sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O Novo Recife Antigo

Por várias ocasiões andei criticando, aqui no Blog, o abandono que o governo municipal do PT deu ao centro histórico do Recife Antigo. Foram doze anos de desprezo e marginalização da fundamental área de atração turística da cidade. Nosso cartão de visita mergulhou numa profunda escuridão naquele período!  Na esteira do abandono agregue-se um mal maior que foi a falta de cuidado com o patrimônio arquitetônico e a falência do polo turístico antes ali instalado desde na década de 90 e centrado na Rua do Bom Jesus.
Mas agora as coisas mudaram. A atual administração municipal, com o decisivo apoio do Governo Estadual, desde que assumiu, em 2012, cuidou de recuperar a vida do Bairro histórico e trazer de volta a luz e a alegria devida. Surge um Novo Recife Antigo.
Tenho por aquela área da cidade a minha melhor admiração. Vejo ali o ambiente ideal para mostrar ao visitante, ou ao nativo, as origens da cultura e dos hábitos do recifense. É a história ao vivo, de um dos berços da civilização brasileira. O próprio cenário neoclássico formado pelas bem traçadas avenidas e ruas revelam uma urbe de características históricas bem definidas e que contam muito da grandeza do povo pernambucano. Abandonar aquilo beira as raias da loucura e da ignorância. Parabenizo a atual administração municipal pelo resgate que pode se considerar histórico.
Domingo passado tive a alegria de voltar ao Bairro. Encontrei um ambiente de festa e um povo esbanjando alegria e, o melhor, orgulho da sua cidade. Gosto muito de conversar com as pessoas, e fiz isto por onde passei e de forma aleatória. O ambulante, a tapioqueira, o varredor de rua, um garçom, o engraxate, o guarda municipal e, depois, pessoas que, como eu, curtem o local. A alegria está sempre estampada e o reconhecimento pela melhoria dada pela nova Prefeitura. Todos muito orgulhosos do que fazem, oferecem e como sentem por contribuir com o movimento. O varredor de rua me confessou que fica ansioso por ser destinado para limpar aquela área. “É mais animado, Doutor. O selviço fica mais leve!” Achei essa declaração emblemática. Em minha opinião, um povo tem que, necessariamente, ter orgulho da sua cidade. Há mais vida e mais equilíbrio social quando isto acontece. Sinto que pode estar acontecendo aqui no Recife, embora que ainda haja muito a ser feito, sobretudo nos subúrbios.  
Uma vez no Recife Antigo, fiz questão de circular na recuperada região portuária. Experimentei uma fantástica sensação de bem-estar e, claro, ufania pala minha cidade. Sempre achei que aquela faixa marítima devia ser transformada num dos points mais atrativos da cidade. Vejo que agora as autoridades acertaram no alvo. Restaurantes, bares, cervejarias, cafés e pontos comerciais começam a surgir daquilo que, dois anos atrás, eram pardieiros, antro de drogados, habitantes de rua ou simples escombros legados de um porto inviabilizado e condenados ao abandono, embora que numa área nobre. Os antigos armazéns estão transformados. O padrão é internacional e lembram os píers, molhes ou cais que podem ser vistos em cidades como Miami, Buenos Aires, Belém (PA), Cidade do Cabo, Lisboa, Auckland, Sydney, entre outras.
Essas novas instalações vieram se somar à Central de Artesanato e seu complexo de bar e restaurante, ao Museu Cais do Sertão e ao Paço do Frevo que já fazem sucesso, desde antes da Copa do Mundo. Bom lembrar, ainda, que vão implantar um hotel de luxo e uma marina na mesma área portuária. Como se diz, popularmente, “vai ficar o dez!”
Parei num café e recebendo a brisa do mar, que não para de soprar, admirei ao longe o Parque das Esculturas de Francisco Brennand montado nos arrecifes e o ir e vir dos catamarãs lotados de turistas em busca de um novo olhar sobre a cidade dos rios e das pontes.
Você que ainda não andou por lá, vá correndo porque este Novo é motivo de festa. 

