Continuo
encasquetado com o evento da Copa do Mundo. Talvez preocupado com o desenrolar
das coisas e sob influência das análises e comentários que são publicados no
âmbito doméstico ou no internacional. Vou torcer pelo Brasil, isto sim. Mas
ficarei com um olho na bola e outro nas ruas.
No fim de semana passado resolvi andar por aí, digo por alguns pontos de atração turística da minha cidade, tentando olhar como olharia um visitante estrangeiro. Embora sabendo que as praias poderão ser os pontos mais atrativos, escolhi o Bairro do Recife Antigo como meu destino, naquela tarde, entendendo ser outro ponto em evidencia. Ali, onde o Porto do Recife, por exemplo, vai atracar um navio de grande porte que servirá, inclusive, de hotel para aproximadamente 800 mexicanos, que chegarão em 13 aviões da Aeroméxico, segundo noticiário da imprensa. A seleção mexicana jogará na Arena Pernambuco. Imagine o que isso vai provocar naquela localidade recifense. Esse navio vai ficar ancorado por dias no Recife e, por ocasião de uma partida dos mexicanos com a Seleção Brasileira, no Castelão, em Fortaleza (CE), se desloca até lá, retornando em seguida ao nosso Porto. Fico imaginando o que esses torcedores mexicanos vão aprontar nas redondezas do Marco Zero. E vejam que estou falando apenas de uma torcida. Outras virão por terra e por via aérea. É muita gente de uma só vez e isto me sugere uma dúvida: será que nossa gente faz ideia adequada do tamanho desse movimento? Vai haver cerveja, caipirinhas e tira-gosto suficientes? A situação tem que ser vista como extraordinária e, como o turismo no Brasil é muito tênue, particularmente, aqui no Recife, tenho dúvidas. Nossa gente não está habituado a receber grandes contingentes de estrangeiros. Português não é uma língua muito difundida e por aí vai. Baita experiência.
Sem me alongar mais nessas considerações, volto ao meu passeio pela região do Marco Zero. Aquilo lá, indiscutivelmente, é um belo espaço da nossa cidade.
O conjunto arquitetônico neoclássico, acredito que de influencia francesa, do Bairro do Recife Antigo confere à região um ambiente de beleza impar, formando um cenário que enche as vistas de qualquer visitante. Eu, sendo um desses estrangeiros, ficaria admirado com aqueles prédios de fachadas esmeradamente decoradas, muitos dos quais restaurados. As avenidas radiais e as ruas transversais são bem traçadas, fruto de uma urbanização bem planejada que data do inicio do século 20. A brisa atlântica sopra sem parar e se os dias de Copa forem sem chuvas Recife vai oferecer belos cenários. Os catamarãs não vão parar de circular pelos canais da Veneza Brasileira e sob as pontes seculares.
Mas, cenários à parte, imagino o agito que se produzirá nos comerciantes que por ali estão estabelecidos e que fazem da região seu melhor espaço de negócios. Refiro-me aos mais mais populares – vendedores ambulantes, tapioqueiras, espetinhos e acarajés, vendedor de bugigangas,
incluindo adereços pessoais alusivos à Copa, barraqueiros, vendedores de água de coco, cervejas e correlatos – aos donos de bares e restaurantes, cafés, shopping e livraria. Vai ser o maior auê. Vi gente preparando apressadamente uma Arena/Bar para receber os fregueses. (Vide foto a seguir)
Além de observar, parei para conversar com alguns e levantar expectativas sobre o evento. Mara Maravilha uma baiana espevitada (Vide foto a seguir) me disse que não vê a hora de empanturrar os torcedores gringos com seu famoso acarajé. Posou para minha câmara e afirmou com segurança: “pode botar minha cara na internet, para quando chegarem aqui já saibam onde parar pra comer.” Garantiu que vai trabalhar que só a “murrinha”. Ri muito, desejei boa sorte e fiquei pensando na “murrinha”. Como será essa figura? Só ela pode explicar...
A tapioqueira na Avenida Marques de Olinda nem me deu atenção. Fiz a foto, está aí abaixo, e ela nem se abalou. Não quis conversa. Estava de olho na fila de espera e pondo mais uma na frigideira. Acho que durante a Copa ela vai precisar de ajudante, porque a fila deverá ser maior. Espero que a tapioca “bombe” e ganhe fama internacional. Tomara que os gringos, saboreando nossa popular iguaria, rejeitem comer os internacionais hot-dogs. A FIFA já aprovou.
NOTA: Fotos da autoria do Blogueiro, no Recife e na China. Observe o churrasqueiro chinês oferecendo camarões. Mas, pra quem preferir tem uma cobrinha maneira. Está lá na grelha. Viu?
