Mostrando postagens com marcador Capitão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Capitão. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de março de 2020

Fogo no Pindorama

Fogo! Fogo! O prédio está incendiando. Foram gritos alarmantes, de hora pra outra, no Edifício Pindorama. A Equipe de reportagem do Blog do GB chegou a tempo de cobrir o espantoso sinistro. O Síndico, um capitão reformado da policia, cheio de autoridade e incontinência verbal, não se deixou alarmar e tenta acalmar os moradores dos vinte e sete andares. Pânico e desespero para alguns condôminos, calma para outros e o fogo comendo o que encontrava de inflamável pela frente. Numa calma inexplicável, o capitão reuniu sua Brigada de Incêndio, na Administração, e tenta desenhar estratégias para debelar o fogo. Antes de tudo se interessou por saber de onde veio essa coisa inesperada. Confusão generalizada, em meio às várias hipóteses levantadas. Pânico e desentendimentos mis. No calor do debate e do fogo, claro, Dudu, filhinho mimado do Síndico e sempre no rabo do pai se precipitou afirmando que a origem foi no apartamento de um chinês, segundo ele, sujinho e que tem hábitos de cozinhar até ratos pra comer.Bate-boca prá-cá-e-prá-lá  e o fogo se alastrando. Pânico geral num prédio, onde, aliás, ninguém se entende normalmente e há muito tempo. Esta reportagem calcula que a situação virou uma pandemia, isto é, um pandemônio. “Fechem as portas e se mantenham dentro das suas respectivas unidades, enquanto as ações de socorro aparecem. Se as portas corta-fogo estiverem em ordem, o fogo não se espalha. Fiquem em casa!” Foi ordem (quase) geral. Resultado: um prédio de 27 andares, todo mundo "enjaulado" e esperando uma salvação. Coisa de louco. Só Deus nessas horas. é o que todos clamam.
Como sempre ocorre nesses momentos surgem salvadores da pátria e no Pindorama em chamas não seria diferente. “Ah! Essa coisa não pode ficar assim! Alguém tem que tomar uma atitude. Esse Síndico é um banana!”, gritou Dona Dorina, moradora da cobertura, enquanto improvisava um sistema de mangueiras diretas da sua piscina, para se proteger. Conhecida como uma figura pedante e cheia de doutos saberes resolveu mobilizar a oposição do prédio começando pelo vizinho do andar de baixo, que, a rigor, não sabia por onde começar o trabalho. Oportunista toda, Dona Dorina aproveitou para fazer campanha para derrubar o Administrador dos Interesses do Pindorama e postular o cargo de síndica. A esta altura dos acontecimentos, tudo leva a crer que o tempo se fechou. Perplexidade generalizada. O vizinho de baixo, com um nome meio estrangeiro que a reportagem não teve tempo de registrar, atendeu ao apelo da oportunista e se engajou numa campanha insana e, conforme opinião geral, inoportuna, com adesões de outros vizinhos, a maioria