sábado, 15 de dezembro de 2012


O ano está findando. Foram doze meses de muitas atividades e, no meu caso e por sorte, acumulando sucessos. O BLOG do GB foi minha “cachaça” predileta. Com doses semanais, sustentou um dos meus melhores passatempos: contato com o público. Cada vez que faço uma publicação fico pensando nos quantos irão lê-la e muitas vezes, dependendo do tema, lembrando de modo especial, algum leitor ou leitora. Nessa dinâmica levo uma vida prazerosa e com boa dose de deleite pessoal, amenizando os naturais estresses da vida atual.
Pensando bem, é uma maneira mágica que os tempos modernos, com suas tecnologias revolucionárias nos oferecem e nos encantam. Essa relação entre blogueiro e leitor – sobretudo com aqueles que com alguma freqüência comentam os artigos publicados – imprime uma satisfação especial sobre meu espírito de homem destes tempos. Fico gratificado ao receber um comentário ou observar o contador de visitas aumentar de forma acelerada, indicando, inclusive, que em algum lugar do planeta e a qualquer hora do dia ou da noite, tem sempre alguém em sintonia com este mortal fincado num ponto oriental do Brasil e da América do Sul. Se a agilidade da comunicação moderna encanta a qualquer um, imagine para um sexagenário ligado na modernidade. É o meu caso.
Enche-me de prazer descobrir que tenho leitores em lugares remotos e poucos conhecidos. Quem não se surpreenderia, no Brasil, ao descobrir que alguém em localidades como St. Kitts e Nevis (É um pais, sim! No Caribe) ou no Brunei (no Oriente) se interessou em ler alguma coisa que escreveu? Eu, pelo menos, fico surpreso. Isto sem falar dos leitores assíduos em países como os Estados Unidos, Rússia e China. Sinceramente, é instigante. Na semana que não escrevo algo, fico me cobrando e imaginando o que podem conjecturar esses leitores. É ou não é uma “cachaça”? Só vivendo a experiência para entender melhor.
Mas, sendo fim de ano, com uma agenda apertada pelos muitos eventos comemorativos, cumpre agradecer aos muitos amigos e amigas que me acompanharam em mais um ano de publicações blogueiras, o 5º de existência do BLOG do GB. Creiam que esse acompanhamento é o maior estímulo que recebo para continuar. Sem essas reações não teria sido tão fácil manter essa freqüência.
Aos que se detiveram um pouco mais e fizeram comentários, àqueles que, sem comentário publicado, fizeram questão de verbalizar a satisfação de receber semanalmente o Blog e comentar uma postagem ou, ainda, os que tiveram dificuldades de registrar um comentário. A todos – sem exceção – meus sinceros agradecimentos e meu desejo de

FELIZ NATAL E VENTUROSO ANO DE 2013.

Que as luzes do Natal encantem nossos olhos durante o ano inteiro e
nos encham de esperanças e bem estar.

NOTA: As imagenss publicadas foram obtidas no Google Imagens


domingo, 2 de dezembro de 2012

Moderno e Antigo de mãos dadas

É admirável como o japonês preserva suas tradições e o patrimônio histórico. Para quem vive num país e, particularmente, numa cidade na qual a história e as tradições culturais são, quase sempre, relegadas a último plano, conferir uma coisa dessas é puro choque, além de aprendizado.
Nesta minha segunda viagem ao Japão fiquei muito atento, observando se, apesar da globalização, persistia o traço cultural do japonês. Acredito que sim e que, muito embora, haja uma geração rebelde e formadora da “tribo” de Harajuku (região da cidade de Tóquio onde os modernosos se encontram aos bandos), ainda será difícil esconder o que há de tradição e história no país do Sol Nascente. Naturalmente que, em se tratando de uma sociedade desenvolvida, economia pujante, tecnologicamente avançada e com nível educacional nas alturas, a modernidade pontifica em todas as frentes, sempre com vistas ao bem estar do ser humano e do universo. É justamente aí que a coisa pega e chama a atenção. As inteligência e criatividade do povo japonês têm sido decisivas e muito felizes nessa tarefa. Quem vai até lá, a busca de modernidade, encontra facilmente, mas recebe extraordinárias lições de respeito ao passado e preservação da história. Moderno e antigo de mãos dadas e em perfeita harmonia. É muito comum circulando na moderna Tóquio e em meio às construções de vanguarda, aparecer um monumento antigo, esmeradamente preservado e exposto a visitação pública.
Alguns se destacam e são pontos de atração turística. Lembro como exemplos: o Asakusajinja Shrine (Templo), encravado um belíssimo parque no bairro de Asakusa. É um local onde o visitante tem obrigação de passar. Além de conhecer um dos mais belos conjuntos de templos religiosos a oportunidade de conhecer e comprar peças artesanais japoneses e degustar as delícias, doces e salgadas, da gastronomia japonesa, num verdadeiro boulevard de lojinhas (vide foto a seguir, inclusive com uma inesperada senhora portando um guarda-chuva com a bandeira brasileira) até que se chega ao local religioso.

A região está sempre fervilhando de turistas. Mas, tem uma coisa, antes de entrar no templo, não pode esquecer-se do ritual de passar na fonte de água benta corrente, para lavar as mãos, a boca e a testa, acreditando que com isso está se livrando dos pecados cometidos por pensamentos, palavras e obras. Vide fotos a seguir. Uma vez livre dos pecados é só entrar no templo e pedir ao Deus Todo Poderoso a proteção desejada. Asakusa é visita obrigatória.


Outra grande atração histórica, em Tóquio, é a belíssima Meiji Jingu, outra Shrine (Templo) encravada no imenso parque de Yoyogi, onde se encontram, também, sem que interfira no site religioso, vários outros equipamentos modernos do Japão, inclusive o parque olímpico de Tóquio, onde ocorreram os Jogos Olímpicos de 1964. A Meiji Jingu fica isolada no imenso parque e é um ambiente mais tranqüilo do que se vê em Asakusa. Não tem o mercado de artesanatos, nem o intenso comércio ao seu redor. Ao contrário disso, é um parque silencioso e lugar próprio para um retiro espiritual, ainda que passageiro. Dia chuvoso e bosque bem úmido, transformou a visita que fiz, nesse novembro passado, numa experiência impar. Vide foto a seguir.
Por fim, um especial destaque para a cidadezinha de Kamakura, afastada cerca de 80km. de Tóquio e abrigando um imenso conjunto de templos e residências, no mais autêntico estilo japonês antigo. O grande destaque desse conjunto vai para a imensa estátua de Buda – a maior, ao ar livre do mundo – construída com uma liga de cobre, bronze e latão, que resulta num verdadeiro espetáculo aos olhos do visitante. (Admire a foto a seguir).
Imponente e impondo respeito esse Buda de Kamakura, também conhecido como o Daibutsu, está sentado em posição de lótus e as mãos formando o gesto de meditação (Dhyani Mudra). Datada de 1252, essa estátua tem 13,35 metros de altura e pesa 93 toneladas. Fica no templo budista de Kotoku-in, nas colinas da cidade. Originalmente ele era abrigado por um templo construído em madeira, que foi destruído por um grande tsunami no século XV. A estátua é oca e permitem a visita no seu interior. Fiz isto pela segunda vez, quinze dias atrás. Fico satisfeito. Penso que ver o Buda de Kamakura é o mesmo que visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

NOTAS: O Blogueiro foi ao Japão numa Missão Empresarial, promovida por um Convenio entre BID/CNI/Fiepe e Simmepe.

As fotos são da autoria do Blogueiro.