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Mas, o mais significativo do atual processo eleitoral são os recados do eleitorado quando fluidos das urnas. Uma primeira constatação é que, indiscutivelmente, o cidadão de bem deste país está cansado de tantas irresponsabilidades geradas pelos nossos recentes governantes. Irrelevante historiar, aqui, passagens recentes de decepções, escolhas erradas, corrupções e a falta total de esforços por uma união democrática pelo bem da Nação. O país está farto de noticias a respeito. A constante observada é a luta pela manutenção do poder. Este é o concreto objetivo de cada corrente politica seja esquerda, direita ou o famoso Centrão. Resulta que não há país que avance social e politicamente num ambiente corroído como o que agora vivemos. O dinheiro publico se esvai de modo irresponsável e sem que haja um Programa de Governo consistente e honesto. Falta de um tudo. Segurança, Saude publica, Educação, Desenvolvimento Tecnologico, Infraestrutura, fora a inflação que vem sendo observada, as ameças de novos impostos, juros estratosféricos, desemprego e por ai vai...
Outro recado importante, senão o mais importante, a ser anotado é o fato de que o PL, do ex-presidente Bolsonaro vem alcançando imenso sucesso no atual processo. É notável verificar que, no primeiro turno, o partido (PL) comemorou vitórias em seis capitais estaduais e, agora, volta a participar de modo significativo nas quinze disputas remanescentes. Obvio que se trata de uma mudança expressiva que reflete a opinião popular sobre o Partido dos Trabalhadores (PT) liderado pelo Presidente Lula. Ora, o que está acontecendo? O PT e o Palácio do Planalto já acenderam o sinal amarelo e perceberam que não anda agradando como confiava. Numa das mais importantes, provavelmente a mais relevante, é a disputa no município de São Paulo. Lá, o atual Prefeito, Ricardo Nunes (MDB), que não foi nenhum sucesso no exercício do cargo, briga com um afilhado do Lula, candidato do PSOL, Guilherme Boulos que não recolhe muita popularidade no eleitorado, devido sua ficha de invasor de propriedades privadas e agitador compulsivo. Situação difícil para a esquerda que corre o risco de afundar nas eleições periféricas como são os pleitos municipais. Tudo leva a quer que o PT exagerou no seu otimismo. Recuperar a situação será certamente muito difícil. Como sempre digo, é no município que um partido planta seu sucesso. Houve, portanto, um descaso.
Outras capitais e cidades de porte médio entram na disputa e os recados que se esperam são tão importantes quanto os já constatados. Que o eleitorado seja previdente e transforme sua responsabilidade num passo de sucesso coletivo. Cada eleição é uma nova oportunidade de corrigir um erro do passado. O Brasil espera o sucesso democrático, ainda que tardiamente. Há sempre a esperança. NOTA: Foto ilustração obtida no Google Imagens.
Mostrando postagens com marcador Bolsonaro. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 25 de outubro de 2024
Recados das Urnas
Para alivio nacional o processo eleitoral deste ano está chegando ao fim. Muita coisa rolou e muitos recados foram dados pelos eleitores. Em alguns lugares os trabalhos já foram encerrados, como no Recife, com a reeleição do atual Prefeito com vantagem histórica de 78% dos votos. Cumprindo a legislação eleitoral, entretanto, 51 municípios brasileiros, incluindo 15 capitais, as disputas continuam e as repercussões são das mais diversas. A Lei determina que todo município acima de 200 mil eleitores está sujeito a um segundo turno. Resultado é que nesses 51 municípios, adversários políticos se enfrentam, diferenças intra e interpartidárias mal resolvidas se exacerbam, agressões físicas e, até, criminosas são praticadas e o país se transforma, numa boa parte, numa verdadeira avalanche de intranquilidade. Como de se esperar, a polarização Lula versus Bolsonaro ganha maior evidencia e as análises sobre os futuro da Nação se rebatem de modo potencial. Aqui em Pernambuco apenas dois municípios, Olinda e Paulista, trazem o processo até o próximo fim de semana. Curiosamente, dadas suas localizações, na Região Metropolitana do Recife e, mais do que isto, municípios limítrofes, as campanhas ultrapassam as fronteiras municipais e boa parte do Recife entra em clima de eleição. A cata de eleitores extravasa e os bairros das vizinhanças vivem momentos de dúvidas quanto aos discursos de cada candidato. A coisa se torna mais flagrante quando os padrinhos de alguns candidatos, entre os quais o Prefeito (Reeleito) do Recife, João Campos (PSB), e a Governadora Raquel Lira (PSDB), sobem em palanques dos dois municípios inflando a visível disputa pela conquista de espaço com vistas ao futuro. Não raro surgir eleitores na multidão prometendo votar num dos dois. Diz o ditado popular de que “quem é coxo, parte cedo!” É isso ai. 2026 está mais próximo do que imaginamos. E, desse modo, o Brasil não para de realizar eleições.
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Mas, o mais significativo do atual processo eleitoral são os recados do eleitorado quando fluidos das urnas. Uma primeira constatação é que, indiscutivelmente, o cidadão de bem deste país está cansado de tantas irresponsabilidades geradas pelos nossos recentes governantes. Irrelevante historiar, aqui, passagens recentes de decepções, escolhas erradas, corrupções e a falta total de esforços por uma união democrática pelo bem da Nação. O país está farto de noticias a respeito. A constante observada é a luta pela manutenção do poder. Este é o concreto objetivo de cada corrente politica seja esquerda, direita ou o famoso Centrão. Resulta que não há país que avance social e politicamente num ambiente corroído como o que agora vivemos. O dinheiro publico se esvai de modo irresponsável e sem que haja um Programa de Governo consistente e honesto. Falta de um tudo. Segurança, Saude publica, Educação, Desenvolvimento Tecnologico, Infraestrutura, fora a inflação que vem sendo observada, as ameças de novos impostos, juros estratosféricos, desemprego e por ai vai...
Outro recado importante, senão o mais importante, a ser anotado é o fato de que o PL, do ex-presidente Bolsonaro vem alcançando imenso sucesso no atual processo. É notável verificar que, no primeiro turno, o partido (PL) comemorou vitórias em seis capitais estaduais e, agora, volta a participar de modo significativo nas quinze disputas remanescentes. Obvio que se trata de uma mudança expressiva que reflete a opinião popular sobre o Partido dos Trabalhadores (PT) liderado pelo Presidente Lula. Ora, o que está acontecendo? O PT e o Palácio do Planalto já acenderam o sinal amarelo e perceberam que não anda agradando como confiava. Numa das mais importantes, provavelmente a mais relevante, é a disputa no município de São Paulo. Lá, o atual Prefeito, Ricardo Nunes (MDB), que não foi nenhum sucesso no exercício do cargo, briga com um afilhado do Lula, candidato do PSOL, Guilherme Boulos que não recolhe muita popularidade no eleitorado, devido sua ficha de invasor de propriedades privadas e agitador compulsivo. Situação difícil para a esquerda que corre o risco de afundar nas eleições periféricas como são os pleitos municipais. Tudo leva a quer que o PT exagerou no seu otimismo. Recuperar a situação será certamente muito difícil. Como sempre digo, é no município que um partido planta seu sucesso. Houve, portanto, um descaso.
