sábado, 25 de agosto de 2012

Jessé, um pintor pernambucano

Vida de artista nem sempre é fácil. A história relata cenas tristes sobre a vida de muitos pintores, atores, compositores e cantores. Van Gogh e Mozart, por exemplo, tiveram momentos bem difíceis. Praticamente morreram em clima de frustração e loucura. Só foram aclamados e reconhecidos quando já haviam partido para eternidade.
Há pouco tempo tomei conhecimento da morte de um popular pintor pernambucano, quase sempre levado ao ridículo e depreciado pela maioria daqueles que, no fundo, no fundo, desejavam adquirir uma das suas pinturas. Jessé era seu nome. Foto a seguir.
Acompanhei por longo tempo sua trajetória como pintor e como ser humano. Dei muitos conselhos, promovi a sua arte em várias oportunidades e, sem muito sucesso, defendia-o da exploração a qual era submetido. Olhava-o, mesmo, com certa piedade e lembrava-me de nomes que a história guarda, sem que eles tivessem tido a satisfação de colher os frutos do próprio talento.
O pintor Jessé foi uma figura quase que folclórica. Tanto fazia chegar malvestido, quase maltrapilho, ou aparecer embalado num terno completo, incluindo colete e gravata. Era, como se dizia antigamente, de veneta. No dia a dia, finalizava um quadro qualquer e corria para rua buscando um comprador. Geralmente vendia por preço bem abaixo do pedido inicial. Apurava um dinheirinho e logo, a seguir, escorria um conhaque goela-abaixo para comemorar e saia ao comercio, para comprar nova tela e mais tintas para recomeçar sua labuta. Como muitos e por várias vezes, levei para casa uma obra com tinta ainda fresca, com todo cuidado de não borrar. Ele tinha pressa e parecia sempre estar vendendo seu ultimo quadro.
Não sei quem comprou seu último quadro. Mas, sei que comprei várias obras das suas poucas fases. Antes de se tornar o pintor das mulatas de olhos faiscantes, Jessé passou pela fase dos casarios – ingênuo/primitivista total – pela fase dos florais, lembrando a arte de Francisco Brennand e, por fim, a fase que o acompanhou até a morte, a das mulatas. Adquiri quadros de todas essas fases. Tenho comigo o primeiro quadro das mulatas, que acho uma beleza. Datado de 1972, lembro quando ele adentrou a minha sala de trabalho na SUDENE e quase gritando anunciou: “Novidade! Jessé agora pinta mulatas. Aqui está a primeira tela da série”. Fiquei admirado com aquela tela. Imensa, medindo 100cmx75cm  e com a tinta muito fresca, como sempre e pronta para ser vendida. “Vai comprar Dr. Girley?” Confesso que gostei do trabalho, logo de cara. Talvez pela novidade ou mesmo pelo tamanho da obra. Um trabalho vistoso. Com duas mulatas e um floral a la Brennand. (Vide foto a seguir) Nessa tela ele mescla a fase anterior com a que iniciava. A tela está pendurada na parede da minha casa. Outro dia, levei-a para uma revitalização e lá me ofereceram uma grana boa pela venda. Fiquei ressabiado e não cai na tentação. Acho que vem coisa por aí! Estou de olho.
Interessante que, no momento da compra dessa tela, negociei, tive o cuidado de não explorar a arte do ingênuo e após pagar, fiz uma observação: “Você, agora, deixa de imitar Francisco Brennand e passa a imitar Di Cavalvanti”. Um Jessé apressado, contando o dinheiro que havia apurado, me diz sem a menor dúvida: “Eu não estou imitando Di Cavalcanti, coisa nenhuma. Agora ele, sim, que copia Gaugin. É ou não é? Tchau, visse!” Fiquei pasmo com aquela saída. 
Dali em diante, o que mais vi foi telas de Jessé retratando mulatas. Esta acima (1973) é da minha coleção. Acho linda, olhar triste no infinito. 
Logo, Jessé passou a ser chamado o pintor das mulatas. Ele “aprimorou” as figuras e deu formas mais rebuscadas. Certo dia chegou contente me falando da tela que pintou para ilustrar o programa de um congresso de oftalmologia, aqui no Recife. O cliente pediu que fizesse uma tela com uma mulata bem estonteante e com os olhos bem expressivos. Fazia sentido porque o negócio era com um oftalmologista. Foi quando apareceu a primeira mulata com olhos imensos, luminosos e amarelados, azulados ou de outras nuances. Eu não gostei da novidade, mas, teve quem gostasse. Ele próprio nunca mais abandonou esse detalhe. Veja a foto a seguir.

