segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Meu destino nas mãos de Deus

Não sei se vocês estiveram atentos a alguns acontecimentos da última semana, no meio do mundo. Eu ouvi falar de coisas simplesmente raras e preocupantes. Não sei se é uma questão de idade, mas estou ficando medroso. E velho...
Está complicado viver relaxado no mundo atual. E não me refiro mais aos assaltos corriqueiros, seqüestros reais e virtuais, assassinatos banais e outras atrocidades que acontecem diariamente aqui perto ou no outro lado do mundo. Nem falo, também, do ataque que fui vitima, de um hacker nigeriano. Refiro-me a insólitas episódios.
Vocês viram que coisa absurda o caso dos policiais cariocas que, ao invés de socorrer o líder de um movimento cultural, que agonizava, numa madrugada do centro do Rio, preferiram ir ao encalço dos assassinos e tirar-lhes e se apropriarem dos pertences da vitima, fruto do roubo monstruoso. Algo como uma mochila e um tênis... sei lá... O cidadão que dirigia uma ONG, dedicada a tirar das ruas jovens em situação de risco, termina morto, por falta de socorro. Tudo documentado por câmeras de segurança. Que tipo de policia, afinal, temos neste país? As autoridades estão, cada vez mais, impotentes diante dos bandidos.
E o caso do médico que assaltou o paciente ao atendê-lo, num plantão de emergência, em São Paulo. O doutor-bandido foi preso em flagrante e liberado, em seguida, após pagar uma fiança de R$ 10 mil. Detalhe: o que ele roubou não chegava a R$ 200,00. Como se explica uma coisa dessas? O que passa pela cabeça de um profissional supostamente responsável e representante de uma classe honrada e respeitada, aqui e em qualquer lugar do mundo. Será doença? Cleptomaníaco? Francamente, um canalha desse tipo devia ficar mofando na cadeia e ter, na mesma hora, a licença profissional cassado pelo Conselho Regional de Medicina. Será que justificaram a atitude alegando, mesmo, distúrbio psicológico? Não, claro que não. Assim, ele não teria mais condições de exercer o oficio. "Coitadinho", não é? Pensando bem, ele deve ter voltado ao batente, no dia seguinte. É um caso a ser conferido. Tenho nojo dessas barbaridades que vejo nessa Lulolândia. Se os tubarões do Planalto Central roubam, porque é que o Doutor vai ficar sem tirar uma lasquinha?
Outra coisa que me deixou perplexo foi aquele caso dos pilotos que esqueceram de aterrissar, nos Estados Unidos. Não é incrível? Discutiam acaloradamente um tema qualquer e esqueceram que estavam no comando de uma aeronave, com mais de cem passageiros. Foi esta a desculpa que deram. Que nada! Eu acho que esses caras ligaram o piloto automático – coisa comum – e tiraram uma soneca mais longa do que programada. Ou você pensa que é diferente? Foi preciso a comissária de bordo abordá-los (ou acordá-los!) para cobrar atenção. O avião já voava a mais de uma hora do que o previsto no plano de vôo. Aí, eu pergunto: será que nesse avião não havia alertas automáticos? E as torres de comando em terra? Que danado de discussão tão profunda e hipnotizadora foi essa? E a responsabilidade e profissionalismo de cada um, por onde andava? É demais... E este não foi o primeiro caso! No ano passado, pilotos de uma aeronave da Índia, num vôo entre Dubai e Mumbai dormiram e passaram do destino. A torre de comando tentou, sem sucesso, acordá-los e o problema virou um caso de emergência tumultuadíssimo. Suspeitaram de seqüestro, mobilizaram policia de elite e tudo que se teve direito.
Essas coisas me deixam atento e medroso, como falei antes. Explico: preciso da policia para me proteger. Preciso, eventualmente, de um médico para me assistir numa emergência e, por fim, preciso com muita freqüência de comandantes e aeronaves seguras para me transportar daqui para acolá. Preciso de muitas outras coisas... Mas, em quem confiar? Só tem um jeito: depositar meu destino nas mãos de Deus.
Nota: Foto obtida no Google Imagens

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Nigéria, Nunca Mais!

