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sexta-feira, 18 de março de 2016

Nação Perplexa



Esta postagem foi reformulada por três vezes. Cada vez que o fiz estive influenciado por novos episódios do turbulento cenário político-econômico nacional. Quase desisti porque a cada hora um novo escândalo é noticiado. De todo modo, resolvi dar minha opinião neste humilde espaço.
Os últimos fatos, sobretudo as ocorrências registradas da última quarta feira para cá (16.03.16), são de estarrecer qualquer cidadão de são juízo. Essas gravações de conversas liberadas pelo Juiz Moro são arrepiantes.  Definitivamente a situação do quadro político brasileiro chegou a um ponto de total insustentabilidade. O Estado afundou no mar de lamas da corrupção e a Nação está em deplorável orfandade. Os políticos de plantão não enxergam mais que um palmo além dos respectivos umbigos. Apenas o suficiente para proteger suas peles e se sustentar nesse “balança mas não cai” no que se transformou a república petista.
Nunca na historia deste país ouviu-se falar de tanta bandalheira, roubos e cinismo político. A repercussão dentro e fora das nossas fronteiras é das mais desastrosas e vai se projetar ao longo das próximas décadas, dado ao fato de que sair desse buraco vai custar um alto preço para os brasileiros de todas as classes e matizes políticas. Caro, particularmente, para quem governará.
No domingo passado (13.03.16), o povo foi às ruas, em volume nunca antes registrado, e clamou pela ordem e o progresso, como manda o pavilhão nacional. Já na quarta feira, após a nomeação/habeas corpus de Lula, alçado a Ministro de Estado por D. Dilma, o povo voltou de modo espontâneo para protestar e exigir a renúncia da presidente e a prisão do Lula, investigado por inúmeras improbidades. Estão nas ruas até a publicação deste post! 
Percebe-se que dificilmente Dona Dilma sairá incólume desse imbróglio no qual se meteu. E se meteu, pelo visto, conscientemente. As chances de concluir este seu segundo mandato são mínimas. As propostas de solução política que são esboçadas – Parlamentarismo, entre outras – são puros delírios de um Estado carcomido e em desespero. O processo de impeachment foi retomado com mais força e o “salvador da pátria” o ex-presidente Lula, um falso-mito mentor de toda essa barafunda, perdeu completamente a compostura e hoje está transformado num estorvo para, até mesmo, muitos dos seus antigos correligionários. É um prejuízo sem tamanho preciso. Resumindo a ópera é fácil concluir que esta aventura PTista jogou o País num tremendo desmantelo político-econômico, justo numa oportunidade em que mais se aproximou do estágio em que o elevava ao patamar das nações mais desenvolvidos. O esforço que se fez nas décadas anteriores foi por terra nesses últimos 12 anos.
Sempre ando cascavilhando notícias nacionais e internacionais.  Na semana que passou, por exemplo, deparei-me com um importante e abalizado pronunciamento que me deixa em estado de tristeza: o Brasil deverá registrar nova década perdida, avaliou Albert Fishlow, professor de relações internacionais da Universidade de Columbia (USA). “Falando do futuro, temos que lembrar que o PIB per capita do Brasil será, em 2020, igual à de 2010. Então, independentemente do que acontecer, será uma década perdida”. Isto é uma das infinitas repercussões da atual crise brasileira, no cenário internacional.
A situação se mostra mais preocupante ao enfrentarmos uma questão que não cala: Quem vai suceder este governo e dar jeito nessa bagunça? Acredito que, seja quem vier porque terá que haver alguém, vai enfrentar um colossal desafio. Para “arrumar a casa” terá que forçosamente enveredar por um caminho pouco agradável e provavelmente impopular que poderá deixá-lo, em pouco tempo, em péssimas condições políticas. Este será o alto preço que os brasileiros pagarão por não saberem escolher criteriosamente seus governantes. Haja perplexidade.

NOTA: Foto obtida no Google Imagens

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Sobrou pra nós

Quando o orçamento familiar estoura o jeito que tem é cortar despesas apertando o cinturão, diminuindo o consumo das despesas correntes (luz, água, telefone etc.), cortar os supérfluos no supermercado, o almoço domingueiro fora de casa, guardar o carro na garagem e usar o busão ou metrô e por aí vai...
A coisa deveria funcionar do mesmo modo no setor Governo, sobretudo quando ele assume que o orçamento público estourou. A ordem deveria ser a mesma que prevalece numa familia. Mas, não é isto que está ocorrendo no Brasil da atual conjuntura. O Governo mandou ao Congresso uma proposta orçamentária para 2016, com uma previsão de déficit de R$ 30,5 Bilhões e confirmando que quer (ou tem que) gastar mais do que prevê receber. Creio que seja uma coisa inédita neste Brasil do meu Deus. Eu, pelo menos, nunca ouvi falar.
Sem querer abdicar das regalias e gastanças corriqueiras, Dona Dilma e seus 39 ministros pretende continuar esbanjando, embora a grana dos cofres públicos não suporte. Diante de um despautério de tamanha grandeza e uma incompetência nunca vista na História deste país, vai sobrar prá nós, pobres mortais contribuintes, porque é aumentando impostos e cortando investimentos que ela vai tentar (eu disse tentar) cobrir o rombo.
Reunida com ministros da área econômica, a “Presidenta” bolou, esta semana, um pacote de medidas para sanar a situação, que, segundo analistas econômicos não vai ajudar muito. “Vai cobrir um santo, descobrindo outro”.
No âmbito do pacote, algumas coisas chamam atenção: tira dinheiro do sistema S (Sebrae, Sesi, Senar, Senai) para cobrir parte do déficit, prejudicando inclusive o Pronatec, tão celebrado e decantado na campanha à presidência da Republica. Tira verbas orçadas para o Minha casa, Minha vida e, para não parar o programa, vai buscar recursos no FGTS. Prejudica o Programa de Exportações do Ministério do Desenvolvimento  com a redução do Reintegra (crédito aos exportadores de manufaturas, por meio de devolução de até 3% do faturamento, para descontos no PIS e Cofins) e, de quebra, traz de volta a famigerada CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) abominada no passado e no presente. Isto sem falar nos cortes previstos para os orçamentos dos ministérios básicos como Educação e Saúde. Para agitar mais, desferiu na moçada da “infantaria” - funcionários públicos - um empurrão de seis meses à frente para a correção dos salários. E aí eu pergunto: sobrou ou não sobrou prá nós?
Feito isto, noutra ação “faz de conta” promete, para a próxima semana, reduzir os ministérios que na prática não servem para nada, salvo dar emprego aos parasitas asseclas petrálias que perambulam na Esplanada dos Ministérios à cata de vaga no cabide de empregos montado por esse governo tresloucado. Que falta farão ministérios como o da Pesca, da Mulher ou o da Raça Negra? Já não têm verbas consideráveis mesmo... Vai ser uma jogada política.
Resumo da ópera: sacrificar, mais uma vez, o contribuinte espoliado e cansado de trabalhar para pagar tributos absurdos, sem que haja retornos desejados e de direito do cidadão.
Haja emoções, a cada dia. E cada vez mais fortes.

Supremo Desalento

Acordei cedo neste 15 de setembro de 2026, alimentado uma das maiores esperanças dos últimos tempos para meu Brasil: a sessão extraordinári...