domingo, 30 de abril de 2017

Como será o amanhã?

Tem sido muito difícil manter um espírito otimista na atual conjuntura político-econômica brasileira. Busco renovar minha confiança nos governantes de plantão – pelos quais torci – mas, as dificuldades são enormes e crescentes. É tudo “farinha do mesmo saco”. Pobre Brasil. Essa série de delações premiadas abala qualquer brasileiro de são juízo. Do jeito que vai não sobrará ninguém na Esplanada de Brasília. E aí, meu Deus, quem vai se apresentar como herói nacional ou salvador da Pátria? Temo que algum aventureiro “lance mão” do poder. Bastam os que foram escorraçados.
A Operação Lava Jato segue em frente e sem dó vem expondo a reinante bandidagem endêmica, para nos mostrar que tipo de gente mandamos, irresponsavelmente, para Brasília. A Operação, Inclusive, vem sofrendo ameaças pelos abutres políticos tradicionais. Eu não queria estar na pele de nenhum desses protagonistas do atual momento histórico do país. Imagine o que tem sido o dia-a-dia de figuras como Lula, Michel Temer, Renan, Dilma entre muitos outros atolados na lama espalhada desde Curitiba. Imagine, também, a vida do Juiz Moro.

É pessoal, parece que nosso imbróglio político não terá fim, tão cedo. O esperado “fundo do poço” ainda está longe de ser atingido. Acho que está abaixo da camada do Pré-sal. Ou seja, profundamente fundo. Quando se imagina que está perto de ser alcançado, nova sonda perfuratriz aparece com força cada vez mais descomunal.  
Esses últimos dias foram estarrecedores. Não sei mais o que pode acontecer. Cada nome que é confirmado ou os que surgem pela primeira vez derrubam por terra chefões cínicos e contumazes, verdadeiros chefes de quadrilhas de assaltantes. Estarrecedor, igualmente, são esses empresários delatores. Ao colocarem os pontos nos is esses caras mostram o impressionante cinismo da corrupção no Brasil. Provoca-me asco assistindo-os nos noticiários da TV.
Vivendo neste estado de perplexidade  coletiva, tenho uma pergunta que não cala: como será o Brasil de amanhã? Esta minha questão deve fazer sentido à medida que busquemos avaliar ex-ante no que resultará todo esse sacrifício pelo qual estamos passando. Para alguns teremos um Brasil melhor, mais honesto e mais democrático, no sentido real. Teremos uma Nação mais moralizada. Assumindo meu espírito otimista, gosto de trabalhar com essa hipótese. Contudo, dou um passo à ré, lembrando-me que muitos interesses – dos velhos e corruptos manda-chuvas políticos – serão contrariados, o que vem provocando os esforços que já desenvolvem numa operação tipo “salvar a própria pele”. E neste caso, esse Brasil sonhado pode vir com deformações indesejadas. O poder desses caras, político ou empresário corrupto, vai bem mais além do que nós, pobres mortais, imaginamos. Na Itália, os resultados da Operação Mãos Limpas (inspiração do trabalho de Sergio Moro) não chegou ao resultado esperado, Fala-se que a corrupção não foi estripada por lá. Temo que o mesmo venha ocorrer aqui no Brasil.  

Eis aí um bom tema para reflexão dos amigos e amigas que acompanham o Blog do GB. Bom feriado de 1º de Maio. Comemorem o Trabalho! É de trabalho que o Brasil precisa.

NOTA: Foto obtida no Google Imagens 

sábado, 8 de abril de 2017

O que será de nós?

Confesso minhas dificuldades recentes para cumprir uma agenda sistemática para postar matérias neste meu Blog. Tentei algumas matérias nestas últimas semanas, mas, nada me convenceu. Preciso me convencer para postar qualquer coisa. Bem vistas ou não – o que pode acontecer normalmente – preciso gostar do que escrevo.
A primeira tentativa foi sobre a Operação Carne Fraca (uma ironia essa denominação da Operação). Em meio às démarches políticas que sucederam o desbaratamento das fraudes, fui vendo o tamanho do escândalo: primeiro o estardalhaço das diligências e da divulgação do problema pela Polícia Federal. Depois as repercussões domésticas e internacionais do caso. Tenho um leitor chileno que cobrou opinião. Foi um momento assustador da vida nacional, considerando que, da maneira que o caso foi exposto, a conclusão mais óbvia era de que a corrupção baixava nas nossas mesas e estômagos. 
Um desatino. Por outro lado, o colossal prejuízo que o Brasil passava a tomar em ver o bloqueio das compras da carne bovina brasileira nos pontos mais importantes do mercado mundial. Ora, meu Deus, numa tarde de sexta-feira de março, e numa manobra policial mal divulgada/administrada, o Brasil perdeu mais de dez anos de trabalho para conquistar um mercado exigente e rentável. Considerando que o Brasil conquistou, com muito suor e massa cinzenta, o primeiro lugar no mercado mundial de carnes, foi um baque sem precedentes. Contudo, ao que parece, a verdade aos poucos foi posta, houve um corre-corre do Governo e as coisas tendem voltar ao normal. Os corruptos foram identificados e punidos, enquanto a opinião publica internacional vem assimilando a verdade. Produtos foram examinados na sanidade e na qualidade, em vários países, incluindo os mercados mais importantes como China, Hong Kong e Europa. Coisas de um Brasil em permanente convulsão.
Outro post tentado foi comentando as delações que rolam em Curitiba, no âmbito da Lavajato, afundando, ainda mais, Lula e D. Dilma e, paralelamente, a prisão coletiva dos conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, bem como o Presidente da Assembléia Legislativa do mesmo estado. Incrível, porém verdade. Fico, perplexo, me perguntando: tem quem durma com uma zoada dessas? Quando a gente pensa que a temporada de escândalos atingiu seu fim, surgem outros de onde menos se espera. Tenha dó! Como pode um Tribunal de Contas Estadual ser corrupto e levado em massa para cadeia? O jeito é instituir outro para julgar os julgamentos do primeiro. Parece piada.
Os dias passam e outros bombásticos episódios se sucedem, inclusive no exterior. Na Venezuela, o Maduro tenta um golpe de estado, transferindo para o Supremo Tribunal de Justiça local as prerrogativas de legislar. Detalhe: os Ministros são todos mancomunados com ele. O povo foi às ruas e muito sangue vem correndo.
No plano internacional, ainda, o exótico presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou num dia e no seguinte bombardeou bases militares da Síria cutucando o Ditador Bashar al-Assad e a sua aliada, a Rússia.
Base bombardeada pelos americanos na última quarta feira
Tempos difíceis. Sei não, mas, é preciso paciência porque estamos longe do fim. E então pergunto: o que será de nós, proximamente?

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens