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quarta-feira, 7 de maio de 2025

É de amargar

A gente junta os trocados poupados, reúne a família num “tour de force”, atravessa o Atlântico e procura ver no Velho Mundo o que há de história, cultura, solidariedade e ordem democrática, entre outros atributos. Enche-se de conhecimentos, enxerga sem dificuldades um povo ordeiro, honesto e cumpridor dos seus deveres sociais ao respeitar os terceiros, ao atravessar uma rua, ao ser atendido num negócio da esquina ou num transporte público. Tudo leva a crer que funciona de modo exemplar e inerente à cultura secular local. São lições inesquecíveis. Depois disso, vem o retorno trazendo uma sensação de amargo. Já na fila de embarque do avião do regresso se notam a avidez e a falta de respeito de alguns passageiros que disputam os primeiros lugares da fila de embarque, sem respeitar os que, de direito e antecipados, se colocaram presentes e a tempo regulamentar. Aí, é de amargar perceber que os costumes do outro lado já se antecipam ainda cá. Preâmbulos à parte, o que mais amarga, e logo ao desembarcar, é que nada mudou. Pelo contrário, até piorou. Estou pasmo com essa monstruosa nova onda de corrupção do Governo, prejudicando os pobres e desvalidos aposentados do INSS. É tão chocante e repugnante que resolvi deixar de lado minha pauta sobre a viagem que fiz à Europa, em abril, para manifestar minha revolta e indignação. Pode ser uma manifestação humilde e pequena. Mas, é uma obrigação de quem tem a mínima noção de civilidade e compromisso social. Não sei mais onde essa canalha de líderes governamentais vai chegar. É a raça toda! Ministro, Adjunto, presidente do INSS, filho de Ministro, irmão do Presidente... E lá se foram Bilhões de Reais nas mãos dos ladrões que seguramente ficarão impunes. É de amargar perceber, mais uma vez que, no Brasil, o crime e a corrupção sempre compensam.
E a coisa não fica por aí. É vergonhoso ver o Lula aceitar um convite de Putin para uma comemoração dos 80 Anos do Dia da Vitória, contra o Nazismo, na II Grande Guerra. Curioso é lembrar que sempre vi esse tipo de comemoração ocorrer na Normandia (local do desembarque das forças vitoriosas), com a presença de lideranças mundiais em peso. De repente, o Putin resolve fazer uma cerimonia em Moscou, com a presença inclusive de Xi Jimping.
Percebo, pelas noticias que acompanho, se tratar de um evento de baixo prestigio internacional e até mesmo um motivo mascarado para promover um encontro com outras intenções, haja vistas às personalidades que confirmaram participar do encontro, entre os quais o Maduro da Venezuela. Minha opinião é de que nosso presidente está cometendo mais um erro politico internacional ao aderir a esse encontro, colocando o Brasil numa situação pouco confortável face ao resto do mundo. Fiquei sabendo que o ucraniano Valodymyr Zelensky está mordido. Com razão ao lembrar que o Lula prometeu mediar o conflito com os russos. Outra coisa que chama atenção é a continuação da “excursão governamental” à China. Muito estranho. Francamente. Conversava com Jimping, em Moscou, e papo encerrado. Outra curiosidade foi tomar conhecimento que a Janja foi antes, para cumprir um programa oficial envolvendo temas como educação, saúde e pobreza, levando igualmente um séquito de auxiliares. Na programação dela consta uma apresentação do Ballet Bolshoi. Essa senhora está sabendo aproveitar e não se cansa de viajar e de gastar o dinheiro da Nação. É de amargar, mesmo. Por fim, uma tristeza de ver aquele horror que foi um show da tal de Lady Gaga (nome ridículo) nas areias de Copacabana, apinhado de uma juventude desorientada e aparentemente sem destino certo. É, ou não é de amargar? NOTA:Ilustrações obtidas no Google Imagens

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Falta Entusiasmo

Alguém já observou como está fraco o entusiasmo dos brasileiros para a próxima Copa do Mundo, na Rússia? Faltando menos de um mês para inicio da competição e não se vê o movimento que lembre outrora. Mesmo considerando o fato de que o último certame ocorreu aqui no Brasil e, quem sabe, estejamos comparando, continuo achado tudo muito morno. Não fosse a crônica esportiva mencionando a proximidade do evento, pouco se fala e pouco se opina. Os costumeiros palpites e as discussões acirradas sobre a equipe selecionada nem de longe se comparam com o que víamos no passado. Nas reuniões sociais que tenho participado e nas dinâmicas redes sociais o assunto passa quase despercebido. Está tudo muito distante. Tanto quanto a própria sede dos jogos.
Onde tremulam as bandeirinhas verde/amarelas? Cadê as ruas enfeitadas e pintadas com motivos alusivos? Bom, talvez ainda seja cedo, mas, a verdade é que não se vê muito entusiasmo da nossa torcida.
Tenho pra mim que dois motivos concretos estão gerando esse baixo entusiasmo. O primeiro é ainda o trauma gerado pelo acachapante  Mineiraço de 7 x 1 que tomamos da seleção alemã, dentro de casa, em 2014, justo quando os brasileiros queriam espantar o fantasma do Maracanazo de 1950. Apanhar dos uruguaios de 1 x 0 foi fichinha. Mas, aquele episódio da última Copa dificilmente será esquecido. A decepção ainda dói na alma esportiva do Brasil. A nova geração que engrossava a torcida brazuca da última Copa – meninada de 10 a 14 anos – anda com “um pé atrás” e sem firmeza para torcer desbragadamente. Para quem já foi campeão ou derrotado noutras oportunidades, mesmo não perdoando o Mineiraço, leva na esportiva. Vamos ver o que vem por aí. Levantar a Copa em Moscou pode ser revigorante.
A derrota de 1950 ainda é lembrada. Aquele Maracanazo doeu demais.