Como sempre fui atento para seus trabalhos, terminei adquirindo alguns que marcam algumas passagens da vida do artista. Entre outros, tenho o que ele retratou um atropelamento que sofreu, em 1980, saindo com uma das pernas fraturada. Vide foto a seguir. Isto, hoje, é parte da história que se pode contar desse louco pelas tintas e pela arte de pintar.
Agora, que Jessé se encantou no infinito da eternidade, deixando seus trabalhos  espalhados por uma infinidade de residências, escritórios, repartições publicas do Recife e de muitas cidades do Brasil e algumas no exterior, começam a surgir conversas enaltecendo o artista. Entender a humanidade é coisa muito complexa. Soube, até, que algum curador ou marchand de tableaux pretende fazer uma exposição dos quadros de Jessé, num reconhecimento ao talento do louco e folclórico pintor que vendia suas obras por aviltados preços e de forma indiscriminada. Coisa típica de artista autêntico e sem interesse mercantilista. Jessé, como bom artista, tinha sede de usar os pincéis, misturar as tintas e aplicá-las numa tela. O preço, o valor, era o de menor importância. Pobre Jessé. Tomara que esteja pintando mulatas, florais e casarios no infinito paraíso.    

NOTA: As fotos são do Blogueiro, exceto a do próprio pintor que foi obtida no Google Imagens, cujo autor é Julio Leite

  
   