despreparada para enfrentar o incêndio e incapaz de proteger seu próprio patrimônio. Segundo apurado, incompetentes do tipo “maria-vai-c’as-outras”. Instalou-se, desse modo, um clima de politicagem barata e insana lembrando a atual politica exercitada lá no Brasil. Exigiram conversar com o Sindico que, ao fim, conseguiram. Parece que essas reuniões, por grupo de condôminos, não produziram os reais efeitos necessários. Só se falou em dinheiro! Os condôminos projetaram prejuízos ilimitados já que impossibilitados de sair de casa para trabalhar o “bicho vai pegar”. Haja miséria. Em cima de queda, coice.  Repartir a parca poupança do Condomínio - o edifício está precisando de reformas, manutenções de rotinas e melhoramentos - foi a única “solução” proposta. Por conta disto, o Tesoureiro do Condomínio está arrancando o restinho de cabelos que tem e fazendo contas de frente pra trás e de trás pra frente. Somando, multiplicando e, sobretudo, subtraindo. “O dinheiro já é curto e agora estas labaredas”, desabafou se abanando com a última versão do balanço da Casa. E o fogo se alastrando.
Outra coisa apurada pela reportagem é que um Tio rico do capitão, que mora no estrangeiro, e preocupado com a situação, está prometendo dar uma ajuda. E em dólares bem verdinhos.
No meio dessa balbúrdia, infelizmente, já se registra alguns óbitos. “Pessoal de idade e portadores de moléstias respiratórias ou similares, de alguns andares, não estão suportando a fumaceira e já partem para o andar de cima” ouviu-se de alguma varanda.  O andar de cima? Perguntou alguém na mesa de debates. Pergunta idiota, na opinião da Equipe GB.
Bom, como se sabe, com fogo não se brinca. A confusão é grande. O clamor é maior e já tem gente pensando se matar do que ficar engaiolado dentro de casa e morrer queimado. Falta socorro. Falta atitude. Falta ordem! A situação se torna cada vez mais indescritível, face às discordâncias e indecisões administrativas. Ninguém sai para trabalhar e a coisa é do tipo “se sair o fogo queima e se ficar o fogo torra”.
Tentando fechar esta edição, a reportagem do Blog conversou com o encarregado pela Higiene e Saúde do Condomínio que, agora, está conclamando os condôminos na formulação de uma solução consensual, unindo esforços para lutar contra o inimigo que bate às portas do prédio e já invade muitas dependências. “Já tem fogo em todos os andares e se lutarmos juntos, à luz de uma trégua, seremos mais fortes. Política condominial que fica pra depois! Temos tempo para isto, no futuro. Agora é hora de salvarmos nossos condôminos e o nosso patrimônio”. Comenta-se que esta iniciativa, aliás, foi atendendo às súplicas dos condôminos através do Grupo Pindorama de WhatsApp. Esta reportagem volta a qualquer momento para informar dignamente seu público.(Reportagem Blog do GB)     


