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sexta-feira, 26 de maio de 2023
Queda de Braços
Ainda que me esforce não consigo calar diante de certas futricas politicas brasileiras. Este país, de fato, não é para principiantes. Na verdade é um permanente laboratório para os mais ligados e/ou mais dispostos do que eu me sinto, na atualidade. Por mais que me dedique a identificar a lógica de certos “processos” sempre caio na rede dos mais perdidos. Decepção geral? Idade? Cansaço? Sei lá... Talvez tudo junto e misturado. Mas, vamos ao assunto que me perturba hoje: acompanho com muita perplexidade o contrassenso do nosso Presidente da Republica - nada que me surpreenda, aliás – ao estabelecer uma imensa dúvida quanto as suas reais intenções para o trato da Politica de Preservação do Meio Ambiente e, sobretudo, no tocante a Amazônia. Sua dubiedade de discursos, durante a passagem, como convidado, em Hiroshima (Japão), quando da Cimeira do G7, deixou claro quanto seu despreparo politico para discutir temas mais emergentes, como neste caso. Por um lado, garantiu instrumentos de politica rigorosos e vigilância máxima na proteção da Amazônia, encantando os líderes mundiais. Prometeu acabar com o desmatamento em tempo mínimo. Por outro lado, noutra sala, foi claramente precipitado e inábil politicamente ao concordar com as pesquisas com vistas à exploração de petróleo ao largo da foz do Amazonas, pondo em risco o fantástico e valioso ecossistema, coberto de holofotes do mundo inteiro. Tudo para satisfazer a Petrobrás e meia dúzia de legisladores equivocados e interessados na grana que esse projeto pode render. Ora, meu Deus, provocou uma Queda de Braços que começou a ser travada na mesa da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, indiscutível guardiã e guerreira defensora da Amazônia, desde que nasceu. Com ela, seu comandado Presidente do IBAMA, Rodrigo Agostinho, responsável por firmar o “bilhete azul”, baseado num parecer técnico, de dez especialistas da sua equipe, recomendando o indeferimento do pedido de licença ambiental feito pela petrolífera. (Vide Foto de Marina Silva e Rodrigo Agostinho, a seguir)
A turma defensora do projeto, liderada pelo Ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, para sensibilizar a sociedade e livrar a cara do Lula, considera se tratar de um novo pré-sal e coisa imperdível. Não precisa dizer que Marina Silva já “rasgou as sedas” com Silveira. A Ministra bateu forte na mesa e garante que a decisão do IBAMA será cumprida. Segura esta Agostinho! A situação promete esquentar ainda mais, na Esplanada dos Ministérios, com os recortes que estão tramando na discussão da Medida Provisória (MP) que reconfigura a estrutura do Poder Executivo pretendido pelo Presidente Lula, desde que assumiu o Governo. Ao todo são 31 Ministérios e mais seis organismos com status de Ministério. Haja postos chaves para tantos asseclas de plantão. O Brasil não merece isto. Resultado é que a Comissão Mista de Deputados e Senadores com os beneplácitos dos respectivos presidentes das duas Casas aprovaram as mudanças da estrutura conforme relatório do Deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Detalhe vergonhoso é que justo o Ministério do Meio Ambiente foi capciosamente o mais prejudicado. Perdeu o comando do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para o Ministério da Gestão e a Administração dos Resíduos Sólidos que vai para o Ministério das Cidades, reduto do MDB. Perdeu, também, a Agência Nacional de Águas (ANA) que passa para o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. Por onde anda a logica disso tudo? Essa Queda de Braços promete grandes emoções. Bom, por enquanto Marina Silva leva vantagem, apenas, na briga contra a exploração de petróleo na foz do Amazonas. A Petrobrás pediu reconsideração da negativa. Aguardemos o resultado desse imbróglio, mais adiante. Numa hora de estresse Marina Silva foi taxativa ao afirmar que “o mundo vai olhar para o arcabouço fiscal (aprovado naquela ocasião) e ver que a estrutura do Governo não é a que ganhou as eleições. É a estrutura do Governo que perdeu. Isso vai fechar as nossas portas. É um erro estratégico”. De fato, com tantos equívocos e essas destrambelhadas declarações do Presidente da Republica é de perguntar o que acham os governos estrangeiros que prometeram mundos e fundos para o Fundo Amazônia. Francamente, haja trapalhadas. Seriam estas as portas que Marina Silva quis dizer? E tome Queda de Braços. NOTA: Foto obtida no Google Imagens.
sábado, 16 de junho de 2018
A Ver Navios
Há pouco mais
de dez anos, Pernambuco viveu momentos de euforia econômica com grandes
investimentos estruturadores sendo implantados e perspectivas de tempos
alvissareiros, não apenas local, com rebatimentos regionais de grande monta.
Foi quando começaram a se implantar os estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar,
a Refinaria de Petróleo da Petrobrás (RENEST), a Petroquímica Suape e logo em
seguida o Polo Automobilístico da FCA (Fiat /Chrysler), entre outras
iniciativas de menores portes.
Tudo esteve
na mais perfeita ordem de implantações até que eclodisse a crise
político-econômica que se estende até a atualidade, consequência da Operação
Lavajato – expondo de modo arrasador os imensos crimes de corrupção na esfera
política nacional – interrompendo, dessa forma, o processo virtuoso de desenvolvimento
econômico do estado.
Com a
Petrobrás posicionada no “olho do furacão” da crise, devido ao grande foco de
corrupções ali instalado, os projetos pernambucanos começaram a minguar e até o
momento amargam quadros de indefinição e com perspectivas nefastas. A Refinaria
em fase de implantação teve suas obras paralisadas e vive à espera de novos
bons tempos. A Petroquimica já foi vendida a um grupo multinacional, que
promete tocar o projeto, e os estaleiros, embora em funcionamento, vislumbram
momentos de dificuldades por motivo de cancelamentos de encomendas ou falta de
novas. Trata-se de ameaça, com um duro golpe, ao estado que se destacava no
cenário nacional como um polo industrial de grande perspectiva econômica. O
único projeto que se apresenta, hoje, a pleno vapor e vislumbrando crescimento
é a montadora Fiat/Chrysler (FCA) na Zona da Mata Norte, cuja produção tem tido
constante crescimento.
Mas,
tratando objetivamente do caso dos estaleiros, é duro perceber que a situação
se revela mais complexa e chama maior atenção. A história recente mostra que o
Brasil já foi, nas décadas de 70 e 80, o segundo maior construtor naval do
mundo. Com o avanço competitivo das produções no Japão e na Coréia do Sul os
estaleiros brasileiros (concentrados à época no estado do Rio de Janeiro) foram
perdendo competitividade, inclusive no mercado nacional. Tornou-se mais barato
comprar embarcações dos asiáticos (com custos de construção muitíssimo mais
baixos) do que dos estaleiros nacionais, ocasionando um desmonte do setor, em
proporções incomensuráveis.
