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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Fomento à Impunidade

Mesmo sabendo que a famigerada PEC da Blindagem já será jogada na gaveta do esquecimento, após negativa da CCJ e a iminente derrota no plenário do Senado é impossível deixar passar em branco, no Blog do GB, esse fato que abalou a Nação na semana passada. Pode parecer estranho voltar a esse tema batido e mais do que noticiado aqui e alhures. Porém, nada mais do que oportuno, cabe um analise desse crítico momento politico que atravessamos no Brasil e que vem revelando a “bagunça” institucional que se reproduz de modo vergonhoso a cada dia, a cada hora.
A tal PEC da Blindagem, também conhecida como das Prerrogativas ou PEC da Imunidade que, pelo seu caráter indecente, logo passou a se chamar, pelos incontáveis críticos, de PEC da Bandidagem, jogou luzes sobre uma representação legislativa pouquissimamente confiável e incapaz de tomar consciência das suas responsabilidades e compromissos assumidos face àqueles que representa – o cidadão honesto e responsável pela sua condição de representante – mas, sim, preocupado apenas por “salvar a sua pele” e cinicamente esconder a sua impunidade. Num país em que a impunidade vem compensando abertamente, o que se esperar de um movimento dessa ordem? Imagine que a proposta teve como objetivo alterar dispositivo da Constituição Federal para modificar a forma como parlamentares (deputados e senadores) poderiam ser investigados, processados e presos criminalmente, com o agravante de que, antes que o sujeito fosse processado criminalmente no STF, seria necessário um aviso prévio de aprovação da Casa Legislativa a qual pertencesse. Essa autorização exigia maioria absoluta, numa votação secreta confirmando a condenação. Faça ideia, caro leitor ou leitora, a pouca vergonha que ocorreria, a grana preta que seria distribuída, além das espúrias negociações politicas que seriam travadas. Fora isso, abriria brechas para elementos deletérios integrantes das inúmeras organizações criminosas que campeiam abertamente nas diversas regiões brasileiras lançassem mão dessa prerrogativa para ampliar seus poderes visando à consolidação desse Brasil Paralelo que aquelas mesmas Casas do Congresso Nacional pouco se preocupam e nada fazem com vistas à tão sonhada Segurança Nacional. Sem esquecer, também, que tem muitos representantes complicados nas versações "esquesitas" das disputadas emendas parlamentares. Junte todos esses componentes e faça sua ideia da maléfica e indecente PEC que chegou a ser aprovada, sob fortes aplausos, na Câmara dos Deputados e nas caladas de uma noite seca e quente na Praça dos Três Poderes. Em incriveis dois turnos! com votos de governistas e opositores. Foi ou não foi uma tentativa de fomento à impunidade? A intenção deste post é expor o quanto esse nosso parlamento é capaz de tripudiar sobre uma sociedade indefesa e órfão de verdadeiros lideres comprometidos com a segurança nacional. Mas, ainda restam esperanças. No próximo ano vamos renovar nossas representações. Tomara que o eleitor não se esqueça de episódios como este em tela e saiba escolher certo na urna eleitoral. Registre-se, em tempo, que o Brasil deve às manifestações da sociedade que foi às ruas, no domingo passado (21/09/25) gritar e protestar diante de tanta indignidade e provocasse o arquivamento dessa pouca vergonha. NOTA: Foto ILustração obtida do Goggle Imagens

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Batalha Ganha

Como tenho dito, frequentemente, o Brasil acorda a cada manhã com uma novidade do tipo insólita. O que ocorreu ontem (11.07.17) no plenário do Senado, em Brasília, além de deplorável foi mais um sinal de que estamos em franca decadência política. Aquelas senadoras não pensaram duas vezes ao assumir o papel ridículo de protesto descabido numa República que se diz Democrática. Em qualquer Parlamento de vergonha, o que se espera é um debate equilibrado e livre de paixões partidárias exacerbadas.  A repercussão negativa nos meios internacionais nivelou, indiscutivelmente, nosso Brasil aos mais imaturos dos regimes políticos estabelecidos mundo afora. A imagem daquelas senhoras almoçando “quentinhas”, às escuras, numa Casa do Congresso Nacional, entrará para a História como um fato bisonho e ridicularizado por meio mundo. Às escuras porque o presidente da Casa ordenou cortar a luz e o som. A rigor foi de total indignidade. Imagino que em nenhum momento pensaram na imagem negativa que passaram à sociedade cansada de tantos despautérios.

Senadoras almoçam quentinhas, às escuras, na mesa diretora do Senado 
O pior de tudo é que estavam defendendo uma causa indefensável, no âmbito da discussão e votação da Reforma Trabalhista em pauta. A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT vigente, datada da década de 40 do século passado, está exaurida e impraticável. O Brasil mudou. O Mundo mudou! As relações de produção exigem novas formas de interação. O aparelho produtivo tem um formato totalmente diferente. Mudanças tímidas que foram sendo adaptadas no passado não resolveram questões  cruciais que resultam em prejuízos às relações Capital/Trabalho. Verdadeiros obstáculos no caminho do progresso que se projeta para este Brasil enrascado e numa rota de caos definitivo.
É bom frisar que essa oposição é, em boa dosagem, um capricho do bloco contrário à proposta e que reza na cartilha do “opor, por opor”. para o Grupo não importa discutir o mérito da questão. Fala-se que muitos deles concordam com o que se busca, mas, devido às orientações e posições político-partidárias engrossam esse coro opositor. Pensando bem, coisas assim cabem no projeto de democracia que dizem defender. 
Finalmente, ao fim da jornada, embora os protestos cometidos por essas senhoras tresloucadas, e com mais de sete horas de atraso, o Senado reuniu-se e conseguiu aprovar, com significativa margem de vitória, o texto básico da Reforma que, após sanção presidencial, corrigirá uma legislação caduca e incabível no Brasil do seculo 21. Foi uma batalha ganha pelos governistas.
Ora, neste momento, nada melhor do que o que esta reforma proporcionará ao trabalhador e ao empregador brasileiro.  Os direitos serão preservados, ao contrário do que propalam os radicais e, é bom ressaltar, muita coisa que já era praticada informalmente passa, agora, ter respaldo legal, facilitando a vida do empregador que se estimulará a admitir os colaboradores que deseja e precisa enquanto que, pelo lado do trabalhador haverá mais tranquilidade e flexibilidade na sua relação de trabalho. Pensando na atual conjuntura, espera-se também que venha mitigar os altos índices de desocupados que perambulam atualmente no país.
Foi uma vitória do fragilíssimo governo de Michel Temer, sem dúvida. Mas, foi principalmente uma vitória do grupo de sustentação política do presidente, que resolveu pensar no Brasil, consciente de que não é o Governo que importa, mas, a necessária mudança de rumo da qual o país carece. Ainda é pouco! Outras reformas como a da Política e a da Previdência devem ser postas na pauta do Congresso. O Brasil espera com ansiedade um upgrade nas ordens e encaminhamento do progresso que vem sendo sonhado há bom tempo.

NOTA: Foto colhida no Google imagens.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Fraturas fratricidas

