sábado, 22 de fevereiro de 2014

Falando de Carnaval

Tenho sido muito critico nos anos recentes quanto à programação do carnaval do Recife. Sinto-me coberto de razão diante do desprestigio que se atribui aos autênticos traços culturais locais e em particular ao ritmo do frevo. Tranquilizo-me quando vejo que não estou sozinho nas denúncias, diante das severas observações que são feitas por críticos respeitados e formadores de opinião.
Neste período pré-carnavalesco de 2014 já se confirmam a manutenção de um estado de descaso para com as tradições locais. É lastimável ver o lamento do Maestro Duda – um ícone do frevo pernambucano – “são tantas as injustiças com a nossa cultura: saímos das ruas, nos afastamos do público” (Diário de Pernambuco - 04.02.14). A Secretaria de Cultura da Prefeitura de Geraldo Julio prometeu rigor no inicio do ano passado e se desculpou por não poder corrigir a situação naquele inicio de gestão, herdada dos petistas ignaros. Agora, ao apresentar a programação deste ano, garantiu que 98% dos artistas contratados é “prata da casa”. Contudo, examinando a dita programação, desconfio que este cálculo pode revelar equívocos. Vi que artistas do Sul estão vindo – com altos cachês, é claro – para “animar” a festa dos recifenses. Entre esses, só tiro Elba Ramalho que, embora radicada no Rio e haver nascido na Paraíba, nasceu artisticamente no Recife, interpreta frevos e anda muito por aqui. O restante, francamente, não merece qualquer prestigio. Maria Gadu? Considero isto uma desacato.
Outra coisa incrível que li recentemente num dos nossos jornais diários foi de que o Bal Masquê do Clube Internacional, uma das mais tradicionais festas da cidade, se “baianizou” de uma vez por todas. Este ano foi animado por banda e artista baianos. A verdade é que este baile deixou de ser o BAILE de carnaval genuinamente pernambucano, há muito tempo.  Perdeu o encanto do passado e o charme que durante décadas ostentou. Hoje virou um pagodão,  axézão, sem limites, nem tamanho. Elitista? Quem, eu? Coisa nenhuma... Valorizo um autêntico Bal Masquê, assim como valorizo um bloco de rua, com o povão fazendo o passo, suado e empurrando uns aos outros, às cotoveladas, na conquista do espaço. Entro com vontade... Na verdade, pretendo ser, tão somente, um guardião ou uma tênue voz no meio de uma gente que tem a pachorra de apagar sua história. O pernambucano está cada vez mais alienado e sem noção de cultura e patrimônio histórico. Doe-me ver a geração atual declarar que frevo é muito chato. Ligo o rádio e procuro escutar um frevo, e nada! Nem mesmo nessa época de carnaval. Só dá axé e rock da pesada. Maestro Duda tem razão.
Fico imaginando do que seria Veneza se seu povo, ou sua prefeitura, resolvessem “apagar” seu autentico carnaval e seus bailes de máscaras. Ao contrário, preservam a cultura e o ano inteiro lembra seu famoso carnaval!  Aqui é no sentido inverso.
Outra ironia é lembrar que o tão exaltado trio elétrico baiano foi inspirado no frevo pernambucano. A história registra que em 29 de janeiro de 1950, o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas  do Recife, a caminho para uma exibição no carnaval carioca, a bordo do navio Santarém, parou em Salvador e resolveu desfilar nas ruas da cidade. Foi um furor. Os baianos nunca haviam visto o frevo. O carnaval lá era uma coisa apática e sem traço cultural definido. Segundo jornais da época, 80.000 pessoas saíram pulando e fazendo o passo atrás de Vassourinhas. No meio da multidão, um cidadão de nome Osmar Macêdo deslumbrado com aquele sucesso, convidou o amigo conhecido por Dodô para engendrar, numa fobica Ford 29, dois autofalantes e sair pela rua, durante o carnaval, tocando Vassourinhas, o hino do carnaval pernambucano,  com seus instrumentos de corda, conhecidos como guitarras baianas. Foi um sucesso estupendo. Criaram, na verdade, um novo formato de brincar carnaval na Bahia. Com o tempo a dupla Dodô e Osmar, já muito famosos, agregaram nova figura – Armandinho – e daí prá frente ninguém segurou o que veio a ser denominado de Trio Elétrico. A fabricante de refrigerantes Fratelli Vita, na pessoa do seu proprietário Miguel Vita – pernambucano – resolveu patrocinar o Trio de Dodô, Osmar e Armandinho.  Foi um sucesso retumbante. Ao mesmo tempo, a concorrente Coca-Cola resolveu responder na Terra do Frevo colocando nas ruas um Trio Elétrico, sem que surtisse qualquer efeito. O povo do Recife olhava com desprezo àquela invenção estranha. “Guitarra tocando frevo? Ôxente, que coisa mais idiota...” Mas, os baianos, ao contrário, desenvolveram o projeto, com forte esquema de negócio comercial e olhe no que deu. Fizeram da Bahia o polo emissor de carnavais o ano inteiro: os famosos carnavais fora de época. Falam, com a maior naturalidade, da existência de frevo baiano. É de lascar. Trabalharam bem, reconheço. Já os pernambucanos foram passados para trás e hoje vivem correndo atrás do trio elétrico. É danado... Veja as fotos, a seguir.


Vejo com tristeza que não se diz mais que em Pernambuco se faz “o melhor carnaval do mundo”. Havia nisto muito bairrismo, é claro, mas significava fidelidade à cultura do torrão natal. Ficou tudo no passado. Os pernambucanos de hoje – começando pelos que ultimamente governam – não sabem o que é a real tradição da sua terrinha. É um bando de alienados. Vivo sem muitas esperanças. Mas, vou continuar contando a história. Quem manda viver o tanto que já vivi?

Ah! Um registro especial: depois que fechei este artigo, visitei o recém-inaugurado Passo do Frevo, no bairro do Recife Antigo. Confesso que gostei apesar do excesso de vermelho na ambientação. É um museu de conceito moderno, interativo e reunindo peças relevantes que contam a história do ritmo pernambucano. Foto ao lado. Quem sabe, brote dali uma esperança! Ponto positivo para a Prefeitura atual. Tomara que adotem outras providências honestas e compatíveis com a cultura pernambucana. Para o Baile Municipal, por exemplo, prometem uma noite pernambucana. Vamos ver. 


Ainda não é este ano que volto a brincar o carnaval do Recife. Até que me “balancei”...  Zarpo pra bem distante.



Nota: As fotos dos baianos foram obtidas no Google Imagens. A do Passo do Frevo é da autoria do Blogueiro.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Nação Asteca

Quando os espanhóis conquistadores chegaram à região mesoamericana, onde hoje se localiza o México, se surpreenderam ao encontrar uma civilização muito desenvolvida e com traços culturais que guardavam semelhanças com as dos povos do antigo Oriente Médio entre os quais egípcios, fenícios, sumérios e caldeus. Muito diferente daqueles que foram encontrados, pelos ibéricos na costa Oriental das Américas. Logo se notou que era uma gente de costumes refinados, cultos e religiosos, dominando conhecimentos de matemática, astronomia, belas artes, agricultura, medicina, arquitetura, engenharia e urbanismo. Numa carta ao Rei da Espanha, os conquistadores relataram, com muita surpresa, haver encontrado uma cidade que era abastecida por água potável através de aquedutos localizados nas montanhas. Aquilo foi um espanto porque, na Europa da época, o povo morria de diarreia, por falta de água potável e higiene.
Esse povo desenvolvido pertencia à Nação Asteca, formada por varias tribos nômades,  proveniente de certo local denominado de Aztlan, ao Norte do continente. A tribo localizada numa ilha do Lago Texcoco autodenominava-se de Mexica (que deu origem do nome do país). Conta-se que por uma determinação divina – eles viviam numa Teocracia – ali se radicaram e fundaram a cidade de Tenochtitlán, que se tornou a capital da Nação Asteca. É uma história que remonta aos séculos 13, 14, 15 e 16.
Foi Hernán Cortés o espanhol responsável pela conquista e destruição da civilização ali existente, em 1521, quando derrotou o Rei Huey Tlatoani, conhecido na História como Montezuma II, morto de modo covarde, pelas tropas espanholas. Dalí em diante os colonizadores destruíram o que lhes aparecia pela frente e sobre as ruínas de Tenochtitlán construíram a atual Cidade do México.
Uma visita ao México equivale a um mergulho na História das Américas, ou pelo menos em parte importante dessa história. Foi o que fiz recentemente. Não fui, propriamente, apanhado de surpresa embora confesse que em muitas ocasiões minhas expectativas foram bastante superadas. As pesquisas e explorações arqueológicas realizadas, sobretudo no século 20, põem à vista maravilhas dessa grandiosa civilização. Com a mesma curiosidade e entusiasmo que já tive ao visitar e explorar os monumentos históricos da Europa e do Oriente, percorri sítios históricos do México, penalizando-me por não haver feito antes.
O primeiro impacto foi ali mesmo no centro da Cidade ao visitar as ruínas do Templo Maior da cidade primitiva. Explorações arqueológicas dão prova da destruição dos espanhóis. Tanta história e tantos vestígios de esplendor, que é impossível não se surpreender. Minha cicerone – Susana González – foi incansável nas explicações de cada ponto, cada espaço, cada pedra e cada pedrinha. Tudo muito significativo. Deu-nos – a mim e minha família – lições de História do Novo Mundo e da Nação Asteca, incluindo noções de Arqueologia. Tomamos um banho de cultura mexicana. Vide fotos a seguir porque fotos falam melhor do que palavras.