NOTA: Esta “reportagem” é fruto da imaginação de um cidadão em quarentena no Brasil atacado pela Covid-19. Recomenda-se que qualquer semelhança com fatos e personagens reais é pura coincidência.

Foto colhida no Google Imagens, da série Labaredas.

domingo, 29 de setembro de 2019

Semana Pesada

Esta semana estive lembrando que quando resolvi criar este Blog do GB, por prudência, decidi que seria sempre de postagens semanais. Por falta de tempo ou por não ser um profissional da comunicação não arrisquei passar por dificuldades em reunir pautas. Mas, como as coisas mudam e a dinâmica do dia-a-dia brasileiro avança velozmente levaram-me a descobrir que muitas vezes sobram temas. Esta semana, por exemplo, reformulei minha “conversa” semanal três vezes. Comecei comentando o discurso de Bolsonaro na ONU, tive que reformular depois da derrubada dos vetos presidenciais à Lei de Abuso de Autoridade, pela Câmara Federal; surpreendi-me com o encaminhamento, incluindo a sanção presidencial, à Lei que reformula a Legislação Eleitoral. Depois disso, quase não dormi na noite em que o STF derrotou, praticamente, a Operação Lavajato, anulando decisões que podem soltar todos os corruptos e criminosos. Vergonha vergonhosa!
Para fechar a semana, ontem estourou a surpreendente confissão do ex-Procurador Geral da Republica, Rodrigo Janot, que teve intenção de assassinar, em pleno Tribunal, o Ministro Gilmar Mendes. Haja loucuras... Ah! Sem esquecer os disparates de Carluxo Bolsonaro. Taí uma semana que julgo pesada. Estourou pautas de todos os canais de comunicação. É um país em verdadeiro transe.
Bolsonaro abrindo a Assembleia Geral das Nações Unidas em 2019
O discurso do Capitão, na abertura da ONU, que desagradou meio mundo – opositores, sobretudo – casou surpresa. Cabe sempre ao Brasil, desde 1945, com o Chanceler Oswaldo Aranha, abrir os trabalhos. De lá pra cá vários dos nossos governantes exerceram esta missão, para honra do país. Contudo, creio que nenhum deles despertou tanto interesse quanto o atual, na reunião deste ano. De figuras apáticas e sem grandes prestígios que lá estiveram, décadas recentes, com declarações mornas e sem densidade política, com puro proselitismo diplomático e algumas até mesmo patéticas, o mundo já não dava importância alguma.  Malmente, registrados nas mídias nacionais. Desta vez, porém, a coisa foi diferente: o Brasil, com Bolsonaro, deu ao mundo um recado franco, objetivo e mostrando o país que cobra seu lugar de protagonista e não de coadjuvante no cenário político global. Surpreendeu, claro. Quando menos se esperava, o mandatário brasileiro mudou o tom adotado pelos seus antecessores e enfatizou os motivos que o levou até lá, passando pelas questões ambientais, soberania, liberalismo econômico, progresso social e críticas agudas aos anacrônicos sistemas socialistas e colonialistas. Doeu em muitos, inclusive alguns retrógrados assistentes à sessão. As manifestações críticas, contra e a favor, nos ambientes doméstico e internacional, naturalmente não podiam deixar de ser acaloradas.
Mal choveu criticas ao Capitão orador, vieram verdadeiras derrotas para o Governo. Aliás, para o Governo não! Para o Brasil e os brasileiros. A derrubado dos vetos presidenciais à Lei de Abuso de Autoridade foi verdadeiro absurdo. Daqui pra frente, todo Promotor de Justiça ou todo Juiz se sentirá tolhido de usar das suas naturais atribuições. Ficou complicado. Onde vamos parar?
Depois disso veio a vergonhosa “reforminha” das normas eleitorais. Antes o cidadão brasileiro via a corrupção rolar fácil envolvendo os poderosos da Classe Empresarial comprando candidatos que depois de eleitos se tornavam reféns dos "financiadores" de campanhas vindo sempre cobrar o retorno. O resultado foi a patifaria que a Lavajato descobriu e mostrou ao mundo.
Agora o tal Fundo Eleitoral, com o nosso suado dinheirinho publico, vai cobrir todo tipo de despesa das campanhas sem qualquer tipo de restrição. E a corrupção vai continuar rolando.
Como se fosse pouco, o Brasil assistiu perplexo a decisão, por maioria de votos até então registrados, no plenário do Supremo Tribunal Federal, o golpe que foi aplicado à Legislação Federal vigente e que, na verdade, pretende atingir o que mais caro se conquistou nesta Nação, no passado recentíssimo, que é a Operação Lavajato. Vergonhoso. Neste caso, aliás, o Guardião da Segurança Jurídica do país, o STJ, resolveu, ao invés de preservar e  proteger, legislar! Está tudo errado. Tudo bem consoante com a verdadeira guerra de poderes que ocorre aqui em Pindorama! Cada um querendo ser mais do que o outro e se metendo onde não deve.

Ex-PGR, Rodrigo Janot, com impulsos homicidas.
Encerrando a semana veio a declaração bombástica do ex-Procurador Geral da Republica, Rodrigo Janot, à uma revista semanal, de que foi ao plenário do Supremo, certa ocasião e durante sua gestão de Procurador Geral, armado e disposto a matar o Ministro Gilmar Mendes e se suicidar em seguida. Francamente, perdeu a cabeça. E perdeu tanto na ocasião em que foi movido por aquela odiosa disposição, quanto, ao depois de tanto tempo, publicar esse descontrole. Vai publicar um livro agora em Outubro relatando "cobras e lagartos" do mundo judicial. Pôs em risco a credibilidade da Procuradoria Geral da República. Chega! Tomara que a semana que vem seja leve.
Sabe do que mais? O Brasil precisa mesmo é de um divã.    

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens. 
 

