É a cidade com o maior número de museus no mundo. Impressionante o ambiente cultural. Museu para tudo... inclusive um de Economia Interativo e o inusitado Museu do Terror.

A Cidade do México tem uma das maiores regiões metropolitanas do mundo. Reúne mais de 40 municípios e estima-se que tenha, hoje, ao redor de 22 milhões de habitantes, sendo comparada com Tóquio e Seul, na Ásia. Tem poluição ambiental, o trânsito é pesado e assusta o visitante. Supera em muito o caos das grandes cidades brasileiras. Os habitantes locais parecem estar conformados com a situação e não perdem o bom humor. O dia começa tarde e a vida vara a noite com ajuda dessa lentidão do trânsito.
Importante, contudo, é que a cidade é muito bonita e de especial colorido. Talvez para compensar o cenário gris das áreas além do perímetro urbano. Existem favelas, é verdade. Nos arredores da cidade, sem a agressão do que se observa no Rio de Janeiro, por exemplo. Mas não chegam a ser construções subnormais. Sem pintura confundem-se com o cinzento das montanhas. Para completar, a Sudeste da cidade, o Vulcão Popocatepetl, há algum tempo lança fumaça e cinzas e pontifica fazendo parte da paisagem semiárida, quase sempre cinzenta. A vegetação é, sobretudo, de cactáceas com a palma forrageira e a agave (verde, azul e mesclada) dominando os campos. Algumas praças no centro da cidade têm essas plantas como adorno. Vide foto. A palma – nopal para eles – serve de alimentação humana – uma delicia, por sinal – e, ao contrário do Brasil, o gado não come. E é da agave que eles tiram as famosíssimas Tequila e Mescal.   
Estive no México com minha família e foi - em tudo e por tudo - uma viagem muito auspiciosa, porque tivemos uma guia de primeiríssimo nível, a amiga de juventude, Susana González. Mexicana de nascimento e formada em História pela UNAM (Universidade Nacional do Mexico)  proporcionou-nos um verdadeiro “mergulho na cultura asteca”. Não poderia ter sido melhor.
Uma das primeiras informações dada por Susana foi lembrar que a Cidade foi construída na bacia do Lago Texcoco. Aterrado pelos colonizadores espanhóis, grande parte da cidade está montada sobre reservatório lacustre subterrâneo. Prova concreta disso é a Catedral Metropolitana, um dos ícones da cidade, sustentada por macacos hidráulicos que a mantém em permanente e monitorado equilíbrio. Lá dentro é possível admirar a engenhosidade dessa tecnologia. De rara beleza a grande Catedral, além de ser visita obrigatória, tem que ser preservada. Vide foto acima, a esquerda.
A propósito, noutro ponto da cidade vi, incrédulo, o antigo Santuário da Virgem de Guadalupe com acentuada inclinação decorrente de um afundamento do terreno. Outro santuário – com linhas arquitetônicas modernas – foi erigido ao lado, dessa vez com todos os cuidados da engenharia moderna. Vide a foto ao lado.
Essa estrutura lacustre, característica da Cidade do México, aparece de modo efetivo no subúrbio de Xochimilco (Significa: lugar fértil para cultivo de flores), ao Sul da cidade. Sobre o lago de mesmo nome, os mexicas (primitivos habitantes da Nação Asteca) deixaram um patrimônio ímpar. O local, além de grande beleza natural, é grande atração turística e foi o primeiro lugar que Susana Gonzalez nos levou. Num ensolarado dia, mas de temperatura baixa (aproximadamente 10ºC), nos deparamos com uma extensa área de canais separando ilhas artificiais denominadas de chinampas.
Chinampas são geo-espaços  formados por camadas de terreno que os indígenas tiravam do fundo do lago para compor um solo firme, agarrados às raízes de plantas aquáticas. Isso resultava em ilhotas de tal maneira resistentes e bem estruturada a ponto de permitir, sobre as quais, a construção de casas e jardins. Pedras e raízes profundas ancoram as chinampas no fundo lago. Um negócio formidável. Segundo Susana, quando os espanhóis colonizadores chegaram – destruindo tudo –, no século XVI, ficaram impressionados com aquelas construções. Na Europa eles, ainda, não sabiam o que era paisagismo, nem irrigação, muito menos chinampas. Eram exploradores subdesenvolvidos. E, veja só, os astecas já dominavam essas técnicas desde o século 13!
O que existe hoje, por lá, são chinampas seculares, nas quais se encontram viveiros de floriculturas, hortas e moradias. O local virou centro de atração para o visitante e é tombado pela UNESCO como patrimônio da humanidade. Centenas de traineiras (pequenas embarcações) fazem percursos turísticos pelos canais, animados por mariaches (músicos populares mexicanos), bares e restaurantes flutuantes. Uma animação constante. O som e as músicas dos mariaches são de arrepiar. Contratamos um Grupo para acompanhar nosso trajeto. Foi uma fiesta mexicana! Foto a seguir. Saímos deslumbrados.

Há muito mais para ser relatado sobre o México. Numa próxima postagem poderá vir mais.

NOTA: Fotos da autoria do Blogueiro
MUCHAS GRACIAS: Com minha família estamos gratíssimos pela acolhida da Professora SUSANA GONZÁLEZ  e sua filha Suzy Hierro, pelas atenções, manifestações de carinhos e, especialmente, por haver nos acompanhado, dia e noite, durante os dias da nossa visita à Cidade do México. Os agradecimentos são extensivos à família González Hierro.