sexta-feira, 24 de julho de 2009

ESBANJAMENTO VERDE E AMARELO

Sempre fiquei muito impressionado, nas viagens a serviço no exterior, com as instalações das embaixadas brasileiras. Muitas são palácios monumentais. Paris, Roma (um palacio histórico), Madrid, Lisboa, Haia, Tóquio, Buenos Aires (foto), Montevidéu e Santiago do Chile são bons exemplos, entre as que já visitei e, em algumas, cheguei a cumprir missões de trabalho.
Não tenho como não achar que, em boa parte, são verdadeiras extravagâncias, em face dos custos altíssimos que representam para os cofres da Nação. No final de tudo, é o pobre e coitado do contribuinte quem paga a conta, sem nem, ao menos, saber. O Governo esbanja lá fora, tirando do povo que padece da falta de segurança, transporte público digno, educação e saúde, infra-estrutura etc.etc.
Mesmo entendendo que seja necessário se manter uma instalação elegante e à altura da importância de alguns paises estratégicos, considero que deviam ser mais sóbrias, menos dispendiosas e, sobretudo, mais eficientes, coisa que de modo geral não acontece, gerando muitas criticas.
Meu comentário teve origem no inicio da semana, depois que recebi de uma leitora – Cristina Henriques – um email com um artigo de Xico Vargas criticando as aberturas de novas embaixadas brasileiras, mundo afora. O texto é, ao mesmo tempo, divertido pela forma e revoltante no conteúdo.
Segundo Xico, o Governo Lula abriu, nos últimos dois anos, um montão de embaixadas e consulados-gerais em lugares remotos, desconhecidos e sem nenhuma importância político-diplomática. Lugares onde brasileiros não pisam e onde não se faz negócios. Um verdadeiro despautério. Absurdo dos maiores. Segundo apurou-se, a idéia de Lula é conquistar votos na ONU para colocar o Brasil no Conselho de Segurança.
O caro leitor ou leitora já ouviu falar de Bamako? É uma “trepidante” cidade capital do Mali (vide foto abaixo). Sabe onde fica? Não vá procurar no Atlas, eu lhe digo: fica na África. Ali defronte. Para que servirá nossa embaixada por lá é o que muita gente pergunta. Juntas com esta, foram criadas mais de quarenta novas embaixadas e consulados-gerais instalados em “importantes” cidades, destacando-se: Basse-Terre, Baku, Castries, Conacri, Cotonou, Gabarone, Malabo, Novakchott, Roseau e Uagodua, esta última é a capital do “potencia” Burkina Fassu. Não conheces? Pois saiba que existe este lugar. Quem já ouviu falar dessas localidades? Acho bom anotar os nomes para uma eventual passagem e a necessidade de buscar nossa embaixada. Nunca se sabe... Quem gosta de turismo exótico...
Ah! Tem um outro interessantíssimo destino, onde podemos encontrar uma vigorosa presença diplomática: Belmopan, a sossegada capital de Belize, com 15 mil habitantes. Eu disse mil, não foi milhões! Menos do que o que comporta o Ginásio de Esportes da Imbiribeira, no Recife. Onde fica Belize? Nas beiradas da América Central, apertada entre o México e a Guatemala. Conta com apenas 350.000 habitantes. Diga-me uma coisa: para que uma Embaixada Brasileira num país tão minúsculo? Duvido que envolva interesses comerciais. Deve ser bom para quem exerce missões por lá. Pode até morar em Miami. Claro, não deve ter movimento! Ou mora mesmo por aqui. Vez por outra dá um pulinho por lá, bota um punhado de Dólares no bolso e pronto.
Além dessas extravagâncias absurdas (será um pleonasmo?) o Governo atual vai deixar, segundo Xico Vargas, uma inesquecível recordação: comprou em Nova Delhi, por 5 milhões de Dólares um terreno, onde construirá – no futuro – a nova Embaixada Brasileira na Índia. Are Baba!!!!! E em Genebra, pagou 40 Milhões (releia este valor) de Dólares por um prédio que abrigará as representações brasileiras.
Sinceramente, acho que este Governo perdeu a noção das coisas. Milhão de Dólares, para ele, é besteira. Não vale nada.
Pense quanto custará manter essas ridículas embaixadas, desses “importantes” países. Deve ter muito diplomata disputando na tapa um lugarzinho para fazer “um pé de meia”. Sim porque passa dois anos numa espécie de “exílio”, quando vai por lá, e volta com um patrimônio garantido para o futuro. Esse pessoal ganha em Dólar, recebe verba de representação, tem imunidades político-diplomáticas, isenções fiscais, moradias reais e uma serie de outras vantagens pessoais e para membros da família. Dá para acreditar? Isto é o que eu chamo de governo perdulário.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens

sábado, 18 de julho de 2009

Isto é um Fim de Mundo

Mal fiz meu check-in no hotel, ela se aproximou, toda rebolativa e disparou: “Oi! Eu sou Camila (nome fictício) e posso fazer da sua noite o maior barato!”. “O que menina? E quem lhe disse que eu estou disposto a esse barato?” respondi todo desconcertado e emendando perguntei: “Escuta aqui, quantos aninhos você tem Camila?” Ela respondeu afirmando ter 16 anos! Cônscio da minha responsabilidade e seguro dos meus princípios dei um fora na reboladora e subi para meu apartamento, pasmo com aquele agressivo episódio. Isto ocorreu em Fortaleza, alguns anos atrás, num hotel na região da Praia de Iracema.
Naquela mesma noite, procurando um restaurante para jantar nas proximidades do hotel, percebi que estava hospedado muito próximo da zona. Garotas e gays digladiavam, às vezes no tapa, vendendo seus serviços sexuais. Nas barbas da policia que, normalmente, faz vista grossa e até ajuda no agenciamento, segundo fiquei sabendo.
Isto, na verdade, se trata de um fato corriqueiro nas cidades turísticas do Nordeste. Foi em Fortaleza, mas é comum em Natal, no Recife, Maceió e Salvador, que recebem leva e leva de turistas estrangeiros – vi muitos homens italianos jovens – interessados pelo chamado turismo sexual. Existem agências especializadas nessa modalidade de viagem, em vários países da Europa, notadamente Itália, Alemanha e Suíça.
Em Brasília os serviços são oferecidos nas recepções dos hotéis que disponibilizam books com fotos sedutoras de garotas, oriundas dos confins da Amazônia, da Bahia, do interior gaúcho ou cerrado do Centro-Oeste.
Nos dois casos os cachês são altíssimos e gerenciados por verdadeiras redes de exploração comercial do sexo.
Lembrei-me disso tudo, ao terminar de ler um relatório executivo da Pestraf – Pesquisa sobre o Trafico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para fins de Exploração Sexual Comercial no Brasil. Fui convidado para participar de uma campanha de combate à exploração sexual, coordenada pelo SESI – Serviço Social da Indústria de Pernambuco. Esta pesquisa é um referencial de trabalho. Se a realidade assusta, os dados apurados pela pesquisa são aterradores.
A faixa etária critica é a entre 12 e 18 anos. São as presas mais fáceis dos predadores, geralmente homens da maior idade. Pior: grande parte da iniciação é dentro de casa. A maioria das vitimas são afro-descentes. Depois de um estupro, um atentado ao pudor, a sedução ou uma mediação para lascívia, a garota não tem outro caminho a não ser se prostituir, nas grandes cidades brasileiras ou no exterior.
As modalidades de exploração dependem da região. A pesquisa mostra coisas interessantes como: no Norte do país, a exploração acontece acintosamente em estradas e ruas, em função dos garimpos, prostíbulos portuários, cárcere privado. É comum realizarem leilões de virgens. No Nordeste impera o pornoturismo e turismo sexual. É uma praga. Rivaliza com países do Sudeste Asiático, que é um horror. Há também prostituição de meninas e meninos de rua e prostituição nas estradas (foto ao lado). No Sudeste a coisa é semelhante ao Nordeste. O Sul tem tudo isto e mais uma forte ligação com o narcotráfico e intenso tráfico de crianças. Por fim, no Centro-Oeste além da comum exploração em prostíbulos, há uma intensa exploração comercial nas fronteiras, agravada pelas atividades do narcotráfico. Nessa região tem uma modalidade especial e fortemente difundida, que é o turismo sexual ecológico e náutico. O pantanal e os rios da região servem de cenário para bacanais homéricos, de fazer inveja à Roma Antiga. Sodoma e Gomorra perderiam feio o posto de vanguarda que ostentou com orgulho na antiguidade. Sodomia lá mudou de nome para pantanomia.
O tráfico internacional de mulheres e adolescentes brasileiras é outro ponto deplorável. Segundo a Pestraf, tem prostitutas brasileiras espalhadas nos quatro cantos do planeta – fruto de aliciamentos criminosos – principalmente na Alemanha, Suíça, Itália, Espanha, Holanda, Portugal, Israel, Japão, China, Taiwan e países latino-americanos.
Mas, em meu ver, uma das coisas mais sérias que a pesquisa concluiu foi de que há uma crescente inserção de mulheres, crianças e adolescentes de classe média no mercado do sexo brasileiro. Ou seja, a coisa começa a se banalizar, à medida que já não se restringe aos círculos da classe de renda mais baixa. E é verdade. Hoje em dia, é comum ocorrências de garotas de programas que são estudantes universitárias e profissionais liberais, saídas de famílias de classe média e média alta, que oferecem – via agentes especializados – serviços ditos de “alto nível” a preços estratosféricos.
Meu pai, se vivo fosse, diria: “isto é um fim do mundo”. O SESI vai contar com o meu apoio. Não sei por onde começar, mas vão me dizer.

NOTAS: Se desejar saber mais sobre a Pestraf visite o site do CECRIA – Centro de Referencia, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes, que realizou a pesquisa. Clique em www.cecria.org.br
As fotos foram obtidas no Google Imagens.

sábado, 11 de julho de 2009

TREMENDO DESRESPEITO

Só era o que faltava: lixo do primeiro mundo sendo “jogado” no Brasil. Um tremendo desrespeito!
A notícia chamou atenção durante esta semana que passou. Uma inusitada carga de lixo doméstico, vinda do porto de Felixtowe na Inglaterra foi “despejada” nos portos brasileiros de Santos (SP) e Rio Grande (RS). O responsável no Brasil é uma empresa de Bento Gonçalves, próspera cidade do interior gaúcho, que declarou haver comprado uma carga de polímero de etileno para reciclagem, que serve para obtenção de material plástico utilizado na produção ou acabamento de móveis. Bento Gonçalves tem uma forte indústria moveleira.
Foram 40 contêineres, com 740 toneladas de sujeira doméstica. Haja lixo! Um abuso que não podemos tolerar. Acho que esses europeus vão, sempre que têm chance, empurrando a bagulheira, que não sabem onde botar, e criminosamente “exportam” para os países do chamado terceiro mundo que, em certos casos, devem passar batidos pela patifaria. Imagino que fazem isto com freqüência e agora foram pegos no Brasil. Fala-se que há uma máfia na Europa que camuflam o lixo que produzem e envia para outros países, particularmente da África.
Os criminosos tiveram o atrevimento de, junto a alguns cacarecos de brinquedos – boneca sem cabeça, carrinhos sem rodas, etc. – recomendar que lavassem cada peça antes de doar às crianças pobres do Brasil, numa prova concreta de que tinham mesmo a intenção de exportar seus descartáveis, sem que o destino final fosse o que declarado, isto é, a reciclagem do polímero de etileno. Não é uma audácia?
As autoridades brasileiras já adotaram providências no sentido de descobrir os autores drsse crime. A empresa importadora já foi identificada e tem o nome sob sigilo, por enquanto, para que não atrapalhe as investigações. Desconfia-se, ainda, de que existam brasileiros, na Europa, envolvidos na operação. Os contêineres lixeiras estão retidos para investigações que estão sendo feitas pelo Ministério Publico Federal, pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA e órgãos ligados à gestão do meio ambiente.
Para este caso o Brasil tem duas saídas: pode considerar como sendo, na linguagem oficial, um perdimento, por falsa declaração de conteúdo ou por mercadoria atentatória a saúde. A outra saída é, na minha opinião a mais justa, obrigar o importador devolver a bagulheira à origem como forma de compelir e coibir este abuso e, por cima, afastar o risco que ela representa para o nosso país. Enfim, isto não pode ocorrer novamente. O Brasil tem que “botar a boca no trombone!” e protestar. Só era o que faltava, repito.
Isto é apenas a ponta de um colossal iceberg de problemas da poluição planetária, que começa a se manifestar neste inicio de século 21.
Ocorre que lá, no dito primeiro mundo já não se sabe mais o que fazer com o lixo. A produção é fantástica. Os produtos biodegradáveis são mínimos. As embalagens, os brinquedos, os utensílios domésticos, os componentes mecânicos e eletrônicos, entre outros, são na maior parte de material plástico, que duram 300 anos para se decompor. Os oceanos estão abarrotados de plásticos que vão, aos poucos, acabando com o ambiente marinho e o lixo da informática se constitui num dos maiores desafios, no mundo moderno. Países como Estados Unidos e Japão, este, sobretudo, devido sua exígua extensão territorial, ainda não encontraram formas eficazes para administrar seus descartados. Lembro que, certa ocasião, caminhando, tarde da noite, por importantes ruas de Tóquio, tive oportunidade de ver e avaliar a incrível massa de descartados, por dia, jogados nas calçadas a espera da coleta. Fiquei imaginando as dificuldades que devem ter para dar destino aqueles rejeitos.
No Brasil nós temos nosso lixo, que já não é pouco! Inclusive muito material para reciclagem dos plásticos. Não precisamos do lixo dos europeus. Ao contrário, devemos rejeitá-lo com veemência. Espero que as autoridades do Rio Grande do Sul dêem uma dura lição a esses criminosos e que sirva de exemplo para outros países que possam estar sofrendo desses ataques da moderna “civilização”.
Notas: Informe de Carmem Ziebell com dos dados e relatos em: www.jornalagora.com.br
Foto obtido no Google Imagens

