sábado, 29 de março de 2014

Tá Chegando a Hora

A Copa do Mundo está chegando. Faltam poucos dias, menos de 90, para inicio do certame. Com a proximidade cresce também o estresse de quem esteja diretamente envolvido com a organização e execução do Campeonato. As atenções do mundo do futebol e os que por este se interessam estão voltadas para o Brasil. O país está diante de uma prova de fogo, para a qual, acredito pessoalmente, não estava preparado o suficiente para levar a cabo e a contento.
Nesses últimos dias tenho acompanhado as notícias que são amplamente divulgadas dentro do Brasil e no exterior. Há duas semanas, um jornal francês fez duras criticas à organização, às obras de engenharia e infraestrutura, às dificuldades e trapalhadas do Governo Brasileiro, à mobilidade das grandes cidades brasileiras, especialmente as que sediarão jogos, à falta de segurança, aos aeroportos, aos preços aviltados de hotéis e restaurantes  e, de modo expressivo, chamou a atenção para as manifestações contrárias que poderão ocorrer, a exemplo das que aconteceram por ocasião da Copa das Confederações, no ano passado. Entre as noticias, no ambiente doméstico, destaco duas apenas para melhor ilustrar a situação: a primeira dando contas do atraso das obras da Arena Itaquerão, em São Paulo, para qual está programado o jogo de abertura da Competição.  A segunda veio de Porto Alegre, onde o estádio local não foi concluído por motivos burocráticos banais, com o Prefeito da capital gaúcha ameaçando tirar a cidade da programação. Ora, se o estádio do primeiro jogo não for entregue a tempo e a sede de Porto Alegre for retirada, um tremendo problema será criado para a FIFA e o Governo Brasileiro. Aposto que vão terminar a “toque de caixa” e... E!...
Nesse ambiente de incertezas, e como um amplo pano de fundo, crescem a cada dia as denúncias de superfaturamento das obras das arenas da Copa, nos vários pontos do país, o que vem servindo de aditivo oposicionista para engrossar o caldo da efervescente campanha política para as eleições presidencial e de governadores estaduais, em outubro vindouro. Que coincidência inoportuna, meu Deus. Resultado: ninguém faz mais nada em Pindorama, este ano. A Presidente da Republica já decretou que não vai fazer discurso na abertura da Copa. Não quer correr o risco de levar uma tremenda vaia. Que com certeza levaria. E, agora, que a popularidade dela está em queda.
As cidades em que estádios foram remodelados, ou substituídos (Salvador, Brasília, Rio e Fortaleza, por exemplo) a questão de acesso não causa muito problema. Nas cidades cujas arenas são novas a situação se complica. A do Recife é uma delas. Chegar até lá é coisa complicada. Fui ao primeiro jogo da Copa das Confederações, ano passado, e até hoje me arrependo. Usei o modal do Metro, pensando que a estação mais próxima fosse próxima mesmo. Puro engano. Tive que aturar um transfer de ônibus superlotado, desconfortável e, por cima disso, caminhar por pelo menos meio quilômetro. Faz favor. Quero ver estrangeiro tolerar uma dessas.
Só sei é que todas as cidades sedes dos jogos passam por dificuldades de mobilidade e isso vai  impor aos torcedores visitantes situações não programadas.
É lamentável que o Brasil perca essa chance de ouro para mostrar, de forma competente, sua capacidade de movimentar o setor turismo. Onde ocorre uma competição dessas, geralmente, os bons resultados vêm pouco tempo depois. O torcedor que veio durante o Mundial e saiu satisfeito, retorna e trás outros. Na África do Sul, por exemplo, escutei depoimentos assim.  Vamos ver o que ocorrerá no Brasil.
Agora, tem algumas coisas que não podem passar despercebidas pelos brasileiros: as iniciativas privadas, pouco visíveis, que estão sendo tocadas de norte a sul. São, digamos, “providências imbatíveis!”. Não pela qualidade, o que seria desejado, mas, sobretudo, pelas características de cada uma delas. Exemplos concretos: a turma do tráfico de drogas está se mobilizando para não faltar nenhum produto na praça. No Rio de Janeiro esperam faturar em dobro ou mais do que isso. As casas noturnas do Rio e São Paulo – e certamente noutras praças – estão maquilando suas instalações e colocando as “meninas” para estudar inglês intensivo, arrumar o material e entrar em prontidão. Imagino a ouriçassão. Nesses locais, segundo dizem, já prepararam tabelas em Dólar e Euro e, pasmem, mandaram trazer garotas com “mestrado” no atendimento a cavalheiros, em praças da Europa para dar dicas infalíveis.
É ou não é competência? Afinal, para esses empresários, está na hora de mostrar o produto brasileiro mais vendido no exterior: mulher. (Vide acima propaganda de Fortaleza, na Europa). E misturado ao ambiente do futebol é como o diabo gosta. Aí, sim, a fama do país do futebol, carnaval e sexo fácil vai cristalizar no mercado mundial. E, se o Brasil ganhar, saia de baixo. Aconselho ri, para não chorar.
Só espero ver no que vai restar dessa zoadeira. E, tá chegando a hora.