Era dia de postar uma matéria no Blog e eu já estava bem adiantado nas criticas ao estado de guerra civil que vive o Rio de Janeiro, justo num momento em que o mundo se volta para a cidade que vai sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Foi horrível. Fiquei chocado. Quem não fica? A insegura imperando e as autoridades impotentes diante do horror. A primeira coisa que me tocou fazer foi dar uma olhadela nos jornais mundo afora. Aí, foi que fiquei preocupado... O mundo inteiro acompanhou atento o que ocorria na cidade maravilhosa e não poupou criticas pesadas. Aquele helicóptero alvejado, sendo mostrado pelas emissoras de TV do mundo inteiro. Sinceramente? Doloroso!
Mas, eis que – em plena produção para o Blog – a violência me pega “de calças curtas”! Minha conta de email, de repente, foi bloqueada pelo servidor. Sem ter nem praquê! Fiquei sem comunicação com o mundo. Pelo menos com o meu mundo...
Nisso, meu celular toca e, no outro lado da linha, ouvi alguém saudar-me com alegria e logo perguntar se eu estava bem. Respondi que sim e veio uma inusitada explicação: meu interlocutor dizia haver recebido um email, por mim assinado, dando conta de que eu estaria em apuros, perdido numa cidade qualquer da Nigéria, sem lenço, dinheiro ou documento. Surpreso, cai na risada e reafirmei estar bem e em plena atividade no meu escritório. Dali para frente meus telefones – fixos e celular – não pararam de tocar. Não fiz mais nada na manhã dessa 2ª. Feira,19 de outubro.
Vejam só a que ponto chegou a insegurança. Fui atacada na rede de internet. Alguém, em algum ponto, deste mundo de meu Deus, escolheu meu email e o corrompeu. Descobriu minha senha e astutamente, forjou uma história estapafúrdia. Jogou-me virtualmente na Nigéria, criou um drama pessoal mirabolante e tentou ludibriar meus amigos e amigas, integrantes da minha rede de relacionamento na Internet.
No meio da confusão que me encontrei, descobri que se tratava de uma nova modalidade de ataque ao internauta. Frequentemente, recebo emails, me oferecendo milhões de dólares, euros ou libras, tudo assinado por figuras estranhas e certamente fictícias tentando, seguramente, infectar minha máquina ou desvendar minhas senhas de emails, contas bancárias, entre outras. Deleeeeeto, na hora. Agora, receber uma mensagem assinada por um conhecido. Foi demais. Eu assinava a mensagem!
Isto mobilizou meio mundo. Recebi, inclusive, ligações do Chile e da Argentina, mensagens de Portugal, México e outros pontos do Brasil, de amigos a busca da verdade. Alguns se diziam dispostos a me mandar uma ajuda para que eu pudesse sair da enrascada que, supostamente, estava metido. Imagine que o sacana engendrou uma história “redondinha”: eu chegando à Nigéria, numa viagem de negócios (isto bate com meu perfil profissional) e deixando, por esquecimento (só eu mesmo...), minha maleta de mão, no banco traseiro do táxi que me havia levado do aeroporto ao Hotel. Nessa maleta, foi-se todo meu dinheiro, passaporte, cartões de crédito e celular. Ora, cá prá nós, fiquei no “mato, sem cachorro!” “Papai, mamãe! Me acudam!” A saída foi apelar para a bondade dos amigos.
Fico grato pelas manifestações de solidariedade de uma legião de amigos. Todo mau trás um bem, já dizia minha finada mãe. Esse incidente proporcionou-me avaliar o quanto sou querido pelos muitos amigos. No fim do dia, alguém que me sugeriu fazer uma festinha com o titulo de: “Voltei da Nigéria, sem lenço e sem documento”. Estou pensando no caso.
Agora, teve uma coisa: nem imagine, caro leitor ou leitora, a trabalheira que tive para restaurar meu email. É um protocolo danado. Mas, vale à pena pela segurança que demonstra. Pode crer. Fora disso, acho que perdi uma postagem em andamento... mas, entrei logo nesta, com um mote inesperado, porém, muito atual. Acho ótimo poder ter sempre um porém, na vida.
Neste caso, porque serve de alerta para todos os amigos. Qualquer um está sujeito a esta cilada. Repito: é uma nova modalidade. Eu tive a “honra” de inaugurar no papel de vitima. Nigéria, nunca mais!
NOTA: Nesta postagem não apresento fotos porque a câmera ficou na mala perdida. Pode rir. Eu deixo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Farmácias e Pharmácias