Entretanto,
o espírito nacionalista do ex-Presidente Lula e as descobertas das novas
ocorrências de petróleo, inclusive as do pré-sal, apontou para um potencial
mercado de embarcações no ambiente doméstico, levando a que o Governo criasse o
Programa da Modernização e Expansão da Frota - PROMEF, visando particularmente ampliar
de forma mais ampla a frota de petroleiros da Transpetro, braço de logística da
Petrobrás com embarcações construídas no Brasil. Soerguia-se, assim, consequência
desta decisão politica, a Indústria Naval
nacional tomando forma com implantações de vários estaleiros no país.
![]() |
| Estaleiro Atlântico Sul - EAS, Suape, Pernambuco, Brasil |
Numa iniciativa
incentivada – pela SUDENE e pelo Governo do Estado – grupo de empresas experientes
no mercado da construção civil pesada, instalou em Pernambuco, o maior desses
estaleiros, o Atlântico Sul – EAS, no Complexo Industrial Portuário de Suape que
se tornou um dos mais demandados pelo Programa, com encomenda imediata de 22
navios. O empreendimento pelas suas dimensões, condições tecnológicas e
localização geográfica foi de pronto considerado o mais competitivo e,
inclusive, reconhecido como o maior do Hemisfério Sul. Posso garantir de que se
trata mesmo de uma fantástica planta, que acompanhei a implantação desde os
momentos de decisão da localização. Foi investido um total de R$ 2,2 Bilhões
com uma capacidade instalada de processar 100 Mil Toneladas de aço por ano. No
pico das contratações o EAS contou com 11.000 empregados diretos, número vem
aos poucos caindo e atualmente conta com 3.600. Considerando o efeito pra
frente, pelo menos 33.000 pessoas se beneficiaram com o empreendimento. Estimei
um multiplicador de 3 para cada ocupado direto.
Ao longo dos
últimos dez anos o EAS acumulou experiência e hoje ostenta um desempenho
comparável aos observados em plantas da Coreia do Sul, maior construtor mundial.
Ganhou competitividade e suas embarcações se destacam pela qualidade da
produção no mercado.
Dependente,
porém, de um único cliente (Transpetro) e sofrendo das consequências das
restrições de investimentos desse cliente, o EAS se encontra diante de um
colossal desafio para manter a dinâmica de produção e sua própria
sustentabilidade. Das 22 embarcações inicialmente encomendadas 7 foram
canceladas (4 Suezmax e 3 Aframax). Nestes dias o EAS está iniciando a
construção do último navio a ser entregue à Transpetro, o que deve ocorrer até
junho de 2019. Depois disso, ninguém sabe o que poderá acontecer.
Lideranças
politicas e governamentais locais se mobilizam, no momento, para acudir a
Empresa que sofre com uma sequencia de prejuízos e, o pior, teme sua
inviabilidade, caso não conquiste novas encomendas. Pernambuco corre o risco de
sofrer amarga perda na composição do seu atual PIB Industrial que, nos últimos
três anos, teve uma contribuição media de R$ 800,0 Milhões. Somente de desempregados
serão 3.500.
Esta
infausta história leva a crer que, ao invés de construir navios, ao estado
restará a triste situação de “a ver navios”.
NOTA: Foto obtida no Google Imagens
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Nem todo mal traz um bem
Tenho ouvido
com frequência que a Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014, foi inspirada na famosa Operação Mãos Limpas
(Mani Pulite) da Itália, nos idos dos anos ’90 e destinada a apurar um grande
esquema de corrupção – semelhante ao constatado no Brasil de hoje – na
sequencia de outros escândalos envolvendo o Banco Ambrosiano, este misturado
com a Mafia, o Banco do Vaticano e a uma Loja Maçônica, conhecida por P2.
Aquilo lá foi um rolo compressor que terminou esmagando a chamada Primeira
República Italiana.
Para que se
faça ideia melhor, foram 2.993 mandados de prisão, 6.059 pessoas investigadas,
inclusive 872 empresários, 1.978 administradores de governos locais e 438 parlamentares,
entre os quais quatro ex-primeiros-ministros. Como aqui, a Itália estava metida
num propinoduto sem limites, envolvendo
negociações de todo e qualquer tipo de contratos do Governo. Detalhe: o início
da coisa foi dado a partir de denúncias de um dissidente do Partido Comunista
Italiano – PCI que abriu do verbo e revelou que a KGB havia financiado o tal
PCI, com pelo menos US$ 4,0 milhões, para sustentá-lo no poder. O Partido Comunista
italiano era respeitadíssimo no mundo comunista da época pela sua atuação e
liderança. Também pudera, com um caixa altíssimo sustentado por Moscou. Essa
denúncia foi inicialmente deixada de lado, para tranquilidade da maioria dos
políticos e empresários que se locupletavam do espúrio sistema. Mas foi o
próprio Partido Comunista que resolveu reagir, inclusive com respaldo da
opinião pública revoltada, passando a cascavilhar
o que havia sido empurrado à penumbra.
Faltaram
celas nas cadeias italianas para industriais, políticos, advogados e
magistrados. Uma dúzia deles cometeu o suicídio. O suicídio mais ruidoso foi o
de certo multimilionário, Raul Gardini, (foto a seguir com manchete de jornal da época) empresário “bem sucedido” e muito
admirado pelos italianos. Fugas cinematográficas foram registradas. Os
empresários pagavam propinas polpudas aos políticos para vencer licitações de
construções de ferrovias, autoestradas, edifícios públicos, estádios e na
construção civil. Qualquer semelhança (com o Brasil) é pura realidade.
Institutos de pesquisas italianos garantem que o valor médio das obras públicas
caiu de modo expressivo, o que seria indício da queda no superfaturamento que
se praticava, antes.
Como se pode
constatar, o modelo de governar italiano serviu de exemplo para a turma de
ladrões brasileiros. Esse juiz Sérgio Moro deve ser um profundo conhecedor do
caso italiano e por isso o refere com alguma frequência em seus escritos e
declarações. Veja foto a seguir, capa de trabalho publicado em 2004.
Foi Ludwig
Von Beethoven que disse uma vez: “tenho paciência e penso: todo mal traz
consigo um bem”. Tomo emprestadas as palavras do virtuoso acreditando que o
Brasil pode estar sendo passado a limpo com essa devassa que se faz no mundo
político-empresarial do país. Estamos atolados numa crise sem precedentes.
Porém, alimentemos a esperança de que dias melhores virão, embora nem tudo esteja
garantido.
Segundo um
amigo italiano, a Mãos Limpas fez um tremendo esforço de limpeza moral na
Itália sem, contudo, resolver o problema pela base. O vírus continua bem vivo.
A corrupção ainda rola solta na Republica Itálica. Nem a onda severa do Euro deu
jeito. O caso mais gritante, no passado recente, tem como personagem central o
ex-Primeiro Ministro Silvio Berlusconi, implicado na Operação e que astutamente
se conservou, por longos anos, no Poder. “Pintou e bordou” nos vários poderes
do país, sempre em beneficio próprio e engordando sua conta bancária. Um cínico.
O italiano,
de modo geral, conclui hoje que a justiça do país não funciona e que a
corrupção é um dos principais obstáculos para o desenvolvimento sonhado pelos
italianos.
No final da
Operação Mãos Limpas, os tradicionais partidos políticos sumiram, a classe
empresarial sucumbiu, o setor público segue desacreditado e nunca mais o país
gozou do prestigio de dantes. Prestigio calcado num lamaçal de fazer vergonha à
sua História esplendorosa.
Fico então,
com este exemplo, preocupado com o que virá pela frente aqui em Pindorama. Os
políticos e seus partidos estão desmoralizados e as megaempresas envolvidas
estão com seus lideres na cadeia. Muitas em franco declínio. Alguns em
recuperação judicial. Pelo caminhar do Processo as grandes empreiteiras não
terão – pelo menos por longo período – oportunidades de participar de
concorrências públicas que é, digamos, o filé dos seus negócios. Temo que novos aventureiros, inclusive
estrangeiros, tomem conta da fatia. O Governo tem incontáveis projetos e obras
paralisadas. Já se fala em chineses sobrevoando
o Brasil à cata de obras. Que perigo...
A maioria
dos partidos políticos, principalmente o PT, o PMDB e o PSDB estão numa
berlinda sem fim. E neste caso temo, também, que nos apareça um “Berlusconi” caboclo
qualquer. O Brasil merece coisa melhor. Aí, minha gente, sou forçado a considerar que
nem todo mal traz um bem. Vamos torcer pelo melhor.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens.
sábado, 9 de maio de 2015
Quem te viu e quem te vê!
Recordo com saudade
os tempos em que a Petrobrás enchia-me de orgulho, nas minhas andanças pelo
exterior, por ser lembrada por interlocutores como sendo uma das maiores
empresas do mundo e de padrão mundial. Ultimamente tem sido ao contrario,
prestigio foi-se e a empresa é sinônimo de
corrupção. Já falei disso recentemente.
Hoje (07.05.15) vendo o ranking mundial de empresas publicado pela respeitada revista internacional de Economia, Forbes, tomei conhecimento, com pesar, sobre a queda de quase 400, eu disse 400, posições da nossa petroleira. Quem te viu e quem te vê!
Vejam só: segundo a Forbes, em 2012 a nossa antes “gigante” de petróleo ocupava a 10º posição no referido ranking. O primeiro susto veio em 2013 quando ela caiu para 20º lugar e este ano a publicação de ontem (06.05.15), mostra a antes respeitada Petrobrás ocupando o humilhante 416º posto, entre 2000 pesquisadas. Olhando a reportagem publicada constatei que a Empresa perdeu em um ano seu valor de mercado que de US$ 87,0 Bilhões, em 2014, passou para, apenas, US$ 44,0 Bilhões. Isto significa, praticamente, metade do valor de um ano atrás. Francamente, é de doer...
Os motivos todos nós sabemos, o resto do mundo também, e a revista não poupou críticas ao citar como motivos os “escândalos contábeis e de corrupção” registrados na Empresa. Isto causa imensa surpresa pelo inesperado, nos meios internacionais, e o caso já é referencia para indicar uma das “maiores perdedoras de alto perfil”, no ranking em tela.
Fico impressionado, diante desses alarmantes números, como ainda tem quem defenda esse governo (g minúsculo é o mais adequado) que está aí dilapidando (observe que termo elegante usei) o patrimônio público da Nação na insana ambição de se perpetuar no poder.
Roubos estratosféricos, corruptos no comando da empresa, investimentos mal planejados ou equivocados (Refinaria Abreu e Lima e Pasadena, por exemplos), incapacidade de gestão na exploração do petróleo na camada do pré-sal e, depois disso, as trapalhadas e cambalachos contábeis registrados. No capitulo contábil, um buraco dificilmente será coberto. Refiro-me ao congelamento dos preços dos combustíveis que praticamente foi adotado, numa estratégia populista para segurar a inflação ameaçadora e prejudicial aos interesses eleitorais. Passada a eleição a bomba estourou e nós, os consumidores, estamos pagando a conta. Essa inépcia provocou rombo irreparável no caixa da empresa que, como afirmou um dos corruptos na CPI da Lava-a-Jato, foi o motivo maior da derrocada da empresa. Foi uma declaração meio cínica, mas, com alguma propriedade. Infelizmente. É doloroso pensar que no ambiente macro estamos em franco retrocesso, depois de tantas lutas para se conquistar uma espiral econômica virtuosa.
Imagino o desespero pessoal de D. Dilma. Não queria estar na pele dela. Inteligente, Economista, com grande reputação de boa administradora, ocupante de importantes cargos – inclusive na Petrobrás – antes de sentar na cadeira de Presidente da República, levar o país a tamanho buraco deve ser desesperador. Quanta ingenuidade! Governar uma Republica do porte e complexidade da do Brasil é preciso ter tino político e emocional apurado, experiência republicana e muita raça. Com todo meu respeito, são coisas que lhe faltam. Nesta altura do “campeonato” vai precisar transpirar muitíssimo para sair dessa enrascada. O povo perdeu a confiança, confere-lhe a popularidade mais baixa de todos os tempos e , por enquanto, só lhe resta bater panelas contra ela e seu partido corrupto.
Mas, de uma coisa estou certo: o Brasil não vai se acabar por conta desta devastadora administração. Ao contrário, vai sair desta de forma triunfante, muito em breve. Por piores momentos já passamos. Somos uma nação rica em todos os segmentos econômicos, temos imenso território de abundantes terras férteis, riquezas minerais de importância econômica indiscutível, potencialidades comerciais ilimitadas, reputação internacional histórica, recursos humanos diferenciados, coragem para vencer e lideranças empresariais respeitadas. Posso até não alcançar esses tempos, mas morrerei sabendo que meus netos poderão viver dias melhores do que eu vivi. E tem mais: mesmo a vilipendiada Petrobrás, na era PTista, vai se recuperar e voltar a orgulhar os brasileiros.
NOTA: Foto obtido no Google Imagens.
