sexta-feira, 25 de maio de 2018

Ordem é Progresso

Parece uma ironia termos na nossa Bandeira Nacional a inscrição Ordem e Progresso e, na prática, vivermos numa desordem e progresso capenga. Um país da grandeza e riqueza como o Brasil não merece viver neste endêmico ambiente de dificuldades sócio-político-econômicas. Quando não é uma coisa é outra. Vou morrer e não alcançarei o tal país do futuro. Eita futuro difícil de chegar!
Conversando com uma amiga brasileira e radicada na Suíça, ouvi dela algo muito interessante: “falta ordem e disciplina ao brasileiro”.  Ela tem condições concretas de poder chegar a este diagnóstico visto viver lá e cá. Engraçado é que ela mesma, ao se mudar para Suíça – há quarenta anos – estranhou o excesso de ordem e organização da vida social dos suíços. "Não atravesse a rua fora da faixa, não jogue papel na via pública, use as lixeiras do serviço de limpeza urbana, respeite o pedestre, obedeçam às filas para atendimentos e por aí vai...." dizia-me ela na conversa. Muitas regras de convivência urbana. A coisa é tão cheia de mandamentos que um brasileiro, menos avisado, estranha mesmo. Acha até que é ruim, triste ou impossível viver num país com regime social rígido desse tipo. “Lembrava uma ditadura!”, arrematava ela. Com o passar dos anos, porém, entre idas e vindas ao Brasil, começou a perceber e dar importância às regras sociais impostas, quando as comparando com os hábitos e costumes dos brasileiros. Ordem é progresso, minha gente.
Por coincidência, meu filho mais jovem, passando uma temporada na Austrália, reclama muito do excesso de ordem e disciplina reinante naquele país. Colonização britânica! Habituado a viver nessa vidinha "bagunçada" e onde tudo é permitido, de Pindorama, vive estranhando os hábitos, costumes e  rigor disciplinar impostos ao dia-a-dia dos australianos. Balada tem hora pra acabar e não passa da meia-noite. Sem apelação, os organizadores dos eventos param o som, acendem as luzes e manda a turma de baladeiros pra casa. Acostumado a chegar à balada brasileira em torno da meia-noite, tem que estranhar mesmo.
Mais engraçado ainda é que neste momento ele (meu jovem filho) anda por Singapura e Tailândia, e vem constatando que, por lá, a coisa é mais rigorosa, ainda. Em Singapura, chiclete não se vende e é proibido mascar. Pode parecer engraçado, mas, é verdade. O Governo aboliu radicalmente a venda e o uso das gomas de mascar no país. Motivo? Ah! No passado a população mascava os populares chicles e, passado o sabor refrescante e com a mandíbula cansada, jogava o rejeito na via pública, que grudava no calçamento da limpíssima cidade. Provocava um péssimo aspecto de sujeira. Aconteceu que o pequeno país asiático, para ser aquela ilha de desenvolvimento de hoje, impôs aos seus cidadãos um severo programa de educação de convivência urbana. E lá as coisas não são de brincadeira. Atravessar a rua fora da faixa de pedestre é multa pesada. Fala-se em coisa de mil Dólares. É muita ordem. Jogar ponta de cigarro na via pública, parece que dá prisão. Trânsito ordeiro. Povo disciplinado, em fila indiana e ordeira até para acesso à composição, nas estações de metrô. (vide foto a seguir). Meu filho conta que resolveu comprar um toddynho (pode ser outra denominação) e ensaiou sair saboreando-o rua afora. Foi logo avisado pela vendedora: “cuidado, tome o seu toddynho aqui dentro e descarte a embalagem ali”, apontando o lixeiro existente dentro da lojinha. Comida no metrô? Jamais. Tomei conhecimento, esses dias, que nosso metrô (o do Recife e região metropolitana) é o melhor mercado ambulante da cidade. Picolé, pipoca, tapioca e pamonha, água mineral, barbeadores, CDs piratas, óculos chineses, e o escambau são vendidos nos vagões sob o olhar benevolente dos fiscais de segurança das composições. Cada fim de viagem os trens parecem mais caminhões de lixo. Sinal que o desemprego é grande e a rapaziada tem que sobreviver. Ou então vão assaltar. Os fiscais fazem vistas grossas, em solidariedade.
Tailandeses obedecem filas para adentrar às composições.
Aqui o acesso é de bolo. Salve-se quem puder!
Bom, relato tudo isso para chegar a uma verdadeira constatação: Ordem é Progresso. Nesses países a disciplina urbana vem sendo imposta, os bons costumes são preservados, a educação é tratada com seriedade e as punições aos infratores são severas. São países que experimentam o Progresso e a qualidade de vida em alto nível. Lugares onde o cidadão respeita o próximo, onde o lixo é jogado no lixo, as regras sociais são cumpridas, goza-se de um padrão de vida digno e de saúde publica garantida. Então, gente, no Brasil o que falta de verdade é a Ordem que a bandeira nacional prega. E onde não existe Ordem, não há Progresso.  
Este meu artigo semanal já estava concluído quando eclodiu a greve nacional dos  caminhoneiros, reclamando os altos preços dos combustíveis. Não deixei passar, embora correndo o risco de me estender muito.
Principais rodovias do país estão assim desde 21 de maio.
População pagando caro por irresponsabilidades dos governos.
Duas coisas a considerar: acho justo que haja uma manifestação contra o abuso desses preços. A política adotada pela Petrobrás penaliza o cidadão que depende do transporte privado, coletivo ou de cargas. A reivindicação é justa. É preciso que a sociedade se pronuncie e é o que eles estão fazendo. Vai ser duro para a sociedade? Vai, sim. Mas, é preciso lutar por uma boa causa para vencer. A culpa está no governo passado, embora os petistas não admitam. Eles seguraram os preços e com isso quebraram a petroleira nacional. A conta está sendo cobrada agora.