...então, não tive outra opção, a não ser correr a procura de uma farmácia, onde encontrar um medicamento eficaz. A gripe era fortíssima. Acontece que comprar um remédio em Lisboa não foi uma coisa fácil. Tomei um taxi e pedi que me levasse ao Shopping Amoreiras, num bairro nobre da capital portuguesa. Chegado lá, pedi no balcão de informações a indicação de onde se localizava a farmácia mais próxima daquele ponto, naquele centro de compras. A mocinha, digo a rapariga (como convém praquelas bandas), surpresa com meu pedido, responde: “mas estamos num Centro de Compras, xinhore. Aqui não são vendidos medicamentos. Cá só se vendem moda, electrônicos, objectos para presentes... guloseimas... As farmácias estão todas fora. A mais próxima está a três quadras adiante, seguindo a direita.” Mais surpreso do que ela, disparei: “mas, três quadras! Tudo isto?” “Xim sinhore. Há outra, 500 metros após. Cá em Portugal, as farmácias distam, sempre, essa distância regulamentar uma d´outra!”. Com essa resposta e com aquele sotaque lusitano, minha dor de cabeça aumentou e o mal-estar se ampliou.
Vejam que coisa curiosa. Aqui no Brasil é tão diferente. Eu, pessoalmente, quando vou comprar medicamentos, procurar uma área em que haja um conglomerado de estabelecimentos. Se não tem o que procuro numa, certamente terá na de junto. Coitados dos portugueses.
Coitados virgula... eles respeitam uma recomendação da Organização Mundial de Saúde – OMS de que deve haver uma distancia de 500 metros entre uma farmácia e outra. Não me pergunte sobre a lógica dessa coisa. Assim, os portugueses estão corretos, como outros devem seguir esta recomendação. Nós é que somos diferentes de tudo. Como não há rigor para nada, neste país, a coisa rola de qualquer modo e conforme a ganância dos comerciantes. Afinal, o que vem a ser uma recomendação internacional? Nada! Apenas uma recomendação. Fiquei sabendo disso tudo, esta semana, lendo num jornal do Recife matéria muito interessante a respeito do número de farmácias funcionando no Brasil. São 72.480 estabelecimentos comerciais do gênero, para 191 milhões de habitantes. Tem o dobro do que recomenda a OMS, que é de uma drogaria para cada 8 a 10 mil pessoas. Em Pernambuco, por exemplo, são 3.300 farmácias. Tem mais farmácias do que padarias e escolas de ensino médio públicas e privadas. Vejam só, são 2.900 padarias e 1.110 escolas no estado inteiro. Pelo visto, negociar remédios é mais interessante do que com alimentos e educação. Acho que tem muito mais doentes do que se imagina.
Segundo a reportagem, a Pesquisa constatou que existe no Recife uma drogaria para cada 2.617 pessoas. Isto é o triplo do que recomenda a OMS. Segundo o Sindicato dos Proprietários de Farmácias, 900 farmácias seria suficiente para atender a população recifense. Que jeito?
Ah, antes de terminar! Já ia esquecendo de arrematar minha historia, em Portugal: encontrei, sim, uma farmácia naquela tarde de primavera portuguesa. Na verdade fui bater a porta de uma Pharmácia. Pelo que vi, um estabelecimento secular. Uma beleza! Antiga, mobília austera, azulejada de azul e branco. Coisa, certamente, de várias gerações. E o que ocorreu, então, foi uma cena muito gozada: o pharmacêutico abriu-me a porta, ao toque de uma campainha, usava um pince-nez dourado, estava embalado numa bata imaculadamente branca, que ia ao rés do chão e, cheio de salamaleques, me perguntou: “Ah! Assim que o Xinhore está constipado?”“ Sim estou.” “ E o xinhore prefere um medicamento em drágeas ou vai querer logo a aplicação de uma pica?” Nem preciso dizer qual foi a minha escolha. Tá doido? Garrei das drágeas, paguei-as depressa e, mais depressa ainda, sai da Pharmácia, rindo de morrer. Acontece cada coisa comigo. A farmácia era uma pharmácia, mas, o remédio era moderníssimo. Fabricado na Alemanha. Foi eficaz. Fiquei bom em 24 horas.


Nota: Fotos obtidas no Google Imagens.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Brasil, Bom de Bola