Outras capitais e cidades de porte médio entram na disputa e os recados que se esperam são tão importantes quanto os já constatados. Que o eleitorado seja previdente e transforme sua responsabilidade num passo de sucesso coletivo. Cada eleição é uma nova oportunidade de corrigir um erro do passado. O Brasil espera o sucesso democrático, ainda que tardiamente. Há sempre a esperança. NOTA: Foto ilustração obtida no Google Imagens.
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Mas, o mais significativo do atual processo eleitoral são os recados do eleitorado quando fluidos das urnas. Uma primeira constatação é que, indiscutivelmente, o cidadão de bem deste país está cansado de tantas irresponsabilidades geradas pelos nossos recentes governantes. Irrelevante historiar, aqui, passagens recentes de decepções, escolhas erradas, corrupções e a falta total de esforços por uma união democrática pelo bem da Nação. O país está farto de noticias a respeito. A constante observada é a luta pela manutenção do poder. Este é o concreto objetivo de cada corrente politica seja esquerda, direita ou o famoso Centrão. Resulta que não há país que avance social e politicamente num ambiente corroído como o que agora vivemos. O dinheiro publico se esvai de modo irresponsável e sem que haja um Programa de Governo consistente e honesto. Falta de um tudo. Segurança, Saude publica, Educação, Desenvolvimento Tecnologico, Infraestrutura, fora a inflação que vem sendo observada, as ameças de novos impostos, juros estratosféricos, desemprego e por ai vai...
Outro recado importante, senão o mais importante, a ser anotado é o fato de que o PL, do ex-presidente Bolsonaro vem alcançando imenso sucesso no atual processo. É notável verificar que, no primeiro turno, o partido (PL) comemorou vitórias em seis capitais estaduais e, agora, volta a participar de modo significativo nas quinze disputas remanescentes. Obvio que se trata de uma mudança expressiva que reflete a opinião popular sobre o Partido dos Trabalhadores (PT) liderado pelo Presidente Lula. Ora, o que está acontecendo? O PT e o Palácio do Planalto já acenderam o sinal amarelo e perceberam que não anda agradando como confiava. Numa das mais importantes, provavelmente a mais relevante, é a disputa no município de São Paulo. Lá, o atual Prefeito, Ricardo Nunes (MDB), que não foi nenhum sucesso no exercício do cargo, briga com um afilhado do Lula, candidato do PSOL, Guilherme Boulos que não recolhe muita popularidade no eleitorado, devido sua ficha de invasor de propriedades privadas e agitador compulsivo. Situação difícil para a esquerda que corre o risco de afundar nas eleições periféricas como são os pleitos municipais. Tudo leva a quer que o PT exagerou no seu otimismo. Recuperar a situação será certamente muito difícil. Como sempre digo, é no município que um partido planta seu sucesso. Houve, portanto, um descaso.
Outras capitais e cidades de porte médio entram na disputa e os recados que se esperam são tão importantes quanto os já constatados. Que o eleitorado seja previdente e transforme sua responsabilidade num passo de sucesso coletivo. Cada eleição é uma nova oportunidade de corrigir um erro do passado. O Brasil espera o sucesso democrático, ainda que tardiamente. Há sempre a esperança. NOTA: Foto ilustração obtida no Google Imagens.
domingo, 31 de outubro de 2021
Uma vaca magra no telhado
O Outubro que hoje termina, propalado como o mês rosa em alerta ao câncer de mama pode ter sido um sucesso como campanha, mas, não foi nada cor de rosa para o domínio político-econômico nacional. Ao contrário, foi permeado de agitações muito pouco benéficas para a família brasileira.
O fim da CPI da Covid, no Senado, depois de muitas idas e vindas, deu, na minha humilde opinião, um tom de incerteza quanto aos avanços do Estado brasileiro e instalou uma bolha de expectativas que promete rolar, por tempo igualmente longo, nos palanques eleitorais que serão montados a partir dos primeiros meses de 2022. Aliás, para quem considera que existem palanques de 2018 ainda de pé, verá sê-los remontados com mesmos coloridos. Haja emoções.
Outro quiproquó politico de outubro gira em torno da discussão da PEC dos Precatórios que rola no Congresso Nacional. É um nó que eu chamo de “nó federal”. Uma série de despesas-filhotes será gerada com a aprovação da dita cuja. Além de postergar ou parcelar pagamentos dos precatórios (dívidas do Governo, por decisão judicial, a pessoas físicas e jurídicas), a fabulosa soma – da ordem de Bilhões de Reais – será destinada a cobertura do pagamentos do Auxilio Brasil de R$ 400,00 (substituto do Bolsa Família), emendas parlamentares (verbas que deputados abocanham para aplicar nos seus redutos eleitorais), sustentar o Fundo Eleitoral (estão querendo R$ 5,0 Bilhões) para financiar a campanha eleitoral de 2022, entre outras perfumarias. Triste do cidadão ou pessoa jurídica que esteja contando em receber um precatório. Muitos negócios podem estar ameaçados de ir “ladeira abaixo”. E nunca são poucos. Já se fala que o dinheiro não vai dar para cobrir essas “singelas” despesas.
Pior de tudo é que, como a grana já é curta, uma vaca pode, facilmente, “subir no telhado” e furar o Teto de Gastos. Pense numa bronca. É a situação mais indesejada possivel. Este dispositivo, criado pela Emenda Constitucional 95 (2018) instituiu um Novo Regime Fiscal que limitou os gastos do Governo ao mesmo valor de cada exercício anterior, corrigido apenas pelo índice oficial de inflação. Foi um sucesso de imediato por garantir ampla credibilidade ao Governo, nos mercados doméstico e internacional. Contudo, valendo-se da prerrogativa prevista, na mesma Emenda, de propor uma Lei Complementar permitindo furar o Teto, o Governo Bolsonaro (Paulo Guedes de corpo e alma) luta agora para aprovar essa possibilidade. Pura panaceia, que pode virar um desastre. Desmoraliza a ideia do controle de gastos, provoca uma alta da inflação que já vem assanhada, o Banco central vai ser obrigado a aumentar, ainda mais, a taxa de juros, a dívida do Governo vai inflar e a vaca vai ficar fazendo finca-pé. Isto sem falar nos exógenos e inoportunos fatores, como dólar apreciado e produtos básicos importados a preços altíssimos. E o povão a chorar. Agitando esse tubo de remédios paliativos, tudo leva a crer que teremos um ano de 2022 de muita dureza.
Para não dizer que a coisa foi preta de tudo, acabo de ver que neste Outubro foi o mês de menor numero de mortes devido a Covid, desde abril de 2020. Eis, então, um dado cor de rosa! Curioso, aliás, é observar que a turma está confiante e se esbaldando com esse resultado e com o avanço da vacinação. Porém, abramos os olhos. A coisa ainda não acabou. Afrouxar as medidas de precauções de modo tão abrupto pode ser perigoso. Abolir máscaras, encher estádios de futebol, liberar lotações completas dos bares, restaurantes e grandes shows, entre outras atividades ainda causam temores. Calma minha gente, o bicho continua solto por aí.