Dois outros lugares da Cidade do México são visitas obrigatórias para um turista antenado:  o primeiro é o Sitio Arqueológico de Teotihuacán e, depois, o incrível Museu de Antropologia.
Se uma visita às ruínas do Templo Maior no centro da Cidade do México é algo surpreendente, muito mais é o que se revela no Sitio Arqueológico de Teotihuacan. A primeira coisa que me ocorre dizer é que se trata de algo indescritível. Só vendo para crer. Situado a aproximadamente 40 Km. a Nordeste da Cidade do México o local, com 83 Km², é o testemunho concreto de uma avançada civilização que habitou a região no período pré-Colombiano. E neste caso, refiro-me a um Império mais antigo ainda, digamos que pré-asteca, datado de 600 AC! É ou não é surpreendente? O que se registra é que seu ocaso, que se deu no século VIII, decorreu por conta de dificuldades sociais e climáticas.
Teotihuacan, ou Cidade dos Deuses, foi a maior urbe daquela época e que se tem noticia. É impressionante verificar a noção de planejamento que eles tinham nos domínios da engenharia, arquitetura e urbanismo. Vi coisas que, sinceramente, rivalizam com que se observa no mundo moderno. Um destaque, por exemplo, vai para a denominada Rua dos Mortos, verdadeiro eixo central da cidade. Uma reta de 4 Km. de comprimento e largura de 45 metros. Foto acima. Francamente, para aquela época? Antes de Cristo! Uma surpresa e tanto... A organização social se dava com base numa Teocracia, isto é, os governantes eram considerados e reverenciados como verdadeiros deuses. Todas as atividades sócio-politico-econômicas emanavam de princípios divinos.  
Numa visita a Teotihuacan o que mais chama a atenção são as duas imensas pirâmides lá existentes: a do Sol, com 65m. de altura (foto acima) e a da Lua, com 45m. Turistas crentes escalam as duas para receber energias. Não tive energia para ir colher energias lá em cima. Depois das pirâmides, lembro-me dos fantásticos palácios em boa parte tratados pelos arqueólogos e abertos à visitação publica. É o caso do belo palácio de Quetzalpapalotl. Olhe a foto a seguir.
Ah! E o Templo de Quetzalcóatl, que visitei logo que cheguei e onde gastei as energias que acumulava naquele dia. Uma coisa posso garantir: é preciso coragem e juventude para escalar aqueles monumentos.

No Museu de Antropologia o visitante faz um roteiro, cuidadosamente montado, que o leva a admirar uma das mais belas coleções de peças e objetos das diferentes fases e povos da cultura Asteca. O espaço do Blog é insuficiente para detalhar esse Museu. Valho-me de algumas fotos, a seguir, que pude registrar para ilustrar o Blog. Atenção para a famosa Pedra do Sol, ultima foto, que na verdade é um calendário agrícola. Um ícone da cultura asteca.


Eu teria uma infinidade de relatos sobre o México, mas, um post maior do que isto seria cansativo para o leitor ou leitora.
NOTAS: As fotos são da autoria do Blogueiro.

Se você estiver interessado(a) em algo mais sobre este tema, sugiro que visite o www.youtube.com/ticoso onde meu filho José Antonio Brazileiro postou stripfilmes sobre nossa visita ao México.

MUCHAS GRACIAS: Com minha família estamos gratíssimos pela acolhida da Professora SUSANA GONZÁLEZ pelas atenções, manifestações de carinhos e, especialmente, por haver nos acompanhado, dia e noite, durante os dias da nossa visita à Cidade do México. Os agradecimentos são extensivos à família González Hierro.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Cores do México

Achei muito interessante, quando circulei recentemente nas ruas da Cidade do México, ao observar o biótipo dos nativos. É uma gente muito parecida com o povo comum daqui do Recife ou de outras cidades brasileiras. De repente, comecei ver Seu Biu, Dona Zefinha, Seu Zezinho, Iracemas, Cremildas e outros mais. Muitos mestiços como no cenário brasileiro. Senti-me em casa.
Esta foi a minha primeira visita à Nação Asteca. Saí impressionado com a estrutura urbana, as longas e largas avenidas, os inúmeros parques e praças e os palácios governamentais e privados espalhados pela metrópole. É a cidade com o maior número de museus no mundo. Impressionante o ambiente cultural. Museu para tudo... inclusive um de Economia Interativo e o inusitado Museu do Terror.