Na sexta-feira passada o gran-circo esportivo mundial, da próxima década, bateu seu segundo martelo com as cores auriverdes do Brasil: Copa de Futebol, em 2014 e Jogos Olímpicos, em 2016. Posso estar enganado, mas tenho a sensação de que é “muita areia para o caminhão brasileiro”. Tomara que dê tudo certinho.
Peraí, peraí! Não quero que me considerem pessimista! Pelo contrário, estou feliz com tudo isto e torcendo para que façamos tudo direitinho. Até, fiquei emocionado com o resultado da escolha do Rio. O que aconteceu em Copenhague foi bonito e tocante. Um espetáculo bem processado, o chororô do pessoal, a começar por Lula e Pelé, o povo comemorando nas areias de Copacabana, aquele bandeirão de não sei quantos metros quadrados, foi um apelo e tanto. Claro que mexeu com a emoção do brasileiro, inclusive os que trazem Brasileiro, no sobrenome. Essa coisa de ser a primeira cidade da América do Sul a realizar uma Olimpíada, o prestigio internacional que confere ao Brasil... Sei lá... tantas emoções... Acho até que deviam ter combinado com Roberto Carlos, para fazer o fundo musical. Cairia como uma luva, porque ele sabe saculejar a emoção brasileira, como poucos.
Mas, “martelo batido e ponta virada”, a verdade é que tem muito que ser feito, em pouco tempo, e muita grana vai ter que correr. Desafio colossal!
Recentemente, comentei sobre as minhas preocupações com a megalomania do Governo de Pernambuco, que pretende construir uma cidade da Copa. Hoje, é a do Brasil que me preocupa. Haja dinheiro para preparar este país para os dois mega eventos esportivos. Os maiores do planeta. Ouvi falar em algo mais de R$ 28,0 Bilhões somente para a preparação do Rio, até 2016. Fora o que vai ser gasto com a Copa, no próprio Rio e no resto do país, que não é pouco.
Tem uma coisa importante a ser destacada: esta escolha vai provocar uma mudança radical, em boa hora, para a Cidade Maravilhosa, que não anda essas maravilhas todas. Tenho ido por lá com alguma freqüência e noto a crescente decadência. Desde que deixou de ser a capital do país, que deixou de ser o centro bancário nacional, a Bolsa de Valores perdeu o prestigio, cedendo lugar à Bovespa (SP), os Ministérios da República e grandes repartições federais foram transferidas para Brasília, a cidade perdeu sua importância e com isto o prestigio.
Espero que aconteça no Rio, o que aconteceu noutras cidades que foram sede de outras Olimpíadas. Foi o caso de Barcelona, na Espanha. A cidade mudou de cara. Foi totalmente repaginada, áreas antigas, antes deterioradas, foram revitalizadas e o que resultou foi uma cidade nova, mais atrativa e melhor preparada para receber um fluxo turístico, que, a partir de então, se tornou mais intenso. Tudo que serviu de infra-estrutura para os jogos olímpicos teve utilidade pós-evento.
Se em Barcelona as coisas saíram nos conformes, o mesmo não ocorreu em Atenas ou Montreal. Segundo relatos oficiais, na Grécia a situação foi muito difícil. Por lá as coisas degringolaram e quando se aproximou a realização dos jogos havia estádios e estruturas incompletas. Os jogos foram abertos em meio a um canteiro de obras. Os gastos se multiplicaram por conta dos arranjos e improvisos de última hora. Já Montreal (Canadá) passou por uma situação também difícil. Embora tenham preparado a estrutura a tempo, o Governo administrou percalços na conta dos investimentos. Segundo se comenta até hoje, terminou com um rombo de arromba nos cofres públicos.
São exemplos que podem deixar em alerta, nosotros brasileiros. São investimentos muito altos. A Veja que circulou neste fim de semana trás imagens tiradas das pranchetas (Vide exemplo, na Foto) mostrando o que se pretende fazer, para deixar a Cidade, digamos que Maravilhosa, para receber os atletas e os milhares de turistas. É um baita desafio, para ser enfrentado nos próximos sete anos. Uma coisa, muito lembrada ultimamente, é realizar Jogos Pan-Americanos e a outra é realizar uma Olimpíada, que tem por principio suplantar as que antecederam. Pensando no que fez a rica China, em 2008, com irretocáveis estrutura e organização e outra, na Inglaterra, que vamos ver em 2012, faz sentido ficar de olhos abertos.
Bom mesmo é que esse circo (ciclo) esportivo vai provocar, além de um superaquecimento da indústria da construção civil neste país, a geração de muitos empregos, um movimento turístico sem precedentes e muitas outras atividades que envolvem esses certames. Resta esperar que gestores honestos (?) sejam escolhidos para tocar cada obra e que os tribunais de contas não os percam de vista.
Vai ser uma década de festas esportivas, à moda brasileira. É o Brasil, bom de bola, embora que nem tudo seja bola...