sexta-feira, 3 de julho de 2009

TRÊS EM UM

Quando a gente assume assinar um Blog semanal, como é o meu caso, fica permanentemente antenado, com tudo que vê e vive, para comentar. Ao mesmo tempo, como reações muito positivas, aparecem gentis leitores sugerindo temas que é deveras gratificante. Fico muito sensibilizado com essas interatividades.
Esta semana, por exemplo, recebi várias provocações: uma leitora do México me pediu um comentário sobre a vitória do Brasil na Copa das Confederações. Ela confessou ter acompanhado o jogo, realizado na África do Sul, e vibrado com a garra brasileira contra os gringos. Outro, do Chile, quase me exigiu um manifesto contra o golpe de estado em Honduras. No mesmo dia, alguém me pediu um comentário sobre a morte de Michael Jackson e, por fim, um pedido de apoio do Blog a um projeto de combate à exploração sexual de mulheres, adolescentes e crianças do sexo feminino, em apoio a um grande projeto nacional. Este último tema vai ser meu assunto para uma postagem à parte. Hoje, vou atender, numa postagem do tipo 3 em 1, meus outros amigos. Antecipando, asseguro que farei de forma simples e objetiva, com os humildes comentários a seguir:
Provocação Nº.1 – A vitória do Brasil, de virada, contra a seleção dos Estados Unidos, sagrando-se campeão da competição disputada na África do Sul foi, sem dúvida, muito boa, sobretudo pela virada do segundo tempo de jogo, provocando muita emoção nos brasileiros que já davam como perdidos e pelo simbolismo que sugere. Mais uma vez o futebol brasileiro mostrou sua tenacidade futebolística e, desta vez, contra um adversário sem tradição na modalidade. Pessoalmente, acho que esta seleção de Dunga não é das melhores. Ainda não tem a formação desejada para convencer. Acho que para o Mundial de 2010 vai ter que ser bastante burilada e reforçada. Alguns jogadores incensados mundo afora, Robinho por exemplo, ainda não deram o que se deseja ou que faça jus à fama e grana preta que põe no bolso a cada mês. Não posso me estender muito por falta de competência no assunto e de espaço, mas, devo dizer que fiquei de peito lavado ao ver os netinhos de Tio Sam de “rabinho entre as pernas” e cabisbaixos, coisa que eles odeiam e não sabem administrar, recebendo as medalhas de vice-campeões. Foi um castigo porque já queriam dar sinais de nova liderança nos campos do soccer. Não foi desta vez. Acho, até, que um dia eles irão chegar lá. Mas irão é futuro e a Deus pertence.
