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sábado, 2 de novembro de 2019

Parem, por favor!

A semana que hoje termina (02.11.19) foi, mais uma vez, recheada de abalos evitáveis no campo da política nacional, mesmo enquanto o Capitão andava pelo Oriente vendendo, com sucesso, o produto Brasil. Só não vê quem não quer mesmo e quando a Globo não mostra! Nestas horas, acho sempre que é muito fácil fazer oposição. 
Na China ele conseguiu desfazer a primeira impressão ruim que deu, ao assumir a presidência, de que estaria mais propenso a torcer pelos Estados Unidos na briga comercial que vem sendo travada entre Donald Trump e o Xi Jinping, presidente chinês. Parcerias comerciais foram projetadas com os chineses e é bom lembrar que eles são dos maiores consumidores dos nossos produtos.
Já no Oriente Médio as negociações foram bem mais surpreendentes, com destaque para a decisão da Arábia Saudita de aplicar US$ 10,0 Bilhões em investimentos produtivos no Brasil. Trata-se de uma soma volumosa, que corresponde, hoje, a R$ 40 Bilhões. Não sei em quanto tempo e nem quando. Só espero que aconteça. Bolsonaro já disse que vai aplicar em infraestrutura. Tomara porque nisto estamos muito a dever. 
Bolsonaro e o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman
Aqui dentro de casa, embora a mídia opositora não dê realce, alguns números merecem ser comemorados: inflação bem abaixo do limite estimado, taxa de juros em 5%, Dólar em baixa e Bolsa na casa dos 108 Mil pontos. Até a taxa de desemprego reduziu, ainda que muito pouco diante da elevada situação. A Reforma da Previdência teve martelo batido, enquanto novas e importantes reformas – Administrativa, Fiscal e Pacto Federativo – estão sendo aprontadas. E por fim, outra boa noticia da semana foi a redução do Risco Brasil. 
Mas, não é sobre isto que desejo focar meu post semanal. Me preocupa porque tudo isto seria melhor festejado, obviamente, não fossem as futricas políticas que destoaram no ambiente doméstico. Lançar suspeitas de envolvimento do Presidente no caso dos assassinatos da Marielle Franco e Anderson Gomes estourou de modo bombástico e assanhou a oposição esquerdista no jogo polarizado que vem sendo praticado de modo ilimitado no país. Se trata naturalmente de um caso que merece apuração e o que se espera é que a verdade seja exposta de modo definitivo. Contudo e cá pra nós, é um azar danado morar no mesmo condomínio onde vive o principal mandante do crime.
Paralelamente, a novela da disputa do poder no PSL continuou durante a semana e a liderança de Luciano Bivar se encontra na corda bamba. Acho que o presidente além de pegar carona no partido, arrastou um contingente de vencedores nas urnas, tomou gosto e agora quer mandar na legenda. Briguinha interna. Somente. 
Depois, num momento impensado e tipo asneira, com todo respeito, o presidente Capitão publicou, em rede social, um vídeo se comparando a um leão sendo atacado por hienas raivosas, etiquetando estas com siglas opositoras, entre as quais o STF. Foi um “deus nos acuda”. O Supremo se manifestou de modo rigoroso e o Bolsonaro se retratou pedindo desculpas. Pergunto: por que tanta energia perdida nesse exercício equivocado de fazer política?
Como se tudo isto fosse pouco, os meninos da família continuam dando trabalho ao Capitão. Assustado com os acontecimentos do Chile e a exacerbação das criticas ácidas dos opositores, o Número 03, Dudu Bolsonaro (ex-candidato a Embaixador do Brasil em Washington!), caiu na besteira de pregar uma reedição do Ato Institucional Cinco (AI-5), da época da ditadura militar, provocando um terremoto com epicentro em Brasília e tremores no restante do país. Papai Bolsonaro reagiu dizendo que “quem quer que fale em A-I5 está sonhando”. Sabe de nada, esse rapaz. Teve que se desculpar diante da nação e restar com cara de ... sei lá! Do que o leitor quiser classificar.
Parem, por favor! Essas polêmicas idiotas estão prejudicando o bom andamento das coisas que realmente interessam à nação. Há um monte de sinais positivas nos campos econômico e social sendo trabalhado e com sucesso indiscutível. Concentrem-se no que importa. Fuxicos são coisas pras comadres na beira do rio, enquanto lavam roupas ou, ainda, para adolescentes na hora do recreio...
Vamos trabalhar! Parem, por favor! O Brasil agradece.