Agora, tem uma coisa: a falta de Ordem e Civilidade se manifestou na hora do movimento grevista, quando muitos proprietários de postos de gasolina se aproveitaram da situação e majoraram os preços dos combustíveis ao belprazer. Houve um posto na zona sul do Recife que cobrou R$ 8,99 por um litro de gasolina e outro da Shell em algum local do país que abusou do consumidor, cobrando R$ 9,899. (Foto ao lado). 
É indecente! Por isso que este país não tem Progresso. Falta Ordem! 
Parece que roubar é parte predominante no DNA do brasileiro. 




NOTA: Fotos foram colhidas no Google Imagens, com exceção da foto de fila no Metrô de Bangkok, da autoria de Tico Brazileiro  


   

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Falta Entusiasmo

Alguém já observou como está fraco o entusiasmo dos brasileiros para a próxima Copa do Mundo, na Rússia? Faltando menos de um mês para inicio da competição e não se vê o movimento que lembre outrora. Mesmo considerando o fato de que o último certame ocorreu aqui no Brasil e, quem sabe, estejamos comparando, continuo achado tudo muito morno. Não fosse a crônica esportiva mencionando a proximidade do evento, pouco se fala e pouco se opina. Os costumeiros palpites e as discussões acirradas sobre a equipe selecionada nem de longe se comparam com o que víamos no passado. Nas reuniões sociais que tenho participado e nas dinâmicas redes sociais o assunto passa quase despercebido. Está tudo muito distante. Tanto quanto a própria sede dos jogos.
Onde tremulam as bandeirinhas verde/amarelas? Cadê as ruas enfeitadas e pintadas com motivos alusivos? Bom, talvez ainda seja cedo, mas, a verdade é que não se vê muito entusiasmo da nossa torcida.
Tenho pra mim que dois motivos concretos estão gerando esse baixo entusiasmo. O primeiro é ainda o trauma gerado pelo acachapante  Mineiraço de 7 x 1 que tomamos da seleção alemã, dentro de casa, em 2014, justo quando os brasileiros queriam espantar o fantasma do Maracanazo de 1950. Apanhar dos uruguaios de 1 x 0 foi fichinha. Mas, aquele episódio da última Copa dificilmente será esquecido. A decepção ainda dói na alma esportiva do Brasil. A nova geração que engrossava a torcida brazuca da última Copa – meninada de 10 a 14 anos – anda com “um pé atrás” e sem firmeza para torcer desbragadamente. Para quem já foi campeão ou derrotado noutras oportunidades, mesmo não perdoando o Mineiraço, leva na esportiva. Vamos ver o que vem por aí. Levantar a Copa em Moscou pode ser revigorante.
A derrota de 1950 ainda é lembrada. Aquele Maracanazo doeu demais.

