Hoje ninguém duvida
de que o Brasil enfrenta a sua maior crise político-institucional de todos os
tempos. Agravada pela, também grave, crise econômica. Nunca antes, na história
deste país, se ouviu falar em tantos escândalos no âmbito da administração
pública, ameaçando a governabilidade, nem nunca se testemunhou tanta falta de
decoro, ética e honestidade políticas. Ao
mesmo tempo, este governo conseguiu banalizar o exercício da corrupção a níveis
inverossímeis. É asquerosa qualquer das confissões dos corruptos na CPI, em
Brasília. Resultado é que nossas estruturas governamentais, de 39 ministérios, estão
inchadas e administrativamente corroídas. Ninguém confia mais em nada. O Brasil
não merecia passar por essa provação.
Embora quase todo
mundo acreditasse, nunca me enganei com as promessas feitas pelo Partido dos
Trabalhadores. Sobretudo na recente campanha presidencial. Nunca votei nos seus
candidatos, simplesmente porque não confiei nas competências ou habilidades
políticas desses. Pior, ainda, por conta dos pactos políticos que construíram ou
foram obrigados a isto, formando uma base aliada de pouquíssima confiabilidade.
E, quando acrescentados a “esse caldo
vergonhoso” os acordos políticos celebrados com governos populistas que se
instalaram em vizinhos latino-americanos a situação se revelou mais grave e
terminou remetendo nosso país a uma dimensão desfavorável no contexto
internacional, justamente no momento em que a comunidade externa saudava o país
como uma potencia emergente de muita pujança e potencialidade. Um blefe
internacional! Após haver trilhado um caminho de progressos econômico e
político favoráveis o Brasil de agora se vê numa desvantajosa posição, estacionado
numa encruzilhada sem perspectivas imediatas.
É bem verdade que o
país não vai se acabar porque é infinitamente maior do que o PT, mas, a Nação
vai pagar caro – com muito suor e sacrifício – por não haver escolhido bem seus
lideres. A conta vai chegar logo. Aliás, já começa a acontecer. Examine as que estão
chegando e que são muito altas. Aumentos dos impostos, dos combustíveis, da
energia elétrica, Real desvalorizado e em tudo que, como em cascata, se
multiplica nas forças do mercado e vai arrancar aos pedaços o bolso do cidadão
comum. A pobreza, foco da política petista, é que vai sentir mais duramente.
O povo vai às ruas
neste final de semana. Acho ótimo que a nação se expresse e diga das suas
insatisfações. Há os que vão defender a política do PT e os que vão condenar e
exigir a queda da Presidente, através de uma renúncia ou de um impeachment. Sinceramente
sou contra qualquer dessas duas coisas. Temo que haja uma ruptura do Estado
Democrático. O caso agora é infinitamente mais delicado do que quando o Collor
foi derrubado. A solução de continuidade não será tão tranquila quanto naquela
época. Não se pode comparar a conta da compra irregular de uma FIAT Elba com o inacreditável
rombo nos cofres da Petrobrás. Dona Dilma está sem saída e sendo “crucificada”
por ser a figura de plantão no poder maior. Mas, é bom lembrar que ela não é a
responsável única desse despautério reinante. Tem sido obrigada a responder por
isto porque é a “porta-estandarte do Bloco”.
Recentemente,
assistindo ao trajeto desolador da Presidente, senti pena dela. Ora, minha
gente, ela não tem o perfil exigido pelo cargo. Está claro. Não tem carisma,
nem competência política necessária. É um projeto de liderança que não deu
certo. Seu mentor, como na maioria das vezes, se enganou. Lula é o culpado! Não
precisa ser uma técnica competente, como dizem ser, para assumir o papel que
lhe foi confiado. Sou daqueles que admira e respeita as pessoas pelos ideais
que defende, mesmo discordando das suas teses. Nossa Presidente é uma pessoa de
opinião, formada com doutrinas rígidas e se tornou uma defensora imbatível de
teorias políticas e modelos ultrapassadas de governar, comprovadamente
equivocados no mundo inteiro. É uma dessas últimas pessoas românticas que
sobrevivem, mundo afora, pensando que os regimes socialistas podem dar certo. E
aqui no Brasil, por exemplo, nunca emplacou.
Com certa apreensão
aguardo este próximo fim de semana (13 a 15/03), desejando que haja
manifestações ordeiras – sou a favor das duas correntes – para que a Nação
ainda que dividida possa expressar seus
descontentamentos, num legitimo exercício democrático.
NOTA: Foto obtida no Google Imagens.
