Comecei esta
postagem, por duas ou três vezes e nada me agradava. Diferente da alegria na
postagem anterior, o tema não poderia ser outro senão a decepcionante e
acachapante derrota do selecionado brasileiro, diante da Alemanha, na Copa do
Mundo 2014. Dentro de casa! A ressaca da “pancada” que levei deixou-me
transtornado ao ponto de nem saber por onde começar estes comentários que agora
faço. A dor emocional que cada brasileiro – ligado no mundial – sentiu foi bem
maior do que aquela do atacante Neymar.
Agora, assimilada a derrota, lembro que nunca estive muito seguro dessa seleção de futebol deste ano. Achei que estava despreparada para um campeonato tão duro e competitivo. As outras tiveram que lutar para vir ao Brasil e a nossa ficou, na zona de conforto de anfitriã, sem competir, jogando, vez por outra, com seleções pouco pouco expressivas, ganhando sem talento e se enganando os brasileiros e a si mesma.
Aquele gol contra, nos primeiros minutos do campeonato, cometido pelo jogador Marcelo, foi para mim um sinal concreto das dificuldades que teríamos dali por diante. Nas partidas seguintes, o empate com o México, a disputa nos pênaltis com o Chile e o jogo sufocante com a Colômbia, apenas confirmou minha desconfiança. O fato de jogar em casa e ter um atacante consagrado e incensado mundialmente não me deu, em momento algum, a certeza de que chegaríamos lá. Futebol é jogo de equipe e não pode, jamais, ser confiado num único atleta. Faltou time para o sucesso do Brasil. E nesse caso o tal jeitinho, não dá jeito. Tínhamos 10 homens carregados pelo astro Neymar. Impossível vencer. O acidente com este astro destrambelhou, de vez, o grupo que rigorosamente nunca formou um time. O resultado ficou flagrante na partida contra os alemães. Estes ganharam com técnica e talento, mostrando que formam um coeso coletivo e que sabem como conduzir a pelota até às redes. Tiro meu chapéu para esses alemães. Não foram à toa os aplausos que receberam dos torcedores brasileiros, ainda no Minerão. Bela atitude, por sinal.
Temo, agora, que nem o terceiro lugar seja conquistado. O futebol brasileiro está falido. E nas mãos desses cartolas da CBF vai se acabar de vez.
Pobre torcedor brasileiro, pobre de mim que alimentei esperanças. Lágrimas foram derramadas e até vidas receberam apito final. É preciso saber perder, sem dúvidas. Mesmo que seja num escore tão elástico. Jogo é jogo, minha gente, alguém tem que perder. Esta foi a nossa vez. Paciência! Perdemos feio. Vai ser difícil esquecer. Aliás, jamais esqueceremos...
Mas, a vida continua e o brasileiro deve, agora, focar no embate que viverá em outubro próximo, que é muito mais importante do que os da Copa do Mundo. Precisamos eleger um time capaz de governar de verdade este país, com cabeças competentes, particularmente, nas áreas de Educação, Saúde, Segurança e desenvolvimento econômico. Time que leve o país a uma nova dimensão. Somente para ilustrar: a Alemanha tem 102 prêmios Nobel. A Argentina tem 5 e o Brasil tem ZERO.
Resumo da ópera: o futebol faz parte e sempre fará da vida brasileira. É salutar, é cultural. Mas esta vida precisa melhorar. O delírio do hexa, deste ano, acabou!
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens.
Agora, assimilada a derrota, lembro que nunca estive muito seguro dessa seleção de futebol deste ano. Achei que estava despreparada para um campeonato tão duro e competitivo. As outras tiveram que lutar para vir ao Brasil e a nossa ficou, na zona de conforto de anfitriã, sem competir, jogando, vez por outra, com seleções pouco pouco expressivas, ganhando sem talento e se enganando os brasileiros e a si mesma.