NOTA: Imagens obtidas no Google Imagens

 

sábado, 22 de novembro de 2014

André Rieu, o Rei das Valsas

Ele é querido e aplaudido por multidões ao redor do planeta. É criticado, às vezes severamente, por muitos especialistas e colegas de profissão, sobretudo na Europa. Mas, indiscutivelmente, ele é empolgante. Estou falando do maestro holandês André Rieu. Tive o privilegio de assistir um dos seus concertos realizados recentemente, aqui no Brasil, na cidade de São Paulo. Peguei a patroa pelo braço e, num dos fins de semana de Outubro, voamos até lá com o propósito único de ver esse entusiasmante animador de multidões. Da vida nada se leva... E essas coisas ajudam a levá-la. O espetáculo proporcionado é daqueles que costumamos classificar como de “lavar a alma”. O clima se instala a partir da entrada do local. Há um frisson coletivo. E falo de um coletivo expressivo porque, afinal de contas, é um público que lota um imenso local, neste caso o Ginásio do Ibirapuera, “templo” de esportes paulistano que pode receber mais de dez mil pessoas.
Precisamente na hora programada o Homem entra em cena, pela porta principal do ginásio, atravessa a plateia, seguido de um “pelotão” de músicos, por volta dos 45, a tocar e levantar o público. É uma entrada apoteótica que vai logo dando o tom do que vem pela frente. Durante mais de duas horas, o que se assiste é um festival de som, luz, imagens, vozes e danças. É contagiante.
Na verdade, mesmo não sendo um critico profissional, aventuro-me dizer que aquela orquestra de afinados músicos e harmonia invejável, sob a batuta de Rieu, domina um repertório que agrada em cheio a “gregos e troianos”. Das mais consagradas valsas vienenses – ele é chamado de Rei das Valsas – aos clássicos dos mitos europeus, enveredando por populares canções do país que visita, o que se assiste é tudo que todo mundo gosta sempre de ouvir. O Cara tem competência e é virtuoso por mesclar o erudito com o popular, além de transformar o popular em erudito, como nunca visto antes. Nesse espetáculo não há lugar para melancolias, tristezas ou desânimo. O clima é de festa do principio ao fim. A chuva de balões de ar coloridos que despenca, teto abaixo, sobre o público, no final do concerto, dá a típica nota final do espetáculo. Tem gente sorrindo, chorando de emoção, abraçando seu par ou vizinho desconhecido sentado ao lado, pulando e instintivamente dançando. Repito, é contagiante. Só mesmo num ginásio de esportes ou em praça pública. 
André Rieu nasceu na medieval cidade de Maastricht, na Holanda, de lá nunca saiu, montou residência e laboratório num belo castelo, de onde parte com sua equipe, a percorrer os cinco continentes. Nasceu de uma família de músicos. Seus pais o conduziram ao mundo da música desde cedo. Começou aos 5 anos de idade aprendendo a tocar piano e violino. Apaixonou-se pela bela professora, de 18 aninhos, e isso o entusiasmou ainda mais para seguir a carreira. O pai desejava formar um profissional mais ortodoxo, mas ele