Hoje (07.05.15) vendo o ranking mundial de empresas publicado pela respeitada revista internacional de Economia, Forbes, tomei conhecimento, com pesar, sobre a queda de quase 400, eu disse 400, posições da nossa petroleira. Quem te viu e quem te vê!
Vejam só: segundo a Forbes, em 2012 a nossa antes “gigante” de petróleo ocupava a 10º posição no referido ranking. O primeiro susto veio em 2013 quando ela caiu para 20º lugar e este ano a publicação de ontem (06.05.15), mostra a antes respeitada Petrobrás ocupando o humilhante 416º posto, entre 2000 pesquisadas. Olhando a reportagem publicada constatei que a Empresa perdeu em um ano seu valor de mercado que de US$ 87,0 Bilhões, em 2014, passou para, apenas, US$ 44,0 Bilhões. Isto significa, praticamente, metade do valor de um ano atrás. Francamente, é de doer...
Os motivos todos nós sabemos, o resto do mundo também, e a revista não poupou críticas ao citar como motivos os “escândalos contábeis e de corrupção” registrados na Empresa. Isto causa imensa surpresa pelo inesperado, nos meios internacionais, e o caso já é referencia para indicar uma das “maiores perdedoras de alto perfil”, no ranking em tela.
Fico impressionado, diante desses alarmantes números, como ainda tem quem defenda esse governo (g minúsculo é o mais adequado) que está aí dilapidando (observe que termo elegante usei) o patrimônio público da Nação na insana ambição de se perpetuar no poder.
Roubos estratosféricos, corruptos no comando da empresa, investimentos mal planejados ou equivocados (Refinaria Abreu e Lima e Pasadena, por exemplos), incapacidade de gestão na exploração do petróleo na camada do pré-sal e, depois disso, as trapalhadas e cambalachos contábeis registrados. No capitulo contábil, um buraco dificilmente será coberto. Refiro-me ao congelamento dos preços dos combustíveis que praticamente foi adotado, numa estratégia populista para segurar a inflação ameaçadora e prejudicial aos interesses eleitorais. Passada a eleição a bomba estourou e nós, os consumidores, estamos pagando a conta. Essa inépcia provocou rombo irreparável no caixa da empresa que, como afirmou um dos corruptos na CPI da Lava-a-Jato, foi o motivo maior da derrocada da empresa. Foi uma declaração meio cínica, mas, com alguma propriedade. Infelizmente. É doloroso pensar que no ambiente macro estamos em franco retrocesso, depois de tantas lutas para se conquistar uma espiral econômica virtuosa.
Imagino o desespero pessoal de D. Dilma. Não queria estar na pele dela. Inteligente, Economista, com grande reputação de boa administradora, ocupante de importantes cargos – inclusive na Petrobrás – antes de sentar na cadeira de Presidente da República, levar o país a tamanho buraco deve ser desesperador. Quanta ingenuidade! Governar uma Republica do porte e complexidade da do Brasil é preciso ter tino político e emocional apurado, experiência republicana e muita raça. Com todo meu respeito, são coisas que lhe faltam. Nesta altura do “campeonato” vai precisar transpirar muitíssimo para sair dessa enrascada. O povo perdeu a confiança, confere-lhe a popularidade mais baixa de todos os tempos e , por enquanto, só lhe resta bater panelas contra ela e seu partido corrupto.
Mas, de uma coisa estou certo: o Brasil não vai se acabar por conta desta devastadora administração. Ao contrário, vai sair desta de forma triunfante, muito em breve. Por piores momentos já passamos. Somos uma nação rica em todos os segmentos econômicos, temos imenso território de abundantes terras férteis, riquezas minerais de importância econômica indiscutível, potencialidades comerciais ilimitadas, reputação internacional histórica, recursos humanos diferenciados, coragem para vencer e lideranças empresariais respeitadas. Posso até não alcançar esses tempos, mas morrerei sabendo que meus netos poderão viver dias melhores do que eu vivi. E tem mais: mesmo a vilipendiada Petrobrás, na era PTista, vai se recuperar e voltar a orgulhar os brasileiros.
NOTA: Foto obtido no Google Imagens.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Nação Dividida
Hoje ninguém duvida
de que o Brasil enfrenta a sua maior crise político-institucional de todos os
tempos. Agravada pela, também grave, crise econômica. Nunca antes, na história
deste país, se ouviu falar em tantos escândalos no âmbito da administração
pública, ameaçando a governabilidade, nem nunca se testemunhou tanta falta de
decoro, ética e honestidade políticas. Ao
mesmo tempo, este governo conseguiu banalizar o exercício da corrupção a níveis
inverossímeis. É asquerosa qualquer das confissões dos corruptos na CPI, em
Brasília. Resultado é que nossas estruturas governamentais, de 39 ministérios, estão
inchadas e administrativamente corroídas. Ninguém confia mais em nada. O Brasil
não merecia passar por essa provação.
Embora quase todo
mundo acreditasse, nunca me enganei com as promessas feitas pelo Partido dos
Trabalhadores. Sobretudo na recente campanha presidencial. Nunca votei nos seus
candidatos, simplesmente porque não confiei nas competências ou habilidades
políticas desses. Pior, ainda, por conta dos pactos políticos que construíram ou
foram obrigados a isto, formando uma base aliada de pouquíssima confiabilidade.
E, quando acrescentados a “esse caldo
vergonhoso” os acordos políticos celebrados com governos populistas que se
instalaram em vizinhos latino-americanos a situação se revelou mais grave e
terminou remetendo nosso país a uma dimensão desfavorável no contexto
internacional, justamente no momento em que a comunidade externa saudava o país
como uma potencia emergente de muita pujança e potencialidade. Um blefe
internacional! Após haver trilhado um caminho de progressos econômico e
político favoráveis o Brasil de agora se vê numa desvantajosa posição, estacionado
numa encruzilhada sem perspectivas imediatas.
É bem verdade que o
país não vai se acabar porque é infinitamente maior do que o PT, mas, a Nação
vai pagar caro – com muito suor e sacrifício – por não haver escolhido bem seus
lideres. A conta vai chegar logo. Aliás, já começa a acontecer. Examine as que estão
chegando e que são muito altas. Aumentos dos impostos, dos combustíveis, da
energia elétrica, Real desvalorizado e em tudo que, como em cascata, se
multiplica nas forças do mercado e vai arrancar aos pedaços o bolso do cidadão
comum. A pobreza, foco da política petista, é que vai sentir mais duramente.
