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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Futuro Desafiador


Historicamente é sabido que toda crise, seja qual for a natureza, enseja desafios e desses nascem oportunidades de novas soluções com traços de perenidade: inovações tecnológicas e biotecnológicas, novas formas de convivência, estratégias politico-institucionais e relações internacionais diferenciadas.
Outro dia postei algo cujo referencial foi o velho ditado do “todo mal traz um bem”. De fato, a crise atual vai deixar boas lições: nações e governos terão que rever seus próximos passos com fatores econômicas limitantes e particularmente, muitas atenções para com os possíveis novos traços culturais (usos e costumes). Reações contrárias existirão, mas não terão sustentação.
Já o ambiente doméstico que já se arrasta, por bom tempo, castigado por crises politicas e econômicas, a pandemia da Covid-19 vem se revelando severamente mais expressiva, porquanto desencontros político-institucionais se mostram incapazes de mitigá-la de pronto. O mundo está de olho neste caso brasileiro. Internamente, há um clima de intranquilidade pairando sobre o país e que vem empurrando a sociedade para um futuro incerto e, por isso mesmo, desanimador. Cidadãos comuns, empresários – pequenos, médios e grandes – e respectivas entidades de classe não conseguem enxergar o fim da crise que além de sanitária é visivelmente econômica. Inverossímeis para muitos.
No setor produtivo as coisas que já vinham capengando se tronaram mais periclitantes nesses meses de novo Coronavírus. Há claros sinais de perplexidade entre os que comandam segmentos da produção nos três setores básicos: primário, secundário e de serviços. O Brasil, inscrito entre as dez maiores economias do planeta, vê-se numa encruzilhada que o obriga a vencer um futuro desafiador para o qual não se preparou no passado recente e digamos perdeu o “bonde da história”. O mercado internacional vai cobrar caro pelas irresponsabilidades cometidas. O Governo desfia, como todos, um discurso “encorajador”. O Ministro da Economia foi à televisão e prometeu áureos tempos. Prometeu, até, surpresas. Entrementes, institutos de pesquisas e especialistas econômicos duvidam dessas promessas. Ora, sem o giro necessário a economia não gera riquezas; os cofres públicos estão sendo “raspados” para evitar o colapso e, desse modo, se o sistema não roda o futuro é incerto.
A propósito, recebi, esses dias, de amigo empresário paulista (Newton de Mello, dirigente da Fiesp e ex-presidente da Abimaq) um relatório, emitido pelo Instituto Brasil-Nação (http://conselhobrasilnacao.org) com observações críticas ao desempenho econômico brasileiro, nas últimas décadas. O documento centra sua analise em três dimensões: mercado interno restrito e, por isso, a produção precisa ser direcionada às exportações; falta de competitividade da produção brasileira sobremodo nesse mercado internacional e, por fim, fuga de empresas nacionais para atuar noutros países com mais chances de competir no mercado globalizado.
Industria pouco competitiva
São criticas com algumas propriedades, embora que sujeitas a algumas controvérsias. O próprio Mello, do alto da sua experiência, apressou-se em tecer considerações, com as quais comungo e ainda arrisco alguns pontos a mais: Mercado pequeno? Como um fator que atrai investidores estrangeiros pode ser tomado como irrelevante? 220 Milhões de pessoas não pode ser visto como mercado inexpressivo. Claro, e não sejamos ingênuos, que muitos não conseguem consumir o desejado por eles mesmos e pelos produtores. Mas, isso é uma situação gerada na formação econômica do país, na falta de educação e de investimentos básicos. Aliás, é assunto para outra edição! A segunda observação vai para a dimensão que se refere à falta de competitividade. Claro! Como ser competitivo se não se investe em Ciência e Tecnologia? Em inovação! Nem governos e nem empresários se habilitaram a criar condições propícias para tanto. As universidades formam pessoal que não encontra onde aplicar seus conhecimentos e termina se dedicando a setores outros, para não morrer de fome. E por fim as empresas fogem para produzir noutros países. Claro, também! Vão à busca de custos mais baixos, tronarem-se mais competitivas, mais segurança jurídica, impostos justos e pessoal qualificado. Ganham mais do que permanecendo no país que não garante o retorno adequado. Obvio que geram empregos, receitas tributárias e rendas para a sociedade onde atuam.     
Soja: Riqueza alimentar do Brasil para o mundo
Para terminar e sublinhando o que afirmou Newton Mello, com o processo de redução da indústria nacional devida aos fatores acima considerados, o Brasil hoje vem sendo “carregado nas costas” pelo Centro-Oeste que produz, competitivamente, grãos e minérios que abastecem o mercado internacional de alimentos e matérias-primas básicas. Completo dizendo que já se foi o tempo no qual era comum se escutar dizer que o Sudeste – sobretudo São Paulo – carregava o país nas costas.

