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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Quem será o eleito?


Vejam vocês, caros amigos e amigas que me acompanham semanalmente, a que situação inusitada chegamos. Refiro-me às eleições presidências de outubro próximo. Em quem votar? Eis a questão. A perplexidade que reinou após a eleição de 2014, com aquela vitória apertada de D. Dilma e a sensação de que o país estava dividido, começa a dar sinais de que, dessa vez, a perplexidade já se antecipa e de modo bem mais expressivo. Hoje, diante do que acontece, não há divisão meio-a-meio e sim um elástico fracionamento. As perspectivas são tão sombrias que dá até medo do futuro. 
Ninguém de são juízo tem ideia precisa de quem seria um bom candidato. Salvo naturalmente os petistas mais exacerbados que ainda acreditam na possibilidade de Lula Presidente. Este, além da Ficha Suja, não levaria esta próxima de jeito nenhum. O ciclo lulopetista acabou e seus seguidores não perceberam. Só no Brasil acontecem coisas assim. Que ironia...
Então, na verdade,  estamos diante de um dos maiores desafios eleitorais de todos os tempos. Quem merece o voto que cada eleitor tem para sufragar na urna? Poucos. Muito poucos. Ou, quase nenhum. A situação é tão adversa que aventureiros se aproveitam do vácuo deixado pelos manjados ladrões e corruptos e lançam mão da estratégia de aliciar o descrente eleitorado, fazendo o discurso da necessidade de um novo nome na cena política. Sangue novo é o mote! O exemplo recente ocorreu em São Paulo, quando foi eleito o novato João Dória. Será que foi uma boa escolha? Ele chegou fazendo uma barulheira diferente e “tomando gás” se empolgou, empurrou para escanteio seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin, proclamou-se a “bola da vez” e posou de presidenciável, embolando o meio político nacional. Em bom tempo, todavia, arquivou a ideia, mas abriu uma brecha de última hora, abdicando do cargo de Prefeito e virando candidato a governador do estado. Bicho bom de bico é assim. E o Alckmin vai em frente aos trancos e barrancos. Lá em baixo nas intenções de votos.
Outro aventureiro que deu as caras foi o tal do Luciano Huck. Esse quase não merece comentários. Acho que comparou o Brasil a um programinha inexpressivo de auditório, que anima numa rede de TV. Por pouco, muito pouco, cedi à tentação de me postar diante da TV para “conferir” as qualidades desse aventureiro. Fui salvo quando, aliviado, vi a noticia da desistência dessa candidatura, visivelmente, ridícula. Depois disso, vi a hora de lançarem Tiririca a presidente da Republica.
Huck e seu Caldeirão
Achei muita graça, e ainda acho, do jogo Temer x Meireles. Vai tu? Não, vou Eu! Vai e não vai... Esses caras não têm noção do tamanho do desprestigio que gozam. Aliás, essa fração aí não tem pareia. E Joaquim Barbosa? Temer disse logo que “vai perder porque é negro”. Coisa feia Presidente! Já o velho Delfim Neto alfinetou dizendo “pela primeira vez não vão votar em branco”. Só rindo.Sinceramente, esse negócio tem momentos que vira pagode. Bom, finalmente e para alivio geral Barbosa “bateu o martelo” e avisou, esta semana, que não entra nessa onda.” Tenho mais o que fazer, em casa”, disse ele.
Ah! Tem o jovem Rodrigo Maia, também. Coitado. Está tão enganado com a "cor da chita". Sem chances. PT Saudações. Cuidado não se trata do PT partido politico. Falo daquele PT telegráfico! 
Agora, assustador mesmo é esse candidato Jair Bolsonaro. Já pensaram direitinho? De repente faz-me lembrar o caçador de marajás, das Alagoas. Pior é que corremos o sério risco desse candidato levar a melhor. Valha-me Deus!
Escolha, se tiver coragem.
E o Gomes cearense anda “espalhando brasas” querendo convencer os petistas baratinados à uma coligação para, por fim, colocar as garras que vem afiando por algum tempo. Corro dele.
Na paralela tem, também, a sonhadora Marina Silva. Meu Deus! De quatro em quatro anos ela dá as caras fazendo seu discurso utópico e, sobretudo romântico. Coitada...
Dos outros aspirantes à presidência nem perco tempo comentando. Boulos, Manuela , Mané, Zé, sei lá. Dá até pena perceber que estão aí só pra confundir mais ainda os eleitores. São frações mínimas.
Resumindo, acho que estamos num “mato sem cachorro”. Alguém duvida?
Haja coração... Não tenho em quem votar. Você tem? Me avise quando souber.