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

A Insegurança sendo Perseguida

O problema amazônico já rendeu muito tro-ló-ló na semana que termina. Sou um sujeito crente no melhor e certo que “todo mal traz consigo algum bem”, conforme sabedoria popular. Mesmo com os espasmos verbais do Capitão, esse auê gerado em dimensões mundiais abriu os olhos de muita gente, gerou uma crise e dessa crise podemos esperar ações adequadas de combate ao desmatamento da Amazônia e os prováveis incendiários. São das crises que surgem as grandes soluções que levam ao progresso das nações. Esperemos. 
Mas, o assunto que domina a mídia de hoje, nas suas diferentes modalidades, é o da segurança pública, um problema desafiante no Brasil. Ontem (29.08.19) foi lançado, no Palácio do Planalto,  em Brasília, o Programa Em Frente, Brasil, formulado pelo Ministério da Justiça e Segurança Publica (Sérgio Moro), com o objetivo de desenvolver uma ação radical de combate à criminalidade. Será testado em cinco municípios do País, um de cada região, incluindo Paulista em Pernambuco. São locais onde a criminalidade é registrada em altos índices. Após esta teste, será extendido ao restante do país.
Presidente Bolsonaro e Ministro Sergio Moro
Vejo com bons olhos esta iniciativa e fico na torcida de que resulte em sucesso. O Brasil precisa urgentemente sair das páginas policiais do mundo. Já observo, há anos, que as noticias de insegurança e crimes no Brasil fazem imenso sucesso mundo afora. Divulgar a insegurança do Brasil parece ser tema favorito no exterior. Bom, existem razões concretas para tanto, o que é de se lamentar. Certa vez li num jornal estrangeiro (não lembro qual, no momento) a noticia de uma mulher assassinada pelo marido, por motivo de ciúmes, na cidade de Bezerros, no interior de Pernambuco. Ora, meu Deus, isto pode ocorrer no Brasil, como em muitos outros lugares por aí. Que importância haverá tido essa noticia para o público leitor, daquele veículo? Ciúmes? Assassinatos? Feminicídeo? Tanta coisa ocorrendo no Brasil e só ganham destaques coisa desse tipo. Aliás, uma noticia que pouco impacto causa nos jornais de Pernambuco. É doloroso, mas é verdade.  Enfim...
Imagino que o crime perpetrado por um marginal assaltante na orla de Ipanema, três dias atrás, vitimando mortalmente um cidadão chinês que fazia turismo na Cidade Maravilhosa, pode render manchetes alarmantes nos periódicos chineses e internacionais. Foi, de fato, uma atrocidade. O morto estava no Brasil a serviço de uma empresa chinesa (State Grid) que trata de ampliação da rede de distribuição de energia gerada pela usina de Belo Monte (PA) para o estado do Rio de Janeiro. Ou seja, estava em missão de trabalho sério e não de turismo propriamente dito.  Diante de fatos como este, imaginemos o temor que os investidores estrangeiros podem alimentar ao adotar decisões de mandar seus colaboradores em missão ao Brasil. Eis aí, fator capaz de inibir investimentos importantes de grupos estrangeiros ou multinacionais por aqui.
Outra coisa que vi registrada esta semana foi a operação da Policia Federal para prender integrantes de quadrilhas especializadas a roubos de cargas nas estradas do país. Isto é outra atrocidade a ser combatida. 
Esta placa no Rio Grande do Norte é uma aberração. Inacreditável.
Esses marginais estão abusando da prática de assaltar caminhões, carretas com cargas preciosas e veículos de passageiros. Lembremos do recente assalto ao terminal de cargas de Guarulhos, quando levaram 700 kg. de ouro! As seguradoras estão majorando sem limites os preços cobrados dos seguros de carga, inflacionando, ainda mais o custo do transporte de bens entre as praças do país. Na operação desta semana foram presos elementos das quadrilhas em inúmeros estados, incluindo Pernambuco.
Usar transportes interurbanos ou interestaduais é coisa estressante. 
Os brasileiros precisam alimentar as esperanças de viver num país mais tranquilo e seguro para todos, como falei no inicio. Contribuir com a iniciativa do Governo é uma obrigação de todo cidadão de bom senso. Pena que haja muitos torcendo pelo pior num testemunho expresso de baixíssimo patriotismo. Romper esta bolha espúria é desafio para muitos futuros.       

