domingo, 28 de junho de 2015

Defendendo as Tradições Juninas

Gosto sempre deste mês de Junho, no Nordeste, porque nele geralmente fazemos uma pausa na correria do dia-a-dia para curtir uma festinha caipira. Gosto que me enrosco. Come-se milho, canjica e pamonha, garrasecamuié e arrastarospé num forrozinho aprumado. Neste ano então a coisa veio em boa hora diante da crise que nos perturba.
Independente da crise, veja só como o tempo está passando rápido. Junho está acabando e  com ele metade do ano. Ano difícil. Nada evoluiu e as preocupações só se multiplicam. Por mais alienado que seja o cidadão, com relação às futricas políticas e econômicas do país, não tem sido fácil relaxar. O “caldeirão da república” está em constante ebulição. A pressão é grande, até para quem vive como observador, como é meu caso. Além de vitima, é claro! Por isso mesmo que a paradinha do São João veio em boa hora. Cada um para quando lhe é possível. Para mim, foi. Já nossos parlamentares tiveram que ficar em Brasília para curtir o bafafá da Corte de D. Dilma. Afinal, alguém tem que trabalhar!
Como quase todo ano tomei o rumo do poente e fui bater onde as plagas da família, banda dos Mendonça, em Fazenda Nova (*), onde a noite de São João é festejada à moda interiorana e leva a gente, que tem raízes familiares ali fincadas, viver momentos de congraçamento familiar e de reminiscências refrescantes.
Festejos familiares à parte, diga-se que excelentes e caprichados, impossível não notar as dificuldades que se tem atualmente para manter a tradição. Há sempre uma invenção de modernidade aqui ou acolá, que termina desvirtuando o que havia de pureza e brejeirice do passado não muito distante. Fogueiras são queimadas, é verdade. Até porque os mais velhos mantêm a tradição, mas, as antigas quadrilhas ficaram descaracterizadas e cheias de novidades que não combinam com a tradição e história da festa. As “matutas” e os “matutos” de hoje em dia dançam uma quadrilha modernosa, 
vestem fantasias temáticas (vide foto acima) e encenam alegorias extravagantes. É quase um carnaval. Inteiramente diferente do que se faziam no passado. Os “alavantu” e “anariê” de antigamente passam longe dos salões e pátios de festejos. Tenho saudades de ver crianças queimando inocentes estrelinhas, riscando caraduras coloridas, soltando um fumarento chuvisco de prata ou jogando diabinhos acesos nos pés das menininhas assustadas. Alguns destes, fazendo jus à própria denominação, subiam pelas perninhas saltitantes e iam bater nas calcinhas cheias de babados. Um alvoroço geral. Muito ingênuo, apesar das perninhas e calcinhas como objetivos da brincadeira dos meninos assanhados. Eu fiz isso demais. Ou então, lembro que era divertido queimar mosquitão ou busca-pé... Não havia coisa mais divertida do que perguntar a um amigo se iria “soltar rodinha no pau de vassoura” na noite de São João. E estourar um peido-de-véia homenageando a vovó ou a uma tia idosa? Armaria! Era uma confusão quando declarada a homenagem. Bom demais! Ah! Meus tempos! Quem tem mais de cinquenta anos sabe do que estou falando. Azar de quem achar que sou saudosista... Os meninos de hoje, nem se abalam. Ninguém chora ou bate com o pé, por um pacote de fogos. Nem corre prá ver acender a fogueira! Ao invés disso, ficam enfurnados dentro de casa, incomodados com a fumaça que se espalha no ar e agarrados com um celular ou um tablet, jogando vídeo-game. Desconfio que dentro de trinta anos essa coisa de festa junina vai ser história do passado. A sociedade muda e muda com rapidez. Os costumes e tradições são arquivados sem pena e sem deixar saudade. Precisamos defender a cultura dos folguedos juninos, antes que passem a borracha.
Ali, um pouco antes de Fazenda Nova, em Caruaru, onde se propala que é feito o maior São João do mundo, a coisa está sendo muito criticada devido a descaracterização dos festejos. Os mais velhos afirmam que o que era bem típico deu lugar a um megaevento, que está mais para carnaval do que qualquer outra coisa, com forte apelo comercial e distante do que se realizava há vinte ou trinta anos. As atrações já não são mais os valores artísticos locais e, sim, os nomes de sucesso no cenário nacional, que de modo geral ignoram os ritmos e músicas regionais. Tudo para atrair público e render mais. Muito mais!
Está se formando, desse modo, uma geração que vai seguir rumo ao futuro sem noção do que significa uma autentica manifestação junina. Santo Antonio, São João e São Pedro serão apenas imagens na igreja da matriz da cidade.
Fiéis às tradições, ainda conseguimos realizar, em família, um autêntico pé-de-serra, contando com um trio composto de sanfona, zabumba e triângulo. (Foto acima). Rolou Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Zé Dantas a noite inteira. Para forrar o istambo comemos sarapatel, cabidela de galinha e guisado de penosa, acompanhado de farinha da terra e xerém salgado, regados com bons vinhos. E ruins também, porque faz parte. E não deixamos de comer canjica, pamonha e milho cozido. Bom danado. Deu até pra esquecer a crise! Viva São João!