Provocação N°.2 – Meu amigo Julio Silva Torres, chileno da melhor cepa, passou uma semana revoltado com o golpe de estado em Honduras. Com razão, manifestou de todo modo que pode sua revolta e pediu-me colaboração no Blog. Bronca pequena para quem tem noção de perigo. O que aconteceu em Tegucigalpa é uma tremenda abertura de precedente para uma America Latina cheia de candidatos a ditador. Alguns já o são mascaradamente e, embora se manifestem publicamente contrários ao golpe hondurenho, acho que estão intimamente torcendo para que as coisas se consolidem. O mundo está dando um recado de maturidade política ao se posicionar contrário a qualquer tipo de ataque à democracia, como este de Honduras. Até os Estados Unidos, que no passado reconheciam e davam suporte aos golpistas oportunistas, já cravaram sua condenação, a meu ver, de peso. ONU, OEA e o resto do mundo estão de mãos dadas nesse repúdio e determinando o restabelecimento da ordem. Vejo Honduras – pobre e subdesenvolvida – num beco sem saída. Acho que os desdobramentos podem ser de grande monta, em prejuízo da paz nas Américas. Um perigo! Afinal, tem coisa mais absurda do que trair um regime democrático? Se no passado isto era repudiado e foi banido em meio mundo, em pleno século 21, é abominável. Aliás, não existe adjetivo adequado. Viva Manoel Zelaya! Que volte ao poder. Não importa, por enquanto, seus projetos políticos, que podem até ser espúrios, mas o fato é que o derrubaram com um golpe contra a democracia. E isto é inaceitável.
Provocação Nº.3 – A morte de Michael Jackson. Não sei por onde começar, diante dessa insólita “comoção” mundial. Sinceramente fico pasmo com tudo que venho assistindo. Para ser franco, nunca fui ligado ao sucesso desse cantor. Talvez por não ser fã da chamada onda pop ou por não fazer parte daquela geração. Nem sei direito o que vem a ser pop. Muito menos entender porque significou a mixagem da musica dos negros com a dos brancos. Talvez falta de interesse, mesmo. Ademais, nunca admirei as mungangas que ele fazia. Pode até ter algum valor coreográfico. Como não sou bailarino, não posso opinar. Vi alguém na televisão comparando-o com Fred Astaire e tentei corrigir os conceitos que fazia sobre o rapaz. Foi difícil. Fred Astaire? Jackson? com aquela máscara branquela? Sei não! Certamente que ele foi um sucesso para as gerações dos anos 70 e 80. Até em casa vi meus meninos imitando os remelexos dele. Mas... cá prá nós... nunca vi, antes, tanto desajuste e irresponsabilidade, quantos atribuídos a esse astro da parada de sucesso da billboard. Acho, aliás, que ele foi um péssimo exemplo para sua geração, além de ser – que é muito sério – um retrato fiel do preconceito racial nos Estados Unidos. Agora, depois dessa morte cheia de mistérios – bem ao seu estranho estilo – não aceito essa overdose midiática que cobre o caso. Nosso mundo está mesmo carente de verdadeiros líderes, haja vista que o que se vê pela TV rivaliza com a cobertura de exéquias de um Papa. Ele não passava de um cantor bailarino... mais bailairino, aliás. Ah! Tenha dó.
Tenho dito, por hoje. Bom fim de semana!
NOTA: Fostos colhidas no Google Imagens.