Nota: Fotos obtidas no Google Imagens 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Parou de Piorar?

A semana que passou estive circulando por São Paulo, por onde, no meu entender, bate mais forte o “coração” do país. Fui numa missão empresarial do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco - SIMMEPE. O objetivo foi participar de uma Feira de Negócios da Indústria de Máquinas e Ferramentas – EXPOMAFE, promovida pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). É um evento muito específico do setor industrial, bom para quem entende da coisa e propício (como no meu caso) para aferir como andam a produção e as inovações, nacional e internacional, de máquinas e de ferramentas, bem como as reações dos investidores. É um encontro que acontece a cada dois anos, tempo supostamente adequado para que venham a ocorrer mudanças nos processos de produção, novas aplicações tecnológicas e na disposição de assimilação pelos produtores.  Este é certamente o mote da promoção.

Ocorre, porém, que, no estado atual da economia brasileira, o tema da crise que nos abate terminou sendo uma constante nas rodas de negócios. Para alguns a situação ainda é muito delicada, enquanto que para outros mais otimistas e, sobretudo, os patrocinadores da expo, a coisa aponta para uma saída do balaio de problemas. Estes últimos preferem dizer que a situação “parou de piorar”. Note-se que parar de piorar não é coisa muito distante de considerar que a situação é muito delicada. São, talvez, formas distintas de explicar uma mesma situação.
Na verdade, qualquer que seja o negócio que se trate hoje neste país, é impossível desligar do estado político reinante. Sendo como vem sendo, essa coisa enrolada gera insegurança da maioria capaz de investir em máquinas mais novas, ferramentas mais ágeis e competitivas e, conseguintemente, melhoria da qualidade do seu produto, que são sempre desejos de muitos.
Aquela arguição do ex-presidente, na quarta feira, em Curitiba, foi indiscutivelmente acompanhada por todos, com grande expectativa. O embate entre Lula e Moro monopolizou as atenções de meio mundo. “Prender o Lula ou deixá-lo em liberdade, vai determinar o formato dos negócios que vamos fazer daqui pra frente”, foi o que ouvi de um empresário. Esse mesmo cidadão lembrou que, na atual conjuntura, aqueles que estão habituados a esperar pelo apoio do Governo para retomar sua produção devem “tirar seus corcéis da tempestade”. Ele entende que, com a limitação de gastos e investimentos imposta pelo Governo Federal, nem em 2025 haverá recursos federais para atender demandas até bem pouco corriqueiras. E de lá prá frente, só Deus sabe. O Governo se encolheu em face do aperto que sofre e aponta com uma tendência de deixar que a iniciativa privada se vire e busque alternativas para crescer de forma independente. As privatizações dão uma boa dimensão das intenções. Está evidente que as tetas de Brasília secaram. Daí a pergunta: isto é ruim, ou bom? Há controvérsias. Claro! Romper com um modelo, ainda que superado e carcomido, parece ser uma missão colossal. A salvação é que, ao mesmo tempo, o Governo Temer – que pretende ser o reformista – está trabalhando diuturnamente nesse projeto desafiador. Reformas Trabalhista, Previdenciária, Econômica, Política e Eleitoral, como projetadas, remetem implicitamente a formas de reduzir encargos tributários e sociais que tanto perturbam e atrapalham o empreendedor brasileiro. Se tudo sair nos conformes algo de novo pode mudar no Brasil. O famoso Custo Brasil teria, em boa parte, seus dias contados.
Para os que acreditam que parou de piorar a boa surpresa de hoje mesmo (17.05.17) é que vários comentários de analistas econômicos comemoram o crescimento da Economia no primeiro trimestre em pouco acima de 1%. Esse dado ainda está por ser confirmado. É coisa pequena, mas é motivo de festejar porque a última vez que isso ocorreu foi no já distante 2014. Melhor do que isto é constatar que o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego registrou, em Abril recente, 59,6 mil novas admissões. A maioria no Setor Serviços. É animador! Aí cabe perguntar: Parou de Piorar?
De outra banda do sistema econômico surgem as noticias de que a inflação está caindo, o Dólar vem caindo, também, e o Banco Central sinaliza intenções de baixar as taxas de juros. Nada melhor para quem investe em máquinas e na construção civil. Que venha mesmo. Será que a coisa vai? É outra pergunta cabível.
Resumo da ópera, neste momento: inflação em baixa, juros caindo, Real se valorizando, encargos trabalhistas e tributários prestes a amenizar a vida do investidor, empregos recriados... É, tomara que a coisa tenha parado de piorar, mesmo.