sábado, 18 de agosto de 2012

Corrupção versus Desenvolvimento

Eu posso estar enganado, mas, acho que o julgamento dos mensaleiros do PT, no Supremo, não vem repercutindo de forma esperada. Num país sério essa coisa seria acompanhado e comentado em toda roda de esquina, café ou bar. Besteira minha, porque num país sério uma coisa dessas nem ocorreria. Acho que no Japão, por exemplo, o cara que fosse acusado de um ato de corrupção dessa natureza ficaria tão marcado que a única saída seria o suicídio. Praticaria um harakiri, que vem a ser a forma mais digna de um japa limpar sua honra. Rasgar o estomago com dois punhais e sangrar até a morte.
Esta semana, tentei puxar uma conversa sobre o julgamento que se desenrola em  Brasília e, para minha surpresa, meus companheiros de papo mudaram de assunto, imediatamente, para discutir o futebol e a novela Gabriela – que tem o atrativo dos nus femininos audaciosos – justificando que o resultado do Supremo já se sabe, isto é, absolvição geral da quadrilha. Com o agravante de que logo, logo estarão em Brasília mandando no País. Como se dizia antigamente, fiquei golado. Decepcionado.
Sei não... ou eu sou de outro planeta e cai aqui por acaso ou o brasileiro é mesmo alienado. A impunidade que reina nesta terra Brasilis deve ser mesmo a razão dessa alienação. Muitos são os criminosos que não pagam pelos crimes cometidos, ao mesmo tempo em que muitos inocentes vão para a cadeia injustamente. Até quando essa cultura insana vai prevalecer?
O Jornal Valor Econômico promoveu recentemente um oportuno debate denominado de “O Impacto da Corrupção sobre o Desenvolvimento Econômico” no qual um dos oradores, o Professor da USP, Demétrio Magnoli, classificou a corrupção no país como sendo “estrutural e endêmica”. Concordo com ele. Na sua opinião, a coisa começa e se reproduz, ao longo dos tempos, pela distribuição de cargos de confiança nos três níveis de governo. Com base em coalizões políticas, aproximadamente 600 Mil cargos caem nas mãos de pessoas comprometidas com esquemas de corrupção projetados antes mesma da eleição ganha, durante a campanha. Somente no Governo Federal são cerca de 24 mil postos.
O processo de redemocratização, possibilitando uma oposição atuante e a ação investigativa da imprensa, trouxe melhores condições de expor à população as bandalheiras cometidas. Já conseguimos até mesmo despejar do Planalto um Presidente corrupto. Mas, ainda foi pouco, porque, para que o Brasil dos nossos sonhos se torne uma realidade é preciso que se rompa com a cultura do “jeitinho brasileiro” e que haja mais respeito à coletividade, ou seja, à Nação.
Naturalmente que o grande desafio é mudar a cultura nacional e isto só será possível a partir de uma mudança do cidadão comum. É ele que precisa mudar. Que precisa respeitar o próximo, ser educado desde a base, e se habituar a atitudes civilizadas do tipo não furar a fila, não estacionar nas calçadas ou locais proibidos, não trafegar pelo acostamento ou na contramão, não pegar os atalhos mais improváveis para escapar do engarrafamento ou avançar no sentido contrário no estacionamento do shopping só pra pegar a vaga antes do outro. Ah! não dar dinheiro para o guarda de trânsito anular a multa, entre outros absurdos.     
Se mudarmos a base cultural, teremos a chance de mudar a gestão dos governos. Um dos mais comuns atos de corrupção ocorre no domínio das compras publicas. Esta é certamente a área mais visada e atraente para o corrupto. Tem mais poder o Ministro da pasta que tem maior orçamento. Esse terá mais chance de sair mais rico. A TV e os jornais não cansam de denunciar. Mas, a turma da roubalheira não se intimida. O fornecedor corrupto e visado muda o nome da empresa, arruma um laranja, faz de tudo que é bandalheira e segue agindo relaxado e sem medo. 
Creio que o X da questão está na impunidade. Ninguém se incomoda mais com o que se rouba ou que crimes se praticam. Num Brasil grande demais, as falcatruas se diluem no dia-a-dia. Enquanto isso, se aprofundam as disparidades sociais, a pobreza e miséria de imensa parte da Nação, a insegurança, a inviabilidade econômica, tudo enfim que leva a um solene NÃO ao desenvolvimento. As coisas ainda andam porque estamos num país generoso, de solo fértil e subsolo rico. Mas, isso tudo pode ter fim. Ou se estabelece uma governança sadia e honesta ou isso aqui vai desandar completamente. Corrupção não combina com Desenvolvimento, isto é certo.            
NOTA: Ilustração obtida no Google Imagens