Por fim, no apagar das luzes do mês, duas noticias internacionais e que mexem com o Brasil são destaques: a Cúpula do Clima, aberta, neste dia 31, em Glasgow, e o fiasco, segundo noticiam, da reunião do G20, em Roma. Embora alimentando esperanças quanto aos debates, na Escócia, sou cético e meio desencantado com esses convescotes de lideres mundiais. Vejo muita alegoria e pouca evolução. Prefiro ficar de olho na vaca em cima do telhado. NOTA: Foto obtida no Google Imagens. Foto de vaca que subiu num telhado de casa na Suiça. Subiu e desceu sozinha.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
Esperança Injetada
O Brasil, apesar das extremas chafurdações politicas, avança neste inicio de fevereiro com
a operação “vacina para todos”, injetando esperança de paz e tranquilidade na
população. Finalmente as autoridades de plantão dão sinais de concórdia na
busca da solução para imunizar a brasileirada. Um começo atrasado, bom reconhecer. Nações ricas e poderosas
politicamente se adiantaram açambarcando os estoques existentes e futuros do precioso injetável na
defesa dos seus povos e administrando uma atitude de resistência e evidente preservação
dos poderes. A resultante inequívoca foi o engarrafamento de demandas denunciando
de modo claro, que se trava uma guerrinha econômica internacional para
aquisição nos quantitativos requeridos por grupos populacionais. O Brasil, muito
embora gozar de reconhecida expertise na produção de vacinas e antídotos
dos mais diversos, resvalou num infrutífero “bate-boca” politico tendo o
Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, como protagonista principal,
porquanto crente de se tratar d'uma moléstia que não causava o dano universal
propalado aos quatro ventos. Enganou-se. Pagando pela lingua foi contaminado, tratou-se,
resistiu e voltou a insistir na conversa ultrapassada sendo, por fim, levado a capitular
diante da gravidade da situação. Saiu, politicamente, com o prestigio popular
arranhado e criticado duramente pela oposição, sobretudo, por oportunistas
políticos que não abandonam o palanque eleitoral. O Presidente teve de
revisar as estratégias e originais iniciativas programadas de Governo, algumas das quais pouco sadias.
Pelo visto, muitas águas vão rolar debaixo dessa ponte que leva a 2022. Democracia tem
dessas coisas. Coisas boas, diga-se. Além das pendengas politicas domésticas
muitas outras se desenrolam no plano internacional alimentando a eterna contenda pelo
poder hegemonico, sempre recebendo novas nuances, novos protagonistas, muitas surpresas e
consequências das mais diversas que sempre respingam no Brasil.
Para “animar” os debates, o mundo acompanha, agora, uma disputa pela “taça da
melhor vacina”, sob forte influência da variável do nacionalismo -
principalmente na União Europeia – e justificando que no
backstage
vem sendo travada uma renhida disputa econômica, isto é, muito dinheiro em jogo. Ganhar
rápido e muito parece ser o lema da briga. Enquanto isso, a cada momento aparece uma nova fórmula
preciosa prometendo ser a melhor, a mais eficaz, quem sabe a mais
“cheirosa”, a melhor empacotada, mais gelada, menos gelada, dividida em duas
partes, dose única, provisória ou definitiva. Os penitentes que se virem diante da vitrine.
Mundinho difícil este do século 21. NOTA: A foto
ilustrativa foi colhida no Google Imagens
sábado, 30 de janeiro de 2021
Ano Novo e Vida Velha
Estamos de volta num novo giro anual e introduzindo o Blog com nova fachada. Se o ano de 2020 não deixou saudades, este janeiro de 21 não chegou a convencer. A velha ideia que sempre ronda nossas cabeças, numa passagem de ano, esperando um novo tempo cheio de auspiciosas novidades pareceu, ao menos dessa vez, uma autentica quimera. Nada mudou. A rigor começou com um janeiro bem tumultuado nos quatro cantos do planeta.
A crise sanitária do Covid-19 continuou campeando, pior até do que na segunda metade de do ano findo, e as perdas humanas se multiplicaram na onda da segunda onda. Na Europa e nos Estados Unidos, sem falar do Brasil, a situação recrudesceu e o alarme se espalhou mundo afora. Da África do Sul veio a primeira noticia alarmante devida ao surgimento de uma mutação mais violenta do vírus que logo invadiu o Reino Unido e colocou de sobreaviso o resto mundo. Uma serie de lockdowns foram retomados na União Europeia frustrando as populações que já respiravam liberdades de vida. No Brasil em pleno verão a galera não se segurou e “soltou a franga” à beira mar e nas baladas da vida. “Se todo mundo vai morrer um dia, morramos felizes, bronzeados e embalados”, parece ter sido o lema da temporada. Espantoso e irresponsável. Vide a seguir, por exemplo, uma imagem da praia de Boa Viagem, no Recife, num dia de verão deste janeiro de 2021.
Por outro lado, janeiro, também, nos proporcionou episódios políticos, aqui e alhures, que de modo indelével marcaram o mês que termina. Ver os ataques desferidos contra a Democracia pelos partidários de um tresloucado Trump, na Meca ocidental da ordem e da liberdade, foi episodio extremo e destaque internacional, tanto pelo ineditismo, quanto pela gravidade. Tio Sam tremeu e o mundo entrou em expectativa sentindo esse tremor. Tomara que Biden ponha a locomotiva nos trilhos. Já por aqui, no Brasil, as trapalhadas de João Doria (governador do estado de São Paulo) e Jair Bolsonaro (presidente da República) numa renitente luta pelo poder e na busca frenética por empunhar a taça da Vacina Salvadora, levou a população tupiniquim a mais um espasmo de perplexidade. Foi tempo em que mais de 220 mil mortes contabilizadas assombraram o mundo que resolveu fechar as portas aos brasileiros. A coisa piorou enquanto rolava o desvairado "bate-boca" politico, quando os casos fatais dispararam, culminando com a barbárie ocorrida no estado do Amazonas, onde pessoas morreram por falta de oxigênio engarrafado. Não foi, portanto, um início de ano sonhado de paz e tranquilidade.
Episódios aqui lembrados refletem, em boa medida, a natureza arredia e rebelde do ser humano. A falta de domínio e compreensão do que ditam as forças da natureza exercem um poder incontrolável sobre o livre arbítrio dos indivíduos. O afã de liberdade de escolha e o sempre latente espirito de oposição terminam por precipitar grupos sociais às raias da loucura. Ora, se aglomerar e confraternizar aos moldes tradicionais são atitudes desaconselhadas e prejudiciais à coletividade, por que transgredir de modo ostensivo e irresponsável? Pior ainda se praticados com conotações politicas que resultam em confundir a sociedade no seu todo.
Países democráticos como Brasil e Estados Unidos da América, com grandes contingentes populacionais e culturas heterogêneas, veem-se diante de colosais desafios sociopolíticos com vistas ao restabelecimento da ordem, da saude geral e da retomada econômica.
É provável e claro que a crise promete ainda muitos sacrifícios. O mundo, de fato, não será o mesmo depois disso tudo. Bill Gates, um reconhecido pensador do futuro, numa das suas recentes falas assevera que “as coisas não vão voltar totalmente ao normal por muito tempo”. E é muito provável. Segundo ele haverá uma fase em que o número de contaminados será muito baixo nos países que adotarem a vacinação em massa, embora ocorram surtos em outras regiões do mundo. Arremata dizendo que “muitas pessoas permanecerão bastante conservadoras em seus comportamentos, especialmente se associadas com pessoas mais velhas”. Será isso o novo normal? Somente o tempo dirá.