O povo vai às ruas
neste final de semana. Acho ótimo que a nação se expresse e diga das suas
insatisfações. Há os que vão defender a política do PT e os que vão condenar e
exigir a queda da Presidente, através de uma renúncia ou de um impeachment. Sinceramente
sou contra qualquer dessas duas coisas. Temo que haja uma ruptura do Estado
Democrático. O caso agora é infinitamente mais delicado do que quando o Collor
foi derrubado. A solução de continuidade não será tão tranquila quanto naquela
época. Não se pode comparar a conta da compra irregular de uma FIAT Elba com o inacreditável
rombo nos cofres da Petrobrás. Dona Dilma está sem saída e sendo “crucificada”
por ser a figura de plantão no poder maior. Mas, é bom lembrar que ela não é a
responsável única desse despautério reinante. Tem sido obrigada a responder por
isto porque é a “porta-estandarte do Bloco”.
Recentemente,
assistindo ao trajeto desolador da Presidente, senti pena dela. Ora, minha
gente, ela não tem o perfil exigido pelo cargo. Está claro. Não tem carisma,
nem competência política necessária. É um projeto de liderança que não deu
certo. Seu mentor, como na maioria das vezes, se enganou. Lula é o culpado! Não
precisa ser uma técnica competente, como dizem ser, para assumir o papel que
lhe foi confiado. Sou daqueles que admira e respeita as pessoas pelos ideais
que defende, mesmo discordando das suas teses. Nossa Presidente é uma pessoa de
opinião, formada com doutrinas rígidas e se tornou uma defensora imbatível de
teorias políticas e modelos ultrapassadas de governar, comprovadamente
equivocados no mundo inteiro. É uma dessas últimas pessoas românticas que
sobrevivem, mundo afora, pensando que os regimes socialistas podem dar certo. E
aqui no Brasil, por exemplo, nunca emplacou.
Com certa apreensão
aguardo este próximo fim de semana (13 a 15/03), desejando que haja
manifestações ordeiras – sou a favor das duas correntes – para que a Nação
ainda que dividida possa expressar seus
descontentamentos, num legitimo exercício democrático.
NOTA: Foto obtida no Google Imagens.
sábado, 7 de março de 2015
Nova York 2015
Chegar à Nova York
é sempre um prazer, ainda que gelada e coberta de neve, num final de fevereiro.
Embora muitos não concordem, acho bonito ver o Central Park branco, branco e o lago congelado. As árvores estão
despidas, depois que o Outono passou e levou suas roupagens. A imagem dos
troncos escuros e visíveis contrasta com o branco da neve e reflete um cenário
de indiscutível beleza. Beleza sóbria em cinzento ou sépia, claro... Mas, o que
seria do branco se não houvesse o preto? Acredito que para aqueles que costumam
frequentar as pistas de Cooper e os gramados daquele espaço, este período do
inverno se constitui numa passagem negativa do ano. By the way, este inverno de N. York tem sua beleza e a neve é
responsável por ela. Um detalhe a registrar: é interessante o fato de que,
ainda em fevereiro, muitas ruas e avenidas conservam a iluminação normalmente
usada no período natalino brasileiro com iluminação popularmente chamada de pisca-pisca aqui em Pindorama. Pensando
bem, nada mais adequado para uma época em que o Sol acorda mais tarde e logo
cedo se recolhe. Além do mais, as
microlâmpadas parecem substituir folhas, flores e frutos daquelas árvores que
falei acima. (Vie fotos a seguir)
Poesias à parte,
vamos ao que interessa na prática. Como falei no princípio, chegar à Nova York
é sempre um prazer, o que é verdade. A sensação é de que estamos chagando num
lugar onde o mundo acontece. E agora, então, que passado o auge da crise
econômica que eclodiu em 2008, aquela da bolha imobiliária, os americanos já
começam a sentir os efeitos da retomada do crescimento. Taxas de reações
positivas dão o tom da situação. A economia já cresce, os empregos idem e
o FED (o Banco Central Americano) já se programa para aumentar a taxa de juros
que nesses últimos anos beirou o Zero por Cento, como estimulo ao consumo. Os americanos já vão ao
mercado e o “império do consumo” volta abertamente ao seu costumeiro apogeu. É
incrível observar como as ruas de Nova York estão cheias de pessoas carregando
enormes sacolas de compras. Muitos, por enquanto, são brasileiros! E nesse
último dia do presidente (16.02), quando os preços são estrategicamente
reduzidos, a coisa se revela mais avassaladora. É uma reedição do famoso Black Friday de novembro. Muitas são as
lojas que anunciam “pague uma e leve duas”. Até eu, que fui sem qualquer
interesse de comprar, terminei capitulando. Paguei por uma calça jeans e levei
duas. Isto se repete nos mais variados estabelecimentos comerciais, com os mais
distintos tipos de produtos. E olhe que os preços, comparados aos do Brasil, já
são vantajosos mesmo para quem paga uma e leva somente uma. Imagine levando
duas. Mais incrível ainda, foi que houve lojas, numa das quais minha esposa
entrou, escolheu a mercadoria e na hora de pagar a caixa avisou: “ao comprar
este artigo, a Senhora pode escolher mais duas peças iguais pelo valor de uma”.
Ela não entendeu direito e ficou impressionada. Tive que repetir duas vezes e
convencê-la da realidade. Difícil prá ela foi eleger as cores disponíveis: levo
azul ou vermelha? Ah! Não, preta eu já escolhi antes... Coisa de “louco”. Posso
garantir que foi numa loja de grife bem desejada pelas consumidoras
brasileiras. Aqui, no Recife, esses mesmos produtos chegam com preços
inimagináveis nas lojas de grife dos Shoppings de luxo.
Pois é, andar esses dias por N. York, para quem está antenado, dá para sentir o cheiro da retomada do crescimento de Tio Sam, das costuras políticas internacionais no “fumacê” da ONU, detectar os burburinhos causados pelo New York Times e, enfim, sentir que é dali donde a locomotiva da economia mundial parte, embora que muitos torçam a cara a este fato. Sabem de nada, inocentes... Isto, mesmo considerando que o presidente Obama não esteja com o balão de todo inflado. Ele enfrenta um Congresso de maioria opositora e tem adotado medidas que não agradam a considerável parcela da população norte-americana.
E, por falar em New York Times, é indiscutível que este respeitado jornal norte-americano tem aberto largo espaço para reportar a atual crise político-econômica brasileira. Nosso país antes – recordo os anos 2012, 13 e 14 – incensado pelos progressos alcançados e pela situação privilegiada no cenário internacional, aparece agora como sendo um fiasco econômico e um blefe sem tamanho. Com razão, porque o que estamos vivendo neste momento de crise política, corrupção endêmica e descrédito geral, não poderia ser relato de outra forma.
Duas coisas vêm deixando “agachados” e sem palavras a nós brasileiros, quando circulando ultimamente em Nova York: uma sem muita gravidade, que é a gozação que fazem quanto ao placar de 7 x 1 que tomamos dos alemães, dentro de casa, na Copa do Mundo. É uma coisa que sai no xixi, embora haja quem se sinta humilhado. A outra, bem mais grave, é quando se diz que Brasil quer dizer Corrupção. Nada me doeu mais do que isto. É impressionante como o caso do Petrolão repercute nos Estados Unidos. Com ações desvalorizadas, na bolsa de Wall Street e classificação rebaixada pelas agencias de risco, a Petrobrás é tida como o maior covil de ladrões do mundo. Ouvi alguém dizer que nunca, na história da civilização moderna, se teve notícia de tamanha roubalheira. Os montantes de devolução de dólares roubados, pelos que confessaram o roubo – aqueles das delações premiadas – escandalizam o mundo. Um taxista que nos conduziu, certa noite, a um restaurante, quando soube da nossa procedência, abriu do verbo de tal maneira que tive vontade de pedir para parar antes do destino final. O cara estava tão bem informado que me deixou mudo e perturbado. Dormi mal, naquela noite. Como quem pretende descontar uma indignação, o sujeito arrasou com a Petrobrás, com a PTrália, com a dupla Lula e Dilma, considerando-os serem dois embustes, e frisou que o Pré-Sal é uma grande mentira. Já pensou que “saia justa”? Lembrou-se dos fundos de pensão norte-americanos que acreditaram na solidez da petroleira brasileira, e terminaram perderam milhões de Dólares, “Estes, aliás, já foram à Justiça porque a coisa não pode ficar como está. Querem o dinheiro de volta” arrematou o motorista com tom irado. Paguei ligeirinho a corrida, antes que ele puxasse um revólver, e fui jantar com a família. Mas, confesso que fui desgostoso com esse meu Brasil petista indecoroso. E, para piorar, ainda mais, suportar o frio congelante que fazia, capaz de produzir a arte que a foto a seguir mostra.
Espero voltar à Nova York noutras condições. Pode demorar, porque o Brasil não vai sair fácil dessa, mas espero voltar lá.
Pois é, andar esses dias por N. York, para quem está antenado, dá para sentir o cheiro da retomada do crescimento de Tio Sam, das costuras políticas internacionais no “fumacê” da ONU, detectar os burburinhos causados pelo New York Times e, enfim, sentir que é dali donde a locomotiva da economia mundial parte, embora que muitos torçam a cara a este fato. Sabem de nada, inocentes... Isto, mesmo considerando que o presidente Obama não esteja com o balão de todo inflado. Ele enfrenta um Congresso de maioria opositora e tem adotado medidas que não agradam a considerável parcela da população norte-americana.
E, por falar em New York Times, é indiscutível que este respeitado jornal norte-americano tem aberto largo espaço para reportar a atual crise político-econômica brasileira. Nosso país antes – recordo os anos 2012, 13 e 14 – incensado pelos progressos alcançados e pela situação privilegiada no cenário internacional, aparece agora como sendo um fiasco econômico e um blefe sem tamanho. Com razão, porque o que estamos vivendo neste momento de crise política, corrupção endêmica e descrédito geral, não poderia ser relato de outra forma.
Duas coisas vêm deixando “agachados” e sem palavras a nós brasileiros, quando circulando ultimamente em Nova York: uma sem muita gravidade, que é a gozação que fazem quanto ao placar de 7 x 1 que tomamos dos alemães, dentro de casa, na Copa do Mundo. É uma coisa que sai no xixi, embora haja quem se sinta humilhado. A outra, bem mais grave, é quando se diz que Brasil quer dizer Corrupção. Nada me doeu mais do que isto. É impressionante como o caso do Petrolão repercute nos Estados Unidos. Com ações desvalorizadas, na bolsa de Wall Street e classificação rebaixada pelas agencias de risco, a Petrobrás é tida como o maior covil de ladrões do mundo. Ouvi alguém dizer que nunca, na história da civilização moderna, se teve notícia de tamanha roubalheira. Os montantes de devolução de dólares roubados, pelos que confessaram o roubo – aqueles das delações premiadas – escandalizam o mundo. Um taxista que nos conduziu, certa noite, a um restaurante, quando soube da nossa procedência, abriu do verbo de tal maneira que tive vontade de pedir para parar antes do destino final. O cara estava tão bem informado que me deixou mudo e perturbado. Dormi mal, naquela noite. Como quem pretende descontar uma indignação, o sujeito arrasou com a Petrobrás, com a PTrália, com a dupla Lula e Dilma, considerando-os serem dois embustes, e frisou que o Pré-Sal é uma grande mentira. Já pensou que “saia justa”? Lembrou-se dos fundos de pensão norte-americanos que acreditaram na solidez da petroleira brasileira, e terminaram perderam milhões de Dólares, “Estes, aliás, já foram à Justiça porque a coisa não pode ficar como está. Querem o dinheiro de volta” arrematou o motorista com tom irado. Paguei ligeirinho a corrida, antes que ele puxasse um revólver, e fui jantar com a família. Mas, confesso que fui desgostoso com esse meu Brasil petista indecoroso. E, para piorar, ainda mais, suportar o frio congelante que fazia, capaz de produzir a arte que a foto a seguir mostra.
Espero voltar à Nova York noutras condições. Pode demorar, porque o Brasil não vai sair fácil dessa, mas espero voltar lá.
Nota: As fotos que ilustram a postagem são da autoria do Blogueiro.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Ano Novo, Vida Velha.
É sempre assim: ano vai e ano novo vem, mas, as coisas
não mudam. O auê do réveillon passa e
quando janeiro amanhece tudo se repete e volta à rotina. Aqui no Brasil, nem o
governo, que já era tempo de mudar, mudou. Entramos em 2015, como se em 2014
estivéssemos.
Por falar em Governo, ando cada vez mais preocupado com o futuro do país. Está na cara que a situação econômica não é nada animadora, neste inicio de ano com a continuação do “velho” e superado governo. Nem mesmo a tão incensada nova equipe econômica e seus primeiros sinais de medidas supostamente saneadores foram suficientes para mitigar a situação. Antes, pelo contrário... Também, pudera, os indicadores trazidos de 2014 revelam uma situação preocupante: inflação em alta, Real desvalorizando, projeção de PIB insignificante e desemprego em alta dão o tom do descompasso. Pensando bem, o Brasil apresenta, hoje, índices dos mais pífios e, que na prática, representa um retrocesso a negros períodos do passado. Tudo por conta de uma política econômica equivocada e um quadro político conturbado devido à sucessão de escândalos de corrupção no setor público. Há um descrédito geral no seio da população.