NOTA: Fotos e ilustração colhidas no Google Imagens.         

sábado, 17 de agosto de 2019

Pauta Pesada

Quando alguém resolve criar um Blog com a relativa elasticidade temática, como no meu caso, termina se envolvendo num amontoado de pautas, muitas vezes, complexas. Falar de politica, de economia, de costumes e lugares, entre outros assuntos, como me proponho, se torna muitas ocasiões algo desafiador e esbarro numa pauta pesada.  Vivendo no Brasil, onde a dinâmica político-econômica se mostra sempre muito conturbada e sujeitando o cidadão comum a dilemas de sobrevivência, nem se fala. A semana que hoje termina é um típico exemplo de sobrecarga, senão vejamos.
A grande surpresa, logo na segunda-feira, foi o provável ressurgimento do peronismo/kirchenismo na Argentina, provocando um tsunami na bolsa de Buenos Aires respigando na do Brasil, a violenta desvalorização da moeda local e a preocupação geral com a possibilidade do retorno da Senhora K. ao poder. Ela é candidatada à vice-presidente na chapa vencedora liderada por Alberto Fernandez, nas eleições primárias que os argentinos adotam e funcionam como uma prévia do processo eleitoral. A eleição final ocorrerá em Outubro. Conhecendo a História politica argentina, cheia de altos e baixos, tenho dúvidas quanto à escolha dos hermanos, dado ao que se viu nas gestões dos Kirchners. No momento atual pode ser fatal para inviabilizar o Acordo firmado entre o Mercosul e a União Européia. Lamentavelmente o Macri não promoveu as reformas necessárias ao país vizinho. Perdeu a oportunidade de ouro que lhe foi dada e deixou o barco correr na mesma direção de antes. Foi “prato cheio” para uma antes desgastada e derrotada oposição. Veremos o que pode ocorrer logo mais. Creio que este resultado de 11 de agosto foi mais um tropeço dos argentinos. As lições do passado não foram suficientes?
Mas, não foi somente a Argentina que emitiu sinais de preocupação. A China e os Estados Unidos continuaram enrolados em sérias desavenças, a taxa de juros norte-americana caiu, o Dólar se valorizou nos mercados internacionais, inclusive no Brasil, apontando para um tempo de incertezas. Ao lado disso, Japão e Coreia do Sul também entraram em turras e a Alemanha sinalizou crise. Foi uma engrossada geral de caldo, no meio do mundo.
No Brasil... Bom, no Brasil as coisas não andam nos conformes ideais. Nosso Capitão continua destoando da liturgia a ele reservada. Fala até de cocô e cagar, com a maior desenvoltura. E, pior, a respeito de um tema polêmico como é o do Meio Ambiente. Mas, segundo o próprio é seu estilo. Que jeito! A salvação é que, enquanto isso, a equipe de Ministros e o Parlamento estão se empenhando em tocar o barco. Ao contrário da Argentina, as reformas estão sendo tomadas a sério.   
No meio da semana (14/08) a Câmara Federal apreciou e aprovou com emendas a Medida Provisória da Liberdade Econômica encaminhada pelo Palácio do Planalto, desde fim de Abril. Sendo MP tem prazo para ser apreciada e tornar Lei, até 27 de Agosto. Está sob o crivo do Senado e prevê facilidades para empresas e empregados. Quem sabe, desengasgue um pouco a produção econômica. E, no dia seguinte, 15/08, a mesma Câmara Federal aprovou numa rapidez pouco comum o Projeto de Lei contra o Abuso de Autoridade. Eis aí uma coisa polêmica. Aprovada antes no Senado seguiu para sanção presidencial. Bolsonaro já prometeu vetos. E, sabendo de quem se trata, não restariam dúvidas. Muitos dizem terem legislado em causa própria. Pode ser mesmo porque tem muitos sujeitos na “corda bamba”, na Praça dos Três Poderes, e com isso tentam se proteger. Num país onde a corrupção grassa e onde todo mundo banca autoridade a começar do ambiente doméstico é de se esperar muito bafafá. Vai ser uma quebra de cultura e tanto. Prender corruptos e ladrões, algemar bandido, soltar criminosos e coisas semelhantes serão coisas proibidas. E a Lavajato? Nem quero pensar.
Para fechar a semana, como uma cereja na torta, Alemanha e Noruega resolvem cancelar a ajuda financeira, a fundo perdido, que destinavam há um bom tempo, ao Programa de Preservação da Floresta Amazônica. São milhões de Euros em jogo. Curioso é lembrar que justo eles historicamente se mostraram predadores do próprio meio ambiente. Taí, outro tema polêmico. A sociedade se dividiu em debates pondo dúvidas sobre o real interesse desses europeus. Querem a Floresta de pé ou o que existe no subsolo da região? Eis a pergunta que não cala. Bom fim de semana para você caríssimo(a) leitor(a).

NOTA: Foto obtida no Google Imagens.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

A Bola da Vez

Tenho acompanhado de modo parco, nestes últimos seis meses, os acontecimentos político-econômicos do país, sempre alimentando esperanças nas mudanças prometidas pelo novo Presidente. Naturalmente que não me deixei envolver por qualquer véu de ingenuidade ao ponto de imaginar que, como num passo de mágica, tudo seria transformado da noite para o dia e navegaríamos num mar de rosas. Longe de mim. Não tenho mais idade para isto.
Mas, lembro que tive oportunidade, durante a campanha presidencial, de manifestar neste espaço meu desejo de mudança, acreditando, inclusive, que numa genuína democracia a alternância do poder é deveras salutar. Para o caso brasileiro, então, a mudança se fazia extremamente necessária, dadas às condições caóticas reinantes nos quadros econômico, político e moral. O país estava mergulhado (e de certo modo continua) numa crise devastadora e sem perspectivas animadoras.  Resumindo confesso que, por pior que fosse a alternativa de mudança restante, no embate final, esta seria a minha escolha na urna eleitoral. Questão de princípios e de crença com vistas a um futuro melhor. Ou seja, votei no Capitão no segundo turno. E, não me arrependo. 
Agora, com o hoje que vivemos, tenho me entusiasmado com os rumos que a Economia começa a trilhar. Bolsa subindo e passando dos cem mil pontos, câmbio tendendo a um nível tolerável, juros com perspectivas de queda, empregos reaparecendo lentamente (noticias desta semana dão contas de que 408 Mil empregos formais foram criados neste primeiro semestre de 2019, maior saldo em 5 anos) e o ânimo geral melhorando. Claro que os opositores, e a maioria da mídia "desmamada", não enxergam essas boas novas e saem pra avenida com campanhas inúteis e anacrônicas. Perderam a noção das coisas e esquecem da oportunidade que jogaram na lata do lixo. Enfim, tudo leva a crer que, se deixarem o Guedes trabalhar, o trem volta aos trilhos. Reformas já começam a tomar forma, as contas públicas estão sendo revistas e monitoradas, uma próxima reforma poderá reduzir a carga tributária e proporcionar a volta dos investimentos e, mais adiante, a Reforma Político-administrativa, considerada pelo experiente Marco Maciel, há mais de 30 anos, como a mais importante. Esta certamente poderá dar uma boa arredondada e acabar com a bagunça instaurada em tantos anos de República. Será a cereja no bolo das reformas da Era Bolsonaro. Este país tem que sair do atoleiro que os anteriores governantes deixaram e voltar a ser o país do futuro. 
Mas, tem uma coisa: não gosto nada desse estilo excessivamente “descontraído” do Capitão, que termina lhe comprometendo em diferentes setores da Nação. Estilo e decoro são coisas exigidas para quem senta na cadeira de Presidente. Faz parte do jogo politico correto. Mesmo percebendo que ele haja delegado de “mão-beijada” a condução da máquina político-administrativa da Republica aos seus auxiliares diretos é de se esperar que ele não esqueça que existe um ritual a ser obedecido. Sem atenção às normas e regras de praxe, resulta nessas confusões planaltinas que assistimos semanalmente. Certas vezes, fico pensando que as coisas não acontecem por acaso e questiono cá comigo: será que existe mesmo – como alguns acreditam – uma estratégia de comunicação assim planejada? Aí complica. Difícil de entender. 
De uma coisa estou convencido: não tem sido nada salutar esta série de despautérios que nosso Presidente debulha em público. Agreguem-se a isto os disparates dos filhos, inclusive nos cyber espaços e plenárias legislativas, contribuindo ainda mais para embolar a cena principal.
É bom lembrar que a PresidentA que tivemos no passado recente tinha lá seus rompantes e seus disparates que viraram folclore e não proporcionaram boas serventias à Nação. Pelo contrário. O resultado deu no que deu. O Lula teve também seus momentos de "descontração" e caiu na gozação coletiva da Nação. Estadistas, que seria bom, são raros. 
Falta neste momento ao nosso atual Presidente um comedimento, digamos, presidencial. Carece de alguém da sua real confiança que consiga assessorá-lo com competência, assim como  a própria percepção de que na onda que ele surfa, corre o risco da prancha desatar do tornozelo a toda hora.
Chamar os nordestinos de “paraíbas” é coisa bem popular no meio carioca de onde ele vem. Mas, tudo indica que ele saiu do ambiente preconceituoso do Rio de Janeiro, mas o ambiente preconceituoso não saiu da cabeça dele. Uma falha lamentável.
Bancando um paraíba. Querendo agradar dando uma de cabra da peste dos bom.
Outra coisa é asseverar que no Brasil ninguém morre de fome. É grande desconhecimento dos fatos reais. 
E, por fim, subestimar a devastação da floresta Amazônica é outra lástima. Imagino, aliás, que desconheça de muitas outras realidades.
Presidente, a maioria dos brasileiros confia no “taco de ouro” que lhe conferiu. Acerte na bola da vez, Excelência. Vamos ganhar este jogo.       