No Brasil o mês termina com campanhas de vacinação por grupos de pessoas mais vulneráveis fazendo nascer a esperança de dias melhores. Que o fevereiro – sem carnaval – venha cheio de bons fluidos e contínuos esforços na cata da proteção coletiva.
quinta-feira, 23 de abril de 2020
Dando marcha à Ré
As coisas estariam bem mais tranquilas em meio a esta crise pandêmica,
no seu capítulo brasileiro, se o ambiente político nacional não sofresse tantos
choques convulsivos como vem ocorrendo. Foi o tema central da minha última postagem,
na qual e noutras palavras o que tentei passar foi a ideia de que “unidos
venceremos”.
A convulsão de hoje (23/04/2020) abrindo a possibilidade de afastamento
do Ministro Sérgio Moro era tudo que não se esperava ou desejava. O homem
símbolo da limpeza moral da política nacional e indiscutível sustentáculo do
Governo Bolsonaro ameaçando bater retirada da Esplanada dos Ministérios, por
discordar da interferência presidencial, que ameaça demitir o Diretor-Geral da
Polícia Federal, Maurício Valeixo, é tudo que o país não esperava. Valeixo é
sabido ser braço direito do Ministro. Indiscutivelmente, uma lamentável marcha
à ré na rota de moralização política do país e principal bandeira de campanha.
![]() |
| Desencontro Indesejado |
Ora, meu Deus, o Ministro Moro é um patrimônio moral consagrado
internacionalmente. Honra o país e seguramente é o símbolo maior da reserva
moral da República. Lembre-se disso Bolsonaro! Aliás, e a propósito, carta branca é Carta
Branca. Esquecê-la, agora, é dar violento marcha à ré. Se apresse e engate uma
marcha de força para frente.
Ainda na ressaca do tremor de ontem, quando vi, com imensa surpresa, a aproximação inesperada
de Bolsonaro com os chamados partidos do Centrão sob
uma alegação visível de garimpar apoio político no Congresso foi danado. Mudou de ideia,
Presidente? Vai querer um Governo de Coalizão?
Para completar, e num lance mais ousado, vi o Presidente anunciar a possibilidade de “esquartejamento” do Ministério da Economia, tão bem estruturado neste Governo. Recriar o Ministério do Trabalho e confiá-lo à mesma corja sindicalista que tantos prejuízos causou à nação na era fatídica do PT é, no mínimo, vergonhoso. Nessa esteira de convulsão política vi, pasmo também, a promessa governamental de lotear cargos menores, diga-se que não menos importantes e, sim, estratégicos, para esses partidos convidados a contribuir. Ibama e Banco do Nordeste, entre esses. É lasca!
Sinceramente, Senhor Presidente, sou seu defensor, mas, não sou cego. Vá com cuidado com essas relações perigosas que estão lhe iludindo. Para agradar a quem? O Brasil inteiro espera que o Senhor cumpra sua palavra. Sobretudo agora com a pandemia correndo solta e livre. Pobre Brasil.
NOTA: Foto obtida no Google Imagens
sábado, 18 de abril de 2020
Lições da Pandemia
A aguda
crise da Pandemia que assola o Planeta tem sido tratada de modos distintos de
país a país e em diferentes regiões. O Coronavírus ou Covid-19, como queira
chamar, não pede licença para entrar e não respeita fronteiras, raças ou
culturas. Praticamente, nivelou por
baixo toda a humanidade. Sem dó e sem limite. Contudo, a depender de cada
localidade e respectivo ambiente sócio-político, a atual administração da saúde
pública tem sido o desafio maior de todo e qualquer governante.
Antes de redigir este post tive a curiosidade de procurar ver notícias veiculadas por mídias de outros países, tentando avaliar o clima reinante no meio do mundo. Não pretendo fazer qualquer referencia pontual. Além do mais afirmar que não fiz avaliações profundas, até por não ser especialista no assunto. Contudo, pude perceber climas de união entre as várias classes sociais, por pais, no sentido de tornar a situação mais amena e definir caminhos para atravessar a crise ao modo de proteger suas sociedades. Tem custado muito caro e muitos não sabem como segurar suas contas. Faltam recursos infra e dinheiro, naturalmente. Mas, na maioria há um consenso que trata da salvação.
Ao contrário disto e motivo das reflexões que faço agora, voltei-me a analisar a situação vexatória que se desenvolve aqui no Brasil. Parece coisa de loucos, numa ocasião tão critica como a que vivemos quando o que mais importa é a saúde pública e as ações que levem ao conforto e segurança da população. Mas não! Não é nada disto que vemos entre nós brasileiros. A crise caiu no insensato precipício da politicagem barata que tomou conta do país nesses últimos anos e infectou todas as correntes político-partidárias, que pugnam por negar um acordo nacional pela luta contra um inimigo comum a todos e, o pior de tudo, desconhecido. No recesso da quarentena e com o espirito intranquilo vejo com perplexidade o violento processo de destruição do já esgarçado tecido social nacional. É inconcebível a falta de consenso politico neste país. O povo não tem a menor importância nas cabeças dos lideres nacionais. Nada republicano. Destaque-se, aliás, ser um conceito pouco entendido pela maioria. Chega ser assustador e inverossímil. A Classe política vem-se portando irresponsavelmente ao travar uma luta titânica com visíveis traços pela busca de resultados favoráveis nos próximos pleitos eleitorais. Até aqueles mais distantes. Ou seja, estão se valendo da fragilidade nacional imposta pelo Coranavírus para armar palanques eleitorais e alcançarem ou manter o poder. Que vergonha!
Bom, para que ninguém venha dizer que sou cego, lembro e admito que por mais intempestivo que seja o nosso Presidente, Bolsonaro, não se admite que haja uma contenda tão estúpida e vexatória como a que vivemos. E o povo, onde fica?
Tudo isto, aliás, fruto do despreparo social e político que reina neste país. Faltam educação e ética coletiva, assim como orientação política de uma gente que, desgraçadamente, vota nos candidatos errados ou naqueles que paguem mais pelo voto que promete depositar na urna eleitoral.
Uma crise como a atual, relativamente inédita pela natureza que imprime, joga luzes nesses aspectos dolorosos que abate uma Nação com tantas potencialidades, apesar da sua dimensão continental e de diferenças abissais.
A verdade que temos hoje é que, embora muitos neguem, vamos sair dessa histórica pandemia com formidáveis lições para serem lembradas no futuro. Resta saber, destarte, se nossas lideranças vão ter tempo para dar um BASTA aos vergonhosos embates, anotarem direitinho onde e quais erros cometeram, desenhando em seguida uma rota mais digna para o Brasil. É um desafio imperativo.
Ouço dizer popularmente que Deus é brasileiro... Assim sendo, peço que Ele nos proteja.
NOTA: Charge de Guicervera, obtida no Google Imagens.
Antes de redigir este post tive a curiosidade de procurar ver notícias veiculadas por mídias de outros países, tentando avaliar o clima reinante no meio do mundo. Não pretendo fazer qualquer referencia pontual. Além do mais afirmar que não fiz avaliações profundas, até por não ser especialista no assunto. Contudo, pude perceber climas de união entre as várias classes sociais, por pais, no sentido de tornar a situação mais amena e definir caminhos para atravessar a crise ao modo de proteger suas sociedades. Tem custado muito caro e muitos não sabem como segurar suas contas. Faltam recursos infra e dinheiro, naturalmente. Mas, na maioria há um consenso que trata da salvação.