NOTA: Foto obtida no Google Imagens 

segunda-feira, 26 de março de 2018

Radicalismo Político


Venho acompanhando, pelas mídias disponíveis, esse dramático episódio do assassinato da Vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, no Rio de Janeiro. Nunca havia ouvido falar do nome dela. Certamente era mais conhecida naquela cidade. Acredito, mesmo, que se tratava de uma ilustre desconhecida no restante do país. Mas... De repente, explode no Brasil, uma comoção generalizada sobre o ocorrido e, claro, a repercussão avassaladora que causou dentro e fora do nosso território. Claro que é abominável qualquer tipo de crime dessa natureza e, ainda pior, quando se configura como sendo uma execução encomendada. Com razão tanta comoção. Está claro que foi um atirador experiente contratado para dar cabo à vida de alguém marcada e que incomodava muito, como foi o caso dessa parlamentar. Teria sido apenas um número a mais nas estatísticas sangrentas do dia-a-dia carioca, como foi o caso de uma médica colhida pela morte através das mãos de bandidos sanguinários, na mesma semana e mesma cidade. Mas, não. Ela deixa de ser apenas mais um numero, pelo currículo político que ostentava, resultando numa consagração beirando a imagem de mártir política naquela cidade.
Marielle Franco e Anderson Gomes
 O que mais me impressiona, contudo, é o fato de como esse caso foi capitalizado pelas forças políticas – direita e esquerda – cada vez mais exacerbadas e rachando em duas bandas uma sociedade carente de soluções apaziguadoras. O radicalismo político parecia já estar esperando um episódio como este para destilar o ódio que acumulam ao longo desses últimos anos. Adversários passaram a ser inimigos ferrenhos, esquecendo o objetivo maior que é o bem da Nação. Não apenas os cariocas, mas, os brasileiros como um todo clamam pela paz social perdida.
Entrementes, à medida que o caso vem sendo investigado, destilaram-se, particularmente nas redes sociais, noticias das mais contraditórias a respeito da vereadora assassinada. Os seus correligionários insistem que se trata de um crime político praticado pelas forças militares instalados no estado do Rio, via Intervenção Federal. Ao mesmo tempo, os opositores garantem que foram criminosos integrantes de facções de bandidos que se digladiam nos subúrbios da cidade, para os quais a vereadora e seu partido político (PSol) prestava e/ou prestam relevantes serviços assistenciais. Afinal, onde reside a verdade? Infelizmente, tem sido sempre assim, nos anos recentes, aqui no Brasil. A sociedade e os eleitores, inclusive neste crucial ano de eleições gerais, veem-se em estado de perplexidade coletiva sem achar um Norte que lhes aponte um caminho seguro.
Curioso e até espantoso é que, ao mesmo tempo, uma tremenda onda de difamação contra a parlamentar se espalhou nas redes sociais, de tal ordem e dimensão que fica difícil separar o joio do trigo e entender quem foi, de fato, essa desconhecida senhora. Mulher, negra, lésbica, favelada ou ex, política, militante aguerrida, entre outros atributos pessoais, foram elementos exploradas que compuseram a “farra” dos seus opositores e a transformaram na figura mais ignóbil e noticiada, nos últimos tempos, no Brasil.
Ora, meu Deus, façamos uma pausa para refletir um pouco sobre o ambiente no qual essa vereadora atuava, isto é, o temeroso estado do Rio de Janeiro que, infeliz e ironicamente, está mergulhado no pior momento da sua história. Quebrado financeiramente, desgovernado, situação reconhecida publicamente, inclusive pelo seu próprio governante, pediu e continua pedindo socorro aos poderes federais. Socorro urgente! Portanto, nada mais certo do que aportar com essa ajuda. Agora, aproveitar a situação de comoção coletiva que se instalou e condenar a chegada das forças federais para promover a ordem é no mínimo insano, da parte desses políticos de esquerda. Ora, se o Governo que eles elegeram declarou-se fracassado em governar, a quem pedir socorro? Claro que é, sem dúvida, uma estratégia arriscada, desafio formidável para o Governo Federal e principalmente para o Exército como falei, aqui, algumas semanas atrás. Penso que o que resta aos cariocas, e principalmente aos políticos locais é apoiar, unidos, essa estratégia extrema. Questão de vontade política e amadurecimento democrático.
Sabe do que mais, sem mais argumentos para tecer outros comentários, encerro considerando fundamental que se esclareça esse crime da vereadora para o bem da operação militar instalada. Foi mais um, sim. Milhares de outros estão sendo cometidos a toda hora nas redondezas da Cidade Maravilhosa. É aterrador. Que punam os criminosos e o Brasil fique sabendo da verdade. Inclusive, que o Brasil fique bem nas fotos que o mundo está produzindo em serie. Oxalá, sem radicalismo político e com justiça social. Pode ser utopia e eu sei. Mas, não custa nada pensar assim.     

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens           

Tropeços Diplomáticos

Por razões profissionais tive boas oportunidades de vivenciar e interagir com o meio diplomático brasileiro, bem como de outros países com o...