Aquele gol contra, nos primeiros minutos do campeonato, cometido pelo jogador Marcelo, foi para mim um sinal concreto das dificuldades que teríamos dali por diante. Nas partidas seguintes, o empate com o México, a disputa nos pênaltis com o Chile e o jogo sufocante com a Colômbia, apenas confirmou minha desconfiança. O fato de jogar em casa e ter um atacante consagrado e incensado mundialmente não me deu, em momento algum, a certeza de que chegaríamos lá. Futebol é jogo de equipe e não pode, jamais, ser confiado num único atleta. Faltou time para o sucesso do Brasil. E nesse caso o tal jeitinho, não dá jeito. Tínhamos 10 homens carregados pelo astro Neymar. Impossível vencer. O acidente com este astro destrambelhou, de vez, o grupo que rigorosamente nunca formou um time. O resultado ficou flagrante na partida contra os alemães. Estes ganharam com técnica e talento, mostrando que formam um coeso coletivo e que sabem como conduzir a pelota até às redes. Tiro meu chapéu para esses alemães. Não foram à toa os aplausos que receberam dos torcedores brasileiros, ainda no Minerão. Bela atitude, por sinal.
Temo, agora, que nem o terceiro lugar seja conquistado. O futebol brasileiro está falido. E nas mãos desses cartolas da CBF vai se acabar de vez.
Olhando por outro
ângulo e tentando, desde logo, tirar uma lição da derrota, acredito que o que
ocorre com o atual futebol brasileiro é a contaminação do estado de espírito e
desorganização socioeconômica que impera neste Brasil de hoje. A Nação está
minada por uma política desgastante e devastadora que aponta para sérias
dificuldades no futuro. Refiro-me a esse modelo retrogrado que propicia a
preservação da já endêmica corrupção – capitalizada, aliás, por essa famigerada
FIFA –, insegurança geral, péssimos índices de Educação e Saúde, sem falar no
recente retrocesso da economia. Modelo incapaz, portanto, de gerar uma
sociedade produtiva e atenta ao fortalecimento das estruturas necessárias à
construção de um país mais desenvolvido, justo com seu povo e inserido no
contexto mundial de primeira linha.
No futebol, as
coisas não são diferentes. Basta ver o
perfil de cada “craque” da atual seleção. A base é formada por jogadores que
atuam no exterior, muitos deles sem experiências no âmbito doméstico, pinçados
que foram por olheiros estrangeiros atentos e que quase todos fazem relativo sucesso,
somente, em clubes inexpressivos no exterior. Pergunte onde jogam Hulk e Julio
Cesar. São campeões de que? Onde? Há outros
que nem me lembro dos nomes. Nem quero lembrar! Segundo a FIFA, o Brasil
exportou 1.530 jogadores de futebol no ano passado. E em 2012 já haviam ido
1.463. Fiquei pasmo com estes números.
E por que foram
para o exterior? Está na cara que foram, favorecidos pela fama de ser jogador
brasileiro e à busca de fazer seu pé de meia, normalmente meião. De repente,
não mais que de repente, são convocados por um treinador prepotente, que não
escuta opiniões alheias, marginaliza atletas consagrados internamente, manda formadores de opinião para o inferno e se acha
o melhor do mundo. Esses convocados baixam no Brasil, cheios de vaidade,
metidos à fashion, cabeleiras estranhas a cada partida, muita grana no bolso,
carrão e mansão, desacatando os pobres coitados da planície e, sobretudo,
usando chuteiras de cromo alemão, grifes caras e “salto alto”. Estão mais
ligados em se exibir individualmente do que jogar futebol. Faltaram sobriedade
e humildade nessa gente. Num país como o Brasil e numa competição dessa ordem é
erro fatal. Pobre torcedor brasileiro, pobre de mim que alimentei esperanças. Lágrimas foram derramadas e até vidas receberam apito final. É preciso saber perder, sem dúvidas. Mesmo que seja num escore tão elástico. Jogo é jogo, minha gente, alguém tem que perder. Esta foi a nossa vez. Paciência! Perdemos feio. Vai ser difícil esquecer. Aliás, jamais esqueceremos...
Mas, a vida continua e o brasileiro deve, agora, focar no embate que viverá em outubro próximo, que é muito mais importante do que os da Copa do Mundo. Precisamos eleger um time capaz de governar de verdade este país, com cabeças competentes, particularmente, nas áreas de Educação, Saúde, Segurança e desenvolvimento econômico. Time que leve o país a uma nova dimensão. Somente para ilustrar: a Alemanha tem 102 prêmios Nobel. A Argentina tem 5 e o Brasil tem ZERO.
Resumo da ópera: o futebol faz parte e sempre fará da vida brasileira. É salutar, é cultural. Mas esta vida precisa melhorar. O delírio do hexa, deste ano, acabou!
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens.
