NOTA: Foto obtida no Google Imagens.

domingo, 23 de março de 2014

Fazendo turismo no Recife

Acontece com muita frequência que somos estimulados a fazer turismo pelo mundo afora e preterimos as atrações do nosso próprio país ou local onde vivemos. Conheci muitos cariocas que nunca estiveram no Corcovado ou no Pão de Açúcar. A impressão que dá é que como está tudo ali pertinho nunca faltará oportunidade de dar uma chegadinha até lá. Difícil é a oportunidade surgir. Essa coisa sempre me chamou a atenção. A primeira vez que subi ao Pão de Açúcar carreguei comigo primos que, embora vivendo no Rio de Janeiro, nunca haviam estado lá.
Mas, não preciso ir muito longe. Vivo no Recife e muitas vezes não aproveito as atrações turísticas locais e as do estado de Pernambuco. Nunca estive na famosa Praia dos Carneiros, por exemplo. Ou em Serrambi. Conheço, sim, Porto de Galinhas, estive há muitos anos em Fernando de Noronha e fico por aí. Que coisa engraçada. No entanto vivo, com alguma frequência, pelo meio do mundo explorando o que há de belo e atrativo turisticamente falando.
Disposto a me corrigir, andei fazendo algumas coisas bem comuns para os que visitam Pernambuco.
Comecei fazendo um passeio de catamarã pelos rios Capibaribe e Beberibe. Sempre ouvi dizer que era muito interessante e todo mundo que vem ao Recife se interessa pelo programa. Escolhi o Catamarã Veneza, pelas referencias que tive a respeito do percurso e da guia que faz a locução a respeito do cenário. Num fim de uma tarde de sábado, então, aboletei-me no barco e lá fui com outros turistas ver o desfilar da minha cidade do Recife, num outro ângulo de visão. Mais do que isso, tratei de apreciar com um olhar de turista, tentando ver como quem vê pela primeira vez. À medida que a guia explicava cada ponto, cada ponte e cada prédio, descobri outra cidade, embora sendo a mesma na qual nasci, cresci e envelheço. Tudo numa nova perspectiva e num novo descobrir. O Catamarã, em si, não é nenhum Bateau Mouche parisiense. É verdade. Mas, é valido em tudo e por tudo. Falo da ideia, da iniciativa óbvia para uma cidade com a natureza do Recife e com o intuito de dinamizar o turismo local. Entusiasmado com aquilo, ainda a bordo do dito Catamarã, fiquei me perguntando sobre o porquê de não haver, aqui mesmo no Capibaribe do Recife, barcos de maior envergadura, com restaurantes e atividades dançantes noturnas, como em tantas outras cidades do mundo. Em  Petrolina tive a oportunidade de desfrutar de belíssimo passeio pelo rio São Francisco, num catamarã com restaurante, bar, muita musica e dança. Inesquecível, o espumante do Vale e a carne de cordeiro ou bodinho assada e servidas naquele barco. Mais ainda, um belo banho de rio num banco de areia, rio acima. Lembro também de Manaus e Belém cidades nas quais  encontrei atrações desse tipo, nos rios que formam a bacia amazônica e banham aquelas cidades. Fora outros locais do próprio Brasil, que não me ocorre lembrar agora.