Por falar em contribuinte, veja só! D. Dilma vetou esta semana a correção de 6,5% da tabela do Imposto de Renda, sob a alegação que isso resultaria numa renúncia fiscal de R$ 7,0 Bilhões, necessários para redução do déficit público. Olhe aí, o cidadão pagando pelos erros do Governo. Para completar o Ministro Levy, da Fazenda, deu-nos de presente o já denominado “pacote de maldades” aumentando PIS/Cofins (de 9,25 para 11,75%) para produtos importados; impôs IPI para fabricantes e distribuidores de cosméticos; voltou a cobrar a CIDE que será de R$0,22 sobre cada litro de gasolina vendido e R$0,15 no litro do diesel e, por fim, aumentou o IOF de 1,5% para 3,0%. Faça você mesmo uma ideia do que isso poderá significar para seu bolso. E, para completar a semana de pesadelos, o COPOM aumentou a taxa de juros em 0,5% (agora é de 12,5%). E pensar que Ela garantiu em campanha exatamente o contrário, é de lascar! Até quando vamos viver nesse desmantelo?
Por outro lado, no plano internacional o Brasil mais uma vez fez feio. A PresidentaA pediu clemência para um traficante brasileiro condenado à morte na Indonésia. Vamos que sejamos humanos em ser contra a pena de morte, mas, querer intervir na ordem legal de outro país é demais e, pior, a favor de um criminoso. Que vergonha. Pior, também, é que terminou dando “estimulo” aos traficantes que atuam criminosamente no Brasil, livres de penas capitais. Tenha dó!

NOTA: As ilustrações foram obtidas no Google Imagens.
Por falar em Governo, ando cada vez mais preocupado com o futuro do país. Está na cara que a situação econômica não é nada animadora, neste inicio de ano com a continuação do “velho” e superado governo. Nem mesmo a tão incensada nova equipe econômica e seus primeiros sinais de medidas supostamente saneadores foram suficientes para mitigar a situação. Antes, pelo contrário... Também, pudera, os indicadores trazidos de 2014 revelam uma situação preocupante: inflação em alta, Real desvalorizando, projeção de PIB insignificante e desemprego em alta dão o tom do descompasso. Pensando bem, o Brasil apresenta, hoje, índices dos mais pífios e, que na prática, representa um retrocesso a negros períodos do passado. Tudo por conta de uma política econômica equivocada e um quadro político conturbado devido à sucessão de escândalos de corrupção no setor público. Há um descrédito geral no seio da população.
Os primeiros dias do ano têm sido difíceis em vários
setores e em diferentes pontos do país. Em São Paulo, demissões anunciadas são
crescentes em vários segmentos econômicos, particularmente no automobilístico, e
o apagão da segunda-feira (19/01) foi um concreto sinal de crise aguda. São Paulo
parou! E quando isso acontece, para o Brasil. Aqui em Pernambuco a situação é
também critica com crise severa no tradicional setor açucareiro – histórico esteio
da economia local – cujo quadro é desolador com as poucas usinas que restam
vislumbrando colapsos. No também tradicional setor Metal-Mecânico o que se registra são empresas paralisadas,
dando férias coletivas ou fazendo desligamentos em massa, na maioria a mercê do
imbróglio causado pelo Petrolão.
Consórcios contratados pela Petrobrás não pagam o que devem às fornecedoras
locais e o caos está rapidamente crescendo.
É difícil viver este quadro na medida em que, pelo menos no caso de
Pernambuco, o que mais se respirou na última década foi progresso e
crescimento econômico.
E as noticias ruins não param. Esta semana o Centro
Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), mostrou que o preço da gasolina nas
refinarias do Brasil está quase 70% acima do preço da referencia internacional
do combustível, embora a queda da cotação do petróleo no mercado internacional.
Onde vamos parar? A situação é complicada porque quem paga a conta é o
contribuinte e o cidadão comum. Por falar em contribuinte, veja só! D. Dilma vetou esta semana a correção de 6,5% da tabela do Imposto de Renda, sob a alegação que isso resultaria numa renúncia fiscal de R$ 7,0 Bilhões, necessários para redução do déficit público. Olhe aí, o cidadão pagando pelos erros do Governo. Para completar o Ministro Levy, da Fazenda, deu-nos de presente o já denominado “pacote de maldades” aumentando PIS/Cofins (de 9,25 para 11,75%) para produtos importados; impôs IPI para fabricantes e distribuidores de cosméticos; voltou a cobrar a CIDE que será de R$0,22 sobre cada litro de gasolina vendido e R$0,15 no litro do diesel e, por fim, aumentou o IOF de 1,5% para 3,0%. Faça você mesmo uma ideia do que isso poderá significar para seu bolso. E, para completar a semana de pesadelos, o COPOM aumentou a taxa de juros em 0,5% (agora é de 12,5%). E pensar que Ela garantiu em campanha exatamente o contrário, é de lascar! Até quando vamos viver nesse desmantelo?
Por outro lado, no plano internacional o Brasil mais uma vez fez feio. A PresidentaA pediu clemência para um traficante brasileiro condenado à morte na Indonésia. Vamos que sejamos humanos em ser contra a pena de morte, mas, querer intervir na ordem legal de outro país é demais e, pior, a favor de um criminoso. Que vergonha. Pior, também, é que terminou dando “estimulo” aos traficantes que atuam criminosamente no Brasil, livres de penas capitais. Tenha dó!

Como se tudo isso fosse pouco, lá fora o quadro não é
nada tranquilo. Particularmente na Europa em crise econômica renitente. O
atentado ao semanário, que se autointitula de irresponsável, Charlie Hebdo, em
Paris, (foto a esquerda) expôs de modo escancarado a guerrinha que vem sendo travada na França,
já faz tempo, entre os antigos colonizadores e seus ex-colonizados. Outros países
provam do mesmo sabor amargo. Paris está
em “chamas” e a França está pagando caro pelas atrocidades cometidas no passado
e pelo preconceito que alimenta contra os imigrantes e seus descendentes. Essa
coisa pode não ter fim. Respeito também tem limites e o Charlie Hebdo não
observou essa regrinha básica em qualquer sociedade. Sou contra qualquer tipo
de atentado, mas, sou a favor do respeito ao próximo. Sem mais comentários...
De todo modo, reitero: Feliz 2015! E, que Deus nos
proteja.
sábado, 5 de abril de 2014
Pobre Astrogildo
Há poucos dias encontrei um amigo que, alguns anos atrás, comemorava
os lucros que estava auferindo pelo investimento que fez em ações da Petrobrás.
Usou dinheiro que tinha no FGTS. Petista de carteirinha, além de elogiar o
aumento exponencial dos lucros registrados a seu favor, teceu loas ao Governo e,
àquela época, ao Lula. Confesso que senti uma pontinha de inveja do cara. Quem
não gosta de ganhar um dinheirinho, sem fazer força?