A Cidade do México tem uma das maiores regiões metropolitanas do mundo. Reúne mais de 40 municípios e estima-se que tenha, hoje, ao redor de 22 milhões de habitantes, sendo comparada com Tóquio e Seul, na Ásia. Tem poluição ambiental, o trânsito é pesado e assusta o visitante. Supera em muito o caos das grandes cidades brasileiras. Os habitantes locais parecem estar conformados com a situação e não perdem o bom humor. O dia começa tarde e a vida vara a noite com ajuda dessa lentidão do trânsito.
Importante, contudo, é que a cidade é muito bonita e de especial colorido. Talvez para compensar o cenário gris das áreas além do perímetro urbano. Existem favelas, é verdade. Nos arredores da cidade, sem a agressão do que se observa no Rio de Janeiro, por exemplo. Mas não chegam a ser construções subnormais. Sem pintura confundem-se com o cinzento das montanhas. Para completar, a Sudeste da cidade, o Vulcão Popocatepetl, há algum tempo lança fumaça e cinzas e pontifica fazendo parte da paisagem semiárida, quase sempre cinzenta. A vegetação é, sobretudo, de cactáceas com a palma forrageira e a agave (verde, azul e mesclada) dominando os campos. Algumas praças no centro da cidade têm essas plantas como adorno. Vide foto. A palma – nopal para eles – serve de alimentação humana – uma delicia, por sinal – e, ao contrário do Brasil, o gado não come. E é da agave que eles tiram as famosíssimas Tequila e Mescal.   
Estive no México com minha família e foi - em tudo e por tudo - uma viagem muito auspiciosa, porque tivemos uma guia de primeiríssimo nível, a amiga de juventude, Susana González. Mexicana de nascimento e formada em História pela UNAM (Universidade Nacional do Mexico)  proporcionou-nos um verdadeiro “mergulho na cultura asteca”. Não poderia ter sido melhor.
Uma das primeiras informações dada por Susana foi lembrar que a Cidade foi construída na bacia do Lago Texcoco. Aterrado pelos colonizadores espanhóis, grande parte da cidade está montada sobre reservatório lacustre subterrâneo. Prova concreta disso é a Catedral Metropolitana, um dos ícones da cidade, sustentada por macacos hidráulicos que a mantém em permanente e monitorado equilíbrio. Lá dentro é possível admirar a engenhosidade dessa tecnologia. De rara beleza a grande Catedral, além de ser visita obrigatória, tem que ser preservada. Vide foto acima, a esquerda.
A propósito, noutro ponto da cidade vi, incrédulo, o antigo Santuário da Virgem de Guadalupe com acentuada inclinação decorrente de um afundamento do terreno. Outro santuário – com linhas arquitetônicas modernas – foi erigido ao lado, dessa vez com todos os cuidados da engenharia moderna. Vide a foto ao lado.
Essa estrutura lacustre, característica da Cidade do México, aparece de modo efetivo no subúrbio de Xochimilco (Significa: lugar fértil para cultivo de flores), ao Sul da cidade. Sobre o lago de mesmo nome, os mexicas (primitivos habitantes da Nação Asteca) deixaram um patrimônio ímpar. O local, além de grande beleza natural, é grande atração turística e foi o primeiro lugar que Susana Gonzalez nos levou. Num ensolarado dia, mas de temperatura baixa (aproximadamente 10ºC), nos deparamos com uma extensa área de canais separando ilhas artificiais denominadas de chinampas.
Chinampas são geo-espaços  formados por camadas de terreno que os indígenas tiravam do fundo do lago para compor um solo firme, agarrados às raízes de plantas aquáticas. Isso resultava em ilhotas de tal maneira resistentes e bem estruturada a ponto de permitir, sobre as quais, a construção de casas e jardins. Pedras e raízes profundas ancoram as chinampas no fundo lago. Um negócio formidável. Segundo Susana, quando os espanhóis colonizadores chegaram – destruindo tudo –, no século XVI, ficaram impressionados com aquelas construções. Na Europa eles, ainda, não sabiam o que era paisagismo, nem irrigação, muito menos chinampas. Eram exploradores subdesenvolvidos. E, veja só, os astecas já dominavam essas técnicas desde o século 13!
O que existe hoje, por lá, são chinampas seculares, nas quais se encontram viveiros de floriculturas, hortas e moradias. O local virou centro de atração para o visitante e é tombado pela UNESCO como patrimônio da humanidade. Centenas de traineiras (pequenas embarcações) fazem percursos turísticos pelos canais, animados por mariaches (músicos populares mexicanos), bares e restaurantes flutuantes. Uma animação constante. O som e as músicas dos mariaches são de arrepiar. Contratamos um Grupo para acompanhar nosso trajeto. Foi uma fiesta mexicana! Foto a seguir. Saímos deslumbrados.

Há muito mais para ser relatado sobre o México. Numa próxima postagem poderá vir mais.