(*) Distrito do Município de Brejo da Madre de Deus, situado a 180km. Distante do Recife. 

Nota: Fotos obtidas no Google Imagens, exceto a do trio pé-serra, da autoria do Blogueiro.

sábado, 20 de junho de 2015

As Pedaladas de Dilma

“Não me diga que vai também criticar, no seu Blog, a presidenta Dilma porque ela tem pedalado uma bicicleta pelas ruas de Brasília!” Foi desse modo que recebi um cumprimento de um conhecido, esta semana. Fiquei meio confuso na hora e, prontamente, respondi com uma enfática negativa: “eu jamais faria isto, rapaz. Tá doido... Ela tem todo direito de escolher qualquer forma de relaxar e, por mim, ela deve andar de bicicleta abertamente e numa boa. Acho que pode até contribuir para a melhoria da baixa popularidade e com o regime de emagrecimento ao qual está submetida”. A reação do meu interlocutor foi mais inesperada ainda: “você não acha uma absurdo essas criticas maldosas dizendo que ela deu umas pedaladas irregulares e fora da lei? E deram trinta dias para ela se explicar!”

Meio perplexo conclui logo que meu interlocutor estava misturando “alhos com bugalhos”. O cara confundia a saída que D. Dilma deu numa bicicleta, nos arredores do Palácio da Alvorada, em Brasília, com as chamadas Pedaladas Fiscais. Tive vontade de rir. Mas, respeitosamente contive-me. Ao contrário disso, pus-me a refletir sobre o grau de informação que recebe ou que tem o cidadão comum deste país. Cheguei à conclusão que esse tipo de coisa é bem mais frequente do que se imagina. Eu acredito que a maioria esmagadora dos brasileiros nem de longe sabe o significado dessa coisa denominada de Pedaladas Fiscais. E veja bem, incluo, nesse estrato social, brasileiros supostamente ilustrados. Nem de longe penso nos pobres coitados que habitam os rincões distantes e esquecidos deste imenso Brasil. Não é o caso do interlocutor acima relatado, pois é um cara relativamente ilustrado, bom esportista, gente bem prá caramba, porém, meio desavisado ou precipitado nas interpretações políticas. Coitado... Vai ver não pega num jornal. Ou pega somente as páginas de esportes.
Deixando de lado o disparate do conhecido, aproveito para comentar sobre essa coisa das pedaladas fiscais que será, certamente, motivo de muitas discussões por vir, embora não seja nenhuma novidade. Os Governos, de um modo geral, cometem esse erro historicamente. Agora se sabe melhor por conta da arrumação dada pela Lei de Responsabilidade Fiscal que impôs mecanismo de forma mais rigorosa. Na prática, o negócio ocorre quando o Tesouro Nacional atrasa os repasses para as instituições financeiras oficiais ou privadas encarregadas de financiarem despesas do Governo com benefícios tipo Bolsa família, benefícios da Previdência Social, seguro desemprego, subsídios em geral e por aí vai “livrando a cara” do Governo em honrar as dívidas com a sociedade, esperando receber depois o que desembolsou. Ao Governo resta o ônus de ficar devedor dos Bancos. Uma dívida que, ultimamente, vem sempre aumentando. Só que os analistas dos tribunais interpretam essas manobras como sendo operações de crédito, isto é, como se o Governo houvesse tomado empréstimos aos bancos oficiais, o que é terminantemente proibido pela Lei da Responsabilidade Fiscal. 
Entre 2012 e 2014, segundo o Tribunal de Contas da União – TCU, a bolada envolvida foi de R$ 40,0 Bilhões. Esse artifício contábil, que vem a ser exatamente a tal da Pedalada Fiscal, ajudou o Governo na maquiagem das contas públicas a cada ano. Agora porém, “a casa caiu” porque, em 2014, a arrecadação do Tesouro diminuiu em função da desaceleração das atividades econômicas e das reduções de tributos concedidas (IPI de automóveis, linha branca, móveis, entre outras) e o Governo gastou aos tubos com a eleição (faço ideia!) e teve que ajudar o setor energético. Faltou grana para repor os custos das pedaladas. Gastou mais do que arrecadou. Pior que, mesmo pedalando, o Governo terminou o exercício sem fechar as contas e foi pedir “penico” no Congresso Nacional ao enviar um projeto de Lei alterando os objetivos antes aprovados. Mas, o TCU “pegou na virada” e caiu em cima do Governo Dilma. Agora, ela vai ter que deixar de pedalar uma bicicleta nas ruas de Brasília e trabalhar mais para explicar as pedaladas fiscais que cometeu. Meu palpite: vão dar um jeitinho bem brasileiro para preservar a governança e o poder. Pode ser providencial... Temo que o caldo entorne.
Ah! Antes que me esqueça: tomara que meu amigo comece a entender que cada coisa é uma coisa diferente. Que coisa!


NOTA: Foto obtida no Google Imagens 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Trambolho Internacional

O Mercosul já foi por diversas ocasiões tema deste Blog semanal. Vez por outra ocorre um episódio político ou econômico que me chama atenção e vejo-me provocado a retornar com a pauta. O estimulo é consequência das recordações que guardo dos tempos em que o Bloco  começou a ser arquitetado, durante o Governo Sarney, e da forma como pessoalmente me envolvi. Naquela época ainda na ativa como funcionário da SUDENE e exercendo cargos compatíveis com o assunto, entre os quais o de Coordenador de Cooperação Internacional, assumi missões que me conduziram a vivenciar o processo na sua efervescência inicial e cheia de entusiasmo. Foi, sem dúvida, uma das minhas melhores experiências profissionais e enquanto funcionário do Governo Brasileiro.
Tudo andou muito bem até que a atual onda populista tomou conta das repúblicas envolvidas no Grupo, desorganizando uma iniciativa que prometia fazer sucesso no mundo globalizado. Uma lástima... Mesmo porque para parceiros como Argentina e Brasil seria uma excelente estratégia para enfrentar o avassalador esquema de economias sem fronteiras, imposto pelos organismos internacionais, sobretudo os de comércio. Muitos percalços já foram observados no Bloco, sendo os econômicos e os políticos aqueles que, a meu ver, vêm engessando o Acordo. Leia mais em: www.gbrazileiro.blogspot.com/2013/06/mercosul-engessado.html   
As repercussões no Brasil têm sido desastrosas: refém do Tratado de Assunção (26/03/91) o país vê-se obrigado a “rodar feito peru” em torno de decisões antes adequadas e que, agora desvirtuadas, o impede de realizar bons negócios com os signatários do Tratado e de firmar acordos de comércio com economias mais dinâmicas e estrategicamente mais vantajosas. A coisa é simples e, para mim, está clara: são, na prática, países que pouco oferecem e, mais do que isto, atrapalham o crescimento e o desenvolvimento da economia brasileira. Justo quando, mais do que nunca, o país precisa desenganchar da crise com a qual se envolveu. Ideal seria que o país pudesse descolar rapidamente desse trambolho internacional, no que se transformou o Mercosul.  Nossos parceiros mercosulinos são muito frágeis e têm estruturas político-econômicas inseguras. A salvação seria uma Argentina forte, equilibrada economicamente e estável de ambiente político. Isto, porém, tem sido impossível. O país dos hermanos vive mergulhado numa tremenda recessão sem tempo para acabar e, além disso, sob a alegação de proteger sua produção industrial impõe ao Brasil cotas de exportação de produtos, quando na verdade devia observar o acordo da livre circulação de bens e serviços entre os dois países. Uruguai, Paraguai e Venezuela, nem se fala... Os dois primeiros são economias pequenas e pouco dinâmicas e a última, que até poderia ser uma boa parceira, não fosse a barafunda sem limites que vive. Resumo da ópera: estamos atados e sem futuro com esse Grupo.
Mas, o que me provocou para esta postagem foi exatamente a questão Venezuela, que em minha opinião ingressou no Mercosul por uma porta entreaberta, numa manobra política discutível até hoje. Minha indignação do momento: entrevistada por uma agencia de noticias alemã, semana passada, nossa Presidente, D. Dilma, saiu pela tangente, com respostas evasivas, ao ser questionada sobre seu silencio diante da insegurança política da República Bolivariana de Maduro e a falta de um pronunciamento do Bloco, particularmente do líder Brasil. O mundo está de olho naquela situação de indiscutível desequilíbrio político, repressões à liberdade de expressão e o caos de desabastecimento que vivem os venezuelanos. Esses são motivos que ferem claramente os princípios do Acordo do Bloco, conforme previsto no Protocolo de Ushuaia (24.7.98), que exige compromisso democrático no Bloco. D. Dilma fazendo “vista grossa”, respondeu de forma equivocada, com uma declaração de que não se achava no direito de interferir na política interna daquele país. Ora, ora, este comportamento é bem diferente do adotado no episódio de impeachment do Fernando Lugo, no Paraguai, em 22.6.12. Aquilo lá, além de ser visto, até hoje, como um golpe de estado, foi aproveitado como sendo uma insegurança para o Bloco e o Brasil liderou a suspensão temporária do país, sob a égide do tal Protocolo de Ushuaia. Na verdade, foi tudo apressadamente orquestrado para facilitar a entrada da Venezuela de Hugo Chávez no Grupo, o que, com razões de sobra, vinha sendo questionado sistematicamente pelo Presidente Lugo, usando o argumento da insegurança democrática no país de Chávez. Como é que um procedimento legítimo e corretivo, aplicado no Paraguai, pode ser motivo de veto, enquanto que as atrocidades que vêm sendo cometidas na república chavista, cada vez mais aMadurecida em regime ditatorial, podem ser consideradas práticas normais e sem consequências maléficas para o Bloco?
Vá querer entender essa política externa petista. Francamente.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Cartolas Desbaratados

