terça-feira, 20 de dezembro de 2011



Eis que chegou, novamente, a época do Natal. 2011 passou bem rápido. O tempo parece girar mais depressa. Não é mesmo? Nestes festejos de Dezembro desejo, aos caríssimos amigos e amigas, que, antes de tudo, lembrem o motivo maior da festa, que é o aniversário do nascimento de Jesus Cristo, e que seus corações se abram aos sentimentos de Paz e Amor. Que os desejos materiais, traduzidos pelas compras desenfreadas, não ofusquem o sentido maior deste tempo do Advento. Reúna sua família, sinta o frescor da alegria de viver, valorize o momento e comemore os 2011 anos Dele. Ao distribuir presentes tenha em mente que está presenteando os filhos e filhas de Jesus Cristo e, desse modo, presenteando a Ele mesmo.

Quando 2012 chegar, reveja seus propósitos, reconsidere os equívocos, perdoe alguém que lhe foi ingrato, trace projetos exeqüíveis, foque nos desejos maiores e construa um futuro seguro e tranqüilo, porque seu futuro é você quem constrói. Ao fim e ao tempo, comemore as experiências adquiridas. Festeje tudo. Se puder, viaje muito. Exponha-se a experiências dignas. Beije e abrace alguém todos os dias. Seja solidário com o próximo e sinta as emoções da aventura de viver, porque viver é muito bom!

O Blog do GB completa – no dia 27 de dezembro – quatro anos de existência. Até agora, foram 222 postagens, lidas por seguidores nos quatro cantos do Planeta. Somente entre Março de 2009 e este fim de ano quase 88.000 acessos foram registrados pelo contador de visitas. Isto é motivo de satisfação para o Blogueiro, cuja intenção inicial era de escrever, apenas, para um grupo de familiares e amigos mais próximos. Estes, porém, gostaram tanto e resolveram distribuir pelas suas respectivas redes de relacionamento resultando num sucesso. Como não existe blogs sem seguidores, ou eventuais leitores, o Blogueiro agradece lisonjeado e espera contar com a mesma atenção em 2012.

FELIZ NATAL

BELÍSSIMO 2012!


Nota: O blog entra em recesso de fim de ano e só volta na primeira semana de 2012.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Educação: o X da questão

A falta de mão de obra qualificada em Pernambuco é, indiscutivelmente, um dos temas mais recorrentes (inclusive aqui neste Blog) quando o assunto é o crescimento econômico do estado. As novas empresas que se instalam já não sabem mais onde buscar pessoal de nível. Localmente, fora do estado e até fora do país são opções que começam a se esgotar. Os nativos não oferecem condições exigidas. Trazer gente de fora sai caríssimo e provoca choques de relacionamento com os locais. Outro dia, visitei uma empresa que trouxe pessoal da sua matriz, na Espanha, para dar conta das encomendas e formar pessoal, em serviço. Os locais não convenciam.
Esse quadro me faz retornar ao X da questão que, não tenho dúvidas, é a Educação. Falo de educação de base. Como falo da formação de especialistas, coisa pouco valorizada pelas autoridades deste País. Como preparar pessoal para atuar num mercado mais exigente se não se dispõe de uma educação formal eficiente. Como preparar pessoal adequado aos novos tempos se nem os professores são formados e bem pagos?
Na semana passada estive hospedado num desses suntuosos resorts do litoral sul do estado. Fiquei desencantado com a qualidade do atendimento. Mais do que isto, fiquei preocupado com a sustentabilidade do empreendimento dado ao baixo padrão dos serviços prestados. Além de falar errado – o Sinhô qué um café compreto ou um menos compreto ? – a demora para receber o café da manhã no bangalô foi interminável. Cobrei duas vezes, depois do pedido feito. Uma hora e dez minutos depois chegou a bandeja com pratos frios e mal-apresentada. Uma coisa dessas causa uma péssima impressão ao turista mais exigente. Aliás, a qualquer deles, porque turista é bicho exigente por natureza. Eu mesmo sou... Falta educação de todos os níveis neste país. Enquanto perdurar este quadro, não haverá progresso. E, pensando bem, nem ordem, no Brasil.
A Veja desta semana traz uma matéria de capa que cai bem, neste ambiente de discussão: A Arma Secreta da China. O grande país oriental, forte candidato a ocupar o lugar de líder na economia mundial, caminha célere para transformar seu quadro de recursos humanos no mais competente possível. Ao contrário da Era Mao, quando até a universidades foram fechadas e ordem era plantar para comer, a China de hoje está formando pessoal de primeira, como se exige para uma sociedade em franco progresso. “O Professor é centro gravitacional de todo o sistema. Pragmatismo, meritocracia, professores bem formados e premiados com dinheiro pelo bom desempenho, estudantes disciplinados e motivados por suas famílias.” Eis a arma secreta dos chineses. Aulas até nos domingos. Lembro que quando estive no Japão (fiquei por lá, quase três meses, fazendo um curso de pós-graduação) me surpreendi com os garotinhos de escola primária indo a escola nos domingos. Maldade? Não! Cultura! É assim que se forma um país e uma sociedade forte. Nesses países asiáticos estudar é coisa séria e envolve a formação de hábitos culturais para o resto da vida. Por exemplo: em cada sala de aula se encontra uma pá e uma vassoura. Terminada a jornada de aulas, os próprios alunos varrem e limpa o ambiente. Serviçais trabalham apenas nas áreas comuns. No Brasil, isso jamais colaria. Aqui, se confunde ordem com autoritarismo e a desordem é entendida como liberalidade. Que pena. É por isso que dificilmente sai uma aula que preste, lembrou a reportagem. Turma do fundão e papos paralelos é comum na escola brasileira (Vide foto). Celulares tocam a toda hora. Esses péssimos hábitos são levados pelos brasileiros pelo resto da vida. Não preservam a limpeza urbana, não respeitam o próximo, nem as autoridades e pregam a anarquia. A matéria da revista semanal observa a realidade chinesa e a compara com a do Brasil. Pobre de nós. Como Pernambuco é Brasil, vai ser preciso muito fervor e ações para que resolvamos a contento nossas atuais carências de recursos humanos qualificados.
Nota: Fotos obtidas no Google Imagens

domingo, 4 de dezembro de 2011

Brasil Caixa 2

O Natal está chegando e outra vez surge a polemica da decoração/iluminação da cidade do Recife. Isso tem sido um problema, a cada ano, porque rolam milhões de Reais e a coisa é sempre a desejar ou eivada de erros e, o pior, lamentáveis “assaltos” aos caixas da municipalidade. Já critiquei, mais de uma vez, essa coisa. Nunca me esqueço dos trapos azuis e encarnados – referindo-se ao folclore do pastoril – que, há alguns anos, penduraram nas árvores da Avenida Agamenon Magalhães (prinicipal da cidade) e pagaram milhões de Reais ao decorador. Cristo não perdoará nunca!
A decoração do ano passado até que mereceu elogios. Estava vistosa e provocava certo impacto visual. No bairro do Recife Antigo ficou correto e digno de admiração. Mas, o que se observa na decoração deste ano, inaugurada nos últimos dias de novembro, além de tímida, deixa muito a desejar. Faltam as guirlandas e arcos de luzes que caracterizam essas ornamentações em qualquer lugar do mundo. Falta quem – com bom gosto e conhecimento do ramo – faça um projeto digno do Recife. Eu era bem jovem e lembro-me da decoração natalina da cidade, na gestão de Augusto Lucena, que era um deslumbre. As pontes foram as vedetes, naquela época, o Capibaribe se enchia de luzes com imagens sugerindo os festejos. Havia competência na administração e menos desvios de verbas.
Minha indignação aumentou, esta semana, quando ouvi uma entrevista da vereadora Priscila Krause, vigilante segura dos desmandos petistas à frente da Prefeitura do Recife, denunciando a armação que está por trás dessa decoraçãozinha natalina de 2011: são R$ 5,0 Milhões! Pelo amor de Deus! Isto é um despautério! É uma grana preta para produzir adereços de reciclados. Uma fortuna – em vista do produto – tirada dos cofres municipais e que certamente farão falta a projetos de investimentos em beneficio da população recifense. De cara logo, ouvi da entrevistada que a metade dessa verba foi arrancada de uma orçada para beneficiar a comunidade de Beberibe (subúrbio recifense) com obras de melhorias urbanas. Ora, aqui prá nós, se assim for, é uma imoralidade. Tirar da verba destinada a melhorar a qualidade de vida da população para produzir penduricalhos natalinos – de gosto estético duvidoso – a titulo de decoração natalina da cidade é um absurdo. Uma cidade como o Recife, carente de melhorias em pavimentação, iluminação publica, esgotos sanitários, galerias pluviais, LIMPEZA, segurança entre outros itens, não pode desperdiçar verbas por menores que sejam. É revoltante.
Naturalmente que não precisa ser especialista, nem calculista, para perceber que aquilo que penduraram nas árvores da Agamenon não custaria essa soma de recursos. Fica claro que a história é a mesma de sempre: alguém vai embolsar a maior parte dessa grana e esse alguém já se sabe quem pode ser. É só lembrar que no próximo ano teremos eleições municipais e mata-se a charada, prontamente.
Infelizmente o nosso eleitor é míope, os nossos vereadores são impotentes nas suas ações e os nossos Tribunais de Contas não sabem conferir. Outro dia, alguém me disse que as tramóias são tão sistemáticas que não dá para conferir todas. Pobres de nós, os contribuintes. Haja impotência civil diante de tanta malandragem. As coisas fluem de maneira descarada e ironizando com quem tem noção da realidade.
Está aí mais uma prova do Brasil Caixa 2.

NOTA: Nada de ilustrações. Não vale á pena.