NOTA: Fotos colhidas no Google Imagens

sábado, 23 de novembro de 2013

Justiça sendo Feita

Finalmente a justiça começa a ser feita. Os mensaleiros estão indo para o xilindró. E é xilindró de verdade. Desconforto, água fria, banheiro coletivo e outras cositas mais. Já era tempo! O STF tinha que ser respeitado. Lembro-me do dia em que eles “livraram as caras”, com o episódio dos embargos infringentes. Coisa mais esdrúxula! Naquele dia, quase desisti de acreditar na Justiça brasileira. Aliás, foi preciso conversar muito, com quem entende do assunto, para engolir aquilo. Para mim não passou de uma grande enrolada. 
O que importa agora é que, afinal, começam a ser presos! Salve Joaquim Barbosa! Com todo respeito, isso é que é um Bicho bom! Regime aberto, semiaberto, fechado ou trancafiado, não importa. O que vale mesmo é saber que estão sendo punidos.  Não adiantou choro, lágrimas, ranger de dentes, militância organizada em torcida, nem velas pros santos. Cadeia e priu.
Nesse cenário, não tem coisa mais indecente do que ver esses condenados posando de vitima e se fazendo de desvalido. Pior, ainda, é se considerar preso político. Faz-me rir. Quisera saber a opinião de D. Dilma sobre isto. Ela que tem experiência disso.
Agora, boa mesmo foi a denúncia do jornalista Cláudio Humberto, na 5ª. Feira passada (Vide Jornal do Comércio): cascavilhando (*) os Estatutos do PT, encontrou que no Artigo 231 é prevista a expulsão das fileiras partidárias todo membro que venha a ser condenado “por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado” (Parágrafo XII). Ora, ora, isto cai como uma luva nos membros que estão condenados e cumprindo penas. Dirceu e Genuíno preenchem essas “qualidades”. Não é fato?
Saiba, porém, que a executiva do partido não cumpre o que é previsto por não concordar com a Decisão do Supremo. Aí, eu pergunto: e é assim? Desde quando uma decisão – transitada em julgado – de um Tribunal Superior - como é no caso - pode não ser reconhecida? Em que país esses petistas vivem?
Cheio de curiosidade, apressei-me e fui atrás do tal Estatuto e eis que encontrei , no mesmo Artigo 231, duas outras pérolas: Dar-se-á a expulsão do Partido quando constatado: “Parágrafo VI – improbidade no exercício de mandato parlamentar ou executivo, bem como no de órgão partidário ou função administrativa” e “Parágrafo VII – incidência reiterada de conduta pessoal indecorosa”.  Será que vão saber usar essas pérolas? Falando francamente, acho que eles foram até inteligentes e corretos na formulação dos Estatutos. Mas, na aplicação, “pisam na bola”. Engraçado é que, imagino eu, Dirceu e Genoíno foram importantes redatores desse estatuto, desde que são ex-presidentes do partido.  Taí  um típico caso do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.
Enquanto isto, a mídia nacional não para de falar nas roubalheiras que ocorreram na Prefeitura de São Paulo durante governos do PSDB ... Será que esse povo não aprende a lidar com o dinheiro publico?  Êita, Brasil velho... reino de corrupção. Até quando?
NOTA: Nada de fotos ilustrativas, hoje. Não valeria à pena. Só se fosse uma de Joaquim Barbosa. Mas, ele aparece a toda hora, nos veículos de circulação nacionais e internacionais.

(*) Cascavilhando significa:  investigando, pesquisando,  catando, procurando ... Isto em bom pernambucanês.