NOTA: Fotos da autoria do Blogueiro
MUCHAS GRACIAS: Com minha família estamos gratíssimos pela acolhida da Professora SUSANA GONZÁLEZ  e sua filha Suzy Hierro, pelas atenções, manifestações de carinhos e, especialmente, por haver nos acompanhado, dia e noite, durante os dias da nossa visita à Cidade do México. Os agradecimentos são extensivos à família González Hierro.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PANAMÁ

Segundo a rede de TV norte-americana CNN, o Panamá é um dos lugares recomendados para ser visitado em 2014. Ocupa o segundo lugar numa lista de onze. Em primeiro lugar, vejam só,  está o Brasil, isso devido ao Campeonato Mundial de Futebol. No caso do Panamá é por conta do centenário de abertura do Canal. Entre os demais lugares, se destacam: Mianmar, Equador (considerado como o futuro maior destino turístico da America do Sul), a Nova Zelândia, a Espanha e a Costa Rica.
Deixando essa lista de lado, nem sabia da existência dela, estou satisfeito por haver voltado ao Panamá, neste mês de janeiro, durante minhas férias. Foi minha terceira visita àquele belo país centro-americano. Teve um sabor de reminiscência, porque já vivi por lá quase que seis meses, no meu tempo de juventude, quando me qualificava profissionalmente para atuar na SUDENE. Fui como bolsista da USAID (Agencia Norte-Americana de Apoio ao Desenvolvimento). Tempos bons... Nos fins da década de 70 voltei por lá rapidamente numa viagem de turismo.
Além de rever o país, fiquei surpreso na recente visita. Há uma diferença gigantesca entre o Panamá dos anos 70 e o que se observa atualmente. O país mudou a imagem completamente. Tive até dificuldades de identificar lugares comuns naqueles ontem dos setenta. Após quarenta anos, o país é outro. A Cidade do Panamá, a capital, se transformou numa metrópole de padrão pouco comum no mundo moderno. Arquitetura arrojada, com perfis revolucionários, e de extrema vanguarda. Coisa somente vista na nova China ou nos Emirados Árabes. Aliás, com muita razão, andam chamando a Cidade de a “Dubai Ocidental”.


Mas, qual a razão dessa pujança toda? O segredo está na soberania assumida pelo país, a partir de 01 de janeiro de 2000, do canal interoceânico que liga o Atlântico ao Pacifico, antes sob o domínio dos Estados Unidos. Foi um século de lutas sem fim até que os panamenhos conquistassem o espaço territorial da Zona do Canal.
Trata-se de uma monumental obra de engenharia – maravilha do mundo moderno – que num percurso de apenas 82 quilômetros, situado na metade do país, encurta de maneira formidável distancias entre pontos importantes do mercado mundial. Ao invés, por exemplo, de contornar toda a América do Sul para levar uma carga de Nova York ao leste asiático ou à Costa Oeste americana, um navio cargueiro usa o atalho do canal do Panamá, economizando tempo e dinheiro.  Por ano, uma média de 14.000 navios cruza o canal. Isto representa uma renda certa para um pequeno país de pouco mais de 3 milhões de habitantes. Ouvi de um nativo que o ingresso diário de dólares é da ordem de US$ 2,5 milhões. Duvidei um pouco, mas, pode ser isso mesmo. Pelos meus cálculos podem passar por dia, aproximadamente, 40 navios, com “pedágios” consideráveis a depender do porte do barco. Lendo um informe distribuído na visita que fiz ao Canal (Eclusa de Miraflores) encontrei um dado interessante: a Junta Diretiva da Autoridade do canal do Panamá (ACP) aprovou o aporte de US$ 982,0 Milhões ao Tesouro Nacional decorrente do resultado financeiro de 2013. Pensando que os custos operacionais e de administração devem ser astronômicos... É uma quantia considerável. Em 14 anos de domínio sobre o Canal os panamenhos já injetaram no Tesouro do país quase US$ 10,0 Bilhões. Para um pequenino país é um expressivo montante. Sobretudo levando em consideração que a base econômica se esteia nas atividades de subsistência, artesanato, indústria de vestuário e prestação de serviços. E a mais importante riqueza mineral é o sal.
Vendo tudo isso, recordei das lutas que foram travadas durante o século passado entre panamenhos e norte-americanos. Presenciei um episódio. Os primeiros lutando pela soberania da Zona e do próprio Canal e os gringos “fincando o pé” usando a costumeira força militar para manter aquela “galinha dos ovos de ouro”. A Zona do Canal, com oito quilômetros de faixa a cada lado do canal era território americano. Panamenho não entrava. Meu treinamento foi ali, na Zona. Precisei de visto dos Estados Unidos para entrar. Esse território, vejam só, foi durante quase um século um enclave (protetorado) dos ianques.  O Comando Sul da Armada Norte-Americana era lá! Tudo em troca da independência do país – antes pertencente à Colômbia – e da construção e exploração do Canal. Claro que os americanos, como sempre, não “pregaram prego em estopa”! O interesse comercial esteve sempre à frente. Além do militar. Na Segunda Guerra o Panamá e seu canal foram pontos de interesse estratégico. Não fosse a pressão popular dos nativos, muito sangue derramado, muitas mortes e as inúmeras negociações políticas, a situação ainda seria a mesma. Foi no Governo de Jimmy Carter (1977) que os americanos cederam forçosamente e celebraram um acordo. O Panamá conquistou a soberania definitiva sobre a região e o Canal em 31 de dezembro de 1999. É uma história longa e palpitante. O espaço do Blog não caberia de uma só vez.  
Os panamenhos, antes um povo paupérrimo e dominados pelos yankees, tinham toda razão em lutar até a morte por um país independente e livre. O pequeno Panamá de hoje goza de um prestigio internacional invejável, cresce a taxas chinesas e o padrão de vida supera todas as marcas da região. Fiquei surpreso e encantado com o que vi. Dá vontade de voltar.

