Semana
passada, comentei sobre a emigração forçada que sofrem os venezuelanos por
conta da calamitosa crise sócio-político-econômica no seu país. A fome, a
miséria, a falta de paz e saúde expulsam as pessoas das suas origens e criam
dramas tanto para estes que são obrigados a fugir da miséria, assim como os que
são levados a abrigá-los. Brasil e Colômbia estão às voltas em receber de modo
solidário e humanitário esses venezuelanos.
Mas, não
somente os venezuelanos buscam a salvação noutros países. Inúmeros outros casos
são registrados em vários pontos do planeta. O maior exemplo neste momento são
os sírios que fogem da guerra civil que devasta o país nas mãos do ditador
Bashar al-Assad. Outros povos vivem os mesmos conflitos na Ásia Central e menos
conhecidos aqui no Ocidente.
A Europa,
por exemplo, vem sendo invadida por povos oriundos da África e do Oriente Médio,
regiões onde a paz desapareceu há um bom tempo. Muitos se lançam ao mar, em
frágeis embarcações, tangidos de casa pelas guerras fratricidas, pela fome e a
miséria que assolam aquelas regiões. Deixam tudo que têm para trás, incluindo
patrimônio acumulado, vida profissional e familiar, embarcando em aventuras de
migração arriscadas. Muitos morrem na travessia do mar Mediterrâneo
consternando o mundo. É uma gente que na grande maioria parte em rumo ao
desconhecido se tornando refém da vontade dos europeus e sofrendo das mais
cruéis humilhações. O resultado de tudo isso é a mendicância vista nas ruas e
praças do Velho Mundo. Estima-se que somente a Alemanha já recebeu, nesses
últimos anos, mais de 1 Milhão de refugiados, ao tempo em que apela ajuda a
outros países nessa missão humanitária. Isto sem falar no problema
do terrorismo que, segundo constatado, vem também na esteira migratória.
Nas Américas
a coisa não é diferente. A fronteira do México com os Estados Unidos é famosa
por haver se tornado o passo de entrada de imigrantes ilegais na busca do sonho
americano. Por ali passam indivíduos das mais diferentes nacionalidades
latino-americanas, incluindo brasileiros. O Presidente Donald Trump, dos
Estados Unidos, promete construir um muro ao longo dessa fronteira, embora
enfrente reações de todo o mundo. Caso bem complicado.
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| As maiores vitimas da Guerra na Síria são crianças |
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| Frágil embarcação com imigrantes refugiados cruzando o Mediterrâneo buscando a Europa. |
O Brasil não
está imune as essas ondas de imigrantes. São Paulo é a cidade que atrai o maior
número desses, por razões óbvias. São os haitianos que lideram essa corrente migratória, sendo
seguidos por bolivianos que vivem em comunidades insalubres e muitos deles
realizando trabalho com características de escravo para ganhar a vida. Sem qualquer incentivo
governamental o Brasil recebeu, entre 2010 e 2015 cerca de 80.000 haitianos,
que buscaram meios dignos de vida, após o terremoto que destruiu aquele país em
2010. Destes, 70 mil continuam no país e 45 mil têm emprego formal. Eles são os
estrangeiros mais numerosos no mercado formal brasileiro. Grande número foi
engajado nas construções das arenas da Copa e na Vila Olímpica, do Rio. Ou
seja, aproveitaram o boom da construção civil. É provável que estejam agora
amargando os efeitos da crise que se abateu sobre o país.
Recentemente
inteirei-me da atração que o Chile também está exercendo sobre uma imensa massa de
imigrantes, em geral latino-americanos. São muitos que aproveitam a
flexibilidade das leis migratórias chilenas e a relativa estabilidade econômica do país
andino do cone sul. Lá, igualmente, são os haitianos que lideram em volume a
entrada de estrangeiros no país. Já são conhecidos como “chilitianos” e chegam
a Santiago em levas significativas, por via aérea, saindo em geral pela
Republica Dominicana. Vivem basicamente na periferia da capital chilena,
sobretudo no subúrbio de Quilicura. São tantos, estima-se que mais de 100 mil,
ao ponto da localidade já se chamar de Haiticura.
O grande problema dessas correntes migratórias é o fato de que junto com elas vêm também uma série de novos problemas para o país receptor. Além de emprego, habitação, educação e assistência médica, itens básicos para construção de uma nova vida, esses imigrantes trazem hábitos culturais diferentes, dificuldades de comunicação por desconhecer os idiomas locais, doenças erradicadas no país acolhedor e concorrência indesejada no mercado de trabalho receptor. O sarampo, moléstia exterminada em países como Brasil e Chile, volta a assolar as populações nativas exigindo a reedição de antigos programas de saúde pública, e demandando investimentos governamentais onde não havia mais necessidade. Ao mesmo tempo, calcula-se que muitas doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV, estão proliferando e potencializando a partir dessas comunidades de imigrantes. O grande volume de homens imigrantes, em idade sexual ativa, aponta naturalmente para essa inesperada onda de doenças.
Esses mesmos problemas são registrados na Europa, onde a população marginal de imigrantes está provocando grandes transtornos aos países até então pouco preocupados com esse elemento sócio-político.
O grande problema dessas correntes migratórias é o fato de que junto com elas vêm também uma série de novos problemas para o país receptor. Além de emprego, habitação, educação e assistência médica, itens básicos para construção de uma nova vida, esses imigrantes trazem hábitos culturais diferentes, dificuldades de comunicação por desconhecer os idiomas locais, doenças erradicadas no país acolhedor e concorrência indesejada no mercado de trabalho receptor. O sarampo, moléstia exterminada em países como Brasil e Chile, volta a assolar as populações nativas exigindo a reedição de antigos programas de saúde pública, e demandando investimentos governamentais onde não havia mais necessidade. Ao mesmo tempo, calcula-se que muitas doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV, estão proliferando e potencializando a partir dessas comunidades de imigrantes. O grande volume de homens imigrantes, em idade sexual ativa, aponta naturalmente para essa inesperada onda de doenças.
Esses mesmos problemas são registrados na Europa, onde a população marginal de imigrantes está provocando grandes transtornos aos países até então pouco preocupados com esse elemento sócio-político.
Eis aí um
assustador desafio para os muitos países que exercem o poder de atração dos
imigrantes do século 21.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens












