Achei muito
interessante, quando circulei recentemente nas ruas da Cidade do México, ao
observar o biótipo dos nativos. É uma gente muito parecida com o povo comum daqui
do Recife ou de outras cidades brasileiras. De repente, comecei ver Seu Biu, Dona
Zefinha, Seu Zezinho, Iracemas, Cremildas e outros mais. Muitos mestiços como no
cenário brasileiro. Senti-me em casa.
Esta foi a minha primeira visita à Nação Asteca. Saí impressionado com a estrutura urbana, as longas e largas avenidas, os inúmeros parques e praças e os palácios governamentais e privados espalhados pela metrópole. É a cidade com o maior número de museus no mundo. Impressionante o ambiente cultural. Museu para tudo... inclusive um de Economia Interativo e o inusitado Museu do Terror.
A Cidade do México tem uma das maiores regiões metropolitanas do mundo. Reúne mais de 40 municípios e estima-se que tenha, hoje, ao redor de 22 milhões de habitantes, sendo comparada com Tóquio e Seul, na Ásia. Tem poluição ambiental, o trânsito é pesado e assusta o visitante. Supera em muito o caos das grandes cidades brasileiras. Os habitantes locais parecem estar conformados com a situação e não perdem o bom humor. O dia começa tarde e a vida vara a noite com ajuda dessa lentidão do trânsito.
Importante, contudo, é que a cidade é muito bonita e de especial colorido. Talvez para compensar o cenário gris das áreas além do perímetro urbano. Existem favelas, é verdade. Nos arredores da cidade, sem a agressão do que se observa no Rio de Janeiro, por exemplo. Mas não chegam a ser construções subnormais. Sem pintura confundem-se com o cinzento das montanhas. Para completar, a Sudeste da cidade, o Vulcão Popocatepetl, há algum tempo lança fumaça e cinzas e pontifica fazendo parte da paisagem semiárida, quase sempre cinzenta. A vegetação é, sobretudo, de cactáceas com a palma forrageira e a agave (verde, azul e mesclada) dominando os campos. Algumas praças no centro da cidade têm essas plantas como adorno. Vide foto. A palma – nopal para eles – serve de alimentação humana – uma delicia, por sinal – e, ao contrário do Brasil, o gado não come. E é da agave que eles tiram as famosíssimas Tequila e Mescal.
Estive no México com minha família e foi - em tudo e por tudo - uma viagem muito auspiciosa, porque tivemos uma guia de primeiríssimo nível, a amiga de juventude, Susana González. Mexicana de nascimento e formada em História pela UNAM (Universidade Nacional do Mexico) proporcionou-nos um verdadeiro “mergulho na cultura asteca”. Não poderia ter sido melhor.
Uma das primeiras informações
dada por Susana foi lembrar que a Cidade foi construída na bacia do Lago
Texcoco. Aterrado pelos colonizadores espanhóis, grande parte da cidade está
montada sobre reservatório lacustre subterrâneo. Prova concreta disso é a
Catedral Metropolitana, um dos ícones da cidade, sustentada por macacos
hidráulicos que a mantém em permanente e monitorado equilíbrio. Lá dentro é
possível admirar a engenhosidade dessa tecnologia. De rara beleza a grande
Catedral, além de ser visita obrigatória, tem que ser preservada. Vide foto acima, a esquerda.
A propósito,
noutro ponto da cidade vi, incrédulo, o antigo Santuário da Virgem de Guadalupe
com acentuada inclinação decorrente de um afundamento do terreno. Outro
santuário – com linhas arquitetônicas modernas – foi erigido ao lado, dessa vez
com todos os cuidados da engenharia moderna. Vide a foto ao lado.
Essa estrutura lacustre, característica da Cidade do México, aparece de modo efetivo no subúrbio de Xochimilco (Significa: lugar fértil para cultivo de flores), ao Sul da cidade. Sobre o lago de mesmo nome, os mexicas (primitivos habitantes da Nação Asteca) deixaram um patrimônio ímpar. O local, além de grande beleza natural, é grande atração turística e foi o primeiro lugar que Susana Gonzalez nos levou. Num ensolarado dia, mas de temperatura baixa (aproximadamente 10ºC), nos deparamos com uma extensa área de canais separando ilhas artificiais denominadas de chinampas.
Chinampas são geo-espaços formados por camadas de terreno que os indígenas tiravam do fundo do lago para compor um solo firme, agarrados às raízes de plantas aquáticas. Isso resultava em ilhotas de tal maneira resistentes e bem estruturada a ponto de permitir, sobre as quais, a construção de casas e jardins. Pedras e raízes profundas ancoram as chinampas no fundo lago. Um negócio formidável. Segundo Susana, quando os espanhóis colonizadores chegaram – destruindo tudo –, no século XVI, ficaram impressionados com aquelas construções. Na Europa eles, ainda, não sabiam o que era paisagismo, nem irrigação, muito menos chinampas. Eram exploradores subdesenvolvidos. E, veja só, os astecas já dominavam essas técnicas desde o século 13!
O que existe hoje, por lá, são chinampas seculares, nas quais se encontram viveiros de floriculturas, hortas e moradias. O local virou centro de atração para o visitante e é tombado pela UNESCO como patrimônio da humanidade. Centenas de traineiras (pequenas embarcações) fazem percursos turísticos pelos canais, animados por mariaches (músicos populares mexicanos), bares e restaurantes flutuantes. Uma animação constante. O som e as músicas dos mariaches são de arrepiar. Contratamos um Grupo para acompanhar nosso trajeto. Foi uma fiesta mexicana! Foto a seguir. Saímos deslumbrados.
