quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Ano Novo, Vida Velha.

É sempre assim: ano vai e ano novo vem, mas, as coisas não mudam. O auê do réveillon passa e quando janeiro amanhece tudo se repete e volta à rotina. Aqui no Brasil, nem o governo, que já era tempo de mudar, mudou. Entramos em 2015, como se em 2014 estivéssemos.
Por falar em Governo, ando cada vez mais preocupado com o futuro do país. Está na cara que a situação econômica não é nada animadora, neste inicio de ano com a continuação do “velho” e superado governo. Nem mesmo a tão incensada nova equipe econômica e seus primeiros sinais de medidas supostamente saneadores foram suficientes para mitigar a situação. Antes, pelo contrário... Também, pudera, os indicadores trazidos de 2014 revelam uma situação preocupante: inflação em alta, Real desvalorizando, projeção de PIB insignificante e desemprego em alta dão o tom do descompasso. Pensando bem, o Brasil apresenta, hoje, índices dos mais pífios e, que na prática, representa um retrocesso a negros períodos do passado.  Tudo por conta de uma política econômica equivocada e um quadro político conturbado devido à sucessão de escândalos de corrupção no setor público. Há um descrédito geral no seio da população.

Os primeiros dias do ano têm sido difíceis em vários setores e em diferentes pontos do país. Em São Paulo, demissões anunciadas são crescentes em vários segmentos econômicos, particularmente no automobilístico, e o apagão da segunda-feira (19/01) foi um concreto sinal de crise aguda. São Paulo parou! E quando isso acontece, para o Brasil. Aqui em Pernambuco a situação é também critica com crise severa no tradicional setor açucareiro – histórico esteio da economia local – cujo quadro é desolador com as poucas usinas que restam vislumbrando colapsos. No também tradicional setor Metal-Mecânico  o que se registra são empresas paralisadas, dando férias coletivas ou fazendo desligamentos em massa, na maioria a mercê do imbróglio causado pelo Petrolão. Consórcios contratados pela Petrobrás não pagam o que devem às fornecedoras locais e o caos está rapidamente crescendo.  É difícil viver este quadro na medida em que, pelo menos no caso de Pernambuco, o que mais se respirou na última década foi progresso e crescimento econômico.
E as noticias ruins não param. Esta semana o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), mostrou que o preço da gasolina nas refinarias do Brasil está quase 70% acima do preço da referencia internacional do combustível, embora a queda da cotação do petróleo no mercado internacional. Onde vamos parar? A situação é complicada porque quem paga a conta é o contribuinte e o cidadão comum.
Por falar em contribuinte, veja só! D. Dilma vetou esta semana a correção de 6,5% da tabela do Imposto de Renda, sob a alegação que isso resultaria numa renúncia fiscal de R$ 7,0 Bilhões, necessários para redução do déficit público. Olhe aí, o cidadão pagando pelos erros do Governo. Para completar o Ministro Levy, da Fazenda, deu-nos de presente o já denominado “pacote de maldades” aumentando PIS/Cofins (de 9,25 para 11,75%) para produtos importados; impôs IPI para fabricantes e distribuidores de cosméticos; voltou a cobrar a CIDE que será de R$0,22 sobre cada litro de gasolina vendido e R$0,15 no litro do diesel e, por fim, aumentou o IOF de 1,5% para 3,0%. Faça você mesmo uma ideia do que isso poderá significar para seu bolso. E, para completar a semana de pesadelos, o COPOM aumentou a taxa de juros em 0,5% (agora é de 12,5%). E pensar que Ela garantiu em campanha exatamente o contrário, é de lascar! Até quando vamos viver nesse desmantelo?
Por outro lado, no plano internacional o Brasil mais uma vez fez feio. A PresidentaA pediu clemência para um traficante brasileiro condenado à morte na Indonésia. Vamos que sejamos humanos em ser contra a pena de morte, mas, querer intervir na ordem legal de outro país é demais e, pior, a favor de um criminoso. Que vergonha. Pior, também, é que terminou dando “estimulo” aos traficantes que atuam criminosamente no Brasil, livres de penas capitais. Tenha dó!

Como se tudo isso fosse pouco, lá fora o quadro não é nada tranquilo. Particularmente na Europa em crise econômica renitente. O atentado ao semanário, que se autointitula de irresponsável, Charlie Hebdo, em Paris, (foto a esquerda) expôs de modo escancarado a guerrinha que vem sendo travada na França, já faz tempo, entre os antigos colonizadores e seus ex-colonizados. Outros países provam do mesmo sabor amargo.  Paris está em “chamas” e a França está pagando caro pelas atrocidades cometidas no passado e pelo preconceito que alimenta contra os imigrantes e seus descendentes. Essa coisa pode não ter fim. Respeito também tem limites e o Charlie Hebdo não observou essa regrinha básica em qualquer sociedade. Sou contra qualquer tipo de atentado, mas, sou a favor do respeito ao próximo. Sem mais comentários...  

De todo modo, reitero: Feliz 2015! E, que Deus nos proteja.

NOTA: As ilustrações foram obtidas no Google Imagens.

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Aonde vamos parar?

Indiscutivelmente vem sendo cada vez mais desanimador acompanhar a marcha da situação politico-econômica nacional. É preocupante e curioso ...