A verdade é que o passeio de catamarã, pelo Capibaribe, vale à pena e está ali ao nosso alcance. Vejo nisso o embrião de um movimento turístico-aquático mais intenso e mais cheio de atrativos tanto para o visitante, quanto para os nativos da dita Veneza Brasileira. Imagino que num catamarã restaurante, por exemplo, muita gente iria comemorar datas aniversarias e passagens marcantes nas suas vidas num ambiente aprazível, animado e próprio da cidade. Esse tipo de embarcação, além de segura, é apropriado para navegar em rios pouco profundos e bacias marítimas como as que existem pelos arredores do Recife. Fala-se muito, ultimamente, no aproveitamento do Capibaribe para transporte coletivo da população. O rio vai ser dragado e aproveitado, estações de embarque e desembarque estão sendo construídas e já falam nos barcos que serão adquiridos. Vejo aí a possibilidade de surgirem iniciativas empresariais que venham dar mais colorido e movimento ao turismo do Recife. Vamos aguardar.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens

Prezada amiga Liliana Falângola, obrigado pela recepção no Veneza e sua competente locução como guia daquele passeio pelo Capibaribe. Parabéns porque você conhece a história do Recife. Qualquer dia voltarei.

sábado, 15 de março de 2014

Recife, 477 Anos

O Recife comemora esta semana 477 anos de fundação. São quase cinco séculos de história e muita tradição. Berço de muitas inteligências, luminares das artes e das ciências e palco de muitas lutas democráticas, na construção da Nação Brasileira. Recife das pontes e canais, dos rios Capibaribe e Beberibe, Veneza Brasileira. Cantada em versos, prosas e canções. Capital do Frevo e do Maracatu, querida e sempre encantando os nativos e os visitantes. Nem preciso declarar muito o amor pela minha cidade, basta levantar a vista e contemplar a foto que trago sempre no Blog.
No passado recente andei muito triste com o estado de abandono que foi dado à minha cidade. Expressei várias vezes neste espaço semanal.   Hoje me regozijo porque a cidade está sendo melhor administrada, ficando mais limpa e se arrumando cada dia mais. A atual Prefeitura (Geraldo Julio -PSB) fez uma faxina em regra da sujeira deixada pela PTrálea. Muitas vezes tive vergonha e me abstive de mostrar a cidade a algum visitante, sobretudo a região central. Só o fiz quando não foi possível negar. A propósito desse meu desencanto conjuntural  e se for do seu interesse, leia também:   http://gbrazileiro.blogspot.com.br/2009/06/recife-uma-cidade-abandonada.html . Agora, já se pode circular numa cidade melhor cuidada e mais apresentável. Novos espaços mais humanizados e limpos estão sendo entregue à população. A revalorização do histórico bairro do Recife Antigo, que deve ser sempre um cartão de visitas, começa a ser mostrado. Um grande boulevard se projeta por ali, com a transformação da Avenida Rio Branco, livre do transito de veículos e reurbanizada. Espero ver o resgate da bela Rua do Bom Jesus, na mesma área, depredada na gestão da patuleia petista. Temos, pois, melhores razões para festejar este aniversário.
Outra coisa elogiável da atual Prefeitura é o cuidado que está tento em rever toda a pavimentação das principais artérias da cidade, coisa somente lembrada pelas administrações petistas quando se aproximava uma eleição, enganando os tolos. E, quando muito, tapavam os buracos com o asfalto sonrisal, ou seja, aquele que se dissolvia na primeira chuva que viesse. Alguns dizem que, o que se faz agora, pode ter a ver com a Copa do Mundo. Tudo bem e justo. Observe-se, poreeeém, a qualidade do asfalto aplicado.
Mas, certamente, o que está sendo feito ainda é pouco, diante de problemas cruciais noutras áreas. Até agora, só falei praticamente de “maquiagens”.  O Município carece de soluções para outros domínios, entre os quais: Educação, Saúde Pública e Segurança. Nesses três pontos, a situação se inverte e tudo se complica. A herança é maldita, mesmo em se tratando de problemas de ordem nacional. Mas, podemos mudar à medida que comecemos “em casa”.  Mitigar esses problemas é desafio dos mais complexos, para um executivo de qualquer nível de governo.
E, quando falo de começar em casa, me ocorre fazer uma observação sobre a sujeira que o recifense descarta nas vias publicas. É impressionante como nossa gente joga lixos pela cidade. Sistematicamente vejo motoristas e passageiros atirando copos plásticos, sacos vazios de pipocas ou garrafas plásticas, folhetos de propaganda, pelas janelas dos ônibus, taxis e veículos particulares. É impressionante. Por maior que seja o batalhão de garis, a situação é incontrolável. Outro absurdo é como os donos de cachorros de estimação deixam as fezes dos seus pets espalhados pelas ruas. Nas proximidades de onde moro há ruas lastimáveis. Certa ocasião dei de cara, na minha rua, com uma Senhora passeando seu cãozinho, bonitinho, bem tratado, inclusive com sapatinhos! Vejam só que cuidado! Elogiei a beleza do animal, enquanto ele fazia um maneiro cocôzinho. “É meu filhinho querido” disse-me a dondoca, toda vaidosa. Prontamente respondi: “ E por que a Senhora não ensina seu filhinho a fazer suas necessidades fisiológicas em casa? Pense quando ele crescer... E por que a Senhora, agora, não apanha a merda do seu filhinho e leva para casa, põe na privada e dá descarga?” Ela saiu apressada, arretada comigo, e com cara de to-nem-aí . Deixou a obra do cãozinho no mesmo local. É assim... Se todo mundo fizesse do modo como eu fiz, a coisa quem sabe poderia mudar, um dia. Quem vive pelo mundo, observa a limpeza das cidades civilizadas. Na Cidade do Panamá, encontrei recentemente algo inesperado praqueles lados: pequenos estandes  para coletar as fezes de cães que venham a defecar em parques e praças públicas. Quem sai para passear seu cãozinho leva um saco plástico onde acumula os dejetos  e deposita ali E isso é obdecido religiosamente, segundo me disseram. O mesmo vi, há pouco tempo, numa ida à Praga (Republica Tcheca). Vide fotos a seguir. Resultado: cidades limpas e saudáveis. Taí uma ideia para nossa Municipalidade.
 