E o recente Mineiraço é ferida aberta.
Ah! O outro motivo é essa crise político-econômica que abate o país. Torcer com alma e vibração custa algum esforço e pode ser caro. Com 13 milhões de desempregados registrados, fora os que procuram emprego pela primeira vez e os nem-nem (nem estuda e nem trabalha) vai ser difícil se entusiasmar. Fora isto, é de se considerar que poucos, muito poucos, se aventurem ir às praças e locais onde telões exibirão as partidas do campeonato, em vista da insegurança reinante, sobremodo nas grandes cidades.
Mas, tem uma coisa a registrar: certamente que o Governo já faz figa e torce fortemente pelo sucesso da Canarinha, para embalar a alma do eleitorado. Num ano de eleições! Já pensou? Afinal, historicamente,  nada como um Carnaval e uma Copa do Mundo para "anestesiar" o brasileiro bom de bola e com samba no pé, no meio de uma crise política. Aliás, sendo ao contrário não seria Brasil.     
Vê se você, caro leitor ou cara leitora, se anima! Compre sua bandeirinha. Coloque uma camiseta verde e amarela e arranque da garganta o “é Hexacampeão!”.  Afinal de contas, isto também é cultura. Não é mesmo?

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Quem será o eleito?


Vejam vocês, caros amigos e amigas que me acompanham semanalmente, a que situação inusitada chegamos. Refiro-me às eleições presidências de outubro próximo. Em quem votar? Eis a questão. A perplexidade que reinou após a eleição de 2014, com aquela vitória apertada de D. Dilma e a sensação de que o país estava dividido, começa a dar sinais de que, dessa vez, a perplexidade já se antecipa e de modo bem mais expressivo. Hoje, diante do que acontece, não há divisão meio-a-meio e sim um elástico fracionamento. As perspectivas são tão sombrias que dá até medo do futuro. 
Ninguém de são juízo tem ideia precisa de quem seria um bom candidato. Salvo naturalmente os petistas mais exacerbados que ainda acreditam na possibilidade de Lula Presidente. Este, além da Ficha Suja, não levaria esta próxima de jeito nenhum. O ciclo lulopetista acabou e seus seguidores não perceberam. Só no Brasil acontecem coisas assim. Que ironia...
Então, na verdade,  estamos diante de um dos maiores desafios eleitorais de todos os tempos. Quem merece o voto que cada eleitor tem para sufragar na urna? Poucos. Muito poucos. Ou, quase nenhum. A situação é tão adversa que aventureiros se aproveitam do vácuo deixado pelos manjados ladrões e corruptos e lançam mão da estratégia de aliciar o descrente eleitorado, fazendo o discurso da necessidade de um novo nome na cena política. Sangue novo é o mote! O exemplo recente ocorreu em São Paulo, quando foi eleito o novato João Dória. Será que foi uma boa escolha? Ele chegou fazendo uma barulheira diferente e “tomando gás” se empolgou, empurrou para escanteio seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin, proclamou-se a “bola da vez” e posou de presidenciável, embolando o meio político nacional. Em bom tempo, todavia, arquivou a ideia, mas abriu uma brecha de última hora, abdicando do cargo de Prefeito e virando candidato a governador do estado. Bicho bom de bico é assim. E o Alckmin vai em frente aos trancos e barrancos. Lá em baixo nas intenções de votos.
Outro aventureiro que deu as caras foi o tal do Luciano Huck. Esse quase não merece comentários. Acho que comparou o Brasil a um programinha inexpressivo de auditório, que anima numa rede de TV. Por pouco, muito pouco, cedi à tentação de me postar diante da TV para “conferir” as qualidades desse aventureiro. Fui salvo quando, aliviado, vi a noticia da desistência dessa candidatura, visivelmente, ridícula. Depois disso, vi a hora de lançarem Tiririca a presidente da Republica.
Huck e seu Caldeirão
Achei muita graça, e ainda acho, do jogo Temer x Meireles. Vai tu? Não, vou Eu! Vai e não vai... Esses caras não têm noção do tamanho do desprestigio que gozam. Aliás, essa fração aí não tem pareia. E Joaquim Barbosa? Temer disse logo que “vai perder porque é negro”. Coisa feia Presidente! Já o velho Delfim Neto alfinetou dizendo “pela primeira vez não vão votar em branco”. Só rindo.Sinceramente, esse negócio tem momentos que vira pagode. Bom, finalmente e para alivio geral Barbosa “bateu o martelo” e avisou, esta semana, que não entra nessa onda.” Tenho mais o que fazer, em casa”, disse ele.
Ah! Tem o jovem Rodrigo Maia, também. Coitado. Está tão enganado com a "cor da chita". Sem chances. PT Saudações. Cuidado não se trata do PT partido politico. Falo daquele PT telegráfico! 
Agora, assustador mesmo é esse candidato Jair Bolsonaro. Já pensaram direitinho? De repente faz-me lembrar o caçador de marajás, das Alagoas. Pior é que corremos o sério risco desse candidato levar a melhor. Valha-me Deus!
Escolha, se tiver coragem.
E o Gomes cearense anda “espalhando brasas” querendo convencer os petistas baratinados à uma coligação para, por fim, colocar as garras que vem afiando por algum tempo. Corro dele.
Na paralela tem, também, a sonhadora Marina Silva. Meu Deus! De quatro em quatro anos ela dá as caras fazendo seu discurso utópico e, sobretudo romântico. Coitada...
Dos outros aspirantes à presidência nem perco tempo comentando. Boulos, Manuela , Mané, Zé, sei lá. Dá até pena perceber que estão aí só pra confundir mais ainda os eleitores. São frações mínimas.
Resumindo, acho que estamos num “mato sem cachorro”. Alguém duvida?
Haja coração... Não tenho em quem votar. Você tem? Me avise quando souber.