Ao contrário disto e motivo das reflexões que faço agora, voltei-me a analisar a situação vexatória que se desenvolve aqui no Brasil. Parece coisa de loucos, numa ocasião tão critica como a que vivemos quando o que mais importa é a saúde pública e as ações que levem ao conforto e segurança da população. Mas não! Não é nada disto que vemos entre nós brasileiros. A crise caiu no insensato precipício da politicagem barata que tomou conta do país nesses últimos anos e infectou todas as correntes político-partidárias, que pugnam por negar um acordo nacional pela luta contra um inimigo comum a todos e, o pior de tudo, desconhecido. No recesso da quarentena e com o espirito intranquilo vejo com perplexidade o violento processo de destruição do já esgarçado tecido social nacional. É inconcebível a falta de consenso politico neste país. O povo não tem a menor importância nas cabeças dos lideres nacionais. Nada republicano. Destaque-se, aliás, ser um conceito pouco entendido pela maioria. Chega ser assustador e inverossímil. A Classe política vem-se portando irresponsavelmente ao travar uma luta titânica com visíveis traços pela busca de resultados favoráveis nos próximos pleitos eleitorais. Até aqueles mais distantes. Ou seja, estão se valendo da fragilidade nacional imposta pelo Coranavírus para armar palanques eleitorais e alcançarem ou manter o poder. Que vergonha!
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| Deus é brasileiro? |
Bom, para que ninguém venha dizer que sou cego, lembro e admito que por mais intempestivo que seja o nosso Presidente, Bolsonaro, não se admite que haja uma contenda tão estúpida e vexatória como a que vivemos. E o povo, onde fica?
Tudo isto, aliás, fruto do despreparo social e político que reina neste país. Faltam educação e ética coletiva, assim como orientação política de uma gente que, desgraçadamente, vota nos candidatos errados ou naqueles que paguem mais pelo voto que promete depositar na urna eleitoral.
Uma crise como a atual, relativamente inédita pela natureza que imprime, joga luzes nesses aspectos dolorosos que abate uma Nação com tantas potencialidades, apesar da sua dimensão continental e de diferenças abissais.
A verdade que temos hoje é que, embora muitos neguem, vamos sair dessa histórica pandemia com formidáveis lições para serem lembradas no futuro. Resta saber, destarte, se nossas lideranças vão ter tempo para dar um BASTA aos vergonhosos embates, anotarem direitinho onde e quais erros cometeram, desenhando em seguida uma rota mais digna para o Brasil. É um desafio imperativo.
Ouço dizer popularmente que Deus é brasileiro... Assim sendo, peço que Ele nos proteja.
NOTA: Charge de Guicervera, obtida no Google Imagens.
terça-feira, 19 de novembro de 2019
Inocência Brejeira
Nada como ter uma chance de viver momentos de paz e distante
das mixórdias políticas do dia-a-dia deste Brasil de hoje. E, mesmo sem sair
dele (do Brasil), aproveitei o feriadão de quinze de novembro para me desligar,
relaxar em família e travar uma prosa com a gente simples do nosso
interior.
É tudo muito fresquinho e colorido. Colhido ao raiar do dia, no roçado atrás de casa. Nos brejos da redondeza. A maioria orgânica. Estrume da vaca criada no terreiro, aduba a produção.
É uma vidinha simplória e feliz. Não estão nem aí com o quer dizer imposto de renda, lavajato, congresso, executivo, legislativo, judiciário e outros "bichos brabos" soltos por aí. E tem mais, nem sabe em quem votou.
Vez por outra aparecem os “vivaldinos” que atravessam em diagonal o mercado e tentam subverter a ordem natural das coisas. Contudo, tanto o comerciante quanto o consumidor convivem, historicamente, com estes e adotam estratégias próprias que neutralizam as investidas inescrupulosas. Ora, para o feirante interiorano o que importa é o mercado da hora e não o que posterga o efeito financeiro embalados em promessas mirabolantes. Papo de cooperativa, nem pensar. Raros são os que escutam a conversa. Na verdade, faltam cooperativas sérias e bem estruturadas como ocorrem em economias mais avançadas. Falta confiança jurídica e falta, sobretudo, educação. Enquanto houver analfabetos, a coisa não muda.
Dia de feira nas nossas cidades interioranas é dia de festa.
O matuto se prepara para o grande acontecimento da semana. As produções da roça são levadas
ao pátio do mercado, onde se instala o pululante clima de comercializar toda
sorte de produtos da própria lavra. Colorido, barulhento e calorento, o pátio da feira livre de
Gravatá(PE) é o retrato vivo de uma vida simples e muito viva alimentada pela
alma interiorana caracterizada pela inocência brejeira.
“Bom dia Seu Toinho, antes de me vender me diga o que o Senhor está
achando do atual governo?” perguntei ao vendedor de coco (ralado na hora) e massa de mandioca. “Eu votei nele, mas,
estou triste porque todo mundo diz ele rouba muito”. Quem, Bolsonaro? “Não! Lula”. Mas Lula não é presidente! “Oxe! E Vosmicê num tá sabeno que ele foi solto e voltou
na semana passada? Ah! Meu sinhô, este Pernambuco num tem jeito marnão...”
É neste tom que a coisa se desenrola. Não sei se é para rir ou chorar. Com
meus botões discuto sobre o grau de instrução da nossa gente comum. Muitos não sabem ler. Analfabetos funcionais. Alguns sabem desenhar seus nomes. Quando não, vai no dedão. Mas, contam dinheiro, bem direitinho.
Uma coisa curiosa, porém, se nota com precisão nesse cenário: o exercício prático do princípio básico da
economia que é a elementar lei da oferta e procura. Eles, os feirantes, nem imaginam o que explica a teoria. Mas, dão lição nessa hora. Quando a
safra do feijão ou do milho é fraca e a escassez do produto é real, o preço sobe, o
consumidor reclama e não tem pra onde correr. Pague caro se quiser comer. Tudo
assim, numa boa e assimilada tranquilamente pelo demandante. Provoquei um vendedor e ouvi: É verdade, patrão! E o
sujeito não precisa ter leitura”, foi o que disse Seu Tião, na sua banca de
hortaliças. Lá ele vende cuentro e
não coentro. “Olhe Doutor, hoje tem tanto
cuento que dá pra vender um mói desse (mostra uma maçaroca do cheiro
verde) por um real. Cumpouco, no fim da
feira, eu termino dando o que sobra...” É tudo muito fresquinho e colorido. Colhido ao raiar do dia, no roçado atrás de casa. Nos brejos da redondeza. A maioria orgânica. Estrume da vaca criada no terreiro, aduba a produção.
É uma vidinha simplória e feliz. Não estão nem aí com o quer dizer imposto de renda, lavajato, congresso, executivo, legislativo, judiciário e outros "bichos brabos" soltos por aí. E tem mais, nem sabe em quem votou.
