sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Polarização Nociva

O tempo passa rápido e estamos às vésperas do, já considerado, mais importante pleito eleitoral dos últimos tempos no Brasil. A Nação enfrenta o desafio de escolher um nome para assumir o seu comando maior e, pelo visto, não há mais tempo ou interesse de avaliar currículo politico, proposta que apresente ou, mesmo, o fato de ter uma ficha limpa ou suja. O jogo agora atingiu uma temperatura estressante e o que se vê é uma nociva polarização entre esquerda e direita, representadas pelos candidatos mais bem situados nas pesquisas de opinião promovidas pelos Institutos de plantão. Pelas forças de direita é Jair Bolsonaro e pelos esquerdistas o substituto de Lula, Fernando Haddad. Segundo o especialista Bernhard Leubolt, a polarização politica é fruto de uma campanha eleitoral acirrada e de resultado apertado.

Esta extrema situação não é a desejável para o Brasil de hoje. Na realidade é o que menos desejamos. Depois de tantos tropeços socioeconômicos e tantas imoralidades politicas, dos últimos dez anos, o melhor seria uma união de esforços inteligentes e capazes de tirar o país do “buraco” profundo no qual foi metido. Falta um patrocinador para compor uma coalizão politica pró-Brasil, infelizmente pouco provável no ambiente tão conturbado e tão pleno de comoções coletivas.
A situação preocupante vem sendo analisado por cabeças pensantes e experientes que se apressam em manifestar, publicamente e em grupos republicanos, o risco que vem se desenhando no porvir da vida brasileira.
Nesta semana que se finda, diante das incertezas constatadas, inclui-me num desses grupos, o MOVIMENTO Ético e Democracia, (www.facebook.com/etica.democracia) cujo manifesto magoa em cheio a “ferida” e assevera que “no poder, Bolsonaro seria um desastre anunciado: desorganização econômica, desagregação social e desmantelamento do sistema democrático; caos social que favoreceria a realização de seu sonho de uma sociedade sob jugo militar.
Jair Bolsonaro propaga abertamente o autoritarismo, a volta do regime militar e a violência como forma de fazer politica. Completamente despreparado para ser chefe de Estado de um grande país atolado numa grave crise econômica e social”.
Uma eventual eleição de Fernando Haddad, dócil porta-voz do Lulismo guiado desde uma cela da Policia Federal em Curitiba, “representa o aparelhamento do Estado, a volta da política econômica que levou o País ao desastre (inflação, desemprego e crise fiscal) e a hostilidade às instituições democráticas, com acusações sistemáticas aos juízes e agressão à imprensa e aos adversários políticos. Jogando a culpa da crise econômica em Michel Temer, Haddad distorce os fatos e parece antecipar que, voltando ao poder, o PT repetirá as mesmas irresponsabilidades na gestão macroeconômica e fiscal, com todos os deletérios impactos já dolorosamente experimentados”.
Alguns poderão afirmar que polarização vem sendo comum nos embates pretéritos. E é verdade. Contudo, a polarização desta vez tem contornos mais extremistas, coisa pouco aconselhável para uma democracia imatura e em eterna busca de sustentação.
Bom, mesmo sendo signatário deste Movimento entendo que pouco poderá ser feito, neste momento, salvo registrar um alerta à sociedade.
Porém, concordo que vozes precisam ser ouvidas pelo país afora e que poderão dar suporte a um futuro e oportuno debate. Espero que isto venha a ser possível.