Como se não bastasse a gigantesca onda de corrupção que atinge o Brasil dos dias de hoje, as manchetes da semana que termina deram espaços, finalmente, para noticiar o escândalo do rombo praticado pelos cartolas da Federação Internacional do Futebol Amador – FIFA.
Todo mundo desconfiava de conchavos e roubalheira que eram cometidos na entidade máxima do futebol mundial e, aqui no Brasil – a pátria de chuteiras – esta coisa ficou bem mais clara nas décadas recentes e, sobretudo, por ocasião da realização da Copa do Mundo do ano passado.
Esta semana a polícia suíça baixou num hotel de luxo em Zurique e, com um mandado judicial internacional, levou a cambada pra trás das grades, graças a uma ação competente da justiça norte-americana. Desbarataram, assim, os folgados cartolas do futebol mundial, incluindo um brasileiro.
Conversando, ano passado, com um amigo suíço, ouvi dele severas críticas ao tal Senhor Joseph Blatter e à Federação Mundial por ele dirigida, cuja sede é lá na Suíça. Ele, meu amigo, estava impressionado com as exigências e manobras impostas ao Governo brasileiro para a realização da Copa de 2014. Um absurdo para um país incapaz de suprir seus cidadãos dos mais primários serviços de Saúde, Educação e Segurança. Por tudo quanto escutei e constatei no Brasil da Copa e da PTrália, aquilo lá estava mais para covil de ladrões do que organizadores de um certame mundial de futebol. Os acordos espúrios que foram negociados, o enriquecimento ilícito dos cartolas com dinheiro sujo que corre por debaixo do tapetão, manobras com governos igualmente corruptos, decisões de resultados de jogos antes do apito inicial no centro de gramados, as altas cobranças de direitos para transmissões via TV e rádio, as comissões inimagináveis arrancadas dos patrocinadores de transmissões e um mundo de outras manobras com efeitos financeiros ilimitados caracterizam o interessante dia-a-dia da FIFA. Agora, o resultado está aí. O mundo começa saber, quem comanda a entidade e como são manipuladas as emoções do futebol mundial. Pobre de nós fãs desta modalidade de esporte. Pobres de nós brasileiros tão míopes para essa realidade espúria.
Numa hora dessas, lembro de episódios mal explicados como aquele da derrota do Brasil na final da Copa da França. Recordo que nossa seleção tinha tudo para levantar o título ali disputado. A festa estava preparada. Mas, de repente, na hora H da final, nosso astro Ronaldo Fenômeno sofre uma estranha convulsão, bota pra vomitar e espumar pelo canto da boca e entra quase carregado em campo. O resultado final todos lembram. Eu quase morro de tristeza. Joguei fora as empadas, esqueci-me do chopp e prometi que nunca mais