bandeou-se logo cedo para a música popular, entendendo que existem músicas boas e músicas ruins, sejam clássicas ou populares. Ele vai atrás das boas e consagradas pelo publico no passado e no presente, independente do gênero. No palco e sustentado pela sua orquestra, ele “pinta e borda” com seu magnífico violino Stradivarius, avaliado em R$ 6 Milhões, um joia rara, convenhamos. Tem um segurança especialmente  contratado para “segurar” sua joia preciosa, durante as turnês.
Rieu tem voltado ao Brasil, sempre a cada ano, desde que descobriu sua popularidade entre os habitantes de Pindorama, em 2010. Esperamos, faz algum tempo, a inclusão do Recife em uma dessas vindas. Como isso tem se revelado inviável, resolvemos ir a São Paulo. Tomara que o Geraldão seja recuperado, quando então teremos o prazer de recebê-lo nestas bandas. É um show caro devido à logística de transporte, seguros de viagem e de bens materiais, montagem de palco e cenários. Fora isto tem o guarda-roupa suntuoso, a segurança e transporte dos instrumentos, os equipamentos periféricos, hospedagem e alimentação do pessoal e tudo que se possa imaginar ser requerido para uma coisa do gênero.
Ele tem especial carinho e admiração pelo Brasil e no seu currículo consta um estágio que fez de seis meses com o Maestro Jacks Klein, no Rio de Janeiro. Isto foi na década de 70.
No repertório daquela noite em São Paulo, não posso esquecer-me de haver ouvido a execução da popular valsa Danúbio Azul, de Strauss. A plateia explodiu em entusiasmo e pôs-se a dançar. A cena, auxiliada por um recurso de imagem projetada no fundo palco, dava a impressão de que navegávamos no velho rio europeu. Mas, o homem se solta mesmo é quando abre espaço para consagradas canções como Besame Mucho, Êxodos, Granada, Zorba - o Grego e Manhã de Carnaval. Uma beleza sem fim.
Segundo ele próprio, quando percorre o mundo fica de olho em músicos, cantores e canções. A orquestra dele é uma verdadeira organização de Nações Unidas. Tem músicos e interpretes de inúmeras procedências. Do Brasil ele incorporou duas vozes belíssimas e de consagração mundial: Carmem Monarcha e Carla Maffioletti. Essas duas moças fizeram sucesso na Europa e são pouco conhecidas entre nós. Passando pela Argentina arrastou Carlos Buono, um bandeonista sensacional, que hoje integra sua orquestra. Esse portenho nos brindou, em S. Paulo, com duas páginas emblemáticas do moderno tango: Libertango e Adios Nonino, de Astor Piazzola. Ginásio à meia luz e público atento e silencioso, foi de arrepiar. Clique neste Link a seguir e sinta um pouco dessa emoção. https://www.youtube.com/watch?v=2sL3HSnvkUw
No final do concerto uma bandeira brasileira foi desfraldada e Rieu “atacou” de Tico-Tico no Fubá, Aquarela do Brasil e, numa ousadia sem limites, executou o popularíssimo “Ai se eu te pego” de Michel Teló. O Ginásio quase vem abaixo. O Cara sabe agradar. É onde reside seu sucesso.
Assim é André Rieu. Entenda esse Senhor como ele se mostra. Vale à pena assisti-lo.

NOTA: Você pode encontra no Youtube inúmeros filmes de concertos de Andre Rieu. Experimente! Por exemplo: Em São Paulo: https://www.youtube.com/watch?v=CgIQFvdoF9g

Nota: As fotos que ilustram o post foram obtidas no Google Imagens.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Saidas para a Industria

Reunidos em Brasília, nos últimos dias 5 e 6 deste novembro de 2014, os industriais brasileiros – sob as asas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) – deram o grito de alerta para o preocupante quadro do Setor no atual cenário econômico nacional. Aproximadamente 1.800 empresários, em sessões plenárias e específicas, além das sempre bem vindas “troca-de-figurinhas” nos intervalos para um cafezinho levantaram e colocaram em ordem de debates seus problemas e propostas urgentes.
Para inicio de conversa um referencial alarmante: a participação da indústria no PIB é de 25%, o que significa 10 pontos percentuais a menos dos registrados na década de 90. A indústria de transformação não passa dos 13%. São números desanimadores para quem atua no setor.
A Carta da Indústria 2014, publicada no final do evento abre com uma significativa expressão: “A Indústria tem pressa”.  Pressa para solucionar a questão da baixa competitividade. Pressa para voltar ser o dínamo gerador de crescimento. Pressa para contribuir efetivamente para o crescimento econômico, social e político do país. Na mesma Carta o foco sugerido é “na competitividade e governança para enfrentar os problemas”
A propósito do assunto competitividade, destaco uma recente pesquisa do Banco Mundial, “Doing Business 2015” (publicada em 28.10.14), revelando que o ambiente de negócios no Brasil continua ruim, face sua posição no 120º lugar num ranking de 189 países. Na pesquisa anterior a posição brasileira era a 123º. Uma tímida melhora neste ano. O Brasil ficou abaixo da média da América Latina. Países como Chile (41ª colocação) e Colômbia (34ª) estão bem acima. A quem se console com o fato de que o país está mais bem situado do que a Argentina (124º), vivendo uma grande recessão, e a Índia (142º). Os primeiros colocados são: Cingapura, Nova Zelândia, Hong Kong, Dinamarca e Coreia do Sul. Os Estados Unidos ocupam o 7º lugar e a China, para minha surpresa, o 90º. Surpresa porque lembro do regime autoritário reinante no gigante do Oriente.
O destaque entre os pontos negativos do Brasil e que empurra para baixo a média do país, está na demora que o investidor leva para abrir uma empresa. São necessários 83,6 dias para cumprir 11,6 procedimentos legais. É um tempo intolerável, comparado com o tomado noutros países, como o Chile onde o tempo cai para 5,5 dias. No ranking especifico, o Brasil ocupa o 167º lugar, entre os 189 países pesquisados. Haja burocracia!
Outros importantes indicadores que compõem a bateria de avaliação, utilizados nesse estudo do Banco Mundial, são: facilidade de operar no mercado local, registro de propriedade, custos da construção civil, carga tributária, proteção aos pequenos acionistas, resolução de insolvências, encargos sociais, entre os outros que jogam o Brasil lá pra baixo.
Ora, minha gente, uma pesquisa como esta expõe, de maneira desfavorável, as fragilidades competitivas do país no âmbito internacional. Um investidor estrangeiro que esteja a ponto de decidir sobre a localização de um próximo investimento produtivo no mercado internacional, inevitavelmente, sofrerá alguma influencia desses resultados publicados. E, sendo um estudo do Banco Mundial impõe respeito maior e inspira confiança.
Na Carta da Indústria, acima tratada, há um tópico sugerindo os problemas cruciais do sistema político-econômico a serem resolvidos pelo novo Governo de D. Dilma Roussef. Vejamos: a) livrar o sistema tributário das principais ineficiências; b) melhoria das relações de trabalho; c) crescentes investimentos na infraestrutura; d) evolução na política comercial com foco nos mercados estratégicos e melhor inserção internacional; e) melhorias na Educação. Resolvidos estes problemas a Indústria Brasileira pode encontrar saídas da crise que enfrenta.
Isto é sem dúvida uma formidável e objetiva proposta para quem pretende, como D. Dilma, fazer um governo voltado para a recuperação econômica e restaurar a confiança internacional do país. Vamos torcer!                

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagem.

NOTA 2: Estive em Brasília compondo a Comitiva da Federação das Indústrias de Pernambuco – FIEPE e representando o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco – SIMMEPE, no Encontro Nacional da Indústria de 2014