Nesse recente encontro com Astrogildo Buarque (nome fictício) a conversa foi bem diferente. Tive pena do meu amigo. O cidadão estava desencantado com a queda vertiginosa das ações da Petrobrás. Sem entender, ou sem querer entender muito bem, como essa coisa podia acontecer. Danado da vida com as trapalhadas do Governo e furioso com Dona Dilma. Perder, sem mais nem menos, uma nota preta. Não sei quanto, mas, acho que não se tratava de tão preta assim... embora que para ele representasse um senhor “pé de meia”. Como sou Economista e ex-Professor de Economia Brasileira, ele foi chegando e, de cara, pedindo minha opinião sobre a situação, sobre o mercado de ações e em particular sobre as perspectivas dos papéis da Petrobrás. Pense na dificuldade que tive de emitir essa opinião. Nessas horas tenho o maior cuidado de não baixar mais ainda o ânimo do sujeito, principalmente de pessoa que prezo e que se encontra em estresse. Explicar ao meu amigo, de modo sucinto e o mais didático possível, o funcionamento do mercado de ações e concluir dizendo que é um investimento de risco, por vezes alto risco, deu trabalho. Não que ele não soubesse de tudo. Até que sabia. Mas, quando o cara percebe seu dinheiro ir pra um buraco... fica mais difícil assimilar.
NOTA: Ilustrações obtidas no Google Imagens.

Nesse recente encontro com Astrogildo Buarque (nome fictício) a conversa foi bem diferente. Tive pena do meu amigo. O cidadão estava desencantado com a queda vertiginosa das ações da Petrobrás. Sem entender, ou sem querer entender muito bem, como essa coisa podia acontecer. Danado da vida com as trapalhadas do Governo e furioso com Dona Dilma. Perder, sem mais nem menos, uma nota preta. Não sei quanto, mas, acho que não se tratava de tão preta assim... embora que para ele representasse um senhor “pé de meia”. Como sou Economista e ex-Professor de Economia Brasileira, ele foi chegando e, de cara, pedindo minha opinião sobre a situação, sobre o mercado de ações e em particular sobre as perspectivas dos papéis da Petrobrás. Pense na dificuldade que tive de emitir essa opinião. Nessas horas tenho o maior cuidado de não baixar mais ainda o ânimo do sujeito, principalmente de pessoa que prezo e que se encontra em estresse. Explicar ao meu amigo, de modo sucinto e o mais didático possível, o funcionamento do mercado de ações e concluir dizendo que é um investimento de risco, por vezes alto risco, deu trabalho. Não que ele não soubesse de tudo. Até que sabia. Mas, quando o cara percebe seu dinheiro ir pra um buraco... fica mais difícil assimilar.
Assim como Astrogildo, que já perdeu muito e, sequer, tem o
quanto investiu, muitos são os que arriscaram em ações da Petrobrás e que estão
perplexos diante da desvalorização dos papéis da Empresa.
Tenho acompanhado os debates de especialistas
sobre o caso Petrobrás e, sinceramente, lamento o que vem acontecendo. Como
pode uma empresa desse porte, solidez e importância
internacional cair em tantos desatinos? Como pode uma equipe técnica de alto
nível deixar acontecer tantos desmandos? Propinas, investimentos indevidos e
mal fundamentados, como o caso da Refinaria de Pasadena, no Texas (USA), US$
1,18 Bilhão pelo ralo, e projetos mal formulados, como o da Refinaria Abreu e
Lima, aqui em Pernambuco, cujo investimento foi subdimensionado, tendo
demandado, até agora, quase 10 vezes o valor total projetado que era de US$ 2,3
Bilhões – sem falar no blefe do tresloucado Hugo Chávez – e hoje se revela como
escandaloso e lançado na vala dos desmandos da Empresa. Que horror. Essa é uma
Petrobrás que os brasileiros não conheciam. Sempre me orgulhei de falar dessa empresa nas minhas
andanças pelo exterior. Junto com a Embraer representava o que de mais
eficiente e promissor do Brasil Moderno e aspirante a uma vaga no Clube do
Primeiro Mundo. Esses recentes episódios, contudo, a mancham de modo
surpreendente e indefensáveis. Observem, caros leitores, quantos erros esse
Governo vem cometendo, capazes de matar nossa “galinha dos ovos de ouro”.
É voz geral, para quem acompanha o caso, no que eu concordo,
que a nossa Petrobrás vem sendo usada de forma espúria e sem pudor, a favor dos
interesses políticos mais absurdos que se tem noticia na história econômica recente
deste país. Nunca devia ter sido o instrumento de política para controle da
inflação, que no final das contas tem claro caráter eleitoreiro. Ao controlar demasiadamente
e por longo período os preços dos combustíveis a empresa vem enfrentando perdas
expressivas na sua receita operacional. E pior, na sua programação de
investimentos. O remédio tem sido contrair empréstimos e ficar altamente endividada.
Mais do que isso, nossa petroleira tem tido necessidade de importar gasolina e óleo
diesel para atender a demanda crescente nos postos de serviço, decorrente,
inclusive, da própria política de incentivo à industria automobilística,
reduzindo o IPI dos veículos, o que contribuiu para o aumento da frota e,
automaticamente, para o consumo. Fala-se que o volume importado subiu quase cinco
vezes (470%) de 2010 para 2013. E com esse Dólar Americano sendo apreciado frequentemente
face ao Real, “a vaca vai direto pro brejo”. Difícil mesmo vai ser quem tiver
de corrigir esses preços. E nem a produção do Pré-Sal tem salvo a situação.
Mas, não fica por aí. A Empresa tem sido também o vetor
principal de um dispositivo de política de desenvolvimento industrial
complicado ao exigir conteúdo local mínimo aos seus fornecedores,
particularmente no segmento da Indústria Naval, hoje retomada no país. Isso tem
sido difícil. Não existem empresas brasileiras que possam cumprir as exigências
determinadas pela política desse Governo. Resultado é que fica difícil concorrer
com os players internacionais e as construtoras
de navios têm que rebolar, para oferecer um produto dentro dos conformes
exigidos pela Petrobrás.
E todo dia surgem novas denuncias.
Voltando ao caso do meu amigo Astrogildo, meu conselho foi
que esperasse alguns anos, cinco ou seis, para que tivesse suas ações revalorizadas,
porque a Petrobrás é uma empresa sólida, bem estruturada – não será uma administração
desastrada que vai acabar com ela – para ele voltar a sorrir. Ele acreditou, na
Petrobrás e fez certo. Mas, ao acreditar neste Governo, caiu numa esparrela. Pobre
Astrogildo.NOTA: Ilustrações obtidas no Google Imagens.

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