Encontrei uma estrutura urbana excepcional, hotéis de primeiríssima categoria, povo educado, alegre e receptivo ao visitante e uma cidade limpíssima. Fora isto se destacam as manifestações culturais valorizadas – através da dança, música, artesanato e gastronomia marcantes –, o patrimônio histórico preservado de modo irrepreensível, custo de vida razoavelmente bom , come-se muito bem e, para completar, clima e paisagem que agradam a todo e qualquer visitante.
   

Visite Panamá. Você vai gostar. É um lugar que dá vontade de voltar.
 
NOTA: As fotos que ilustram o post são da autoria do Blogueiro.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Espelho Retrovisor

O ano acabou. Não sei se você, caro leitor ou leitora, teve a mesma sensação que eu tive, de que passou muito rápido. Quando menos se esperou, terminou. O pior é que todos acham que 2014 será mais rápido ainda. O carnaval vai ser em Março, depois vem a Copa do Mundo e em seguida o país só vai pensar nas eleições. Fora Páscoa, Festejos Juninos e outros eventos menores. Dois meses de folia, um de futebol e mais outro, pelo menos, de disputa eleitoral. Ou seja, a rigor, vamos ter um ano de oito meses. Paciência.
Mas, neste apagar de luzes de 2013, resolvi olhar um pouco pelo meu espelho retrovisor e enxergo algumas coisas que marcaram nossas vidas e o mundo: logo no inicio tivemos a tragédia de Santa Maria (RS), na qual mais de duzentos jovens perderam a vida no incêndio da boate Kiss. Até hoje o Brasil chora essas perdas. Aquilo foi desolador. Imagino o sofrimento dessas famílias.
Um segundo fato que chamou a atenção do mundo inteiro foi a renúncia de Bento 16 ao Pontificado de pouco menos de oito anos. Eu estava em Nova York, naquela ocasião, e pude avaliar a imensa repercussão no mundo inteiro. Quem já viu um Papa renunciar? Ato contínuo, a ascensão do substituto, o carismático Papa Francisco. Se a retirada de Bento foi surpreendente a chegada de Francisco resultou noutra imensa surpresa por se tratar, inclusive, de um latino-americano.  Desde o primeiro momento o novo Papa se revelou como uma grande novidade em se tratando do que se chama, corriqueiramente, de Santo Padre. Simples em atitudes, chegado ao povo e, sobretudo, muito humano. No mês de julho, quando veio ao Brasil, para o Encontro Mundial da Juventude, ele se espalhou e mostrou o lado humano da figura de Pontífice – coisa nunca vista – e uma Igreja Católica renovada e politicamente bem direcionada. Acho que muitas outras surpresas estão por vir, desse fantástico Francisco.
Quando junho chegou ocorreu, certamente, o fato político mais importante do ano, no Brasil: o povo, sem qualquer vinculação político-partidária, foi às ruas para protestar e reivindicar melhorias na qualidade de vida, na economia e na vida política nacional. Foi a Nação que se levantou, mostrou a cara e abalou Brasília. A ordem social esteve por vezes ameaçada, sobretudo quando vândalos se infiltraram e desvirtuaram as manifestações. O mais importante é que o recado foi dado e burro será o político (são muitos, aliás) que esquecer os episódios de junho e julho passados. Tudo isso simultâneo à realização da Copa das Confederações, o que causou maior rebuliço. Estão prometendo mais para a época da Copa Mundial. É ruim? Vamos ver no que dá.
Mas, ruim mesmo é constatar que 2013 não foi um ano bom para a Economia Brasileira. As coisas não andaram bem. O país encalhou e não reage aos “estímulos” que o Governo Federal diz haver dado e considerados errados na maioria dos analistas especializados. O crescimento pífio de 2012, vai se repetir neste ano que termina e o país segura a lanterna na lista dos avaliados. Os índices econômicos parecem querer ser compatíveis com os sociais, que não conseguem nunca melhorar. Aquela imagem que a respeitada revista econômica britânica The Economist desenhou numa das suas capas, em 2009, com um simbólico Cristo Redentor decolando, foi repetida em 2013 com um Cristo numa patética pirueta sem destino rumo ao fundo da Baia da Guanabara. É dose... O Real se desvaloriza a taxas preocupantes e a inflação se mostra disposta a recrudescer. Resultado mis prático a exemplificar é lembrar que o cupom fiscal, que a dona de casa leva do supermercado, após comprar cada feira semanal, está cada vez maior. É aí onde a dor dói mais. No bolso. Acho que este tema será o principal mote da campanha eleitoral do ano entrante, seja oposição ou situação. Esta ultima tentando “tapar o sol com uma peneira”.
Agora, se tem um fato que brilha intensamente no meu espelho retrovisor, este é o das prisões dos corruptos mensaleiros. Os brasileiros acompanharam e ainda acompanham  atentamente o processo que sucedeu à decisão do Supremo Tribunal Federal – STF e aplaudiu sem cessar as prisões que foram ou vem sendo executadas.  Estava em tempo de acontecer algo deste gênero neste país tão espoliado cinicamente por políticos e mandatários irresponsáveis. O povo brasileiro precisa disso para reacender as esperanças de viver num país sério.
E Mandela se foi para seu repouso eterno, neste Dezembro de 2013. Bravo herói sul-africano e mestre da conciliação e da democracia moderna. Descansa em paz Madiba.
Do meu posto de observador vejo ainda uma infinidade de outros fatos que chamam a atenção, mas, já não comportam no exíguo espaço do Blog.
Feliz 2014!