domingo, 9 de novembro de 2014

Circulando na Corte

Nesta semana que termina estive, por dois dias, circulando pela Corte Brasiliense. Nada de extraordinário, não fosse o período pós-eleitoral, o clima político reinante e o objetivo da minha viagem que foi participar do Encontro Nacional da Indústria (ENAI), promovido pela Confederação Nacional da Indústria – CNI. Já cheguei alimentando grande expectativa de acumular informações atualizadas do mundo político-econômico nacional. Não, necessariamente, para trazer alguma coisa para este espaço de conversa semanal, mas, principalmente por motivos profissionais.
Uma vez em Brasília, logo se nota que não é preciso correr atrás da noticia. Ela vem voando e entra por onde houver espaço, inclusive nas brechas mais exíguas. O clima de disse-me-disse é cultural e institucionalizado.  Verdades e mentiras se cruzam na maior facilidade. Fofocas e boatos são coisas de rotina. Um sujeito incauto pode ser engabelado, num instante. Por isso que, naquele “caldeirão efervescente”, trato sempre de apurar os ouvidos, abrir os olhos e com especial atenção filtrar fatos e relatos. Vamos lá.
Óbvio que o tema central da semana ainda foi sobre a reeleição apertada de D. Dilma e os apuros que ela vem sofrendo diante de uma oposição ainda no palanque, saudando feericamente o retorno do candidato derrotada no pleito, Aécio Neves, ao plenário do Senado (ele tem pela frente um mandato de mais quatro anos). Fora isso, é de se agregar uma série de outros contratempos para a Presidente reeleita, entre os quais lembro: a derrota, imposta ao Governo pela Câmara Federal, do projeto de Lei criando os conselhos comunitários, assim como a perspectiva de derrota no Senado; a contradição do aumento da taxa de juros para “conter a inflação”, uma semana após ser dita em campanha, pela candidata vitoriosa, como controlada e dentro da meta estabelecida  e, fechando a semana, a divulgação dos aumentos dos combustíveis e da conta de energia elétrica. Achei interessante quando ouvi dizer que esse conjunto de aumentos se constitui num “estelionato eleitoral”. Sim, porque de fato eram necessários, há um bom tempo, mas, somente aplicados após a vitória eleitoral. O imediatismo das correções, então, confirma melhor a urgente necessidade. As atenções agora se voltam para as consequências graves que podem advir dessas majorações de preços, porque, afinal, combustível e energia mais caros são determinantes de inflação em alta. Só nos resta rezar, com fé e muita esperança, porque o horizonte está, digamos, cinza chumbo.
Mas, se no lado econômico as coisas vão mal encaminhadas, o domínio político está cada vez mais azedo. O esforço que os petistas estão fazendo para “sustentar a peteca” é técnica, política e humanamente desafiador. Quero ver, agora, a competência dessa turma. A base aliada está rachada e prometendo rebeliões, a disputa por cargos na Esplanada dos Ministérios está acirrada, os compromissos da presidente são incontáveis, fala-se em aumento de cadeiras para ministros como se os atuais, quase quarenta, fosse um número pequeno. Nesse ambiente de disputas se pontua, com grande evidencia nacional e internacional, a difícil situação do atual Ministro da Fazenda, mais desgastado do que nunca, e a presidente não tendo um nome de consenso – entre eles – para acalmar o mau humor do mercado; noutra ponta vem o Poder Judiciário exigindo aumento para seu pessoal que, se concedido, terminará provocando num “efeito dominó” outros tantos e estourando consideravelmente a conta de despesas de pessoal do Governo, que precisa ser contida. Olhe, é um clima de total incerteza quanto ao amanhã.
Como pano de fundo, dessa atual “ópera brasiliense”, está reluzindo o Caso Petrolão. Há um estresse generalizado nas casas do Congresso Nacional, palácios e ministérios da Corte na expectativa da publicação da lista dos denunciados pelo doleiro Alberto Youseff. Várias vezes ouvi dizer que o Mensalão é “fichinha” diante desse novo escândalo. Sem nenhum sentimento de “quanto pior, melhor”, admito ser assustador. O Brasil não merece!
Diante de tantas incertezas temos mesmo que esperar o que os petistas proclamam, a toda hora: a “presidenta” pretende dialogar com todas as forças políticas para preservar a governança e o crescimento do país. “Difícil vai ser estabelecer esse diálogo. Ela é muito arredia e voluntariosa. Impõe distancias aos próprios “cumpanheiros” e os homens têm medo dela!” Ouvi de um correligionário.
Para terminar, um último comentário: é incrível como os petistas menos informados negam o fato de que a diferença de votos entre D. Dilma e Aécio tenha sido pequena. É não ter noção de matemática elementar! Dizem haver sido uma vitória retumbante. Mudaram o conceito de retumbante, assim como criaram um feminino de presidente. Mas, nem ela, a vitoriosa, nega este fato de vitória apertada. Na verdade os que estão na linha de frente sabem muito bem que foi uma verdadeira “vitória de Pirro” e que, assim sendo, vão precisar trabalhar muito e buscar se safar dos escândalos de corrupção.

NOTA: Estive em Brasília compondo a Comitiva da Federação das Indústrias de Pernambuco – FIEPE e representando o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco – SIMMEPE, no Encontro Nacional da Indústria de 2014.