Pois é, caros leitores, o fato é que o recifense em geral é mal educado. Não tem Prefeitura eficiente que dê conta, enquanto for assim. É preciso uma campanha intensa para civilizar essa gente. Quem não se recorda do Sugismundo? Aquilo tem que ser retomado! A exemplo da atual campanha da praia limpa. É uma questão de saúde pública. Lixo, fezes e urina de cães nas vias públicas são nocivos à saúde coletiva.
Parabéns Recife, pelos seus 477 anos!           

NOTA: As fotos panorâmicas do Recife foram obtidas no Google Imagens. As demais - no Panamá e na Cidade de Praga - são da autoria do Blogueiro, especialmente para publicar no Blog.
 

domingo, 9 de março de 2014

Chile, uma varanda sobre o Pacífico

Estive no Chile, nesse recente período carnavalesco, fugindo da folia. É sempre muito prazeroso voltar àquele país. Desde os primeiros momentos dá para sentir a pujança econômica e a qualidade de vida superior que se experimenta por aquelas bandas. Santiago, a capital, está cada vez mais moderna e, sobretudo, acolhedora ao visitante. A infraestrutura é invejável. O cuidado com o cidadão é notável. Um exemplo são os banheiros públicos de primeiro mundo, disponíveis em pontos estratégicos da cidade. Vide a foto abaixo.  
Notável, também, o cuidado que se dá ao item mobilidade. É uma magnífica metrópole, sem dificuldades de trânsito. Transporte coletivo de primeiro mundo e artérias latejando de veículos e gente, muita gente, sem que se observem retenções ou estresses. Senti uma inveja...  Há estacionamentos subterrâneos por todo lado e quem quiser usar seu próprio veiculo, nunca “quebra a cabeça” procurado vagas. Tudo muito bem sinalizado. E, digo com a razão de quem locou um veiculo e saiu pelo país afora. 
Já andei pelo Chile em varias ocasiões, inclusive desde os tempos da ditadura de Pinochet. Percebo a evolução que ocorre e o quanto se avançou nesse país, no passado recente. Vê-se bem, e de cara, que não se trata de uma republica bolivariana populista. Podem existir descontentes, certamente. Mas, isso faz parte da democracia que reina por lá.
Revi Santiago em pouco tempo, porque meu foco dessa vez foi conhecer melhor a região dos lagos, no sul do país, Patagônia chilena, onde permaneci durante cinco dias. Dias inesquecíveis, tanto pela beleza natural, quanto pelos sabores e clima que se respira naquela porção chilena. De Santiago voei para Puerto Montt situada a, aproximadamente, 1.000 km ao sul. Lá centrei minha estada na região. O cenário é marcante. Um verdadeiro “planeta água”, devido ao mar, baias, enseadas, lagos e rios que predominam no ambiente.
É sabido que o Oceano Pacífico é famoso pela sua profícua fauna marinha e Puerto Montt está situada num ponto estratégico abrigando um importante porto, um sem número de pescadores reunidos em cooperativas e empresas pesqueiras, proporcionando uma base econômica sólida, internacional e propícia a oferecer ao visitante, como foi meu caso, uma verdadeira orgia gastronômica à base de frutos do mar. Com um especial detalhe: a diversidade dessa produção e as formas de degustação, que resultam na transformação do paladar e o conhecer do visitante. Como esquecer o sabor de uma centolla, de um chupe de jaiba, locos e côngrio (primeira foto a seguir), ou de um ouriço cru temperado com limão e azeite? Fotos abaixo. Isto sem falar que o salmão da região é o mais famoso de toda a produção local e é preparado das mais diversas e saborosas formas.