E o recente Mineiraço é ferida aberta.
Ah! O outro motivo é essa crise político-econômica que abate o país. Torcer com alma e vibração custa algum esforço e pode ser caro. Com 13 milhões de desempregados registrados, fora os que procuram emprego pela primeira vez e os nem-nem (nem estuda e nem trabalha) vai ser difícil se entusiasmar. Fora isto, é de se considerar que poucos, muito poucos, se aventurem ir às praças e locais onde telões exibirão as partidas do campeonato, em vista da insegurança reinante, sobremodo nas grandes cidades.
Mas, tem uma coisa a registrar: certamente que o Governo já faz figa e torce fortemente pelo sucesso da Canarinha, para embalar a alma do eleitorado. Num ano de eleições! Já pensou? Afinal, historicamente,  nada como um Carnaval e uma Copa do Mundo para "anestesiar" o brasileiro bom de bola e com samba no pé, no meio de uma crise política. Aliás, sendo ao contrário não seria Brasil.     
Vê se você, caro leitor ou cara leitora, se anima! Compre sua bandeirinha. Coloque uma camiseta verde e amarela e arranque da garganta o “é Hexacampeão!”.  Afinal de contas, isto também é cultura. Não é mesmo?

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens 

domingo, 17 de dezembro de 2017

Olhando pelo retrovisor e buscando o porvir.

O ano está terminando e já vai tarde. Foi difícil pra caramba. Muita gente se perdeu no meio do caminho, inclusive aqueles que se julgavam imunes à crise e, até agora, buscam a saída. Ricos e poderosos foram parar no xilindró. Pobres, coitados, estão mais pobres por conta do abandono do Estado e muitos por conta do desemprego. O país entrou em seguidas convulsões. Pelo meu retrovisor ainda enxergo muito sujeito metido a dono do mundo sendo atropelado pela Lavajato e caindo nas garras da Policia Federal. E a Nação está mergulhada até o pescoço no mar da decepção e do descrédito.
Numa época em que olhamos pelo retrovisor e, ao mesmo tempo, buscamos caminhos para ingressar num novo ano com mais vigor e esperanças é impossível não se apartar dessas maluqueiras que assistimos e que não param de surpreender. Ainda existe muita coisa sem reposta plausível.
A esta altura de Dezembro, quando os sinos do Natal sugerem um tempo de paz e os augúrios para um Novo Ano são indispensáveis, fico matutando e imaginando a respeito deste 2018 que se aproxima. Como será que vamos transpô-lo? Não quero ser pessimista. Longe de mim. Mas, também, está fora do meu jeito de ser ficar dando uma de alienado.
Sendo assim, ando preocupado com o desenrolar de alguns eventos anunciados, como Copa do Mundo e Eleições gerais. Pense que caldo essas duas coisas vão produzir no novo ano. Haja emoções.
Na Copa, segundo dizem, os Cartolas da famigerada FIFA já se comprometeram de fazer o Brasil Campeão. Ou seja, corrupção explicita. Esses caras são descarados. Que graça vai haver numa coisa dessas? Mas, o brasileiro que está habituado à corrupções continuas vai achar normal e legal. Os políticos vão deitar e deslizar nessa maionese. E o pior, mesmo sabendo dessa tramóia, vou torcer pelos canalhinhos (o corretor de texto está insistindo que eu corrija e escreva canarinhos!) dando uma de tô-nem-aí. Afinal, pelo que dizem, foi sempre assim... Vendemos a Copa de 14 para os alemães e compramos a da Rússia por antecipação. Será que vai ser assim mesmo? Vamos esperar para conferir. 
Quanto às eleições gerais são outros quinhentos. Essa panela, que é de alta pressão, pode até explodir. Estou preocupado. Olhando, outra vez, pelo retrovisor me admiram essas pesquisas que vêm sendo divulgadas nas redes sociais dando vitória liquida e certa para o “Sapo (corruuuuuupto) barbudo” – que Deus nos livre – ou para o Boçalnaro – que Ele nos livre, também – são diagnósticos que arrepiam qualquer sujeito de são juízo. Onde vamos parar? Que dilema se essas duas figuras forem ao segundo turno! Prefiro não acordar desse pesadelo.

Pobre Brasil, triste Nação. Desconjuro, como diziam vovó! Aí, minha gente, na altura dos meus avançados tempos, só vislumbro duas alternativas: chorar ou rir. Chorar por não haver assistido – até agora – a consolidação do meu Brasil com Ordem e Progresso e rir por haver escapado das atrocidades que esses políticos indecentes me submeteram. Tem horas, que prefiro quebrar o retrovisor. Por exemplo, quando lembro do presidente Collorido, caçador de marajás, que com a viúva de Chico Anísio surrupiaram minha poupança (naquela ocasião eu havia aplicado o apurado na venda de um valioso imóvel!) deixando-me com uma mixaria na conta. Nem sei como não enfartei naquela hora.
Apesar disso tudo estamos firmes e fortes. O Brasil é muito maior do que esses salafrários e parece que Deus é mesmo brasileiro. Simbora prá frente! Que venham 2018!     

NOTA: Foto obtida no Google Imagens 

         

Supremo Desalento

Acordei cedo neste 15 de setembro de 2026, alimentado uma das maiores esperanças dos últimos tempos para meu Brasil: a sessão extraordinári...