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quarta-feira, 19 de julho de 2023
AGORA VAI
Muito vem sendo comentado sobre a recente aprovação, pela Câmara Federal, da PEC 45/2019, que trata da tão esperada reforma do sistema tributário brasileiro. Nada demais, em principio, salvo o fato de haver sido uma das aprovações mais rápidas de que se tem conhecimento. E em dois turnos, no mesmo dia, nas caladas da noite do último 07 de julho corrente. Mais notável, ainda, por ser numa noite de sexta-feira. É curioso lembrar como essa coisa se arrastou por anos, décadas até e, de repente, num vapt-vupt entrou em pauta e aprovada, digamos que açodadamente. Prova de que, quando existe vontade política a coisa sempre anda. Pode até não dar certo, mas, anda. Tudo na base do “agora vai”. Estamos tratando de uma das mais desejadas reformas das quais o Brasil carece e sem as quais as coisas não decolam. O ex-ministro Mailson da Nóbrega em recente entrevista ao Jornal do Comercio do Recife foi taxativo ao afirmar que esta “reforma é o único jeito de o país se aproximar do sonho da riqueza”. Por razões óbvias o Blog do GB vem acompanhando o debate e as repercussões, muito embora que com certo ceticismo em relação ao que se delineia para o estabelecimento da mudança, até mesmo por estarmos diante de uma mudança radical. Contudo, como o processo delineado promete ser de longo prazo, espero que as acomodações do futuro Sistema sejam capazes de suportar e resistir aos momentos “espasmódicos” tão comuns no ambiente político nacional e garantam a consolidação da Reforma. O texto que foi aprovado pela Câmara foi encaminhado, conforme regimento, ao Senado onde, certamente, sofrerá novos recortes para os quais as atenções devem ser dobradas, visto que, na “pressa” da noite da Sexta-Feira, 07/07/2023, os representantes do povo na Câmara Alta, alinhavaram apressadamente o modelo que terminou aprovado com severos esgarçamentos que vêm incomodando as regiões (ainda) periféricas, notadamente Norte e Nordeste. O que mais chama atenção no texto aprovado é a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), coisa que vem sendo discutida desde a promulgação da Constituição de 1988, prometendo simplificar a cobrança de tributos do país, acabar com a chamada guerra fiscal entre os estados da Federação e promover o desenvolvimento econômico, exaurido pelo atual sistema. Tomara que derreta o abominável Custo Brasil e proporcione melhores dias para o cidadão comum.
Vão desaparecer os impostos hoje vigentes (IPI, PIS, COFINS,ICMS e ISS) que serão substituídos por três novos tributos: o primeiro será a Contribuição sobre a produção de Bens e Serviços - CBS (Fundindo PIS e COFINS) sob gestão federal e o Imposto sobre Bens e Serviços -IBS que substituirá os ICMS e ISS, a ser administrado por um tal de Conselho Federativo a ser formado por representantes de Estados e Municípios. Há, por fim, um terceiro imposto denominado de Imposto Seletivo (IS) a ser cobrado pelo Governo Federal, incidindo sobre a produção, comercialização e importação de bens e serviços tidos como prejudiciais à saúde e ao meio-ambiente. Ao contrario do que hoje acontece a arrecadação de impostos passará a ser feita gradativamente no local do consumo ao invés de ser no local da produção do bem ou serviço. Vai ser um trabalhão montar esse novo sistema. Não vai ser fácil fazer esta mudança. Será um trabalho longo Quem está trabalhando ou comentando as démarches do atual processo nem assistirá o “epilogo da odisseia” dado ao fato de que a coisa só será dada como concluída em 2078! Acho até graça, visto que nos últimos 30 anos o mundo mudou radicalmente, as relações internacionais são indiscutíveis e a dinâmica do viver é outra... aqui pra nós. No entanto, até lá vamos ter de conviver com as transições previstas a partir de 2026. As extinções de PIS, COFINS e IPI ocorrerão em 2027 dando lugar à CBS e ao IS. O IBS, por sua vez, que formarão receitas dos Estados e Munícipios, será cobrado a partir de 2026, com uma alíquota teste de 0,1%, aumentando gradativamente entre 2029 e 2033, quando os ICMS e ISS desaparecerão em definitivo. Temos aí, então, um esquema de mudanças que promete mexer com tudo e com todos. Com o fim do ICMS, por exemplo, chega ao fim a famosa “guerra fiscal” na qual os estados se digladiam