Vez por outra aparecem os “vivaldinos” que atravessam em diagonal o mercado e tentam subverter a ordem natural das coisas. Contudo, tanto o comerciante quanto o consumidor convivem, historicamente, com estes e adotam estratégias próprias que neutralizam as investidas inescrupulosas. Ora, para o feirante interiorano o que importa é o mercado da hora e não o que posterga o efeito financeiro embalados em promessas mirabolantes. Papo de cooperativa, nem pensar. Raros são os que escutam a conversa. Na verdade, faltam cooperativas sérias e bem estruturadas como ocorrem em economias mais avançadas. Falta confiança jurídica e falta, sobretudo, educação. Enquanto houver analfabetos, a coisa não muda.
NOTAS: Fotos de JPAllain. Os nomes são fictícios e as imagens foram permitidas.
sábado, 2 de novembro de 2019
Parem, por favor!
A semana que hoje
termina (02.11.19) foi, mais uma vez, recheada de abalos evitáveis no campo da política
nacional, mesmo enquanto o Capitão andava pelo Oriente vendendo, com sucesso, o produto Brasil. Só não vê quem não quer mesmo e quando a Globo não mostra! Nestas horas, acho sempre que é muito fácil fazer oposição.
Na China ele conseguiu desfazer a primeira impressão ruim que deu, ao assumir a presidência, de que estaria mais propenso a torcer pelos Estados Unidos na briga comercial que vem sendo travada entre Donald Trump e o Xi Jinping, presidente chinês. Parcerias comerciais foram projetadas com os chineses e é bom lembrar que eles são dos maiores consumidores dos nossos produtos.
Aqui dentro
de casa, embora a mídia opositora não dê realce, alguns números merecem ser comemorados: inflação bem abaixo do limite estimado, taxa de juros em 5%, Dólar em baixa e Bolsa na casa dos 108 Mil
pontos. Até a taxa de desemprego reduziu, ainda que muito pouco diante da
elevada situação. A Reforma da Previdência teve martelo batido, enquanto novas e
importantes reformas – Administrativa, Fiscal e Pacto Federativo – estão sendo aprontadas.
E por fim, outra boa noticia da semana foi a redução do Risco Brasil.
Na China ele conseguiu desfazer a primeira impressão ruim que deu, ao assumir a presidência, de que estaria mais propenso a torcer pelos Estados Unidos na briga comercial que vem sendo travada entre Donald Trump e o Xi Jinping, presidente chinês. Parcerias comerciais foram projetadas com os chineses e é bom lembrar que eles são dos maiores consumidores dos nossos produtos.
Já no
Oriente Médio as negociações foram bem mais surpreendentes, com destaque para a decisão
da Arábia Saudita de aplicar US$ 10,0 Bilhões em investimentos produtivos no
Brasil. Trata-se de uma soma volumosa, que corresponde, hoje, a R$ 40 Bilhões. Não sei
em quanto tempo e nem quando. Só espero que aconteça. Bolsonaro já disse que vai aplicar em infraestrutura. Tomara porque nisto estamos muito a dever.
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| Bolsonaro e o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman |
Mas, não é sobre isto que desejo focar meu post semanal. Me preocupa porque tudo
isto seria melhor festejado, obviamente, não fossem as futricas políticas que
destoaram no ambiente doméstico. Lançar suspeitas de envolvimento do Presidente
no caso dos assassinatos da Marielle Franco e Anderson Gomes estourou de modo
bombástico e assanhou a oposição esquerdista no jogo polarizado que vem sendo
praticado de modo ilimitado no país. Se trata naturalmente de um caso que
merece apuração e o que se espera é que a verdade seja exposta de modo
definitivo. Contudo e cá pra nós, é um azar danado morar no mesmo condomínio onde vive o
principal mandante do crime.
Paralelamente, a novela da
disputa do poder no PSL continuou durante a semana e a liderança de Luciano Bivar
se encontra na corda bamba. Acho que o presidente além de pegar carona no partido, arrastou um contingente de vencedores nas urnas, tomou gosto e agora quer mandar na legenda. Briguinha interna. Somente.
Depois, num momento impensado e tipo asneira, com todo respeito, o presidente Capitão publicou, em rede social, um vídeo se
comparando a um leão sendo atacado por hienas raivosas, etiquetando estas com
siglas opositoras, entre as quais o STF. Foi um “deus nos acuda”. O Supremo se
manifestou de modo rigoroso e o Bolsonaro se retratou pedindo desculpas. Pergunto: por que tanta energia perdida nesse exercício equivocado de fazer política?
Como se tudo
isto fosse pouco, os meninos da família continuam dando trabalho ao Capitão. Assustado
com os acontecimentos do Chile e a exacerbação das criticas ácidas dos opositores, o Número 03, Dudu Bolsonaro
(ex-candidato a Embaixador do Brasil em Washington!), caiu na besteira de pregar
uma reedição do Ato Institucional Cinco (AI-5), da época da ditadura militar, provocando um terremoto com
epicentro em Brasília e tremores no restante do país. Papai Bolsonaro reagiu
dizendo que “quem quer que fale em A-I5 está sonhando”. Sabe de nada, esse rapaz. Teve que se desculpar
diante da nação e restar com cara de ... sei lá! Do que o leitor quiser classificar.
Parem, por
favor! Essas polêmicas idiotas estão prejudicando o bom andamento das coisas
que realmente interessam à nação. Há um monte de sinais positivas nos campos econômico
e social sendo trabalhado e com sucesso indiscutível. Concentrem-se no que importa. Fuxicos são coisas pras
comadres na beira do rio, enquanto lavam roupas ou, ainda, para adolescentes na hora do recreio...
Vamos trabalhar! Parem, por favor! O Brasil agradece.
NOTA: Foto obtida no Google Imagens
domingo, 29 de setembro de 2019
Semana Pesada
Esta semana
estive lembrando que quando resolvi criar este Blog do GB, por prudência,
decidi que seria sempre de postagens semanais. Por falta de tempo ou por não
ser um profissional da comunicação não arrisquei passar por dificuldades em reunir pautas. Mas, como as coisas mudam e a dinâmica do dia-a-dia brasileiro avança velozmente
levaram-me a descobrir que muitas vezes sobram temas. Esta semana, por exemplo,
reformulei minha “conversa” semanal três vezes. Comecei comentando o discurso
de Bolsonaro na ONU, tive que reformular depois da derrubada dos vetos presidenciais
à Lei de Abuso de Autoridade, pela Câmara Federal; surpreendi-me com o
encaminhamento, incluindo a sanção presidencial, à Lei que reformula a Legislação
Eleitoral. Depois disso, quase não dormi na noite em que o STF derrotou, praticamente, a Operação
Lavajato, anulando decisões que podem soltar todos os corruptos e criminosos. Vergonha
vergonhosa!
Para fechar a semana, ontem estourou a surpreendente confissão do ex-Procurador Geral da Republica, Rodrigo Janot, que teve intenção de assassinar, em pleno Tribunal, o Ministro Gilmar Mendes. Haja loucuras... Ah! Sem esquecer os disparates de Carluxo Bolsonaro. Taí uma semana que julgo pesada. Estourou pautas de todos os canais de comunicação. É um país em verdadeiro transe.