A semana passada não foi nada animadora. O país, praticamente, parou diante de tantos cambalachos políticos. Um presidente na corda bamba; um Congresso buscando se “organizar” para enfrentar uma eleição indireta; protestos e badernas; um Superior Tribunal Eleitoral diante de um formidável desafio de cassar ou não cassar uma chapa eleita, mas, sob suspeita; uma operação saneadora (Lava-jato) e de agrado popular sob a mira destruidora de uma corja de políticos poderosos mas apontados como réus; uma dupla de empresários ladrões livres e soltos confortavelmente em Nova York e, em conseqüência, um povo em estado de perplexidade total. Este é o caldo chamado Brasil que a cada dia fica mais denso e mais assustador.
Noutra ponta, como se tudo acima fosse pouco, eis que surgem vozes preconceituosas maculando a dignidade de irmãos nordestinos taxando-os de gente de segunda categoria e vocacionados à profissão de ladrões. Foi o que ocorreu na Câmara Municipal de Farroupilha (Rio G. do Sul), tendo a vereadora Eleonora Broilo, do PMDB, como protagonista. Durante uma sessão da referida Câmara, essa infeliz brasileira, sem qualquer noção democrática disse, num desastrado aparte: “Primeiro, em relação a nordestino saber fazer política não sei se eu concordo muito. Eu acho que os nordestinos sabem muito bem se unir, sim, para roubar. Eles sabem se unir para ganhar propina. Eu acho que eles sabem se unir para aumentar a corrupção. (...) Talvez eles até não saibam nem falar muito bem, mas sabem roubar que é uma maravilha.”
Eis acima a figura da vereadora gaúcha, Eleonora Broilo
Como que fazendo coro com a desinformada vereadora gaucha, lá em Curitiba (Paraná), outra racista/fascista sulista, que atende pelo nome de Nelma Baldassi, saiu-se com outra infeliz ofensa a seus irmãos nordestinos, aos baianos exatamente, comentando sobre o recente atentado em Manchester (Inglaterra). A idiota (não há outro qualificativo) colocou numa rede social o seguinte disparate: “só lamento que tenha sido em Manchester e não na Bahia. Seria lindo ver aquela gente nojenta e escurinha da Bahia explodindo.” Ora, meu Deus, é inacreditável que isso venha a ocorrer. Não faltaram reações nos quatro cantos do país. Isso é coisa que tem de ser combatida. 
Nelba Baldassi e seu disparatado comentário
Este é um dos dolorosos defeitos de cidadania do brasileiro comum. Há um tremendo e endêmico espírito de preconceito contra os nordestinos. Principalmente por parte dos sudestinos. Em nada podem se julgar melhores do que nós, mas, assim cometem com natural frequência. No primeiro caso acima é flagrante a ignorância dessa vereadora gaúcha ao atribuir, generalizadamente, a pecha de ladrões vocacionados a todo cidadão nascido no Nordeste. A miopia dessa parlamentar é simplesmente indecorosa, ao partir, certamente, do principio de que não existe ladroagem no chamado Sul Maravilha. Ela desconhece ou se faz desconhecer que vem de lá as mais bombásticas das noticias de roubos, propinas e falcatruas do mundo político e empresarial.
Vejo nesses dois episódios exemplos atuais da falta de espírito republicano permeando nossa sociedade. Nisso, aliás, também reside boa parte do desandar político desta Nação.  Entendo que enquanto não houver um equilíbrio sócio-político-econômico nesse “arquipélago” político-administrativo do nosso país, não viveremos uma verdadeira Nação. O Brasil só será um grande país quando houver respeito mutuo entre seus irmãos, independente das origens regionais e suas condições sócio-econômicas. Essas fraturas fratricidas devem sarar com urgência. Leva tempo, já sei. Mas, são necessárias. E, para essas figuras preconceituosas devem ser dados caminhos de correção e punição por se tratar de crime contra o verdadeiro espírito de nacionalidade.  

