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domingo, 17 de dezembro de 2017

Olhando pelo retrovisor e buscando o porvir.

O ano está terminando e já vai tarde. Foi difícil pra caramba. Muita gente se perdeu no meio do caminho, inclusive aqueles que se julgavam imunes à crise e, até agora, buscam a saída. Ricos e poderosos foram parar no xilindró. Pobres, coitados, estão mais pobres por conta do abandono do Estado e muitos por conta do desemprego. O país entrou em seguidas convulsões. Pelo meu retrovisor ainda enxergo muito sujeito metido a dono do mundo sendo atropelado pela Lavajato e caindo nas garras da Policia Federal. E a Nação está mergulhada até o pescoço no mar da decepção e do descrédito.
Numa época em que olhamos pelo retrovisor e, ao mesmo tempo, buscamos caminhos para ingressar num novo ano com mais vigor e esperanças é impossível não se apartar dessas maluqueiras que assistimos e que não param de surpreender. Ainda existe muita coisa sem reposta plausível.
A esta altura de Dezembro, quando os sinos do Natal sugerem um tempo de paz e os augúrios para um Novo Ano são indispensáveis, fico matutando e imaginando a respeito deste 2018 que se aproxima. Como será que vamos transpô-lo? Não quero ser pessimista. Longe de mim. Mas, também, está fora do meu jeito de ser ficar dando uma de alienado.
Sendo assim, ando preocupado com o desenrolar de alguns eventos anunciados, como Copa do Mundo e Eleições gerais. Pense que caldo essas duas coisas vão produzir no novo ano. Haja emoções.
Na Copa, segundo dizem, os Cartolas da famigerada FIFA já se comprometeram de fazer o Brasil Campeão. Ou seja, corrupção explicita. Esses caras são descarados. Que graça vai haver numa coisa dessas? Mas, o brasileiro que está habituado à corrupções continuas vai achar normal e legal. Os políticos vão deitar e deslizar nessa maionese. E o pior, mesmo sabendo dessa tramóia, vou torcer pelos canalhinhos (o corretor de texto está insistindo que eu corrija e escreva canarinhos!) dando uma de tô-nem-aí. Afinal, pelo que dizem, foi sempre assim... Vendemos a Copa de 14 para os alemães e compramos a da Rússia por antecipação. Será que vai ser assim mesmo? Vamos esperar para conferir. 
Quanto às eleições gerais são outros quinhentos. Essa panela, que é de alta pressão, pode até explodir. Estou preocupado. Olhando, outra vez, pelo retrovisor me admiram essas pesquisas que vêm sendo divulgadas nas redes sociais dando vitória liquida e certa para o “Sapo (corruuuuuupto) barbudo” – que Deus nos livre – ou para o Boçalnaro – que Ele nos livre, também – são diagnósticos que arrepiam qualquer sujeito de são juízo. Onde vamos parar? Que dilema se essas duas figuras forem ao segundo turno! Prefiro não acordar desse pesadelo.

Pobre Brasil, triste Nação. Desconjuro, como diziam vovó! Aí, minha gente, na altura dos meus avançados tempos, só vislumbro duas alternativas: chorar ou rir. Chorar por não haver assistido – até agora – a consolidação do meu Brasil com Ordem e Progresso e rir por haver escapado das atrocidades que esses políticos indecentes me submeteram. Tem horas, que prefiro quebrar o retrovisor. Por exemplo, quando lembro do presidente Collorido, caçador de marajás, que com a viúva de Chico Anísio surrupiaram minha poupança (naquela ocasião eu havia aplicado o apurado na venda de um valioso imóvel!) deixando-me com uma mixaria na conta. Nem sei como não enfartei naquela hora.
Apesar disso tudo estamos firmes e fortes. O Brasil é muito maior do que esses salafrários e parece que Deus é mesmo brasileiro. Simbora prá frente! Que venham 2018!     

NOTA: Foto obtida no Google Imagens 

         

terça-feira, 6 de junho de 2017

Quase Campeão.

Que as coisas andam, cada vez mais, deterioradas, aqui no Brasil, todos nós já sabemos. O tal “trem fantasma” (modo como comparei o país, dois posts atrás) continua assustando a cada curva e cada instante, é inegável. Notadamente no domínio da política. Ninguém mais se entende. Pelo visto e o que veremos ainda, não vai sobrar pedra sobre pedra. A desejada reconstrução vai exigir, sem dúvida, muito suor e sangue. A semana que passou, por exemplo, foi permeada de inúmeros episódios insólitos e sempre preocupantes. Um desses, chama especial atenção e é sobre isto que vou comentar neste post semanal. Refiro-me ao resultado de uma pesquisa internacional, realizada pela IMD Business School de Lausanne (Suiça) – uma das mais famosas escolas de administração do mundo – envolvendo 63 países, gerando o denominado Relatório de Competitividade Global 2017.
Os resultados apontados dão conta de que o Brasil é o segundo país mais corrupto, entre os 63 estudados, ficando à frente, apenas, da Republica Bolivariana da Venezuela, que no momento carrega a taça de Campeã Mundial da Corrupção. O Brasil  (62º colocado) é o vice-campeão. Quase Campeão! Caiu bastante, já que no ano passado ocupava o 57º lugar. Vamos e venhamos, é uma situação vexatória e, particularmente, dolorosa para qualquer cidadão de bem e de são juízo.   
Por mais que possamos buscar entender esta situação, dadas as curvas no escuro e sustos do nosso “trem fantasma”, é definitivamente desanimador para o empresário nacional que pretenda se estabelecer ou modernizar seu negócio com vistas a participar do competitivo jogo internacional de mercado. Como investir num país em que a previsibilidade e estabilidade política não garante ambiente tranqüilo? O Brasil não vem oferecendo esse primordial fator. E, na atual conjuntura, o que se assiste é uma piora crescente.
O IMD na sua pesquisa trabalha com fundamentais indicadores de competitividade, entre os quais: política de emprego, qualificação da mão de obra, transparência, segurança jurídica, eficiência dos negócios, investimentos em inovação, domínio das modernas tecnologias da informação, comércio exterior, custo do capital, política tributária e vários outros, somando um total de 260 indicadores! Por este número já se conclui se tratar de um trabalho minucioso, criterioso e redundando numa classificação cercada de segurança.
Além da Venezuela e Brasil, respectivamente, “campeã” e vice-campeão” da corrupção, a America Latina aparece com a Colômbia (61º posto), Peru (60º) e México (59º). Segundo o apurado, o Brasil melhorou apenas no item Transparência, em conseqüência das ações moralizadoras do Ministério Público, Policia Federal e a Procuradoria Geral da República - PGR. E de modo destacado a Operação Lava-jato.
Os países mais competitivos continuam sendo os já bastante conhecidos: Hong Kong, Suíça, Cingapura, Estados Unidos e Holanda, que lideram a lista dos 63 envolvidos.    
Outro detalhe interessante revelado pela pesquisa, vale à pena destacar: o Brasil é o 8º maior investidor de recursos públicos na Educação e o 62º em qualidade da Educação. Ou seja, o segundo pior do universo pesquisado. José Caballero, Economista-Chefe da pesquisa, faz questão de afirmar que “o Brasil gasta muito, mas muito mal”.