 
 
NOTA: O Blogueiro vai entrar de férias e retorna somente em meados de Janeiro

sábado, 21 de dezembro de 2013

Votos de Boas Festas


Amigas e Amigos,

Eis que chegou, outra vez, o Natal. Sinto especial prazer em dizer “outra vez” porque é assim que celebro o fato de viver, de tê-los no meu circulo de amizades e leitores do Blog. Juntos festejemos, pois, a vida neste momento especial. A presença de Cristo Menino nos inspira e nos desperta com mensagens de Amor e Fraternidade, tão necessárias para os homens e mulheres destes tempos.
Por feliz coincidência é, também, fim de ano, momento que sempre sugere uma parada estratégica no corre-corre de cada dia e que nos induz a reflexões e balanço dos feitos e desfeitos que cometemos no ano que se vai.
Por tudo isto me apresso para desejar que as luzes do Natal estejam sempre presente no ano que chega e as esperanças que alimentamos e os projetos que desenhamos se transformem em felizes realidades. Por essa via festejaremos a vida e a enxergaremos como um presente de Deus.     
Como blogueiro, além de festejar a vida, a família, os amigos e meus leitores, tenho também a comemorar os seis anos do Blog do GB. Foi no ambiente natalino de 2007 que decidi criar este espaço de comunicação semanal. Comecei praticamente como uma diversão a mais e dirigido para um grupo bem restrito de amigos e amigas mais intimas. Para minha surpresa, contudo, aquilo que era simples diversão cresceu e se desenvolveu, atravessou fronteiras e se espalhou pelo mundo, sendo hoje seguido por centenas de pessoas que nem posso imaginar quem seja e por onde vive. Ainda me surpreendo muito, examinando as estatísticas que recebo, revelando que o Blog é lido diariamente por russos, chineses e norte-americanos. É bem lido, ainda, na Malásia (21 pessoas esta semana), Lituânia (39 este mês), Vietnã (12 este mês) e Ucrânia (20 este mês). Graças, é bom frisar, ao Tradutor do Google, incorporado ao Blog (Vide Coluna a direita). Tornou-se, portanto, uma coisa mais séria do que o projetado e, além de exigir maior responsabilidade, vem provando que a moderna ferramenta da comunicação cibernética veio para ficar e revolucionar o mundo. Lembro-me, nesta hora, da tese da Aldeia Global do filósofo canadense Herbert Marshall McLuhan ¹ (Clique sobre o nome em azul e conheça mais)
Em clima de tantas comemorações desejo a todos que me acompanharam no ano que termina – particularmente aqueles que interagiram com comentários sobre as matérias publicadas – um Feliz Natal e que 2014 venha cheio de luzes e de grandes feitos. Prometo continuar com esta convivência semanal abordando os temas dos mais diversos e pensando naqueles que me dão o prazer de acompanhar cada postagem.

Gratíssimo pelo que me proporcionaram em 2013

Girley Brazileiro

¹ Aldeia Global é um termo criado por Herbert Marshall McLuhan, com o intuito de indicar que as novas tecnologias eletrônicas tendem a encurtar distâncias e o progresso tecnológico tende a reduzir todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia: um mundo em que todos estariam, de certa forma, interligados.