Nota: O Blogueiro esteve em São Paulo a serviço do SIMMEPE – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Pernambuco.
           


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Desnacionalização - Assunto Novo

Acredito, como quase todo mundo, que a globalização da economia veio para ficar. É um caminho sem volta. As relações entre países, sozinhos ou reunidos em blocos político-econômicos, é um processo que se aprofundam celeremente, ainda que surjam, aqui ou acolá, opositores ao processo. Não é nada fácil. Pelo contrário, é bem complexo e em alguns casos é cruel. Exige inteligência, experiência e estratégias bem desenhadas para serem seguidas e, por isso mesmo, vem privilegiando poucos países e grandes corporações, sobretudo as que reúnem condições favoráveis de competitividade.
Semana passada, numa conversa com empresários membros da Associação do setor Metal-Mecânico brasileiro, em São Paulo, este assunto veio à tona e, de repente, entrou-se por uma conversa nova: por incompetência governamental e falta de competitividade empresarial – custo Brasil, baixos investimentos em infraestrutura, tecnologia ultrapassada, recursos humanos despreparados, etc. – o Brasil sofre um processo de desindustrialização, seguido por algo pior que é a acelerada desnacionalização das empresas nacionais. Desnacionalização era a novidade da conversa. Agucei meus ouvidos para este novo papo e, de fato, senti a ficha caindo. Mesmo aderindo ao processo da economia globalizada, fazendo parte de blocos políticos e econômicos, entre outras facetas, o Brasil vem perdendo, a passos largos, o terreno que em princípio esperava conquistar. Preocupante! As empresas brasileiras estão perdendo competitividade no duro jogo do mercado internacional e não lhes resta outra saída a não ser se associar ou se vender a um grupo estrangeiro ou empresa multinacional.   
Pois é, agora já não são apenas as grandes e tradicionais multinacionais (Volks, Ford, Fiat, Renault, Ottis, Honda, Schindler, Chevrolet, entre muitas outras) que dominam nosso mercado interno. Além dessas mais conhecidas já começam a surgir outros nomes de peso e, aos poucos, tomam conta de setores importantes da economia e do próprio mercado interno, dantes bem brasileiro. Exemplos marcantes: a TAM já não é mais brasileira e sim chilena. Foi chupada pela LAN Chile. Vão adotar (por enquanto) a denominação LATAM. Vide foto acima. A rede de supermercados Pão de Açúcar, de Abílio Diniz, foi recentemente vendida ao Casino francês. E o popular Extra foi junto. O pernambucano Bompreço já foi, há muito tempo, para as mãos do Wal-Mart. Outra empresa de renome, também de Pernambuco, a Koblitz é outra dividida com franceses e agora se chama Areva-Koblitz. As companhias regionais de eletricidade foram, quase todas, vendidas a espanhóis. Recentemente, a aguardente Ypióca, lá do Ceará, foi vendida à Diageo, fabricantes dos Johnnie Walker e Smirnoff. A tradicional promotora brasileira de feiras e exposições, Alcântara Machado, já não existe mais. Foi vendida à Reed Exibitions, de origem inglesa e líder mundial desse tipo de negócio. Quem não se lembra da mega rede genuinamente nacional de cinemas de Luiz Severiano Ribeiro? Para respirar, teve que se associar à rede internacional Kinoplex/UCI, isto é, existe, mas, não aparece. Isso vai acontecer com outras siglas! Resta pouca coisa de destaque, entre as quais a Embraer, por exemplo. Vai que já deve haver algum gigante interessado nela. São alguns exemplos que me ocorrem no momento. Ouvi outros nomes, mas fiquei tão impressionado com a lista, que terminei perplexo.
Diante desse quadro resta-nos – ainda que impotentes – questionar o Governo de plantão e apelar para que esteja atento a essa triste realidade e apresse as tais reformas prometidas no palanque eleitoral: fiscal, previdenciária, do Estado etc. etc. Incentivar o consumo, como estão fazendo atualmente  não vai resolver o problema. Tem que mexer na estrutura e não na conjuntura, porque o buraco é mais em baixo, minha gente. Não podemos pensar num país pujante e líder regional – 6ª. Economia Mundial – numa trajetória tão desconcertante.
E por fim, uma pergunta que não cala: será que vamos mesmo nos transformar num país de base econômica calcada na produção de commodities, por um lado, e mera plataforma de prestadoras de serviços de empresas estrangeiras, por outro? Tenha dó...
Nota: Foto obtida no Google Imagens 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Ching-Ling no Brejo