NOTA: Fotos colhidas no Google Imagens



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Cuidado com o mês de Agosto

Quando chega o mês de agosto muitos brasileiros ficam de “orelha em pé” e cheios de expectativas em relação ao quadro político reinante. Eu, pessoalmente, fico torcendo que passe logo. Agosto sempre foi emblemático, politicamente falando, para o país. Conheço político que entra o mês cruzando os dedos, pendura figa no pescoço, se benze e pede aos deuses que o tempo passe logo.
Também pudera, Getúlio Vargas deu fim a vida no fatídico 24 de agosto de 1954, em meio a uma crise política profunda, provocando uma consternação social de dimensão nacional. Janio Quadros, após seis meses de um governo cheio de bombásticas medidas administrativas e ridicularizadas nos quatros cantos de Pindorama, surtou e terminou renunciando no dia 25 de agosto de 1961, provocando uma crise político-institucional que veio desaguar no golpe militar de 1964. Em Pernambuco, particularmente, agosto já proporcionou duas surpresas que entraram na história do estado e do país: a primeira foi a morte súbita do governador Agamenon Magalhães, na trepidante madrugada de 24 de agosto de 1952. Saiu de cena e entrou para a história como tendo sido um governante cruel nas atitudes e perseguidor de prostitutas, afrodescendentes, homossexuais e, sobretudo, seus opositores. A outra surpresa foi mais recente, cuja lembrança ainda está fresquinha nas mentes brasileiras, que foi a trágica morte de Eduardo Campos, no brutal acidente aéreo de 13 de agosto de 2014, em Santos (SP), quando se encontrava em pujante campanha à presidência da República. Diante desses fatos concretos, como não temer os ventos de agosto?
Lembrando-me desses episódios desagradáveis à vida nacional fico, mais do que nunca, desejando que este agosto de 2015, sobrecarregado de crises – econômica, ética, moral e política – seja breve e leve, de uma vez por todas, esses ares malfazejos que vêm soprando o cenário brasileiro desde que encerrado o processo eleitoral de 2014. Uma eleição de diferença apertada entre vencedora e derrotado, não assimilada por setores importantes da sociedade organizada, secundada por uma exposição cruel do estado deplorável no qual a economia brasileira havia sido irresponsavelmente jogada, nos últimos anos.
Bom, uma coisa é certa: não há Governo que se sustente quando provoca tropeços à economia. Quando a cortina de fumaça gerada no Palácio do Planalto para encobrir as manobras de sustentação do poder se dissiparam e a realidade veio a público, um clima de instabilidade sócio-político-econômico implantou-se, cujo controle está perdido até hoje. Ao descobrir a realidade, os próprios eleitores da candidata vencedora, a torcida do Flamengo e o povo em geral, juntos e de mãos dadas, mergulharam de cabeça na maior onda de frustração social, como nunca antes na história deste país. Preocupante é que esta coisa vem rebolando até o presente agosto, no qual forças opositoras deitam e rolam sem dó, muitas vezes de forma irresponsável – sem pensar nos prejuízos que acarretam aos que representam – deixando pessoas, como eu, em permanente expectativa diante de cada novo assalto nesse verdadeiro ringue poliédrico, onde forças políticas antagônicas são medidas a qualquer preço e em qualquer hora.
Ora, minha gente, é lógico que o debate, mesmo que acalorado, além das dialéticas mais apuradas, é necessário e benéfico ao estado democrático. Sem isto, aliás, não existe Democracia. Para isto, contudo, é preciso que haja um Parlamento consciente, comprometido com a Pátria e a Nação, que haja responsabilidade do Estado e, sobretudo, haja líderes de fato que patrocinem a retomada da ordem e do crescimento socioeconômico.  Infelizmente, não vejo nada disso na atual conjuntura brasileira. Estamos como num barco à deriva. Nossa “presidenta” perdeu a bussola que lhe colocaram nas mãos e o descrédito e o pessimismo tomaram conta dos cidadãos. Ao mesmo tempo, as “lideranças” políticas estão mais preocupadas em garantir seus quinhões do que qualquer outra coisa e pouco se incomodam com a coletividade, agora abandonada.
Diante deste quadro caótico urge que apareça um grupo de coalizão política responsável que promova o entendimento como os brasileiros esperam e assumindo o comando dessa locomotiva desgovernada, pare, olhe e escute e, depois, escolha qual caminho tomar. O Brasil merece e o povo vai agradecer. Mas, que façam logo porque agosto está aí.