Há muito mais para ser relatado sobre o México. Numa próxima postagem poderá vir mais.
NOTA: Fotos da autoria do Blogueiro
MUCHAS GRACIAS: Com minha família estamos gratíssimos pela acolhida da Professora SUSANA GONZÁLEZ e sua filha Suzy Hierro, pelas atenções, manifestações de carinhos e, especialmente, por haver nos acompanhado, dia e noite, durante os dias da nossa visita à Cidade do México. Os agradecimentos são extensivos à família González Hierro.
Esta foi a minha primeira visita à Nação Asteca. Saí impressionado com a estrutura urbana, as longas e largas avenidas, os inúmeros parques e praças e os palácios governamentais e privados espalhados pela metrópole. É a cidade com o maior número de museus no mundo. Impressionante o ambiente cultural. Museu para tudo... inclusive um de Economia Interativo e o inusitado Museu do Terror.
A Cidade do México tem uma das maiores regiões metropolitanas do mundo. Reúne mais de 40 municípios e estima-se que tenha, hoje, ao redor de 22 milhões de habitantes, sendo comparada com Tóquio e Seul, na Ásia. Tem poluição ambiental, o trânsito é pesado e assusta o visitante. Supera em muito o caos das grandes cidades brasileiras. Os habitantes locais parecem estar conformados com a situação e não perdem o bom humor. O dia começa tarde e a vida vara a noite com ajuda dessa lentidão do trânsito.
Importante, contudo, é que a cidade é muito bonita e de especial colorido. Talvez para compensar o cenário gris das áreas além do perímetro urbano. Existem favelas, é verdade. Nos arredores da cidade, sem a agressão do que se observa no Rio de Janeiro, por exemplo. Mas não chegam a ser construções subnormais. Sem pintura confundem-se com o cinzento das montanhas. Para completar, a Sudeste da cidade, o Vulcão Popocatepetl, há algum tempo lança fumaça e cinzas e pontifica fazendo parte da paisagem semiárida, quase sempre cinzenta. A vegetação é, sobretudo, de cactáceas com a palma forrageira e a agave (verde, azul e mesclada) dominando os campos. Algumas praças no centro da cidade têm essas plantas como adorno. Vide foto. A palma – nopal para eles – serve de alimentação humana – uma delicia, por sinal – e, ao contrário do Brasil, o gado não come. E é da agave que eles tiram as famosíssimas Tequila e Mescal.
Estive no México com minha família e foi - em tudo e por tudo - uma viagem muito auspiciosa, porque tivemos uma guia de primeiríssimo nível, a amiga de juventude, Susana González. Mexicana de nascimento e formada em História pela UNAM (Universidade Nacional do Mexico) proporcionou-nos um verdadeiro “mergulho na cultura asteca”. Não poderia ter sido melhor.
Essa estrutura lacustre, característica da Cidade do México, aparece de modo efetivo no subúrbio de Xochimilco (Significa: lugar fértil para cultivo de flores), ao Sul da cidade. Sobre o lago de mesmo nome, os mexicas (primitivos habitantes da Nação Asteca) deixaram um patrimônio ímpar. O local, além de grande beleza natural, é grande atração turística e foi o primeiro lugar que Susana Gonzalez nos levou. Num ensolarado dia, mas de temperatura baixa (aproximadamente 10ºC), nos deparamos com uma extensa área de canais separando ilhas artificiais denominadas de chinampas.
Chinampas são geo-espaços formados por camadas de terreno que os indígenas tiravam do fundo do lago para compor um solo firme, agarrados às raízes de plantas aquáticas. Isso resultava em ilhotas de tal maneira resistentes e bem estruturada a ponto de permitir, sobre as quais, a construção de casas e jardins. Pedras e raízes profundas ancoram as chinampas no fundo lago. Um negócio formidável. Segundo Susana, quando os espanhóis colonizadores chegaram – destruindo tudo –, no século XVI, ficaram impressionados com aquelas construções. Na Europa eles, ainda, não sabiam o que era paisagismo, nem irrigação, muito menos chinampas. Eram exploradores subdesenvolvidos. E, veja só, os astecas já dominavam essas técnicas desde o século 13!
O que existe hoje, por lá, são chinampas seculares, nas quais se encontram viveiros de floriculturas, hortas e moradias. O local virou centro de atração para o visitante e é tombado pela UNESCO como patrimônio da humanidade. Centenas de traineiras (pequenas embarcações) fazem percursos turísticos pelos canais, animados por mariaches (músicos populares mexicanos), bares e restaurantes flutuantes. Uma animação constante. O som e as músicas dos mariaches são de arrepiar. Contratamos um Grupo para acompanhar nosso trajeto. Foi uma fiesta mexicana! Foto a seguir. Saímos deslumbrados.
Há muito mais para ser relatado sobre o México. Numa próxima postagem poderá vir mais.
NOTA: Fotos da autoria do Blogueiro
MUCHAS GRACIAS: Com minha família estamos gratíssimos pela acolhida da Professora SUSANA GONZÁLEZ e sua filha Suzy Hierro, pelas atenções, manifestações de carinhos e, especialmente, por haver nos acompanhado, dia e noite, durante os dias da nossa visita à Cidade do México. Os agradecimentos são extensivos à família González Hierro.