Próximo a Puerto Montt (16 km de distancia) está Puerto Varas, uma cidade de colonização alemã, super simpática e acolhedora, com excelentes hotéis, restaurantes, bares e cafés e estação de turismo famosa. Por lá circulam muitos europeus e norte-americanos. O Chile , aliás, está na rota dessas correntes turísticas e isso se nota no desembarque em Santiago, dadas as filas para o controle de imigração. Puerto Varas fica na beira do Lago de Todos Los Santos e bem defronte ao vulcão Osorno. O cenário é fantástico. O vulcão lembra o Monte Fuji no Japão e está sempre encimado de neve. O pôr de sol a beira do lago e diante do Osorno é um cartão postal para se guardar na memória, para o resto da vida. O lago é imenso, navegável no seu todo, repleto de barcos de turismo, num dos quais fiz um minicruzeiro que, no meu ver, “não pede homenagem” a qualquer outro, de qualquer lugar, inclusive os suíços, que já tive oportunidade de fazer. Meu barco, um grande catamarã, que partiu do ancoradouro de Petrohué, (60km após Varas) navegou até o pequeno porto da localidade de Peulla – um povoado com 125 habitantes, apenas. Um lugar que parece um cenário de produção teatral. Vide a foto a seguir – quase na fronteira com a
Argentina, próximo a Bariloche, levando os mais de cem passageiros por uma rota cinematográfica. Sim, houve momentos em que me senti num filme. Tem coisas assim, não é? As visões do Osorno, bem de próximo, e a passagem pelo ponto em que se pode vislumbrar a gigante Montanha Tronador (lado argentino) são momentos culminantes do passeio. Veja as fotos a seguir.

Mas, não foi apenas de lagos e montanhas que fiz meu passeio. De Puerto Montt fui (na verdade, fomos, porque estive acompanhado dos meus filhos e nora) até a cidade de Párgua, de onde atravessamos para a belíssima ilha de Chiloé.  A travessia é feita num ferry onde embarquei com meu próprio veiculo locado. Desembarcado em Chiloé  e depois de percorrer algo em torno de 60 km, de rara beleza natural, cheguei a uma praia, uma baia, com muitas ilhotas, onde os pinguins da Antártida se refugiam no verão, para o acasalamento, desova e consequente reprodução. Fui lá para vê-los de perto. Para se aproximar das ilhotas usam-se lanchas especiais que se são oferecidas aos visitantes. Não se desembarca nessas ilhotas. Fotos a seguir: a primeira com meus dois "marmanjos" e a segunda dos pinguins.
  

Acho que uma boa imagem que se pode fazer do Chile, e devido inclusive seu formato geográfico, é vê-lo como uma privilegiada varanda da América do Sul, sobre o Pacifico. É bonito demais. Fiz bem em fugir da famigerada folia multicultural/petista que transformaram o carnaval do Recife.

NOTA: O Blogueiro viajou com os filhos João Paulo e José Antonio e a nora Cleide. As fotos que ilustram a postagem são da sua própria autoria, a exceção, claro, a que aparece, feita por Cleide.