domingo, 9 de novembro de 2014

Circulando na Corte

Nesta semana que termina estive, por dois dias, circulando pela Corte Brasiliense. Nada de extraordinário, não fosse o período pós-eleitoral, o clima político reinante e o objetivo da minha viagem que foi participar do Encontro Nacional da Indústria (ENAI), promovido pela Confederação Nacional da Indústria – CNI. Já cheguei alimentando grande expectativa de acumular informações atualizadas do mundo político-econômico nacional. Não, necessariamente, para trazer alguma coisa para este espaço de conversa semanal, mas, principalmente por motivos profissionais.
Uma vez em Brasília, logo se nota que não é preciso correr atrás da noticia. Ela vem voando e entra por onde houver espaço, inclusive nas brechas mais exíguas. O clima de disse-me-disse é cultural e institucionalizado.  Verdades e mentiras se cruzam na maior facilidade. Fofocas e boatos são coisas de rotina. Um sujeito incauto pode ser engabelado, num instante. Por isso que, naquele “caldeirão efervescente”, trato sempre de apurar os ouvidos, abrir os olhos e com especial atenção filtrar fatos e relatos. Vamos lá.
Óbvio que o tema central da semana ainda foi sobre a reeleição apertada de D. Dilma e os apuros que ela vem sofrendo diante de uma oposição ainda no palanque, saudando feericamente o retorno do candidato derrotada no pleito, Aécio Neves, ao plenário do Senado (ele tem pela frente um mandato de mais quatro anos). Fora isso, é de se agregar uma série de outros contratempos para a Presidente reeleita, entre os quais lembro: a derrota, imposta ao Governo pela Câmara Federal, do projeto de Lei criando os conselhos comunitários, assim como a perspectiva de derrota no Senado; a contradição do aumento da taxa de juros para “conter a inflação”, uma semana após ser dita em campanha, pela candidata vitoriosa, como controlada e dentro da meta estabelecida  e, fechando a semana, a divulgação dos aumentos dos combustíveis e da conta de energia elétrica. Achei interessante quando ouvi dizer que esse conjunto de aumentos se constitui num “estelionato eleitoral”. Sim, porque de fato eram necessários, há um bom tempo, mas, somente aplicados após a vitória eleitoral. O imediatismo das correções, então, confirma melhor a urgente necessidade. As atenções agora se voltam para as consequências graves que podem advir dessas majorações de preços, porque, afinal, combustível e energia mais caros são determinantes de inflação em alta. Só nos resta rezar, com fé e muita esperança, porque o horizonte está, digamos, cinza chumbo.
Mas, se no lado econômico as coisas vão mal encaminhadas, o domínio político está cada vez mais azedo. O esforço que os petistas estão fazendo para “sustentar a peteca” é técnica, política e humanamente desafiador. Quero ver, agora, a competência dessa turma. A base aliada está rachada e prometendo rebeliões, a disputa por cargos na Esplanada dos Ministérios está acirrada, os compromissos da presidente são incontáveis, fala-se em aumento de cadeiras para ministros como se os atuais, quase quarenta, fosse um número pequeno. Nesse ambiente de disputas se pontua, com grande evidencia nacional e internacional, a difícil situação do atual Ministro da Fazenda, mais desgastado do que nunca, e a presidente não tendo um nome de consenso – entre eles – para acalmar o mau humor do mercado; noutra ponta vem o Poder Judiciário exigindo aumento para seu pessoal que, se concedido, terminará provocando num “efeito dominó” outros tantos e estourando consideravelmente a conta de despesas de pessoal do Governo, que precisa ser contida. Olhe, é um clima de total incerteza quanto ao amanhã.
Como pano de fundo, dessa atual “ópera brasiliense”, está reluzindo o Caso Petrolão. Há um estresse generalizado nas casas do Congresso Nacional, palácios e ministérios da Corte na expectativa da publicação da lista dos denunciados pelo doleiro Alberto Youseff. Várias vezes ouvi dizer que o Mensalão é “fichinha” diante desse novo escândalo. Sem nenhum sentimento de “quanto pior, melhor”, admito ser assustador. O Brasil não merece!
Diante de tantas incertezas temos mesmo que esperar o que os petistas proclamam, a toda hora: a “presidenta” pretende dialogar com todas as forças políticas para preservar a governança e o crescimento do país. “Difícil vai ser estabelecer esse diálogo. Ela é muito arredia e voluntariosa. Impõe distancias aos próprios “cumpanheiros” e os homens têm medo dela!” Ouvi de um correligionário.
Para terminar, um último comentário: é incrível como os petistas menos informados negam o fato de que a diferença de votos entre D. Dilma e Aécio tenha sido pequena. É não ter noção de matemática elementar! Dizem haver sido uma vitória retumbante. Mudaram o conceito de retumbante, assim como criaram um feminino de presidente. Mas, nem ela, a vitoriosa, nega este fato de vitória apertada. Na verdade os que estão na linha de frente sabem muito bem que foi uma verdadeira “vitória de Pirro” e que, assim sendo, vão precisar trabalhar muito e buscar se safar dos escândalos de corrupção.

NOTA: Estive em Brasília compondo a Comitiva da Federação das Indústrias de Pernambuco – FIEPE e representando o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco – SIMMEPE, no Encontro Nacional da Indústria de 2014.

sábado, 6 de julho de 2013

Pobre Pindorama

Esta semana foi profícua ao gerar assuntos para a pauta do Blog. O desenrolar da crise política, agravada pelos percalços da economia gerou uma infinidade de temas. Economia em declínio, Real se desvalorizando frente ao Dólar, indicadores de queda na produção industrial, comércio varejista ressentindo-se pela retração. O povo está com medo de consumir, muitos evitando as ruas, aqui no Recife os ônibus não rodam por conta da greve dos motoristas e cobradores, no resto do país os caminhoneiros fecham as principais estradas, num protesto sem precedentes, com cargas retidas, produtos perecíveis se estragando e o país parando. O governo (g minúsculo mesmo) certamente vai evitar que se calculem os prejuízos.
Nossa “presidenta” anda tropeçando e sendo desprestigiada. O Padrinho dela já declarou na imprensa que ela é uma “teimosa”! Que coisa, meu Deus! Queimando a afilhada. Bom, teimosa ou não e com a popularidade em declínio, ela está lá de cima tentando dar as cartas do jogo de modo unilateral. Mas, difícil tem sido jogar. Mandona, acho que – paradoxalmente –  sem noção precisa de democracia, ela vem apresentando propostas polêmicas e inexequíveis. Os aliados não são ouvidos, muito discordam e os opositores coitados, nem se fala. Essa história do plebiscito que ela tenta empurrar de goelabaixo no Congresso promete ser outro elemento de paralisação do país. Que vexame. Não vai ser assim que o Brasil terá sua reforma política. Observem que é o mesmo modelo adotado por Hugo Chávez. Pela “mãe do guarda”, o Brasil não merecia cair nessa, também. Esse plebiscito, se houver, não vai dar em nada. Plebiscito se faz com as opções do tipo SIM ou NÃO. Com um questionário extenso, como se sugere, nunca.
Mas, amigas e amigos, as coisas não andam ruins somente aqui. Vejam só o que ocorreu no Egito: derrubaram o governo democrático, eleito pelo povo, após décadas de tirania ditatorial. Vá entender. Aquele esforço da Primavera Árabe, iniciada no próprio Egito, parece que não valeu de nada. Ironicamente, quem assumiu o governo, dizendo ser provisório, foram os militares que estiveram salvaguardando Hosni Mubarak durante seus 30 anos de ditador. A razão do golpe? O Presidente Mohamed Morsi – o tal eleito pelo voto popular – “meteu os pés pelas mãos” e começou a mandar sem ouvir os reclamos da Nação.  Ou seja, virou um novo Ditador. Povo escolado pelos anos de regime duro saiu às ruas e provocou a derrubada do sujeito. Houve nova festa na Praça Tahrir. Porém! Porém é um episodio ruim para a história da Democracia. Um golpe, uma deposição é sempre ponto negativo para a História.  
É doloroso perceber como essa gente que assume o poder não entende de Democracia. D. Dilma, por exemplo, lutou contra a ditadura militar, virou guerrilheira, sequestrou gente, o escambau, pregando a Democracia e, ironicamente, fica agora, lá de cima, fazendo o povo de besta e querendo mandar sozinha. Não ouve ninguém, segundo um dos seus mais próximos  assessores. Chávez em nome da democracia levou a Venezuela a uma ditadura disfarçada com ajuda, inclusive, de um plebiscito. Cristina Kirchner anda por esse caminho, também. Pobre América Latina.
Precisamos urgentemente de uma Escola de Democracia, na qual gestão pública, governança, Sociologia, ciência politica, Direito Constitucional, Antropologia, Economia, cidadania, diálogo, honestidade, patriotismo, ética, entre outras disciplinas correlatas sejam curriculares. Somente os diplomados nessa escola sonhada teriam acesso ao poder executivo. Difícil, imagino, mas precisamos instituir alguma peneira que promova uma revolução moral. Chegou a hora de se passar um rodo e fazer uma limpeza geral. Caso contrário, no cenário brasileiro, vamos continuar vendo governantes mandões, achando que podem tudo, metendo a mão no dinheiro público, corruptos condenados fora das cadeias, outros voando nas asas da FAB carregando mulher, filhos, netos, sogra (até ela!), gato, cachorro e papagaio para curtir paraísos e eventos, inclusive particulares, que ocorrem em Pindorama. Pobre Pindorama.