NOTA: Foto obtida no Google Imagens 
   

sábado, 9 de março de 2019

Quarta Feira Ingrata

O problema do Capitão foi o de não ser atualizado sobre os novos e “modernos” costumes sociais de Pindorama. Se fosse noutros tempos, quando o ex-presidente era levado às capacitações atualizadas de novas formas de relacionamentos humanos, nada disso teria acontecido. É nisso que dá quando o sujeito se importa no que mais importa e deixa os modos sociais de vida, periféricos, na barra do sem importância. Foi hilário ele se interessar pelo termo Golden Shower. Eu também não sabia! Fiquei sabendo depois de o Capitão ser informado. Bom, claro que esse assunto animou a Quarta-Feira de cinzas das tribos nacionais, sobretudo os integrantes das comunidades LGBT e similares. E a oposição raivosa e inconformada.
Isto deve ser preocupação de um Presidente de Republica? Pode sim. Qual o cidadão de boa índole e princípios morais que não se escandaliza com uma cena – em público – de dois “artistas” (é assim que esses indivíduos se classificam) desenvolvendo performances obscenas a titulo de folia? Carnaval é festa democrática e serve para a turma soltar suas frangas e se esbodegar em publico. Mas, tudo tem limites. Num país sério essas modernidades são tomadas de forma parcimoniosa e a sociedade cresce moralmente.
Não! Nada contra as preferencias sexuais de cada individuo. Mas, por favor, tranque-se num quarto e dê vasão às suas tesões pessoais. Muito mais saudáveis e mais prazerosas. Afinal não precisa se preocupar com agradar um público.
Imaginemos que um casal de artistas, hétero, resolvesse subir a um palco, no meio da rua e em pleno carnaval, e tacasse fazer amor, diante de uma plateia. Ou se um desses “artistas” fosse a publico se masturbar. O mundo cairia sobre a cabeça deles. Praticando uma coisa antiga dessas no meio de um publico? Coisa mais sem graça! O bom é apresentar novidades. Escandalizar.