na luta de conquista de investimentos produtivos. A renúncia fiscal praticada por muitos estados da Federação faz parte substancial das estratégias de desenvolvimentos locais. Estados – como Pernambuco com a sua Agência de Desenvolvimento (ADEPE) – montaram estruturas específicas para administrar seus incentivos. O Governo Federal, no bojo da Reforma em tela, promete repassar R$ 40,0 Bilhões, por ano, aos estados, a partir de 2032, com vistas a mitigar a falta do instrumento da redução ou isenção do ICMS aos programas de atração de empresas. Duas coisas, ainda, não ficaram claras nisso tudo: a primeira é das dúvidas quanto à formação daquele Conselho Federativo, que se encarregará de gerir a distribuição equitativa do que resultará pelas cobranças do IBS, a ser formado por representantes de Estados e Municípios. Até agora não se falou em regulamentação para tanto. Na cabeça do Blogueiro acendeu uma luz amarela de atenção. Terão os estados e municípios suas adequadas representações ou os pobres se tornarão mais pobres diante dos “competentes” pares que travarão apoteóticas escaramuças para fazer parte do Conselho? Tenho duvidas quanto a honestidade desses potenciais conselheiros. Outra coisa é em relação a forma de distribuição desses R$ 40,0 Bilhões a partir de 2032. Voltemos nossas atenções às discussões no Senado. Será que “agora vai”, mesmo?
sexta-feira, 26 de julho de 2019
A Bola da Vez
Tenho
acompanhado de modo parco, nestes últimos seis meses, os acontecimentos
político-econômicos do país, sempre alimentando esperanças nas
mudanças prometidas pelo novo Presidente. Naturalmente que não me deixei
envolver por qualquer véu de ingenuidade ao ponto de imaginar que, como num
passo de mágica, tudo seria transformado da noite para o dia e navegaríamos num
mar de rosas. Longe de mim. Não tenho mais idade para isto.
Outra coisa é asseverar que no Brasil ninguém morre de
fome. É grande desconhecimento dos fatos reais.
E, por fim, subestimar a devastação da floresta Amazônica é outra lástima. Imagino, aliás, que desconheça de muitas outras realidades.
Presidente,
a maioria dos brasileiros confia no “taco de ouro” que lhe conferiu. Acerte na
bola da vez, Excelência. Vamos ganhar este jogo.
NOTA: Foto obtida no Google Imagens
Mas, lembro que tive oportunidade, durante a campanha presidencial, de
manifestar neste espaço meu desejo de mudança, acreditando, inclusive, que numa genuína democracia a
alternância do poder é deveras salutar. Para o caso brasileiro, então, a mudança
se fazia extremamente necessária, dadas às condições caóticas reinantes nos
quadros econômico, político e moral. O país estava mergulhado (e de certo modo continua) numa crise
devastadora e sem perspectivas animadoras.
Resumindo confesso que, por pior que fosse a alternativa de mudança restante, no embate final, esta
seria a minha escolha na urna eleitoral. Questão de princípios e de crença com
vistas a um futuro melhor. Ou seja, votei no Capitão no segundo turno. E, não
me arrependo.
Agora, com o hoje que
vivemos, tenho me entusiasmado com os rumos que a Economia começa a trilhar. Bolsa
subindo e passando dos cem mil pontos, câmbio tendendo a um nível
tolerável, juros com perspectivas de queda, empregos reaparecendo lentamente (noticias desta semana dão contas de que 408 Mil empregos formais foram criados neste primeiro semestre de 2019, maior saldo em 5 anos) e o ânimo
geral melhorando. Claro que os opositores, e a maioria da mídia "desmamada", não enxergam essas boas novas e saem pra
avenida com campanhas inúteis e anacrônicas. Perderam a noção das coisas e esquecem da oportunidade que jogaram na lata do lixo. Enfim, tudo leva a
crer que, se deixarem o Guedes trabalhar, o trem volta aos trilhos. Reformas já
começam a tomar forma, as contas públicas estão sendo revistas e monitoradas,
uma próxima reforma poderá reduzir a carga tributária e proporcionar a volta dos
investimentos e, mais adiante, a Reforma Político-administrativa, considerada
pelo experiente Marco Maciel, há mais de 30 anos, como a mais importante. Esta
certamente poderá dar uma boa arredondada e acabar com a bagunça instaurada em
tantos anos de República. Será a cereja no bolo das reformas da Era Bolsonaro. Este país tem que sair do atoleiro que os anteriores
governantes deixaram e voltar a ser o país do futuro.
Mas, tem uma coisa: não gosto nada desse estilo excessivamente “descontraído” do Capitão, que termina lhe comprometendo em diferentes setores da Nação. Estilo e decoro são coisas exigidas para quem senta na cadeira de Presidente. Faz parte do jogo politico correto. Mesmo percebendo que ele haja delegado de “mão-beijada” a condução da máquina político-administrativa da Republica aos seus auxiliares diretos é de se esperar que ele não esqueça que existe um ritual a ser obedecido. Sem atenção às normas e regras de praxe, resulta nessas confusões planaltinas que assistimos semanalmente. Certas vezes, fico pensando que as coisas não acontecem por acaso e questiono cá comigo: será que existe mesmo – como alguns acreditam – uma estratégia de comunicação assim planejada? Aí complica. Difícil de entender.
De uma coisa estou convencido: não tem sido nada salutar esta série de despautérios que nosso Presidente debulha em público. Agreguem-se a isto os disparates dos filhos, inclusive nos cyber espaços e plenárias legislativas, contribuindo ainda mais para embolar a cena principal.
É bom lembrar que a PresidentA que tivemos no passado recente tinha lá seus rompantes e seus disparates que viraram folclore e não proporcionaram boas serventias à Nação. Pelo contrário. O resultado deu no que deu. O Lula teve também seus momentos de "descontração" e caiu na gozação coletiva da Nação. Estadistas, que seria bom, são raros.
Mas, tem uma coisa: não gosto nada desse estilo excessivamente “descontraído” do Capitão, que termina lhe comprometendo em diferentes setores da Nação. Estilo e decoro são coisas exigidas para quem senta na cadeira de Presidente. Faz parte do jogo politico correto. Mesmo percebendo que ele haja delegado de “mão-beijada” a condução da máquina político-administrativa da Republica aos seus auxiliares diretos é de se esperar que ele não esqueça que existe um ritual a ser obedecido. Sem atenção às normas e regras de praxe, resulta nessas confusões planaltinas que assistimos semanalmente. Certas vezes, fico pensando que as coisas não acontecem por acaso e questiono cá comigo: será que existe mesmo – como alguns acreditam – uma estratégia de comunicação assim planejada? Aí complica. Difícil de entender.
De uma coisa estou convencido: não tem sido nada salutar esta série de despautérios que nosso Presidente debulha em público. Agreguem-se a isto os disparates dos filhos, inclusive nos cyber espaços e plenárias legislativas, contribuindo ainda mais para embolar a cena principal.
É bom lembrar que a PresidentA que tivemos no passado recente tinha lá seus rompantes e seus disparates que viraram folclore e não proporcionaram boas serventias à Nação. Pelo contrário. O resultado deu no que deu. O Lula teve também seus momentos de "descontração" e caiu na gozação coletiva da Nação. Estadistas, que seria bom, são raros.
Falta neste momento
ao nosso atual Presidente um comedimento, digamos, presidencial. Carece de alguém da sua real confiança que
consiga assessorá-lo com competência, assim como a própria percepção de que na onda que
ele surfa, corre o risco da prancha desatar do tornozelo a toda hora.
Chamar os
nordestinos de “paraíbas” é coisa bem popular no meio carioca de onde ele vem. Mas, tudo indica que ele saiu do ambiente preconceituoso do Rio de Janeiro, mas o ambiente
preconceituoso não saiu da cabeça dele. Uma falha lamentável.![]() |
| Bancando um paraíba. Querendo agradar dando uma de cabra da peste dos bom. |
E, por fim, subestimar a devastação da floresta Amazônica é outra lástima. Imagino, aliás, que desconheça de muitas outras realidades.
NOTA: Foto obtida no Google Imagens
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