Esta postagem foi reformulada por três vezes. Cada vez que o fiz estive influenciado por novos episódios do turbulento cenário político-econômico nacional. Quase desisti porque a cada hora um novo escândalo é noticiado. De todo modo, resolvi dar minha opinião neste humilde espaço.
Os últimos fatos, sobretudo as
ocorrências registradas da última quarta feira para cá (16.03.16), são de
estarrecer qualquer cidadão de são juízo. Essas gravações de conversas
liberadas pelo Juiz Moro são arrepiantes. Definitivamente a situação do quadro político
brasileiro chegou a um ponto de total insustentabilidade. O Estado afundou no
mar de lamas da corrupção e a Nação está em deplorável orfandade. Os políticos
de plantão não enxergam mais que um palmo além dos respectivos umbigos. Apenas o
suficiente para proteger suas peles e se sustentar nesse “balança mas não cai”
no que se transformou a república petista.
Nunca na historia deste país ouviu-se
falar de tanta bandalheira, roubos e cinismo político. A repercussão dentro e
fora das nossas fronteiras é das mais desastrosas e vai se projetar ao longo
das próximas décadas, dado ao fato de que sair desse buraco vai custar um alto
preço para os brasileiros de todas as classes e matizes políticas. Caro,
particularmente, para quem governará.
No domingo passado (13.03.16), o povo
foi às ruas, em volume nunca antes registrado, e clamou pela ordem e o
progresso, como manda o pavilhão nacional. Já na quarta feira, após a nomeação/habeas
corpus de Lula, alçado a Ministro de Estado por D. Dilma, o povo voltou de modo
espontâneo para protestar e exigir a renúncia da presidente e a prisão do Lula,
investigado por inúmeras improbidades. Estão nas ruas até a publicação deste post!
Percebe-se que dificilmente Dona
Dilma sairá incólume desse imbróglio no qual se meteu. E se meteu, pelo visto,
conscientemente. As chances de concluir este seu segundo mandato são mínimas.
As propostas de solução política que são esboçadas – Parlamentarismo, entre
outras – são puros delírios de um Estado carcomido e em desespero. O processo
de impeachment foi retomado com mais força e o “salvador da pátria” o ex-presidente
Lula, um falso-mito mentor de toda essa barafunda, perdeu completamente a
compostura e hoje está transformado num estorvo para, até mesmo, muitos dos
seus antigos correligionários. É um prejuízo sem tamanho preciso. Resumindo a
ópera é fácil concluir que esta aventura PTista jogou o País num tremendo
desmantelo político-econômico, justo numa oportunidade em que mais se aproximou
do estágio em que o elevava ao patamar das nações mais desenvolvidos. O esforço
que se fez nas décadas anteriores foi por terra nesses últimos 12 anos.
Sempre ando cascavilhando notícias nacionais e internacionais. Na semana que passou, por exemplo, deparei-me
com um importante e abalizado pronunciamento que me deixa em estado de tristeza:
o Brasil deverá registrar nova década perdida, avaliou Albert Fishlow,
professor de relações internacionais da Universidade de Columbia (USA).
“Falando do futuro, temos que lembrar que o PIB per capita do Brasil será, em
2020, igual à de 2010. Então, independentemente do que acontecer, será uma
década perdida”. Isto é uma das infinitas repercussões da atual crise
brasileira, no cenário internacional.
A situação se mostra mais preocupante
ao enfrentarmos uma questão que não cala: Quem vai suceder este governo e dar
jeito nessa bagunça? Acredito que, seja quem vier porque terá que haver alguém,
vai enfrentar um colossal desafio. Para “arrumar a casa” terá que forçosamente
enveredar por um caminho pouco agradável e provavelmente impopular que poderá
deixá-lo, em pouco tempo, em péssimas condições políticas. Este será o alto
preço que os brasileiros pagarão por não saberem escolher criteriosamente seus
governantes. Haja perplexidade.
NOTA: Foto obtida no Google Imagens