No fim de semana passado resolvi andar por aí, digo por alguns pontos de atração turística da minha cidade, tentando olhar como olharia um visitante estrangeiro. Embora sabendo que as praias poderão ser os pontos mais atrativos, escolhi o Bairro do Recife Antigo como meu destino, naquela tarde, entendendo ser outro ponto em evidencia. Ali, onde o Porto do Recife, por exemplo, vai atracar um navio de grande porte que servirá, inclusive, de hotel para aproximadamente 800 mexicanos, que chegarão em 13 aviões da Aeroméxico, segundo noticiário da imprensa. A seleção mexicana jogará na Arena Pernambuco. Imagine o que isso vai provocar naquela localidade recifense. Esse navio vai ficar ancorado por dias no Recife e, por ocasião de uma partida dos mexicanos com a Seleção Brasileira, no Castelão, em Fortaleza (CE), se desloca até lá, retornando em seguida ao nosso Porto. Fico imaginando o que esses torcedores mexicanos vão aprontar nas redondezas do Marco Zero. E vejam que estou falando apenas de uma torcida. Outras virão por terra e por via aérea. É muita gente de uma só vez e isto me sugere uma dúvida: será que nossa gente faz ideia adequada do tamanho desse movimento? Vai haver cerveja, caipirinhas e tira-gosto suficientes? A situação tem que ser vista como extraordinária e, como o turismo no Brasil é muito tênue, particularmente, aqui no Recife, tenho dúvidas. Nossa gente não está habituado a receber grandes contingentes de estrangeiros. Português não é uma língua muito difundida e por aí vai. Baita experiência.
Sem me alongar mais nessas considerações, volto ao meu passeio pela região do Marco Zero. Aquilo lá, indiscutivelmente, é um belo espaço da nossa cidade.
O conjunto arquitetônico neoclássico, acredito que de influencia francesa, do Bairro do Recife Antigo confere à região um ambiente de beleza impar, formando um cenário que enche as vistas de qualquer visitante. Eu, sendo um desses estrangeiros, ficaria admirado com aqueles prédios de fachadas esmeradamente decoradas, muitos dos quais restaurados. As avenidas radiais e as ruas transversais são bem traçadas, fruto de uma urbanização bem planejada que data do inicio do século 20. A brisa atlântica sopra sem parar e se os dias de Copa forem sem chuvas Recife vai oferecer belos cenários. Os catamarãs não vão parar de circular pelos canais da Veneza Brasileira e sob as pontes seculares.
Mas, cenários à parte, imagino o agito que se produzirá nos comerciantes que por ali estão estabelecidos e que fazem da região seu melhor espaço de negócios. Refiro-me aos mais mais populares – vendedores ambulantes, tapioqueiras, espetinhos e acarajés, vendedor de bugigangas,
incluindo adereços pessoais alusivos à Copa, barraqueiros, vendedores de água de coco, cervejas e correlatos – aos donos de bares e restaurantes, cafés, shopping e livraria. Vai ser o maior auê. Vi gente preparando apressadamente uma Arena/Bar para receber os fregueses. (Vide foto a seguir)
Além de observar, parei para conversar com alguns e levantar expectativas sobre o evento. Mara Maravilha uma baiana espevitada (Vide foto a seguir) me disse que não vê a hora de empanturrar os torcedores gringos com seu famoso acarajé. Posou para minha câmara e afirmou com segurança: “pode botar minha cara na internet, para quando chegarem aqui já saibam onde parar pra comer.” Garantiu que vai trabalhar que só a “murrinha”. Ri muito, desejei boa sorte e fiquei pensando na “murrinha”. Como será essa figura? Só ela pode explicar...
A tapioqueira na Avenida Marques de Olinda nem me deu atenção. Fiz a foto, está aí abaixo, e ela nem se abalou. Não quis conversa. Estava de olho na fila de espera e pondo mais uma na frigideira. Acho que durante a Copa ela vai precisar de ajudante, porque a fila deverá ser maior. Espero que a tapioca “bombe” e ganhe fama internacional. Tomara que os gringos, saboreando nossa popular iguaria, rejeitem comer os internacionais hot-dogs. A FIFA já aprovou.
Diante do
churrasquinho no espeto, no meio da fumaceira gordurosa, vi-me numa China
tropical. Igualzinho! Em Pequim a estratégia é a mesma. Veja as fotos a seguir
com as duas faces da coisa: Brasil x China. Gosto muito de fotografar o
popular. Observando as duas figuras fico pensando que se trata de seres humanos de culturas totalmente distintas sobrevivendo com formas idênticas. Nos dois, identifico um traço comum: são comprometidos com o viver, de preferencia com amor, felicidade e prazer, três coisas essenciais na vida, aqui no Ocidente, ou ali, no Oriente.
X
Só sei que, com prós ou contras, a Copa está aí. E o Recife está esperando os torcedores.
NOTA: Fotos da autoria do Blogueiro, no Recife e na China. Observe o churrasqueiro chinês oferecendo camarões. Mas, pra quem preferir tem uma cobrinha maneira. Está lá na grelha. Viu?