NOTA: Foto colhida no Google Imagens
 

sábado, 15 de setembro de 2018

Clima Sombrio


Sem que consideremos perfis, ideologia politica, qualidades ou defeitos de candidatos o que se percebe neste momento de extrema crise – inclusive moral – no Brasil é que nunca antes tivemos tantas dificuldades em escolher um candidato que venha resgatar os valores nacionais que perdemos ao longo dos anos recentes.
Ora, num país, como o Brasil, com extremas diferenças peculiares no que tange aos aspectos sociais, econômicos, quadro natural, crenças, orientações políticas, entre outros indicadores, o que se tem de concreto é um clima sombrio e inquietante. Enfim, um ”mosaico complexo e exótico” de ser trabalhado e administrado.
Qualquer que seja o cidadão ou cidadã que venha a ocupar o cargo da Presidência da República tem pela frente o fabuloso desafio de dominar muito bem cada uma das variáveis que acima listei e ter condições de manejar com meios e segurança exigidos por cada uma das dimensões.
A campanha eleitoral que estamos vivenciando, neste 2018, revela, de modo cruel, ao vivo e a cores, as condições de incertezas que o país atravessa e que vem aplicando à sociedade uma componente beligerante nada condizente com o estado de Democracia que sempre se diz viver e que foi alcançado a duras penas ao longo da História instalando uma guerrinha fratricida no meio social, com perspectiva de longa duração. Já correu sangue, assassinatos foram cometidos e ofensas, entre candidatos ou partidários destes, se tornaram corriqueiros e crescem numa progressão geométrica a cada dia que se aproxima o pleito. Numa sociedade mais culta e num estado democrático de fato, ao invés de ofensas, acareações, assassinatos, agressões físicas, insultos e ameaças, como vemos por aqui, os candidatos estariam em busca de conquistar eleitores estudando, diagnosticando e analisando as demandas das pessoas e, em suíte, formulando propostas concretas e factíveis que, no nosso caso, mitigassem os sofrimentos do brasileiro em geral. Tudo isto de formas convincentes, honestas nos referenciais, estrategicamente desenhadas e gerando entusiasmo no seio do eleitorado. Seria muito fácil fazer a escolha do candidato ideal. Mas, não... O mais provável do nosso hoje é ouvir manifestações de desalento, descrença e desistência de participar do processo eleitoral. Vide gráfico a seguir.

Acredito que os leitores e leitoras, pelo menos parte destes, andam acompanhando debates e entrevistas dos candidatos nas ondas do radio e da TV, assim como nas modernas e populares redes sociais. São as formas mais ágeis de chegar aos eleitores. Em principio, seriam ótimas oportunidades de se aproximar do Senhor(a) Eleitor(a). Infelizmente estes meios têm sido rigorosamente desperdiçados. Pela televisão ficam evidentes os despreparos de cada candidato e das equipes de entrevistadores da mídia. Viraram verdadeiros tribunais de inquisição. Abordam de tudo, menos de propostas de governo. Quando tentam, fazem de modo flash. Os candidatos quase sempre são apanhados de “cócoras” e na prática perdem as melhores oportunidades para dizer praquevêm. Resumo da ópera: perde o candidato, perde o eleitor(a) e perde o jornalismo de vanguarda. Aliás, perde a Democracia e o Brasil.
Finalizando, nunca é demais lembrar que resta ao eleitor(a) a imensa responsabilidade de saber eleger os novos mandatários. Mas, de fato somos responsáveis? Fomos no passado? Você é?
Aconselho que tenha cuidados dobrados na sua escolha porque, dessa vez, o “bicho pode pegar”. Eita clima sóbrio! 

NOTA: Fotos e ilustração obtidas no Google Imagens. 


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Cinzas da História

Certa ocasião, ao retornar de uma viagem ao exterior, falei sobre a falta de cuidados do brasileiro – tanto autoridades, quanto cidadão ou cidadã comuns – no que diz respeito à preservação do Patrimônio Histórico Nacional. Se desejar rever, clique em: http://gbrazileiro.blogspot.com/2009/06/apagando-historia.html . Andei, àquela época (há nove anos), impressionado com o descaso atribuído pelas autoridades locais ao patrimônio histórico da Cidade de Olinda, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, aqui em Pernambuco. De outra vez, mais recente, lamentei ao comentar o incêndio que varreu e transformou em pó o fantástico Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. E agora outra perda, de muito maior monta, certamente, que foi o incêndio que devorou, no último domingo (02.09.2018), o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. O Brasil de bom senso e o Mundo reagiram com revolta a este infausto evento, ao ver reduzido às cinzas os 200 anos de trabalho intenso e minucioso, reunindo uma das maiores coleções de História brasileira. Pior saber que tudo isso foi fruto da negligencia das autoridades (in)competentes tupiniquins, que relegaram a um plano marginal e muito distante das vistas, os cuidados devidos a esse importante patrimônio.   
Museu Nacional Antes
O mesmo Museu ardendo em chamas
Por duas oportunidades visitei este Museu, de onde sai orgulhoso do que havíamos colecionado na nossa Terra Brasilis. Nessas visitas ainda não dava para perceber sinais  de desgastes, muito embora, tenho tomado conhecimento de que visitantes recentes, incluindo alguns amigos, chegaram a perceber a gritante falta de cuidados com aquela Casa da História,  creio que a mais antiga instituição do gênero no país. Foi D. João VI que o fundou, em 1818, no local residência da família real luso-brasileira. Importantes momentos históricos da vida brasileira foram ali registrados e preservados em documentos hoje perdidos. O fogo devorou peças raras – havia 20 Milhões de itens colecionados – entre os quais esqueletos de animais pré-históricos e múmias egípcias. Uma destas, a de Sha Amum Em Su, em sarcófago nunca aberto. Fora isto, o Museu exibia inestimáveis coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. A maior coleção de borboletas que se tem, aliás, teve conhecimento e o fóssil de 12 mil anos da cabeça de uma mulher, ao qual deram o nome de Luzia, que reorientou as pesquisas sobre a ocupação humana das Américas. Coitada de Luzia “sobreviveu” doze séculos e, ironicamente, desapareceu lambida pelo fogo da sanha de criminosos administradores de plantão. 
Parte das borboletas que viraram cinza
O episódio de domingo passado foi um verdadeiro crime à cultura nacional e, por conseguinte, mundial. Peças raras foram confiadas ao Brasil que, agora destruídas, expõe o país a mais uma situação vexatória jogando luz sobre a irresponsabilidade e ignorância das autoridades constituídas. 
Perdemos Luzia no fogo arrasador. Crime abominável.  
Faltaram cuidados nas preservações das coleções, nas devidas vistorias de instalações elétricas, nas instalações contra incêndios, nas preservações dos hidrantes - faltou água para combater as chamas! - na manutenção do prédio secular e nos cuidados de segurança. Afinal, tratava-se de uma Casa de frequentes e volumosas visitas, gerando depreciações muitas vezes invisíveis a olho nu. A tudo isto eu chamo de desgraça cultural. Fala-se agora de gambiarras nas instalações elétricas, infestação de cupins e goteiras ininterruptas em tempos de chuvas. Quanta irresponsabilidade! A Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, responsável pela administração e manutenção daquela Casa, segundo se informa, relegou ao último plano qualquer ação de preservação e manutenção, destinando sempre míseros  orçamentos à Instituição. E isto, mesmo conhecendo a situação precária do Museu, desde 2014. Ou seja, uma tragédia anunciada!
E, uma pergunta que não cala, por onde andava o Ministério da Cultura nessas horas? Eita! Ministeriozinho apagado... E, neste caso, irresponsável. Fica, agora, um jogo de empurra discutindo a quem atribuir a (ir)responsabilidade pela desgraça. 
O mais revoltante é saber que o Museu Nacional precisa de míseros R$ 600,0 Mil/ano para sobreviver, mas o Governo brasileiro, com sua corja de plantão, segundo circula nas redes sociais, tinha outros projetos ao destinar, por exemplos: R$ 1,5 milhão para um documentário sobre a vida de José Dirceu; R$ 5,8 milhões para shows de Claudia Leite e R$ 7,9 Milhões para compor o Museu Lula! Parece mentira. Quanta irresponsabilidade. 
Somente agora, depois da desgraça e bem ao estilo brasileiro, começam  a destinar recursos para resgatar o que se perdeu. Aliás, como será resgatar em meio às cinzas? Pelo visto não restou nada!
Depois de tudo, fico preocupado com os muitos outros museus, bibliotecas (a Nacional, por exemplo), o Museu do Império, em Petrópolis, o da Republica, no Catete (Rio), do Ipiranga (São Paulo), Museu de Belas Artes, a Pinacoteca do Estado (S. Paulo) e muitos outros que infelizmente padecem da ignorância endêmica do brasileiro comum. Muitos nem sabiam da existência desse Museu incendiado. Quanta pobreza cultural. As repercussões devastadoras da tragédia se alastram no âmbito internacional. Algumas leituras publicadas sobre o fato são, por vezes, insólitas e surpreendentes.  Leitores do Blog se manifestam impressionados e incrédulos. No México, segundo uma leitora, levanta-se a possibilidade de que ladrões assaltaram o Museu e, após colherem peças que os interessavam, atearam fogo no que restou. Outra hipótese que se ventilou, aqui mesmo no Brasil, foi de que um balão junino caído sobre o prédio, deteriorado e infestado de cupins, com o pavio ainda em chamas deu inicio ao incêndio. 
Estamos chorando sobre o “leite derramado”, como, aliás, vem sendo o dia-a-dia do brasileiro. 