domingo, 12 de agosto de 2012

Recife pede socorro, vote certo

Sexta-Feira passada, anteontem, perdi aproximadamente três horas no caótico trânsito do Recife. Temo que esteja cada vez mais distante o dia em que possamos circular com o mínimo de tranqüilidade e fluidez na nossa metrópole. Houve ocasiões em que comparei a situação com o que vejo em São Paulo, onde só se fala em dezenas e centenas de quilômetros e quilômetros de engarrafamentos diários no trânsito. Contudo, guardando as devidas proporções e considerando a estrutura urbana da capital paulista, o recifense padece de situações bem mais graves. Para complicar o quadro, faltam ao recifense mais educação, disciplina e habilidade no manejo dos seus veículos. Cá prá nós, tem muito motorista “barbeiro” nesta cidade. Uma mudança qualquer no transito – tentando solucionar gargalos – termina provocando, muitas vezes, problemas maiores. Foi o caso recente da adoção do binário Estrada do Arraial-Estrada do Encanamento. Aquela região está na maior balbúrdia. Tem motorista que não sabendo, ainda, das mudanças, termina provocando o maior transtorno. As linhas de ônibus ainda não conseguiram se atualizar para o novo circuito. Foi uma sexta-feira negra pelas bandas do Parnamirim. Mas, não foi somente por lá! Pela rádio fui sendo informado dos entraves nas zonas Sul e Oeste, nas saídas da cidade (Brs 101 e 232), Avenidas Agamenon Magalhães, Domingos Ferreira e Imbiribeira, ou seja, o Recife inteiro. Um caos... E o povo entrando em polvorosa.
Mas, enquanto parado ou em marcha lenta, vi “desfilar” aos meus olhos uma infinidade de placas de propaganda eleitoral – que já emporcalham a cidade – (Vide foto acima) de candidatos a vereador ou prefeito da capital que, francamente, tem caras pelas quais não dou nada... Digo, não me inspiram a mínima confiança. Muitos são daqueles que se candidatam por esporte. Tem sim, esse tipo de gaiato! Lembro de um, funcionário da SUDENE (onde fiz minha carreira profissional) que se candidatava a algum cargo, de dois em dois anos, para ter licença do trabalho por um longo período. Era um preguiçoso profissional acobertado pela legislação eleitoral. Não se via nem sombra da campanha do sujeito. Coisas de Brasil.
Na pratica, tenho a certeza de que a esmagadora maioria desses candidatos a vereadores e muitos dos candidatos a Prefeito são pessoas desprovidas das noções básicas dos papeis dos cargos que postulam. Não têm noção do que vão fazer, não sabem o que vem ser uma ideologia partidária, desconhecem o modelo político nacional vigente, não sabem o que seja a ética na política e, enfim, não sabem de nada. Somente uma coisa eles sabem: que vão embolsar uma grana preta todo mês e... “os eleitores que se explodam”, no dizer do humorista famoso. Mas, tem uma coisa, isto não ocorre somente no Recife. Todo mundo sabe que isto é uma praga nacional. É uma lástima.
Agora, se a questão, contudo, fosse apenas o trânsito caótico, ainda restaria a esperança de que aparecesse um engenheiro de transito ou um especialista qualquer nesta área e que, com autoridade técnica, encontrasse um modelo de mobilidade adequado a esta cidade antiga e mal planejada. O danado é que outros problemas se multiplicam em progressão geométrica e os edis – vereadores e prefeitos – de plantão só sabem administrar as futricas politiqueiras, interessados em não apagar o fogo que aquece as suas sardinhas, já cozidas há muito tempo. A recente arenga nas hostes petista recifense é o melhor exemplo dessa pouca vergonha. O Recife precisa urgente de um trato digno. Está pedindo socorro. As recentes administrações assumiram um compromisso sem ter a noção do que assumiram. Mobilidade, limpeza, segurança, saúde e educação para as populações mais pobres, transporte publico digno e disciplinado, requalificação de artérias urbanas, hoje inviabilizadas, mas, de grande valia para a dinâmica da Urbe, (como as Avenidas Guararapes e Conde da Boa Vista), criar vias especificas, com faixas prioritárias, destinadas a circulação de veículos com quatro ou mais passageiros, como acontece em Sydney, na Austrália, tirar veículos das ruas (rodízio de placas e estacionamentos proibidos), requalificar e restaurar áreas de interesse turístico, para atender as demandas crescentes, iluminar a cidade, hoje às escuras e propiciando a malandragem e insegurança. Tudo isto, entre outras coisas que uma boa equipe técnica vai identificar facilmente. A cidade precisa de um choque de gestão, porque a que está aí não sabe o que é isto. O Recife pede socorro e o eleitor tem a responsabilidade de saber escolher. Vote certo e teremos uma chance de melhorar.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens 

sábado, 4 de agosto de 2012

Marina morena. Marina Brilhante



É certo que o Julgamento do Mensalão monopolizou a mídia nacional nesses dias da semana que termina, embora que Carminha e Nina tentassem desbancar o tema com o folhetim da TV. Mas, na minha ótica, o que merecia um olhar acurado saiu de um lance na abertura das Olimpíadas, em Londres: a presença da brasileira Marina Silva 
Este Brasil é uma graça... aliás, reformulando, as futricas políticas deste país são verdadeiros causos. Refiro-me ao caso Marina Silva, entre os condutores de honra da Bandeira Olímpica. Pelos comentários que ouvi, assisti e li, a coisa resultou no maior fuxico. Para inicio de conversa e segundo se divulga, foi uma “saia justa” para D. Dilma e seus assessores diretos. Presentes, aliás, no estádio olímpico londrino.
De fato, deve ter sido uma baita surpresa para nossa Presidente, a Comitiva Oficial e para nós brasileiros mortais. Eu fiquei, nos primeiros momentos, sem entender. Achei até que estava mal informado, sem ler o noticiário ou algo assim.  Pensei até que fosse uma sósia da nossa Marina. A certeza só veio quando anunciado seu nome e, certo de que se tratava da própria, enchi-me de júbilo e pleno de orgulho. Era uma ilustre brasileira, destacada mundialmente e roubando a cena de forma garbosa. Ela mereceu. É uma referencia mundial. Poucos foram os escolhidos para aquele momento. Ela estava lá, brilhou e projetou o nome do Brasil aos píncaros do mundo abraçado, não pelos políticos de plantão, mas pelo espírito de união e humanidade, na onda dos esportes olímpicos.
Segundo o 247, noticiário eletrônico, que logo abri, “a estrela política do Brasil na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres não foi a Presidente Dilma Rousseff. Marina Silva, que perdeu a última eleição presidencial para a petista, chamou as atenções do mundo ao lado de estrelas do esporte como o campeão olímpico Haile Gebrselassie, o pugilista Muhammad Ali e o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, ao carregar a bandeira olímpica na festa de abertura dos Jogos. E, ao que consta, a presidente Dilma não ficou muito feliz ao ser ofuscada”.
Na sua habitual simplicidade amazônica, a ex-Ministra do Meio Ambiente disse depois, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo:"Não acho que a gente deve apequenar isso em uma disputa política. Aqui é o interesse maior do Brasil. Isso me entristece". O “apequenar” cai como uma luva... Completou dando uma lição de civismo, dizendo: "Meu apelo é para a presidente Dilma: que a causa que eu represento, e ali não era eu como figura política, não seja uma afronta para o Brasil, que seja uma dádiva". Bem feito!
Infelizmente, acontecem essas coisas nesta terra do meu Deus. As pessoas – principalmente os políticos – confundem as coisas e não sabem reconhecer o que pode enaltecer o Brasil, seja qual for o agente da ação. Que esta convocação de Marina, feita em surdina e sem nenhuma intervenção oficial, seja lembrada como uma bela lição de como se faz cidadania em qualquer lugar democrático do mundo. As pessoas e, sobremodo, os nossos governantes confundem Governo com Nação, quando na verdade existe uma diferença enorme. Os desejos das nações, nem sempre são os dos governos, é bom lembrar. Principalmente nos regimes ditatoriais. Nossa presidente da Republica não ficou satisfeita com a presença destacada de Marina. Mas, ela precisa saber que além de politica, Marina Silva é uma cidadã brasileira independente e, pela sua militância ambiental, é uma cidadã do Mundo. Iguais a ela são vários outros brasileiros. A diferença é o fato de fazer oposição à Presidente. E daí? Mais importante é a causa que ela defende, que é uma causa brasileira no principio e mundial no final.
Aldo Rebelo, Ministro dos Esportes, ironizando disse: "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia européia". Coitadinha... E ela o recomendou que "entrasse no espírito olímpico sugerido por aquela cerimônia". Quanta dignidade! Foi uma recomendação que se ajusta bem a quem comanda os esportes nacionais. Pensando bem, os que fazem o Comitê Olímpico deram um recado preciso, objetivo e educativo: Olimpíada não combina com política e muito menos com politicagem. Agora, teimem...
Que Marina Silva continue dando lições de civilidade. O brasileiro precisa disso. Principalmente quem exerce cargo governamental. Brilha Marina!

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens