O povo foi outra
vez às ruas. Em menor afluência é verdade. Mas, não deixou passar. É a
democracia sendo exercitada. Ocorreram, como previsto, manifestações menores. O
brasileiro é bem acomodado para essas coisas e gosta mesmo é de novidade sem
muito compromisso. Muitos vão por pura gandaia, outros sequer sabem, por certo,
o que defender. Há de tudo: protestos e demandas certas, misturadas com as
coisas sem sentido. Pedir o impeachment da presidente e a intervenção
militar, por exemplos, é pura sandice. Coisa de quem não sabe focar no certo.
Em sendo cometida uma dessas duas opções, ter-se-á um tremendo retrocesso na
ordem política e no domínio econômico do País. O preço a pagar pode ser muito mais alto do
que já se paga. É preferível pensar que o povo pedindo mais do que o adequado,
ganhe o que lhe seja devido. E que sirva de experiência. Esta, aliás, pode ser
uma forma de educar politicamente o povo comum. E com isto, não se defende este
governo que está aí. Ao invés disso, manifesta-se o descontentamento com tudo
quanto tem provocado todo esse transtorno sócio-poliltico-econômico que vem
ocorrendo.
Mas, na tentativa de tirar lições dos clamores das ruas, o que seria bem oportuno é que houvesse uma reflexão nacional sobre o tema da corrupção, já que muitos são os cartazes e as demandas pedindo o fim dessa praga que assola o país. Neste caso o povo tem razão porque, afinal de contas, o Brasil está consagrado mundialmente como sendo “o paraíso dos corruptos”. E não se trata, apenas, desses corruptos agora presos pela Lava a Jato ou pelo Mensalão. Aqui se dá guarida a ladrões e escroques internacionais, entre os quais o mafioso italiano Tomasso Buscetta, o inglês Ronald Biggs e o também italiano, ativista e criminoso, Cesare Batistti, que se refugiaram no Brasil, numa boa e em segurança, fugindo da lei dos seus respectivos países. Ora gente, assim já é demais. A corrupção e a (des)governança, que são “amigas íntimas” neste cenário, grassam de modo descarado no continente brasileiro.
Bom, verdade se diga: tudo isso começa no seio das famílias brasileiras. É uma coisa de berço. Tudo de forma tranquila e como se nada fosse errado. O brasileiro comum é corrupto, até por esporte: gosta de furar uma fila no banco ou noutro lugar qualquer, suborna um guarda de trânsito para se livrar de uma justa multa aplicada, forja recibos falsos para burlar a Receita Federal na hora do ajuste de contas com o leão, estaciona numa vaga destinada a especiais, rasura documentos pessoais para enganar os tolos, entre outras peripécias. A meninada cresce nesse clima de blefar e se tornam adultos corruptos de carteirinha.
Essa é a “meninada” que tempos depois ocupa cargos públicos, muitos dos quais se elegem parlamentares ou executivos de governos, viram magistrados e, com a maior tranquilidade, passam a mão no dinheiro público, mentem descaradamente para os eleitores, “comem bola” para livrar delinquentes da cadeia ou se apropriam de bens apreendidos, produzindo, por fim, uma sociedade de estúpidos ladrões e assassinos cruéis.
Dois casos recentes: quem diria que o Programa de Financiamento Estudantil no Ensino Superior – FIES fosse ser plataforma de sustentação financeira para centenas de escolas mal estruturadas e formadoras de profissionais desqualificados como vem acontecendo em todo país? E quem diria que o Seguro por Danos Pessoais causados por Veículos Automotores – DPVAT tivesse por trás uma quadrilha de falsificadores, espalhada pelo país, que forja falsos sinistros, atestados médicos mentirosos e registros de ocorrências inexistentes, para receber indenizações, sem que o verdadeiro segurado tome conhecimento?
O que resta, neste clima desolador e diante dos clamores populares, é desejar que um dia – um dia! – surja um Brasil livre de corruptos e ladrões, inclusive estrangeiros, e que o país goze de limpo prestigio internacional. Isto, certamente, não será logo mais. Mas, uma coisa é certa: serão necessárias algumas gerações bem orientadas, com forte esquema de Educação (sempre ela!) com lições e práticas de moral e cidadania, qualidades inexistentes na maioria dos brasileiros comuns dos tempos de hoje. Combater a corrupção (pela base) deve ser o foco.
Mas, na tentativa de tirar lições dos clamores das ruas, o que seria bem oportuno é que houvesse uma reflexão nacional sobre o tema da corrupção, já que muitos são os cartazes e as demandas pedindo o fim dessa praga que assola o país. Neste caso o povo tem razão porque, afinal de contas, o Brasil está consagrado mundialmente como sendo “o paraíso dos corruptos”. E não se trata, apenas, desses corruptos agora presos pela Lava a Jato ou pelo Mensalão. Aqui se dá guarida a ladrões e escroques internacionais, entre os quais o mafioso italiano Tomasso Buscetta, o inglês Ronald Biggs e o também italiano, ativista e criminoso, Cesare Batistti, que se refugiaram no Brasil, numa boa e em segurança, fugindo da lei dos seus respectivos países. Ora gente, assim já é demais. A corrupção e a (des)governança, que são “amigas íntimas” neste cenário, grassam de modo descarado no continente brasileiro.
Bom, verdade se diga: tudo isso começa no seio das famílias brasileiras. É uma coisa de berço. Tudo de forma tranquila e como se nada fosse errado. O brasileiro comum é corrupto, até por esporte: gosta de furar uma fila no banco ou noutro lugar qualquer, suborna um guarda de trânsito para se livrar de uma justa multa aplicada, forja recibos falsos para burlar a Receita Federal na hora do ajuste de contas com o leão, estaciona numa vaga destinada a especiais, rasura documentos pessoais para enganar os tolos, entre outras peripécias. A meninada cresce nesse clima de blefar e se tornam adultos corruptos de carteirinha.
Essa é a “meninada” que tempos depois ocupa cargos públicos, muitos dos quais se elegem parlamentares ou executivos de governos, viram magistrados e, com a maior tranquilidade, passam a mão no dinheiro público, mentem descaradamente para os eleitores, “comem bola” para livrar delinquentes da cadeia ou se apropriam de bens apreendidos, produzindo, por fim, uma sociedade de estúpidos ladrões e assassinos cruéis.
Dois casos recentes: quem diria que o Programa de Financiamento Estudantil no Ensino Superior – FIES fosse ser plataforma de sustentação financeira para centenas de escolas mal estruturadas e formadoras de profissionais desqualificados como vem acontecendo em todo país? E quem diria que o Seguro por Danos Pessoais causados por Veículos Automotores – DPVAT tivesse por trás uma quadrilha de falsificadores, espalhada pelo país, que forja falsos sinistros, atestados médicos mentirosos e registros de ocorrências inexistentes, para receber indenizações, sem que o verdadeiro segurado tome conhecimento?
O que resta, neste clima desolador e diante dos clamores populares, é desejar que um dia – um dia! – surja um Brasil livre de corruptos e ladrões, inclusive estrangeiros, e que o país goze de limpo prestigio internacional. Isto, certamente, não será logo mais. Mas, uma coisa é certa: serão necessárias algumas gerações bem orientadas, com forte esquema de Educação (sempre ela!) com lições e práticas de moral e cidadania, qualidades inexistentes na maioria dos brasileiros comuns dos tempos de hoje. Combater a corrupção (pela base) deve ser o foco.