sábado, 29 de junho de 2013

A Expectativa do Porvir

Ao concluir a postagem da semana passada, afirmei que o Brasil havia mudado e não era o mesmo da semana anterior. De fato, a Nação assumiu seu direito de, em alto e bom tom, ditar o que desejava para o futuro. Claro que abominei a ação dos perturbadores da ordem, que se infiltraram na sociedade apartidária manifestante e bem intencionada. Esses, porém, estão tendo o devido tratamento.
Em meio ao inesperado clima instalado, entramos na semana que finda assistindo a uma sucessão de mensagens e ideias governamentais desencontradas e, em boa parte, equivocadas revelando não haver a necessária sincronia entre os próprios membros do executivo, do PT e da base aliada. Com a oposição, que seria necessária e prudente, nem se fala. O legislativo em total estresse. Propostas apressadas e sem respaldo legal foram anunciadas, todas praticamente empurradas de “cima para baixo” por D. Dilma, exacerbando ainda mais o clima de instabilidade. E o povo saindo às ruas, exigindo respostas às demandas apontadas. Nem o futebol – tido como o ópio do povão – conseguiu atrair as atenções. Pelo contrário, instigou os manifestantes. Copa das Confederações? Que nada! Também com os preços de ingressos cobrados pela FIFA, quem pode?
Mas, uma coisa chamou a atenção dos brasileiros, ao longo dessa semana: nunca se trabalhou tanto no Congresso Nacional. Num clima de “ou vai ou racha” a turma de deputados e senadores se apressou em mostrar serviço e desengavetar projetos que adormeciam há tempos. Fiquei surpreso com tanta agilidade. Conseguiram, até, responder aos clamores populares. Só a esmagadora derrubada da PEC 37 – Proposta de Emenda Constitucional, indecente, que tiraria o poder do Ministério Público de investigar as ladroeiras generalizadas –  e a decisão do Senado de tratar a corrupção com um crime hediondo, já foram duas vitórias memoráveis que a Nação agradece. São apenas dois exemplos. Teve mais. Nossos deputados e senadores trabalharam por conta do empurrão que levaram.  Tomara que eles tenham aprendido a lição e de uma vez por todas saibam que são empregados públicos a serviço do povo e por ele pago.
Agora, estressante mesmo está sendo a discussão de um tal Plebiscito, com vistas à realização de uma reforma política. A Presidente quer, porque quer, realizar esta consulta, jogando nas costas da população a responsabilidade que, de direito e de fato, é dos seus representantes, isto é, deputados e senadores. Ela vai enviar mensagem à Câmara que terá de decidir se essa coisa será ou não realizada. O rolo é grande. A oposição defende um Referendum, que seria a validação – via consulta popular – de uma proposta de reforma antes discutida e amplamente debatida.   E agora? O primeiro encontra um obstáculo de cara: o que vai ser perguntado ao povo? Problemão! Quem vai formular este questionário? E o povão – aquele da bolsa família e os analfabetos – vão saber votar? Sei não, mas acho que vai ser uma lasqueira... Mais preocupante, mesmo, é o inadmissível fato de ser feito antes de Outubro, para que o resultado seja aplicado nas eleições de 2014. Não precisa ser habilidoso(a) para sentir mais uma manobra espúria por trás disso.
Sinceramente, chega a ser revoltante. Temo que esta chance repentina de se fazer a tão almejada reforma termine por produzir uma tremenda frustração.  Pior do que isto: um erro de difícil reparo.  Sempre ouvi dizer que “a pressa é inimiga da perfeição”. Sinto que pode ocorrer algo assim. Reforma política não se faz de uma hora para outra. Requer formulações acuradas, bem e amplamente debatidas, avaliações sensatas, visão política, patriotismo, respeito à Nação, entre outros predicados. Será que vamos ter chances disso tudo?  Nossa Gerentona, além de andar tropeçando, meteu-se numa encruzilhada terrível. Coitada, acho que ninguém quer estar na pele dela. Nem mesmo o Padrinho. Tá doido! Tem oportunistas de olhos bem abertos. 
É preocupante o quadro estabelecido. Já se fala em greve geral, paralisações setoriais e inquietação popular. É um porvir de muitas expectativas.  

Supremo Desalento

Acordei cedo neste 15 de setembro de 2026, alimentado uma das maiores esperanças dos últimos tempos para meu Brasil: a sessão extraordinári...