  

domingo, 22 de setembro de 2013

Justiça Injusta

Com imenso pesar começo o bate-papo de hoje, tamanha minha revolta com essa justiça do Brasil. Os brasileiros – falo dos mortais, como sou eu – esperaram com muita expectativa o desfecho da votação sobre os famigerados Embargos Infringentes, na sessão de quarta feira passada no Supremo Tribunal Federal - STF. O desejo da Nação era claro: cadeia imediata e sem apelações para os doze condenados. Claro, que uma quadrilha que se apodera de R$ 173,0 Milhões dos cofres públicos não pode ter outro destino. Mas, ao contrário do que se esperava, o Ministro Celso de Mello – investido do papel de Decano da Corte e com direito a dar o voto de Minerva – consciente de que estava contra a opinião pública, “cheio de dedos” e muito discurso técnico “livrou a cara” do bando. Doloroso. Por mais que tenha sido uma decisão técnica e que, no retorno de julgamentos, os réus ainda corram o risco das confirmações das sentenças, coisa, como é amplamente sabido, difícil de acontecer, paira a  desesperança e frustração na alma do brasileiro. No de são juízo, vale ressaltar. Que tipo de (in)justiça é essa, meu Deus? Como metade do pleno daquela Corte Superior julgou o pleito como improcedente é porque havia condições de mandar essa caterva PTralia para trás das grades, na mesma hora. Pior do que isso, agora, é lembrar que sabendo da lentidão de julgamentos dos processos judiciais nesta eterna Pindorama, corre-se o risco de que esses crimes sejam prescritos, dada a eternidade, segundo o Ministro Joaquim Barbosa, que certamente serão tratados. Prevalece, assim, a ideia popular de que Justiça que tarda é a Justiça que falha. E certamente vai falhar, para gáudio dessa corja de ladrões que domina o Brasil há doze anos.
Francamente, mais do que nunca fica claro que cadeia no Brasil foi coisa feita para pobres, “pés-rapados” e “bundas-sujas”. Foi negro, então, perca as esperanças. Mas sendo rico, teve algum poder, viveu à sombra do poder e pode pagar a peso de ouro uma boa banca de advogados, sustentada por competentes advogados, que saibam interpretar as entrelinhas e as diagonais da legislação vigente, tenha boa verve, se vista bem, use bom perfume e chegue num carrão aos tribunais é absolvição de cara. Que tristeza. Certa feita, ouvi de uma conhecida que fazia parte do corpo de jurados no Tribunal de Justiça de Pernambuco um depoimento que passava por essa imagem que relatei acima. Certo é quando se diz que nunca se deve confiar na cabeça de juiz ou nas de um corpo de jurados. Surpresas são coisas bem comuns.
A respeito ainda do Julgamento de quarta-feira passada, li em algum lugar a opinião do ex-Ministro Saulo Ramos e agora vejo que ele tinha razão. Segundo Ramos: “Decano se comporta como estudante de Direito eminentemente técnico, servindo aos interessas dos Mensaleiros, subjugando o Povo Brasileiro”. Lembrando-me dele tento entender o que tenho ouvido e lido de professores e advogados de renome a respeito do voto de Celso de Mello. Acham –  unanimemente – que ele deu uma brilhante aula de Direito.  Vá entender esse Direito e essa Corte. Haja estômago... Deus me livre! E pobre como sou, mais do nunca, vou querer andar sempre na linha.

No final das contas, como não há outra corte superior a essa que tratamos, vamos ter que engolir esses tais embargos infringentes de goela abaixo, até porque temos que respeitar a decisão para preservar esse poder que precisa ser protegido. Afinal é o Supremo! E supremo é supremo. Guardo a esperança de que um dia ele seja composto de membros independentes dos demais poderes principalmente aquela instalado defronte, lá no Palácio do Planalto. Que venham novos joaquins barbosas para salvar essa Pátria tão espoliada e tão eivada de justiças injustas. 