 

sábado, 14 de dezembro de 2013

Madiba

A semana que termina foi marcada pelas homenagens e cerimônias fúnebres de Nelson Mandela. O mundo inteiro postou-se diante da TV para acompanhar os acontecimentos na África do Sul. Além da noticia em si e das imagens geradas desde Johanesburgo, não há dúvidas de que os sul-africanos transformaram a morte do líder negro num espetáculo midiático sem precedentes. O funeral de João Paulo II foi grandioso é verdade, mas, o que vimos em Soweto foi algo diferente e num estilo inusitado. Aquele povo dançando e cantando nas ruas e no estádio Soccer City surpreendeu a muitos nos quatro cantos da Terra. Na prática, o que se viu foi um grande festejo. Foi assim que interpretei. Eles não festejavam a morte do herói contra o apartheid, mas sim, a vida que ele teve e dedicou ao seu povo. Tenho para mim que só sendo africano para proceder e entender desse modo.
Conheço a África do Sul. Estive lá por duas vezes. Na primeira o Mandela era Presidente e o avistei, a distancia, numa manhã de sábado quando circulando na Cidade do Cabo. Isto foi na segunda metade da década de noventa. Há dois anos estive outra vez por lá e Madiba – como era chamado pelo seu povo – estava seriamente enfermo e pairava no ar certa expectativa de óbito. Conversei com um motorista, guia de turismo local, que não escondeu sua admiração pelo herói moribundo. Era um cidadão negro, claro. Havia na sua voz um quê de emoção quando me deu uma ideia de como seriam as exéquias daquele homem que definhava e se despedia do mundo. Isso só veio ocorrer agora. Com mais de noventa anos, vividos na grande parte em momentos de agruras, Mandela desenhou uma imagem de homem diferenciado que o projetou no mundo inteiro como um batalhador e combatente de um regime perverso e desumano que aniquilava uma nação inteira. 80% dos sul-africanos são pessoas da raça negra. No topo da pirâmide social dos tempos de repressão, os brancos eram, então, minoria absoluta. Adotando a força militar e dominando a economia do país os africâneres – gente ali nascida, filhos de colonizadores europeus e pele branca – impuseram, desde cedo, um regime esmagador contra as etnias pré-existentes, entre as quais os Khoisan, Xhosa e Zulu.
O país foi descoberto por Bartolomeu Dias, navegador português, que em 1488 teve sua missão, à Índia, abortada quando esbarrou na Ilha de Robben, situada defronte da Cidade do Cabo. Foi nessa Ilha que Mandela viveu como prisioneiro durante longos anos. A Ilha se tornou ponto de apoio para abastecimento dos exploradores portugueses, ingleses, e holandeses. Os dois últimos, apesar de muitas disputas, falo de guerras, não arredaram os pés de lá nunca mais. Estão até hoje e mandam nos destinos econômicos do país, posando de “donos da bola”. Por trás de tudo, é obvio, o interesse pela exploração econômica como ponto de abastecimento, inicialmente, seguido de exploração agrícola-mercantil e, a partir da segunda metade do século 19, das riquezas minerais descobertas no subsolo do país. A abundância de ouro e diamantes encontrados atiçou de vez a ganância dos europeus.
Havia, na prática, uma estratégia bem montada para afastar os nativos das atividades, sendo mobilizados, apenas, como escravos. O regime segregador foi aprofundado no final da primeira metade do século passado, quando, em 1948, o regime do apartheid foi oficialmente instituído. Foi nesse cenário que surgiu a figura do herói Mandela. Já formado em Direito e à frente do primeiro escritório de advogado negro do país, logo cedo descobriu que a justiça era sistematicamente favorável aos brancos. Entrou na política se inscrevendo na ala jovem do partido do Congresso Nacional Africano – CNA. Nele se projetou e liderou campanhas e movimentos contra o regime. Considerado terrorista, foi julgado de forma espúria e levado para prisão perpétua, naquela ilha Robben, onde Bartolomeu Dias aportou. Sua condição como prisioneiro foi das mais cruéis a ponto de ser proibido de assistir o funeral de um filho morto em acidente de carro e o da sua própria mãe. As insustentáveis pressões domésticas e internacionais, entretanto, levaram a que o Governo decidisse libertar Mandela em 1992, depois de 27 anos de cativeiro. Em liberdade, voltou à vida publica e se elegeu como primeiro presidente negro do país em 1994. Sua ambição, contudo, não era ser mandatário político, mas sim, um pacificador. Assim atuou estabelecendo a paz entre brancos e negros e instalando um regime democrático no seu país. Foi, com muita justiça, Premio Nobel da Paz em 1993. Muito antes de morrer já tinha uma praça com seu nome e uma estátua gigante. (vide foto abaixo do blogueiro diante da estátua)
A África do Sul atual é um país em desenvolvimento social e econômico. Impressiona qualquer  visitante. Notei diferenças significativas entre o que vi nas duas visitas que fiz. Mandela partiu para eternidade, mas, sua imagem e sua obra entraram para a história universal, como pai da Moderna Nação Sul-Africana.
Nos últimos dias, tenho lembrado muito do meu guia/motorista na última visita a Joanesburgo e da parada que fizemos diante da casa do líder. (Vide foto a seguir dele com minha esposa e meu filho)
 

A História se Repete

Há histórias que atravessam os séculos sem perder a capacidade de nos fazer pensar. Ali Babá e os Quarenta Ladrões é uma delas. Lembro-me co...