O discurso
do Capitão, na abertura da ONU, que desagradou meio mundo – opositores,
sobretudo – casou surpresa. Cabe sempre ao Brasil, desde 1945, com o Chanceler
Oswaldo Aranha, abrir os trabalhos. De lá pra cá vários dos nossos governantes
exerceram esta missão, para honra do país. Contudo, creio que nenhum deles
despertou tanto interesse quanto o atual, na reunião deste ano. De figuras
apáticas e sem grandes prestígios que lá estiveram, décadas recentes, com declarações mornas e sem densidade
política, com puro proselitismo diplomático e algumas até mesmo patéticas, o mundo
já não dava importância alguma. Malmente, registrados nas mídias
nacionais. Desta vez, porém, a coisa foi diferente: o Brasil, com Bolsonaro,
deu ao mundo um recado franco, objetivo e mostrando o país que cobra seu lugar
de protagonista e não de coadjuvante no cenário político global. Surpreendeu, claro.
Quando menos se esperava, o mandatário brasileiro mudou o tom adotado pelos
seus antecessores e enfatizou os motivos que o levou até lá, passando pelas
questões ambientais, soberania, liberalismo econômico, progresso social e
críticas agudas aos anacrônicos sistemas socialistas e colonialistas. Doeu em
muitos, inclusive alguns retrógrados assistentes à sessão. As
manifestações críticas, contra e a favor, nos ambientes doméstico e
internacional, naturalmente não podiam deixar de ser acaloradas.
Mal choveu criticas ao Capitão orador, vieram verdadeiras derrotas para o Governo. Aliás, para o Governo não! Para o Brasil e os brasileiros. A derrubado dos vetos presidenciais à Lei de Abuso de Autoridade foi verdadeiro absurdo. Daqui pra frente, todo Promotor de Justiça ou todo Juiz se sentirá tolhido de usar das suas naturais atribuições. Ficou complicado. Onde vamos parar?
Depois disso veio a vergonhosa “reforminha” das normas eleitorais. Antes o cidadão brasileiro via a corrupção rolar fácil envolvendo os poderosos da Classe Empresarial comprando candidatos que depois de eleitos se tornavam reféns dos "financiadores" de campanhas vindo sempre cobrar o retorno. O resultado foi a patifaria que a Lavajato descobriu e mostrou ao mundo.
Agora o tal Fundo Eleitoral, com o nosso suado dinheirinho publico, vai cobrir todo tipo de despesa das campanhas sem qualquer tipo de restrição. E a corrupção vai continuar rolando.
Como se fosse pouco, o Brasil assistiu perplexo a decisão, por maioria de votos até então registrados, no plenário do Supremo Tribunal Federal, o golpe que foi aplicado à Legislação Federal vigente e que, na verdade, pretende atingir o que mais caro se conquistou nesta Nação, no passado recentíssimo, que é a Operação Lavajato. Vergonhoso. Neste caso, aliás, o Guardião da Segurança Jurídica do país, o STJ, resolveu, ao invés de preservar e proteger, legislar! Está tudo errado. Tudo bem consoante com a verdadeira guerra de poderes que ocorre aqui em Pindorama! Cada um querendo ser mais do que o outro e se metendo onde não deve.
Encerrando
a semana veio a declaração bombástica do ex-Procurador Geral da Republica,
Rodrigo Janot, à uma revista semanal, de que foi ao plenário do Supremo, certa ocasião e durante sua
gestão de Procurador Geral, armado e disposto a matar o Ministro Gilmar
Mendes e se suicidar em seguida. Francamente, perdeu a cabeça. E perdeu tanto na ocasião em que foi movido por
aquela odiosa disposição, quanto, ao depois de tanto tempo, publicar esse descontrole. Vai publicar um livro agora em Outubro relatando "cobras e lagartos"
do mundo judicial. Pôs em risco a credibilidade da Procuradoria Geral da República. Chega! Tomara que
a semana que vem seja leve.
Sabe do que mais? O Brasil precisa mesmo é de um divã.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens.
Para fechar a semana, ontem estourou a surpreendente confissão do ex-Procurador Geral da Republica, Rodrigo Janot, que teve intenção de assassinar, em pleno Tribunal, o Ministro Gilmar Mendes. Haja loucuras... Ah! Sem esquecer os disparates de Carluxo Bolsonaro. Taí uma semana que julgo pesada. Estourou pautas de todos os canais de comunicação. É um país em verdadeiro transe.
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| Bolsonaro abrindo a Assembleia Geral das Nações Unidas em 2019 |
Mal choveu criticas ao Capitão orador, vieram verdadeiras derrotas para o Governo. Aliás, para o Governo não! Para o Brasil e os brasileiros. A derrubado dos vetos presidenciais à Lei de Abuso de Autoridade foi verdadeiro absurdo. Daqui pra frente, todo Promotor de Justiça ou todo Juiz se sentirá tolhido de usar das suas naturais atribuições. Ficou complicado. Onde vamos parar?
Depois disso veio a vergonhosa “reforminha” das normas eleitorais. Antes o cidadão brasileiro via a corrupção rolar fácil envolvendo os poderosos da Classe Empresarial comprando candidatos que depois de eleitos se tornavam reféns dos "financiadores" de campanhas vindo sempre cobrar o retorno. O resultado foi a patifaria que a Lavajato descobriu e mostrou ao mundo.
Agora o tal Fundo Eleitoral, com o nosso suado dinheirinho publico, vai cobrir todo tipo de despesa das campanhas sem qualquer tipo de restrição. E a corrupção vai continuar rolando.
Como se fosse pouco, o Brasil assistiu perplexo a decisão, por maioria de votos até então registrados, no plenário do Supremo Tribunal Federal, o golpe que foi aplicado à Legislação Federal vigente e que, na verdade, pretende atingir o que mais caro se conquistou nesta Nação, no passado recentíssimo, que é a Operação Lavajato. Vergonhoso. Neste caso, aliás, o Guardião da Segurança Jurídica do país, o STJ, resolveu, ao invés de preservar e proteger, legislar! Está tudo errado. Tudo bem consoante com a verdadeira guerra de poderes que ocorre aqui em Pindorama! Cada um querendo ser mais do que o outro e se metendo onde não deve.
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| Ex-PGR, Rodrigo Janot, com impulsos homicidas. |
Sabe do que mais? O Brasil precisa mesmo é de um divã.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens.
sábado, 7 de setembro de 2019
Sabe com quem está falando?
Após grande expectativa o Presidente Bolsonaro sancionou, com
vetos, a Lei de Abuso de Autoridade, encaminhada pelo Congresso Nacional. Nada
de novo porque todo mundo esperava que ocorressem assim. Volta agora para discussão
na Casa Legislativa para analise dos vetos e para palavra final.
Para inicio de conversa, não sou Advogado e muito menos jurista.
Sou Economista mas, sobretudo, um comum
cidadão curioso e interessado no dia-a-dia da vida na Republica. Assuntos como
este chamam a atenção de qualquer pessoa com perfil semelhante ao meu.
Lembro que foi uma surpresa quando a Câmara dos Deputados colocou
em pauta e aprovou, quase às carreiras e nas caladas de uma noite, de agosto passado,
este projeto de Lei que, ao raiar do dia, levado ao conhecimento da Nação instalou um debate preocupante. Mencionei aqui no Blog. Ora, meu Deus, ficou claro que
os deputados estavam legislando em causa própria! Aquele representante do povo
que defendeu e votou a favor da aprovação visou “livrar a própria pele” e se
resguardar de eventuais vexames. E não falta quem tenha esse tipo de precaução,
na Praça dos Três Poderes. Ao mesmo tempo, ficou claro que houve uma visível ideia
de atingir em cheio a Operação Lavajato, seus procuradores e juízes que atuam.