NOTA: Imagens ilustrativas colhidas no Google Imagens    

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Mude se tiver coragem



Tenho visto com muita frequência mensagens e discursos de políticos candidatos a cargos eletivos, analistas políticos e socioeconômicos, acadêmicos, e, por fim, cidadãos e cidadãs comuns, pregando um rompimento urgente com o ciclo político tradicional, com a velha política clientelista e carcomida pela corrupção endêmica que existe neste país. Principalmente no momento atual quando se intensifica a campanha eleitoral.
Não tenho dúvidas e concordo com esta ideia, quase popular. E, penso que é nessas horas que o país sofre pela falta de uma sonhada reforma política que trouxesse mudanças e contribuíssem com esse tipo de movimento cidadão. Mas, cadê coragem e responsabilidade dos nossos recentes mandatários? Ao invés disso estão sempre preocupados em se manter no poder esquecendo os clamores da Nação.
Confesso e creio que todos percebem, às claras, que estamos diante de uma quimera. Ora, meu Deus, não se quebra uma tradição de hora pra outra. E não vai ser um pleito eleitoral tão insólito, como este próximo, que vai “furar a velha bolha”. Basta que se observe a busca frenética dos poderosos chefes de “feudos” políticos que buscam se perpetuar, com candidatos a cargos, em níveis diferentes, para membros da própria família. Conheço inúmeros casos em Pernambuco e Brasil afora. E aí, cabe uma pergunta: como quebrar esta tradição? Aliás, esta cultura maléfica? Trata-se sem duvida de um colossal desafio para a sociedade brasileira. Nestes dias recebi, pela rede social, um panfleto eletrônico que foca nesta quimera. Um dia, quem sabe, chegaremos la...
A propósito do tema tradição recebi, também nestes dias de calorosos debates políticos, um texto bem estruturada e instigante de um pensador amigo, o Padre Sergio Absalão, que – sem que se referisse à questão politica nacional – e, sim à problemática de romper com uma tradição cultural, transcrevo, a seguir:“Na verdade, esse modo de pensar não passa de um contra-senso por dois motivos: primeiro, porque só é possível conceber um ideal de ruptura na medida em que permanece o modelo em relação ao qual se pretende romper. Ora, se a herança do passado deixasse de existir, se fosse completamente desconstruída e substituída deixa de ter sentido toda e qualquer pretensão de rompimento, simplesmente porque não se teria com o que romper. Sendo assim, sempre haverá algo que precede e se sucede ininterruptamente. Ao lado deste motivo acrescenta-se um segundo que diz respeito ao passado. Quando o sentir e o pensar “moderno” falam em “rompimento” ou em “desconstrução” está se referindo ao passado. Mas seria possível anular o passado? Não. Não é possível. Não é possível porque o passado jamais passa e não passa porque nunca se completa, mas se renova incessantemente.”. Tremenda e profunda reflexão a meu ver. 
Então, como e quando nos livraremos dessa situação? Não será certamente dessa vez. E basta examinar os candidatos inscritos para o próximo pleito e tentar calcular o peso desses que pregam o rompimento – em termos de poder eleitoral e de filiação partidária – relacionando-os ao grande bloco de candidatos conservadores. Certamente vamos constatar que tradição, herança e continuidade são os referenciais que dominam o processo pelo qual estamos passando.
Outra vez, cabe a recomendação de exercer um voto consciente. Mude se tiver coragem. Toda mudança produz sua dor. Mas, há dores que valem ser sofridas.

NOTA: Ilustração obtida no Google Imagens.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Cidadania e Responsabilidade

Com a proximidade das eleições crescem as expectativas do brasileiro quanto ao futuro do país. O clima é de visível perplexidade em face das incertezas que se afiguram no cenário geral e nas opções de candidaturas registradas. O quadro instalado marca de modo indelével este momento da Nação. O eleitor, no geral, se revela incrédulo e, sobretudo, indeciso neste panorama, quase que inédito. Será uma eleição que ficará fortemente marcada na História da República. Naturalmente, é bom lembrar, que por trás de tudo tem uma profunda crise econômica que vem detonando empresas, famílias e indivíduos, sem distinção de classe, como pano de fundo da perplexidade. "Ah! Mas, já atravessamos momentos piores e muito mais difíceis!", muitos afirmam... Sim, claro que já atravessamos momentos muito difíceis. Sem dúvidas... Contudo, cada crise é uma crise e não lembro de nada semelhante a esta.
Estes dias, observando as pesquisas do Datafolha, divulgadas no inicio da semana (20/08/18), uma coisa chamou-me a atenção e que corroboram com o acima descrito. Observei que no plano nacional, para presidente da Republica, os que optaram por responder que votariam em Branco/Nulo/Nenhum, somados aos que não sabem em quem votar resultou num percentual de 28%, que, neste caso, foi superior ao percentual obtido por Jair Bolsonaro que lidera o rank e alcançou apenas os 22%. Ressalvo, de antemão, que estou falando do cenário mais provável, isto é, do levantamento em que o Haddad vem substituindo o Lula. Pois bem, para qualquer primário analista é uma marca de chamar atenção. Afinal, tem muita gente nesse percentual de 28%.
Em Pernambuco, que me desperta interessa particularmente, esses que dizem votar em Branco/Nulo mais os que não sabem em quem votar perfazem um total de 35%! Ufa! É coisa muito grande. Já o candidato que vem liderando nesta sondagem é o atual governador do estado, Paulo Câmara, que tenta a reeleição e alcançou a marca de, apenas, 22%. Ora, vamos e venhamos, estes 35% é um indicador significativo da descrença geral na classe política e que pode, ou não, mudar quando do inicio da campanha eleitoral no rádio e TV a partir do próximo dia 31 de agosto, além do que pode rolar nas redes sociais. É em cima dessa suposta parcela de mais de 1/3 dos eleitores que serão endereçadas as mensagens mais apelativas dos candidatos no guia eleitoral. Vamos ver o que vai acontecer. 
Examinando resultados das pesquisas noutros estados da Federação constatei que esse comportamento vem se repetindo em vários deles. Procure ver as publicações e confira. 
Nisso tudo, vejo algo que ainda é pouco sublinhado e que sinaliza para um certo progresso na conscientização do eleitor. Parece que a crise vem fazendo a ficha cair. Acredito que essa conscientização vai falar mais alto nas mentes mais esclarecidas de eleitores. Tanto melhor. O Brasil precisa amadurecer politicamente e este pode ser um caminho adequado ao momento que atravessamos.
Nesse emaranhado de incertezas, lembro que já encontrei muitos que se mostram desiludidos ou sem estímulo para acompanhar o processo eleitoral e outros que, além de descrentes com os políticos em geral, mostram-se, agora, decepcionados com as coligações partidárias formadas que reúnem ferrenhos inimigos do passado subindo, agora, num mesmo palanque, na busca frenética de se manter no poder. Promiscuidade política, pura! Por fim, há também, aqueles que garantem não pisar numa sessão eleitoral, no dia 7 de outubro, preferindo justificar o voto.
Este é o Brasil que construímos no passado recente. O eleitor tem a responsabilidade maior de todas num processo eleitoral democrático. O velho rifão popular de que “cada povo tem o governo que merece” pode ser, mais que nunca, revisitado e "martelado" nas cabeças do eleitorado brasileiro. Votar de modo responsável deve ser lema de um corpo a corpo sem fim. O país  tem que mudar e essa mudança começa por mim, por você cidadão ou cidadã responsável. Cumpra seu papel cívico. Não desanime! O Brasil tem solução. E a solução está na sua mão caro ou cara Leitor(a). Vamo que vamo! Vote com consciência.

NOTA: Ilustração colhida no Google Imagens

sábado, 18 de agosto de 2018

Êxodo Lamentável

A difícil situação político-econômica que abate o brasileiro de modo geral, fruto da irresponsabilidade governamental do passado recente, se desdobra de maneiras perversas e de perspectivas irreversíveis. O povo brasileiro experimenta da mais dura crise econômica provocando, de imediato, desesperanças quanto ao futuro e claras desconfianças nos seus representantes políticos, enquanto estes, na ganância de se manter no poder, fazem ouvidos de mercador ou tapam o sol com uma peneira. Os preparativos para a próxima eleição geral vêm expondo de modo escancarado esta situação. São candidatos com fichas sujas, esposas e filhos de políticos condenados e presos e até o incrível candidato a presidente condenado e preso como candidato! O risco de cairmos no mesmo ambiente deteriorado é iminente. O Brasil não suporta mais esta situação e não é à toa, pois, que vem ocorrendo um êxodo lamentável dos cidadãos desencantados e com possibilidades de optar por viver longe dessa tragédia nacional.
Eu, aliás, já abordei este tema da imigração, sobretudo das inteligências jovens, noutras postagens. Recordo bem da minha surpresa de encontrar, ano passado na Austrália, um sem número de jovens profissionais brasileiros – engenheiros, advogados, economistas, entre outras especialistas – que se sujeitam a começar do zero, trabalhando em restaurantes (lavando pratos e servindo clientes) ou na construção civil (trabalho duríssimo) em troca de salários melhores, segurança e perspectivas para o futuro. São os que cansaram de vagar por aqui sem oportunidade de emprego. Na maioria, são os que conseguiram fazer um pé-de-meia ou ser custeado pela família, para fugir da crise e da pátria que lhe expulsa. Triste e dolorosa situação para uma Nação que busca o progresso e a paz. Bom, pior são os que ficam por aqui sem “eira nem beira” como se diz na linguagem popular.

Outra forma de fugir da crise e das perspectivas negativas tem sido a saída para Portugal, que parece virou moda. Na recente visita à Santa Terrinha tomei-me de nova surpresa ao observar a presença maciça de brasileiros. É incrível a facilidade que aquele país proporciona para receber brasileiros. Não raro somos abordados por promotores oferecendo oportunidades vantajosas para encarar nova vida ali do outro lado do Atlântico. Recebi esse tipo de abordagem pessoalmente e com frequência recebo via redes sociais. Durante a Copa do Mundo vi multidões de brazucas, em praça pública, acompanhando as partidas da canarinha. Sensação pura de estar numa praça brasileira. Conheço pessoas e famílias inteiras que abandonaram tudo e se mudaram para lá, com malas, cuias, meninos, cara e coragem. Se você, caro(a) leitor(a) tiver curiosidade ou até mesmo vontade de viver na Terra de Camões, confira clicando por exemplo em:  https://www.jafezasmalas.com/morar-em-portugal/   Ah! Não sei se o caro leitor(a) já observou, que tem gente graúda e de prestigio nacional se mudando para a beira do Tejo ou do Douro. Entre esses tem também gente do showbiz que já decidiram e se fixaram por lá.

Bom lembrar que tem o outro lado da medalha: os portugueses já começam a visualizar o lado negativo dessa invasão brazuca. Estão inclusive criando critérios mais seletivos para conceder vistos de permanência e residente. Temem a chegada de pessoas com antecedentes negativos e com reais objetivos espúrios. Casos desse tipo já foram registrados e vêm formando uma estatística preocupante para o Governo local.
Resumo da ópera: o tecido social brasileiro se esgarça continuadamente, o progresso econômico virou quimera, enquanto estamos perdendo inteligências profissionais jovens, investimentos produtivos estão vasando para outros países e o futuro que pinta no horizonte não inspira confiança.
De todo modo, outubro vem aí e precisamos escolher com muita consciência as lideranças que devem enfrentar o desafio da retomada do crescimento socioeconômico. Pense bem nisto! Viu?   

NOTA: Fotos ilustrativas obtidas no Google Imagens 

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Prazeres da Mesa


Eu não pretendia falar mais de viagem até que uma leitora amiga, amante da gastronomia, me pediu  para comentar das experiências de comer naquela viagem. E comer, bem, claro. Gostei da proposta de pauta e embarquei na ideia. Não tenho dúvidas de que um dos momentos mais empolgantes, numa dessas ocasiões, está no prazer que se sente à mesa para uma refeição. Resolvi  selecionar lembranças de alguns desses momentos, em Portugal e Espanha. Igual a ela, minha amiga, sou amante de uma boa mesa e de um prato bem elaborada. Portanto, juntamos a fome com a vontade de comer, como diz o popular ditado.
Pra inicio de conversa é bom lembrar que, comer na Península Ibérica é coisa pra nunca mais esquecer. Tanto que, se estiver de dieta, desista... E deixe o regime pra depois.  
Chegamos a Lisboa quase na hora do almoço. Apesar de uma noite voando a disposição estava lá em cima. A sensação de chegar é sempre muito gratificante. A cidade estava ensolarada e o clima era ameno e muito agradável. Escolhemos um restaurante próximo às margens do Tejo, no bairro de Belém. De propósito, aliás, porque depois do almoço já estaríamos a um passo dos famosos pastéis de natas de Belém. E, digamos que, é uma devoção passar por lá.
Abanquei-me, com meus familiares, numa mesa da calçada e ao abrir o cardápio já dei de cara com a oferta do dia, uma Açorda de Camarão. Trata-se de uma iguaria portuguesa que lembra – um pouco – um vatapá baiano. É feito com miolo de pão dormido e especiarias locais. Pode ser com camarão, bacalhau, peixe ou frango. A diferença entre ela e o vatapá é que não leva côco, nem dendê. Pedi, comi, mas, dessa vez não estava das melhores. Mas, passou... os camarões eram bonitos. Quer saber melhor? Clique em: https://www.youtube.com/watch?v=QNtq6Ff0ilY  Experimente fazer uma e bom apetite!
Depois disso, fomos aos Pastéis de Belém. Este é bem conhecido por aqui. Mas, aqueles de Lisboa, têm sabor e charme especial. É coisa de mais de um seculo. muito mais... fundado em 1837.
Pastel de Natas de Belém, tradição desde 1837. Com um chocolate quente, não tem igual.

Comer bacalhau em Portugal é programa obrigatório. Ninguém sabe lidar, como os portugueses, com esse tipo de pescado. As maneiras de preparar são as mais diversas. Desde o bolinho, muito comum  no Brasil, e que eles chamam de pastel de bacalhau até as formas mais sofisticadas. Já provamos de todas as formas, mas destaco dessa vez o que comemos no Restaurante Inácio, em Braga. A chef Paula Peliteiro se esmera para oferecer do melhor. Escolhe o melhor produto e o recebe primorosamente embalado, vindo da Noruega. Foi uma experiência inesquecível e que recomendamos. Local elegante e aconchegante no centro da cidade. Clique em: https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g189171-d2170219-Reviews-Restaurante_Ignacio-Braga_Braga_District_Northern_Portugal.html
O bacalhau do Inácio e a Chef Paula exibindo uma peça de bacalhau norueguês.




Em Portugal todo dia é dia de passar bem... outra pedida imperdível no Norte de Portugal, na Bairrada, região de Coimbra, é o leitão à bairrada. Lembra muito o pururuca mineiro. Dá gosto ver a maneira como preparam, apresentam e servem. Delicia calórica, é verdade, mas uma vez por outra não mata. Desafio a quem comer um leitão mais tenro do que esse.
É servido. leitão à Bairrada, em Coimbra.

Outra delicia portuguesa é uma Cataplana de frutos do mar (pode ser de frango, bacalhau, peixes etc.). Na verdade, a cataplana é uma panela típica de Portugal, na qual eles preparam deliciosos pratos. Pode-se encontrar em qualquer parte do país. Comemos uma muito boa no Gabrinus, em Lisboa, e outra em Cascais. Indo praquelas paragens, aproveite para provar. Veja na foto a seguir como é apetitosa.
Deliciosa cataplana. Hum! Que delícia! 
Por fim, para não dizer que não falei das delícias de Espanha, vou destacar duas coisas que se come na Galícia. Lá é o paraíso dos frutos do mar. Em Santiago de Compostela o que mais se come o Polvo (Pulpo para eles). Pense numa coisa saborosa. Preparam de varias formas. Mas, gosto mesmo é de saboreá-lo como simples taco (petisco). Bem cozido, super macio, regado com azeite de oliva e temperado com páprica picante. Não tem dinheiro que pague.
Outra delicia do mar é uma raridade, mesmo por lá, e se chama Pecébes. O bicho é feio, mas delicioso de forma inigualável. Pense numa coisa feia, mas saborosa. Caro, também! Uma porção de 250 gramos, sai por Euros 42,00. Isto no El Mosquito, que é uma restaurante 5 estrelas. No mercado público pode sair mais barato. Mas, como tem coisa que não tem preço... fomos lá.
Olha ai! Acima o pulpo temperado com páprica picante e abaixo o estranho e delicioso pecébes. 
De tanto comentar essas delicias estou ficando com indigestão. Paro por aqui. Até a próxima!

Nota: Fotos da autoria do Blogueiro, exceto a da cataplana.


Polarização Nociva

O tempo passa rápido e estamos às vésperas do, já considerado, mais importante pleito eleitoral dos últimos tempos no Brasil. A Nação enfre...