NOTA: Fotos colhidas no Google Imagens

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Estado Deteriorado

É muito comum ouvir alguém dizer que não tolera falar de política. Hoje mais do que nunca, diante das contínuas convulsões da cena política brasileira. Muitos não querem nem assistir aos noticiários da TV e nem ler jornais porque só se fala em política e políticos corruptos, roubalheira, prisões, Lavajato, assassinatos, assaltos e correlatos. Nesse ambiente, digamos, de “alienados” fico sem entender como se pode viver indiferente a tudo que ocorre no seu entorno. E, pior, sem se dar conta de que tudo influencia diretamente suas vidas, seus hábitos e costumes. Queira ou não, todo cidadão ou toda cidadã está sujeito(a) às regras estabelecidas pela vertente da política. É impossível ser diferente.
Ah! Mas, há sociedades nas quais a política não é motivo de preocupação. É verdade. São países de culturas historicamente amadurecidas e com níveis sociais elevados. Assim mesmo, não se alcança a plenitude. Normas e regras são sempre necessárias e sujeitas às injunções políticas. É o caso do Brasil de hoje, eivado de conjunturas eletrizantes. No contexto atual, vamos ter que esperar muito para que a política seja apenas um detalhe das nossas vidas. Na verdade é quase uma utopia pensar que isso é possível. 
Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.)
Aristóteles (nascido em 384 aC. e que foi discípulo de Platão!), na antiga Grécia, se preocupou em definir a condição humana em face da política, dizendo: “dentre as características da natureza política humana, encontramos o conceito de animal político (Zoon Politikon), um animal racional que fala, pensa e que, além disso, tem necessidade natural de conviver em sociedade”. Na sequência o velho filósofo lembra que “a cidade (a Pólis) tem precedência sobre cada um dos indivíduos, pois, isoladamente o indivíduo não é auto-suficiente”. Por fim, afirmou que “o indivíduo só pode se desenvolver em sua capacidade racional em meio à vida em sociedade”. Ou seja, integrado ao meio no qual inserido. Daí a necessidade premente de conhecer seu ambiente político. 
O Ateneu na Pólis, do filosofo Aristóteles
Bom, para quem vive no Brasil de hoje fica difícil mesmo acompanhar o quadro político nacional. Mas, não tem outra opção porque, seguramente, todos sem exceção sofrem as consequências do estado (e do Estado!) deteriorado reinante.
Desempregos, assaltos, atentados, assassinatos banais, prisões diversas, agressões físicas, destempero emocional, desorganização das empresas, das famílias, das cidades e estados são frutos da desorganização política que vivemos e que não são compreendidas pelos indivíduos. Sobretudo esses que não querem ouvir falar de política e terminam sofrendo, sem noção precisa, mais do que os outros e que acompanham mais atentos a situação. Eu disse sofrendo mais e isto não quer dizer que esses outros não sofram. Na prática o estresse tem sido endêmico.
Um exemplo recente desse destempero social é ver um brutamontes, por um razão banal, agredir fisicamente um adolescente indefeso, numa a fila de lanchonete, aqui no Recife, deixando na maior perplexidade uma sociedade que anda às voltas para escapar da insegurança geral. 
Brutamontes agressor, no Recife
Outro exemplo é o caso do edifício de 24 andares atingido por brutal incêndio e desaba, no maior centro urbano do País, e os responsáveis não são identificados. As vitimas foram invasores indigentes e sem meios dignos de sobreviver. É algo assustador. Fruto de uma sociedade em abandono e sem perspectiva de futuro. 
Incêndio e desabamento em São Paulo.
O Brasil pede socorro. A sociedade está órfã de governantes honestos e verdadeiramente lideres. Esses que aí estão já mostraram suas incapacidades e o quanto são ímprobos.
Com efeito, os brasileiros precisam entender o significado da política na sua essência, não ignorá-la, para saber escolher seus governantes, logo mais.      

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens     

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Gente fina é outra coisa

A semana começou, digamos, com um “babado” real. Causou muita surpresa, aqui, em Pindorama, a noticia de que a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton e o Príncipe William, futuros monarcas do Reino Unido, exibissem o novo rebento, nas portas do Hospital Sta. Mary, em Londres, apenas 7 horas depois de parí-lo. Este é o terceiro filho do casal real, que nasceu nessa segunda feira 23 de abril. Aliás, e pensando bem, o nome dele, que ainda não foi divulgado, poderia ser George! Em homenagem a São Jorge, celebrado nesse dia 23. Vamos esperar.
A surpresa ficou por conta das reportagens e noticiários pela TV sublinhando suas mostras apresentando a Princesa de pé, carregando o filhote, sete horas após dar à luz, pronta, esguia e elegante indo pra casa!  Ora, meu Deus, por que essa pressa? Isso é inconcebível aqui no Brasil.
Olha só, que tranquilidade.
Aquela mulher foi dar um "passeio" no Hospital, cumprimentou a equipe médica,  desembuchou, pegou o bruguelo, deu até logo e voltou para seu palácio. Antes de sair acenou sorridente para os súditos babões Ver Foto ao lado. Simples assim. E é assim para todo mundo, no Reino Unido! Segundo as noticias garimpadas, não importa se é Princesa ou plebéia. Pariu hoje, volta hoje pra casa. Apenas seis horas de repouso.
Se fosse por aqui e tivesse que sair da maternidade, com este mesmo prazo, a coisa seria muito diferente. Imagine que Severina – Biu na intimidade – desse à luz à Anita (nome da moda em homenagem à funkeira), teria que voltar pra casa, seis horas depois, num ônibus lotado e quente, saltar a dois quilômetros de distancia da comunidade em que mora, subir três de lances de escada do prédio (Minha casa, Minha vida!) no qual vive, preparar comida para os outros cinco filhos que deixou em casa e para o maridão orgulho da nova cria. Sem intervalo para respirar, lavar os pratos e dar um grau na casa que a meninada desarrumou, enquanto ela foi dar um "pulinho" na maternidade. Ah, meu Deus! Coitada de Biu! Isso sem falar que Anita não para de mamar e chorar. E bote choro nisso... À noite, então...      
Há uma diferença abissal se compararmos as realidades de vida dos dois países. Basta lembrar e dar realce às condições gerais de saúde e sanitárias reinantes, por aqui. Isto, sem falar no nível educacional da nossa gente.
No Brasil, o Ministério da Saúde determina, por Instrução Normativa, mandar pra casa 24 horas, após partos regulares e sem intercorrências, e 48 se for uma cesariana. Mas, muitas parturientes ficam além desses prazos, porque não vê pressa nisso e as maternidades flexibilizam. Saem com recomendações claras de guardar resguardos. Vai pra casa e seja como Deus quiser.
E aí? Quem procede correto?
Segundo os especialistas no assunto, a grande diferença está na assistência que o Governo Britânico oferece – em domicilio – durante 21 dias após o parto. Imaginemos a assistência que a Princesa Kate está recebendo nesses dias. E imagine, também, as atenções que as esposas e filhas dos nossos políticos, ricaços e metidos a rico recebem após parto, regados a champagne, canapés e docinhos finos. É isso aí!  Gente fina é outra coisa! Ah! Nem é bom falar. Coitadas das nossas severinas.
Sugiro uma reflexão sobre a situação das vidas severinas do Brasil.  Nem penso na possibilidade de ver implantando o padrão que se desfruta no Reino Unido. É coisa pra se sonhar. Mas, que  a situação poderia ser melhorada, em muito, não tenho dúvidas. Não fossem os assaltos e desvios de verbas cometidos pelos nossos representantes, a coisa seria diferente. Por conta dessas coisas, pense nas nossas severinas na hora de votar em outubro próximo. 


NOTA: Foto obtida no Google Imagens.