Situações como acima descritas nem passam pelas cabeças dos nossos governantes. Ao invés disso, estão exclusivamente preocupados em defender, com unhas e dentes, seu lugar de mando na pirâmide do poder e continuar no bem-bom e roubando cada vez mais. Enquanto isto... Bom, enquanto isto a Nação não passa de um detalhe, possivelmente abstrato para eles.
Na pisada que vai e para um país que adora ser campeão, quem sabe no próximo ano, arrebate esse troféu vergonhoso. Maduro que se cuide!

Nota: Ilustração obtida no Google Imagens


sábado, 8 de abril de 2017

O que será de nós?

Confesso minhas dificuldades recentes para cumprir uma agenda sistemática para postar matérias neste meu Blog. Tentei algumas matérias nestas últimas semanas, mas, nada me convenceu. Preciso me convencer para postar qualquer coisa. Bem vistas ou não – o que pode acontecer normalmente – preciso gostar do que escrevo.
A primeira tentativa foi sobre a Operação Carne Fraca (uma ironia essa denominação da Operação). Em meio às démarches políticas que sucederam o desbaratamento das fraudes, fui vendo o tamanho do escândalo: primeiro o estardalhaço das diligências e da divulgação do problema pela Polícia Federal. Depois as repercussões domésticas e internacionais do caso. Tenho um leitor chileno que cobrou opinião. Foi um momento assustador da vida nacional, considerando que, da maneira que o caso foi exposto, a conclusão mais óbvia era de que a corrupção baixava nas nossas mesas e estômagos. 
Um desatino. Por outro lado, o colossal prejuízo que o Brasil passava a tomar em ver o bloqueio das compras da carne bovina brasileira nos pontos mais importantes do mercado mundial. Ora, meu Deus, numa tarde de sexta-feira de março, e numa manobra policial mal divulgada/administrada, o Brasil perdeu mais de dez anos de trabalho para conquistar um mercado exigente e rentável. Considerando que o Brasil conquistou, com muito suor e massa cinzenta, o primeiro lugar no mercado mundial de carnes, foi um baque sem precedentes. Contudo, ao que parece, a verdade aos poucos foi posta, houve um corre-corre do Governo e as coisas tendem voltar ao normal. Os corruptos foram identificados e punidos, enquanto a opinião publica internacional vem assimilando a verdade. Produtos foram examinados na sanidade e na qualidade, em vários países, incluindo os mercados mais importantes como China, Hong Kong e Europa. Coisas de um Brasil em permanente convulsão.
Outro post tentado foi comentando as delações que rolam em Curitiba, no âmbito da Lavajato, afundando, ainda mais, Lula e D. Dilma e, paralelamente, a prisão coletiva dos conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, bem como o Presidente da Assembléia Legislativa do mesmo estado. Incrível, porém verdade. Fico, perplexo, me perguntando: tem quem durma com uma zoada dessas? Quando a gente pensa que a temporada de escândalos atingiu seu fim, surgem outros de onde menos se espera. Tenha dó! Como pode um Tribunal de Contas Estadual ser corrupto e levado em massa para cadeia? O jeito é instituir outro para julgar os julgamentos do primeiro. Parece piada.
Os dias passam e outros bombásticos episódios se sucedem, inclusive no exterior. Na Venezuela, o Maduro tenta um golpe de estado, transferindo para o Supremo Tribunal de Justiça local as prerrogativas de legislar. Detalhe: os Ministros são todos mancomunados com ele. O povo foi às ruas e muito sangue vem correndo.
No plano internacional, ainda, o exótico presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou num dia e no seguinte bombardeou bases militares da Síria cutucando o Ditador Bashar al-Assad e a sua aliada, a Rússia.
Base bombardeada pelos americanos na última quarta feira
Tempos difíceis. Sei não, mas, é preciso paciência porque estamos longe do fim. E então pergunto: o que será de nós, proximamente?

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens



   

Supremo Desalento

Acordei cedo neste 15 de setembro de 2026, alimentado uma das maiores esperanças dos últimos tempos para meu Brasil: a sessão extraordinári...