A cidade do Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco, é uma cidade antiga, com registros de mais de 250 anos e berço de muitas famílias ilustres, incluindo barões e senhores poderosos na política imperial e republicana do estado. Tem um conjunto arquitetônico colonial de muita beleza e, mais ou menos, conservado. (Foto acima). Nos seus arredores ainda são encontrados remanescentes dos batavos, que após a chamada Restauração Pernambucana, no século 17, procuraram se refugiar, por falta de recursos financeiros e logísticos. Nunca voltaram para a Holanda e se radicaram naqueles confins do passado. Terminaram se misturando com os nativos e exercendo uma grande influencia no biótipo local. São muitos os atuais habitantes da região que denunciam – com a pele claríssima e sardenta, além de olhos bem azuis – essa mistura de raças.
Ando sempre por essas bandas, devido aos meus laços ancestrais, pelo lado materno. Como se diz atualmente, curto muito circular pela cidade e, particularmente, pela Feira livre que acontece ali a cada Sábado da graça de Deus. Não preciso dizer que dia de feira no interior é dia de festa. E eu gosto, que me enrosco, de uma festa
Sábado passado – aproveitando a ida para os festejos de São João, na roça – não perdi a chance de dar meu passeio pelo Brejo. Fui em caravana com a família. Em vários carros saímos de Fazenda Nova (mais ou menos 20Km. de distancia), estacionamos nos arredores e nos espalhamos no meio do povão, em pleno burburinho das compras e vendas. Chegamos bem na hora do pico.
Mesmo com o passar dos tempos, o cotidiano interiorano é tão divertido, como no passado. É fácil observar que as meninas assanhadas e as vitalinas encalhadas, de hoje, se comportam com as mesmas manhas e cavilações do passado, um pouco mais ousadas, talvez. Vão pra rua, enfeitadas dos pés à cabeça e beiços pintados de carmim, para catar namorados. Fingem que vão às compras, mas, o foco é outro. Os mancebos, que não se fazem de rogados, deitam e rolam no terreiro. Tudo estrategicamente pensado. Uma disputa sem fim... Antigamente, eles chegavam a cavalo. Quanto mais belo o alazão mais predicados o cara reunia. Hoje, o cavalo é de aço. São motos potentes, enfeitadas, brilhantes e barulhentas, com uma garupa disponível para aboletar a penitente escolhida. Interior, ontem ou hoje, é sempre uma graça.
Como a modernidade tem sempre um apelo muito forte, os brejenses não deixam passar nada. Afe Maria! Jamais! Por exemplo: ao invés de pano, vendido em peças de três a cinco metros, no meio da feira, que seria levado à uma costureira e transformado num vestido de festa, a freguesa atual encontra o vestido prontinho na hora, sem trabalho de procurar modelo num figurino, muitas vezes desatualizado, ou discutir o preço do feitio. Agora, ela escolhe um modelo exposto numa banca da feira, prova – tem provador improvisado com criatividade e prático (vide foto abaixo ) agarrado à bancada de venda – e pronto. Nessas condições, dando no corpo e no preço, o negócio é fechado. E ainda pode rolar uma barganhazinha, coisa comum no interior. Ah! Como Brejo da Madre de Deus fica próximo ao Polo de Confecções de Santa Cruz do Capibaribe/Caruaru/Toritama, os últimos lançamentos da moda estão ao alcance das brejenses e em primeira mão, segundo D. Graciete (nome fictício), uma vendedora local. “Ôxente moço, tá brincando? São modelos tirados das novelas da Globo! Última moda, visse?”. Sem dúvidas, uma senhora vantagem.
Mas, não somente as meninas dispõem de “boutiques” da moda, na feira do Brejo. Os marmanjos compram calças jeans cheias de rasgões e emendas indisfarçáveis - que é moda -, bordados exóticos, botões metálicos e adereços de gostos duvidosos. Para completar, levam também uma camiseta de malha preta com uma caveira, em paetê, aplicada, sabendo que aquilo é o must do momento... Dali, saem direto pro forró das noites juninas, esbanjando charme e safadeza para as clientes de D. Graciete. Êita vidinha simples e gostosa!
Agora, tem uma coisa nova e o que mais me impressionou, na feira de sábado, foi o local destinado aos importados. É inacreditável. Uma invasão de produtos ching-lings. A matutada se aglomera ao redor das bancadas, da feira, que se apresentam empestadas de relógios, rádios, aparelhos de som, telefones celulares, brinquedos, produtos de informática, utensílios domésticos, chapinha de alisar cabelos, ferramentas, cutelaria, calculadoras, filmadoras, entre outros inúmeros itens. Tudo Made in China e a preço de banana. Vendem a rodo, como acontece na Rua 25 de Março, em São Paulo.
Diante daquele quadro, que, certamente, se repete nos mais distantes grotões brasileiros, “sacolejei meus miolos” e cai na real: senti que estamos perdidos com essa concorrência desleal. Meus amigos da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, com sede em São Paulo, que denunciam a desindustrialização do Brasil, precisavam ver aquilo.
É um Brejo dos tempos modernos! A matutada (será que ainda existem matutos?) dá o maior valor e volta pra casa com a bolsa cheia de modernidades importadas. Ponto para a competência chinesa! Que jeito? ching-ling nos brejenses.
NOTA: Fotos dos arquivos do Google (1) e da autoria do Blogueiro (2).

Supremo Desalento

Acordei cedo neste 15 de setembro de 2026, alimentado uma das maiores esperanças dos últimos tempos para meu Brasil: a sessão extraordinári...