Lula se capacitando para se modernizar.
Fala-se de um certo Anthony Gormley, artista plástico britânico, que, há bom tempo, prega uma tese de que “o papel do artista é fomentar a revolução, não confirmar o status quo”. Segundo esse cidadão a boa arte deve fazer você se sentir perturbado, até mesmo desafiado, e não se encaixar no seu cotidiano.
Quem manda Bolsonaro não frequentar exposições de artes modernas, como aquela que ocorreu em São Paulo, no ano passado, quando um “artista” posou nu e se deixou tocar por menininhas inocentes acompanhadas das mães tresloucadas? Quem manda Bolsonaro não participar de capacitações como o Lula teve o cuidado de participar?
Se toda quarta feira de cinzas é tida como ingrata, a do Presidente ficou mais ainda. As mídias nacional e internacional prorrogaram a folia e fizeram a maior festa.
Ligue não Capitão. Sua rede social, segundo noticia-se, ganhou mais de duzentos e cinquenta novos seguidores.
Agora, cabeça no lugar e toque pra frente o País. Faça o que prometeu.

NOTA: Foto o obtido no Google Imagens. 
   

domingo, 28 de outubro de 2018

E agora, Capitão?

Presidente Jair Bolsonaro, agora que o Senhor está eleito chegou a “hora da onça beber água”, como se diz aqui no Nordeste. Os brasileiros acabam de lhe conferir o poder de governar o país pelos próximos quatro anos. Não se trata de uma missão fácil, sobretudo pelas condições adversas que o Senhor está recebendo o Governo. Sua vitória, não esqueça, foi resultante de um momento de muita incerteza política e diante de um quadro desvanecedor. Pensando bem, o Senhor – com sua bandeira de moralidade, ordem e progresso – é resultante legitimo do estado de desgoverno que tivemos no passado recente. Muitos, muitos mesmo, nunca antes imaginaram sufragar um voto a seu favor. Eu, inclusive. Porém... (há sempre um porém!) a situação resultante das crises de vergonha, política, econômica e social não apontaram outro caminho, a não ser conferir-lhe a vantagem e a preferência de uma Nação que fugia do quadro desesperador, devido a políticos corruptos e irresponsáveis que traíram a vontade do povo. Observe, com cuidado, todo este processo recente e, particularmente, o recado que as urnas do primeiro turno lhe mandaram, abrindo grande margem para ampliação da bancada do seu partido. Haja responsabilidade.


Não sabemos ao certo qual seu plano de governo, mercê de uma campanha eivada de turbas e desencontros, muitas das quais, inclusive,  com grave risco de vida para o Senhor. Mas, agora não dá mais para esperar. Está na hora de serem emitidos sinais de governança e muito trabalho. Antes de tudo buscar unir a Nação, saturada pela anarquia da Era Petrálea. Em seguida, urge que reúna sua equipe e mostre a que veio. Distante, muito distante, claro, das “ameaças” de prender e matar que serviram de primeiras  referencias para seu discurso agressivo. E, sobretudo, a garantia de respeito à Constituição vigente e à Democracia.
Seu partido que sai da faixa do baixo clero, graças ao sucesso obtido nas urnas, como falei acima, precisa ter visão critica bem apurada e poder para enfrentar uma oposição ferrenha dos derrotados e que ainda são numerosos na Câmara e Senado Federais. Estarão seus pares preparados para lhe dar o suporte necessário na tramitação das medidas corretivas que apresente, entre as quais as das reformas necessárias ao Brasil que lhe entregaram?
É, Capitão, sua missão será necessariamente hercúlea para corrigir tudo de errado que cometeram (e praticamente, confessaram em campanha!) nesses últimos anos de (des)Governos. Um programa compreensível e detalhado deve ser anunciado – o mais breve possível – à Nação. E, que não se concentre em possíveis e tentadoras ações de perseguição às “bruxas”, sob pena de perder o time da governança.
O Brasil que lhe conferiu o poder de Chefe de Estado espera, mais do que nunca, por ações práticas, honestas e seguras. Tudo para recuperar o Brasil e o tempo que nos roubaram. Caso contrário, se prepare porque o tal do gigante acordou. 
Boa sorte Capitão! 

NOTA: Foto obtida no Google Imagens          

Supremo Desalento

Acordei cedo neste 15 de setembro de 2026, alimentado uma das maiores esperanças dos últimos tempos para meu Brasil: a sessão extraordinári...