iria me deixar envolver de corpo e alma por esses campeonatos. O Brasil sai de Paris com o “rabo entre as pernas” e a nação de chuteiras chora a derrota. No dia seguinte, tímidos comentários, de analistas mais independentes, davam conta de que tudo havia sido combinado: o Brasil perdia ali, mas a FIFA garantia o título na Copa do Japão/Coréia do Sul. Não deu outra! Levantamos o caneco em Tóquio. E nós, os bestas, comemoramos orgulhosamente. Esqueci-me, até, da promessa de antes e comemorei adoidado. Já Ronaldo Fenômeno, segundo afirmam, nunca mais teve outro episódio de convulsão como naquela tarde em Paris. Parece piada de mal gosto.
Em 2014, depois do 7 x 1 que amargamos frente aos germânicos, pensei outra vez na promessa... Achei-me um idiota. Agora já se fala que é do Brasil o campeonato que acontecerá em 2018, em Moscou. Promessa da FIFA! É uma graça...  Bando de canalhas!
Ora, minha gente, estamos diante de uma triste história, afinal o futebol é a mais popular das modalidades esportivas do mundo. Um campeonato mundial tem o poder de “parar” a Terra. Milhões e milhões de espectadores se postam diante da TV, sem se importar com a hora, para acompanhar o desenrolar do certame. Inocentes e sem ter ideia do que rola por trás daquele circo. Sem saber que tudo aquilo vem sendo “arrumado” por verdadeiros ladrões de gravata, que defendem interesses bilionários próprios, desprovidos de espírito esportivo e sem o fairplay exigido, nessas ocasiões, pelas sociedades honestas. São cartolas sem escrúpulos e cínicos, cujo referencial único é o conjunto de cifrões que dão suporte à grande jogada que arquitetam para encher os próprios bolsos e iludir as massas de aficionados espalhados pelo planeta.
Revolta-me constatar que essa quadrilha de larápios vem, há muito tempo, denegrindo a verdadeira beleza do futebol e atropelando o que de mais salutar poderia existir num mundo já tão sofrido por guerras, conflitos entre irmãos e disputas inúteis, além da pobreza extrema e da fome que assola muitas zonas deprimidas dos cinco continentes.
Folgo em saber que essa engrenagem espúria está sendo desmontada e que os tais cartolas estão sendo jogados atrás das grades para responder pelas suas ladroagens e falta de respeito  para com o sentimento dos amantes desse esporte tão admirado nos quatros pontos cardeais.
Naturalmente que estou na expectativa de ver os desdobramentos desse caso no ambiente doméstico do Brasil. Afinal, esse tal de José Maria Marin, membro da corja, já foi capturado e outros poderão aparecer com culpa, igualmente, no cartório norte-americano. Sei lá, o que tem por trás disso na nação da corrupção endêmica. Vamos ficar de olhe gente!