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Tudo tem uma razão de ser


A toda hora se ouve dizer que “o PT estaria encaminhando o Brasil para o mesmo destino que a Venezuela tomou” ou “que por pouco nos livramos dessa situação”. Além de outras formas do mesmo sentido. Contudo, o que poucos sabem é que esse modelo de governar, adotado por Lula e Dilma, Chávez e Maduro, Evo Morales, Rafael Correa e seu sucessor, Daniel Ortega, entre outros, rezam pela Cartilha ideológica gerada e fomentada pelo chamado Foro de São Paulo. A história desse tal foro é a base de tudo que vem ocorrendo nos países latino-americanos, nessa década recente. A razão de ser!
O negócio foi assim: em 1990, o PT, comandado por Luís Inácio Lula da Silva, aspirante ao cargo de Presidente do Brasil junto com seu mentor e modelador José Dirceu, promoveu na cidade de São Paulo um grande encontro com lideranças esquerdistas do continente – partidos políticos e organizações de esquerda – contando inclusive com a presença de Fidel Castro, ainda em pleno vigor. A proposta desse encontro teve como objetivo discutir alternativas políticas às então dominantes no continente e por eles chamadas de neoliberais. Ao mesmo tempo, discutir caminhos para a integração latino-americanos nos âmbitos político, econômico e cultural. Naturalmente que em moldes socialistas/populistas, após a queda do Muro de Berlim e da falência da União Soviética. Foi um sucesso, na visão deles, e base para novas rodadas de trabalho e encontros programados. No ano seguinte, ocorreu um segundo evento, nos mesmos moldes, na Cidade do México, ocasião em que passou a se denominar de Foro de São Paulo. Dali em diante, a coisa se repetiu ao longo dos anos seguintes, contando com outros muitos integrantes, inclusive com representantes do grupo terrorista colombiano das FARC. Os locais foram sempre estratégicos: Havana, Montevidéu, Caracas, Buenos Aires e La Paz.
XVIII reunião do Foro de São Paulo/
Na prática, o que hoje se constata é que esse Foro andou ensaiando um controle supranacional da política, agredindo frontalmente a soberania dos países envolvidos. Talvez reeditar na América Latina o fracassado modelo Soviético. Nesse sentido, inclusive, fundaram a chamada UNASUL – União das Nações Sul-americanas, com vistas a articular e administrar esse sonhado domínio esquerdista continental.
Ora, está claro que foi diante desses acordos de “cooperação” e organização desses signatários desse Foro, que os países da região passaram ser governados por socialistas populistas como Lula, aqui no Brasil. Um detalhe importante, até para que entendamos o que vivemos hoje no Brasil, é que nosso país desde logo passou a ser visto no grupo como sendo o mais rico e, por isso mesmo, capaz de prover os governos mais pobres de recursos – sobretudo financeiros – para o alcance desse espúrio programa. Ao pregar o socialismo, o que havia por trás de tudo era a intenção de tomar o poder e nele se sustentar para sempre, a exemplo da Cuba de Fidel Castro. Foi assim que ocorreu na Venezuela, nas mãos do Ditador Maduro,  está em vias finais na Bolívia e no Equador e noutros países das Américas. O processo de domínio populista socialista latino-americano é coisa bem visível por todos que acompanham a vida politica e sofrem do desmando que impera na região.