Foto obtida no Google Imagens

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Em Nome de Deus

A revista Veja trouxe, na edição passada (30.09.09 – página Radar), uma interessante informação, fruto de uma pesquisa do Instituto Análise, a respeito das coletas de dinheiro, realizadas em diferentes igrejas no Brasil. São números surpreendentes, embora já se saiba que rola uma nota preta, nos bastidores das religiões, tudo sempre em nome de Deus.
Fiquei surpreso ao notar que, embora sejam os católicos os mais numerosos, quase o triplo dos evangélicos, contribuem com uma média de R$ 680,0 Milhões por mês. Já os evangélicos doam muito mais e, na hora da sacolinha, despejam a bolada de R$ 1,032 Bilhão, por mês! Se isto é muito ou pouco, para cada uma, difícil de avaliar.Agora, que tem nego rico por aí, isso tem!
Minha conclusão é de que transformaram a salvação da alma num grande negócio. Sou católico, pratico moderadamente e imagino que, muitas vezes, pode ser difícil administrar o complexo que envolve: manutenção do patrimônio, despesas correntes, constância dos ofícios, manutenção das escolas de formação, assistência social, promoção das missões, entre outros aspectos. Mas, a Igreja Católica tem uma história de 2000 anos.
Não posso, contudo, negar que me surpreendo com os números publicados e neles encontro explicação para as coisas que tenho ouvido – acho que até Deus duvida – a respeito de outras “igrejas” espalhadas pelo Brasil, algumas com filiais no exterior, que vivem lavando cérebros dos inocentes, prometendo, vejam só, desencapetamento, isto é, expulsar o capeta do couro do sujeito e, desse modo, pegando os bestas e somando riquezas fabulosas. E aqueles “bispos” que foram detidos contrabandeando maletas com milhares de dólares, num aeroporto dos Estados Unidos? Dinheiro tirado, em nome de Deus, das sacolinhas de contribuição de fiéis pobres e carentes de paz no espírito.


Conhecendo estes números e sabendo de como vivem esses pregadores modernos, entendi o que me dizia, outro dia, um amigo empresário, atravessando agruras nos seus negócios, que andava pensando em fundar uma igreja. Na hora, ri muito e levei na brincadeira. Mas, sei lá, podia ser mesmo uma idéia que se desenvolvia. Extrovertido, bem relacionado, com algum dinheiro e convincente nas suas oratórias, o cidadão podia ter intenções de enveredar pelo negócio do tratamento da alma. Ah! Tem mais: ainda me convidou para ser membro graduado. Fico me imaginando Bispo de uma igreja alternativa. Sim, ele garantiu que me nomearia Bispo. Já pensou? E o vivaldino do Maradona que, com um grupo de fãs, na Argentina, teve a audácia de fundar uma tal de Igreja Maradoniana. Não é ridículo?
A propósito disto, recebi recentemente um email que trazia uma lista exaustiva de igrejas existentes no Brasil. São coisas tão extravagantes, quanto irresponsáveis, explicadas, somente, pelo subdesenvolvimento social e baixos níveis educacionais do nosso povo. Imagine pertencer a uma igreja cujo nome é Igreja da Serpente de Moisés, a que engoliu as outras. Tenha dó... Selecionei, na enorme lista, coisas estapafúrdias, como: Igreja Abre-te Sésamo (deve ter um pastor-chefe com nome de Ali Baba e todo mundo rouba descaradamente), Assembléia de Deus do Papagaio Santo que Ora a Bíblia (deve ser a igreja do “São” Louro José e Ana Maria Braga é a Bispa), Igreja Cruzada de Emoções (com certeza, em homenagem a “São” Roberto Carlos), Igreja da Bênção Mundial Pegando Fogo do Poder (nem faço idéia de qual poder: Executivo, Legislativo ou Judiciário?), Igreja da Fortuna (esta deve ser a mais sincera, se por lá rola uma grana preta), Igreja Dekantahlahbassyí (que danado é isso? Estou curioso para saber o ideário desta), Igreja do Rio que corre torto (tem rio correndo reto?), Igreja Evangélica Bola de Neve (ôpa, esta deve crescer a toda hora e os fiéis vão aos cultos bem agasalhados!), Igreja Evangélica H.I.V. (Homem, Inteligência, Vida) (já pensou? Será que é reservada aos portadores do vírus da AIDS), Igreja Evangélica Sal Fora do Saleiro, Igreja Infantil Fofuras do Amanhã (Que gracinha! Xuxa deve ser a madrinha desta), Igreja o Cuspe de Deus, (imagino que deve haver um represente do Supremo cuspindo nos fiéis, livrando-os dos males terrestres), Igreja S.B.T. (Sanando Bênçãos a Todos)(Será de Silvio Santos?). E para terminar, com chave de ouro, esta seleção: a Igreja Pentecostal Marilyn Monroe! Não é incrível? Faço idéia da lapa de doido que fundou esta. E pensar que, além de nunca ter sido um bom exemplo de comportamento, Marilyn fez o maior sucesso, em 1956, estrelando o filme “Nunca fui Santa”. Deus que me livre dessas tentações.

Nota: Fotos obtidas no Google Imagens