domingo, 9 de setembro de 2012

Ainda resta Esperança

Eu cresci e me formei ouvindo dos mais velhos que todo governo era formado de ladrões e corruptos. Meu pai, principalmente, vivia esbravejando e reclamando da bandalheira que imperava nas esferas governamentais, de todos os níveis. Aquilo era para mim uma cantilena. Assisti inúmeras crises políticas e econômicas neste país e a cantiga era a mesma: é tudo “farinha do mesmo saco” e da mesma qualidade, isto é, ruim. Saia governo, entrava outro e a esperança de lisura e honestidade parecia ser sempre a coisa mais remota para todos, no meu circulo familiar. Aos poucos fui entendendo e absorvendo a idéia. Meu velho se encantou pelo passe mágico da morte, no primeiro dia do Plano Cruzado de Sarney, em 1986. Lembro que o primeiro cheque que emiti, na nova moeda foi, justamente, para pagar o féretro dele. Pai morto e enterrado, permaneceu na minha mente a imagem e lembrança de um homem que não se cansava de criticar os governos e as roubalheiras republicanas. Houve época que aquilo me irritava muito e eu atribuía aquela manifestação, à enfermidade e arteriosclerose do velho. “Não tem um que preste. É tudo ladrão. Tenho pena de vocês que vão comandar a nação do futuro. Do jeito que a coisa vai não sobrará nada... Também, num país que não tem justiça para colocar todos eles na cadeia, só pode dar nisso.” Eram palavras repetidas por ele, pronunciadas com certa gagueira, muito comum quando ficava estressado. Vendo as ocorrências após sua morte, terminei por admitir, talvez tardiamente, e achar que o velho tinha toda razão. Lembro que ele não alcançou o caso Fernando Collor, com PC Farias e, mais recentemente, das roubalheiras do Governo Lula e seus mensaleiros, entre outros tão sérios quanto.
Tenho prá mim que ele teria vibrado com o despejo que foi dado a Collor, taxado de ladrão. Igualmente, entraria em êxtase com o atual julgamento e devidas condenações no Supremo Tribunal de Justiça da cambada de ladrões dos cofres públicos, sob a égide de Lula-laaaaaaaá.
Na verdade, não sei se por ele ou por mim mesmo, chego às raias da emoção vendo o desenrolar desse processo. É, de fato, algo sem precedentes no Brasil e quiçá na America Latina, região onde muito desses processos devem ser levados a efeito. Do México à Terra do Fogo, o que mais rola é corrupção. Pobre America Latina.
Pegar a revista Veja, da semana passada, e ver a sugestiva capa com duas mãos segurando uma grade de penitenciária, na posição de "por trás", e a legenda de “Até que Enfim” me sugere um momento histórico nesta nação. Sinto firmeza e a certeza de que o Supremo Tribunal Federal vai mandar, para as jaulas de criminosos, uma penca de ladrões engravatados, numa ação inédita na Terra Brasilis. Acompanhar, pela TV, o julgamento dessa tropa é algo semelhante a um bom filme de Hollywood. Daqueles de julgamentos nas courthouses americanas, tudo com muita pompa e circunstâncias. Gosto que me enrosco das escaramuças travadas entre alguns Ministros, porque dão um toque especial de suspense e leva o espectador ao auge do interesse e emoção. Dá prazer assistir as tiradas inteligentes do Ministro Joaquim Barbosa, (Foto a seguir) corajoso relator do processo. Aliás, é bom de registrar que ali está um digno preto que enche de orgulho a raça negra desta Nação. É um nome que, certamente, a história vai guardar. Ele vem condenando os corruptos sem pena e sem dó. Sujeito corajoso e que rompe com vontade e fervor a cultura maligna dos assaltos ao erário publico. Taí, daria um grande Presidente da República. Lancei a candidatura. Pronto!
O mesmo não pode ser dito dos Ministros Lewandowski ou Toffoli, que – foi, não foi – tentam colocar “panos mornos” para livrar as caras de alguns dos acusados, o que termina por manchar seus próprios nomes. Em tempos de comunicação instantânea, chega a ser desconcertante e lamentável ver as comparações que são feitas entre estes e o brilhante Joaquim Barbosa. Para mim, eles estão sendo alvo de verdadeiras condenações publicas, pela exposição negativa, sobretudo o jovem Dias Toffoli, refém do esquema lulopetista. Pensando bem e rigorosamente, é coisa que mancha, também, o próprio Supremo Tribunal, preocupado, acredito, em capitalizar a oportunidade de ouro que está tendo para impor respeito e se consolidar como sendo a mais suprema e confiável instituição nacional. Até porque, dúvidas não faltaram de Norte a Sul e de Leste a Oeste, no período pré-julgamento. Por tudo isto, paira no ar uma fresca sensação de que ainda resta uma esperança para que o Brasil se revele como sendo um país sério e democraticamente justo. O STJ está passando a limpo o “gigante pela própria natureza e impávido colosso”.
Tomara que esta onda saneadora pegue e garanta um futuro seguro às novas gerações brasileiras e que meu velho descanse em paz, vendo, de onde estiver na eternidade, raiar um tempo de retidão e ordem, para que haja progresso.
NOTA: Foto obtida no Google Imagens

Tropeços Diplomáticos

Por razões profissionais tive boas oportunidades de vivenciar e interagir com o meio diplomático brasileiro, bem como de outros países com o...