Bom, sendo o mais rico dos membros, o Brasil, na visão do Grupo, tinha que arcar com o ônus de CUSTEAR a implantação dessa espúria União. E assim aconteceu.
O suado dinheiro da Nação brasileira passou a ser canalizado das formas mais diversas e criminosas para financiar projetos populistas de quase todas as nações do Continente. De ricas campanhas politicas a investimentos em portos, metrôs, autoestradas, hidroelétricas e um sem número de outros equipamentos de capital fixo. Algumas coisas a titulo de empréstimos e outras a fundo perdido! Países mais corruptos como Venezuela e Bolívia cometeram roubos sem tamanho precisos e hoje estamos a “ver navios” graças à megalomania de Luís Inácio da Silva. A Venezuela deve somas incalculáveis ao Brasil. Só de uma vez passou um calote de mais R$ 5 Bilhões com a anuência e beneplácito de Dilma Roussef! A Bolívia desapropriou uma Refinaria da Petrobrás com a passividade e o sorriso nojento de Lula. Foi nosso dinheiro indo pelo ralo e a quebra da Petrobrás.
Ao mesmo tempo, numa atitude típica de populismo, o Governo Socialista do PT usou da indecente estratégia dos imperadores do Antigo Império Romano, proporcionando, às multidões inocentes e analfabetas, pão e circo ao defender o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e a Olímpiada de 2016. No ambiente festivo que “comprou” para o Brasil, Lula se vangloriava de que esses eventos eram para o povo sul-americano. Afinal, nunca havia ocorrido uma Olimpíada na América do Sul! Isso rendeu muitos comícios do sujeito. O Brasil gastou o que tinha para investir em projetos sociais nesse programa indecente. Popularidade nas alturas, tanto quanto Nero e Hitler.
O propinoduto rolou sem limites neste submundo petista em detrimento do povo brasileiro.
Quantos financiamentos do BNDES para países da UNASUL. Desastre total. O Brasil não merecia viver essa atual conjuntura. Vive mergulhado na maior crise econômica da sua História. Não preciso dizer mais nada. O resto, que é ainda muita coisa, está aí às claras.
São muitos os críticos desse movimento, aqui no Brasil e no Exterior.  Segundo o Ex-Chaceler brasileiro Luís Felipe Lampreia “o que explica a confusão da América Latina é o Foro de São Paulo”.
Eis então, a razão de ser da atual tragédia politica brasileira.  


NOTA: Foto obtida no Google Imagens 

Tropeços Diplomáticos

Por razões profissionais tive boas oportunidades de vivenciar e interagir com o meio diplomático brasileiro, bem como de outros países com o...