Na verdade, estamos falando de uma Lei que tem por objetivo reduzir os poderes do Judiciário, dos advogados defensores e
particularmente as atividades policiais. Quem discordar que me corrija, por
favor. Os 19 artigos vetados pelo Presidente foram bem justificados e imagino
que vai dar muito que discutir. Aliás, desconfio que pode haver um
significativo embate entre os poderes.
Isto tudo me faz lembrar os profundos traços culturais que norteiam a
vida comum do brasileiro. A coisa mais desejada do nosso cidadão e ser
investido de alguma forma de autoridade. Uma simples colaboradora doméstica –
vejo isto na minha casa – sonha educar o filho ou neto para ser no futuro um poliça, devogado ou juiz porque impõe
respeito e manda em tudo. Quando alguém senta praça e se vê fardado sai desfilando
autoritarismo pela rua, tira foto com a parentada e posta no Facebook. Fora isto, a coisa mais comum e que se tornou jargão popular, país afora, é encontrar alguém que use do famoso expediente : “você sabe com quem está falando?” Já assisti muitas vezes. O cara “toma ar” infla o peito e joga na cara do interlocutor esta pergunta “assustadora”. Tem gente que treme nas bases e começa a falar fino repentinamente. E, muitas vezes, é vitima de um simples soldado de policia, abusando da patente que lhe confiaram. Brasileiro adora ser autoridade e poder ameaçar, prender e praticar outras atrocidades com quem se meta contra ele. Muitos são os casos de policiais processados e banidos das fileiras de suas guarnições militares, por abuso do poder.
![]() |
| Até Papai Noel se acha autoridade! |
O brasileiro do futuro tem que crescer culturalmente confiante na segurança jurídica do país, nos seus direitos democráticos e sem ambição de ser alguma autoridade. Ser gente. Simples assim.
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
A Questão Amazônica
Indiscutivelmente
o assunto da semana foi à questão das queimadas verificadas na Amazônia. Por motivos diversos – inclusive político – a
carga da comunidade internacional recai sempre sobre o Brasil, país detentor de
75% da floresta. O restante se espalha pela Colômbia, Peru, Venezuela, Equador,
as duas Guianas e o Suriname. São, nada menos, do que 7 milhões de km² do
Continente Sul-americano. Ganha maior importância e cobiça internacional por
deter 1/5 das águas doces do planeta - recurso cada vez mais escasso, mundo afora - e que oferecem 23 Mil quilômetros de vias
navegáveis e 1/3 das florestas restantes na face da Terra. O restante já foi destruído pelo que comumente chamam de Capitalismo Selvagem. Fora isto, já se tem
como certo a existência de imensa riqueza mineral, com jazidas de ouro,
estanho, o cobiçadíssimo nióbio, petróleo e gás natural, manganês, ferro, diamantes, cobre,
entre outros. Proteger essa riqueza florestal e as do subsolo tem sido o maior
desafio dos governos desses países. A sanha dos colonialistas histórico não se apagou.
Não é de se
estranhar, portanto, que as chamadas grandes economias do resto do mundo – de regimes
capitalistas ou não – estejam de olho nesta fortuna, com grande parte
inexplorada. Num mundo competitivo e movido a interesses econômicos hegemônicos
não podia ser diferente.
Infelizmente
nós brasileiros estamos sujeitos a essas injunções políticas desde que fazemos
parte deste mundo, inexoravelmente, globalizado.
Lamentavelmente o
momento político brasileiro, sem sombra de dúvidas, vem contribuindo para que
as ditas injunções se tornem mais exacerbadas e terminem por jogar potentes
holofotes, da comunidade internacional, sobre o Brasil. Tem sido um assunto de efeitos
bombásticos ecoando nos quatro cantos do planeta recheados de interminável
lista de fakenews, que em nada
contribuirão com o que de fato se pretende. No ambiente interno, o Brasil está
tratando do assunto com uma “faca de dois gumes”. Um dos gumes, o que feriu
o Governo, obriga-o a ver com maior atenção o que de fato vem ocorrendo, ao
contrário de levar a coisa com displicência como aparentemente levou até agora. O outro
gume lança um afiado aviso à comunidade internacional de que a Amazônia tem
dono e o Brasil toma conta com afinco dos seus 75%.
![]() | |||
| Esta foto foi tomada pelo fotografo Loren McIntyre, no Peru, Para a Revista National Geographic. |
No meio
dessa discussão é revoltante perceber a ação perniciosa das correntes opositoras ao
Governo Bolsonaro, difundindo milhares de fakenews,
mundo afora e numa verdadeira histeria, com o simples objetivo de fazer oposição sem qualquer senso de patriotismo. Oposição por oposição.
Oposição irresponsável. E o tamanho dessa irresponsabilidade pode representar
um “tiro no pé” dessa gente que pretende retornar ao poder, mais adiante. É o caso de se formular perguntinha básica: como terão que desdizer o dito nos dias de hoje? Salvo,
naturalmente, que sejam aderentes aos que defendem a internacionalização da
Amazônia.
É surpreendente e inadequado
ver o Presidente da França, por puro jogo politico, se expressar sobre o tema ilustrando com uma foto mentirosa. Ocorreu assim. E ainda fechou com uma expressão muito sintomática ao dizer: "nossa casa está pegando fogo". Francamente Macron. A foto ilustrativa postada por ele foi feita no Peru. Não tem nada de atual. O fotógrafo, inclusive, já morreu em 2003. Por que não considerar sintomático, também, ver Alemanha
e Noruega perder os interesses(?) de prestar ajuda financeira? Ora, ora, assim, é fácil colocar
lenha na fogueira alimentada pela mídia marrom. Por fim, é ridículo ver circular imagens de incêndios –
que não da Amazônia – nas redes sociais mostrando animais inexistentes na
região fugindo do fogo. Já vi girafas, leões e até cangurus! Ora, meu Deus, queimadas ocorrem em qualquer ponto da face da terra. Acidentais ou propositais. Portugal, Austrália, Espanha
e Estados Unidos vivem frequentemente às voltas com esse tipo de problema. O
Brasil, também. A NASA divulgou estes dias um relatório dando conta que este ano as queimadas no Brasil caíram consideravelmente. Irrelevantes, quando comparadas com as da décadas passadas.
![]() |
| Foto colhida na Austrália foi compartilhada como sendo na Amazônia brasileira. Uma piada! |
Bom, com isto não
estou negando a devastação que já ocorreu na nossa Amazônia. É coisa indefensável. Mas, se é
fato, precisamos de união e inteligência emocional coletiva para defender nosso
território e ordenar a coisa de modo adequado aos anseios de todos. Para isto é
preciso uma Nação una e consciente da responsabilidade. Fazer picuinhas contra
um Presidente que não vem se portando de modo convencional não nos levará ao futuro
sonhado. E a Amazônia pode realizar nosso sonho.
NOTA: Fotos obtidas no Google Noticias e Imagens
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