Diante de inúmeros problemas políticos no país,
manifestações sociais contrários à Copa e das imensas dificuldades para
conclusão da maioria dos equipamentos infraestruturais nas cidades sedes dos
jogos, o que mais se ouviu dizer foi o famoso clichê: “imagine na Copa!”. Virou
até piada do dia-a-dia. Obras por terminar, insegurança nas ruas, manifestações
populares, povo despreparado para receber os turistas/torcedores, ruas
inundadas com águas das chuvas de junho, entre outras coisas, foram motivos de
preocupação para meio mundo. Incluo-me no grupo dos preocupados. A Nação se
dividiu entre os que eram a favor e aqueles contrários à Copa do Mundo no país.
Resultou num imenso clima de incerteza. A mídia estrangeira não poupou, de
criticas negativas, o Brasil e, sobretudo o Governo brasileiro, que não saiu da
“frigideira”. A FIFA, nem se fala. A mais suave das criticas resumia a situação
como tendo sido o Brasil uma infeliz escolha. Confesso que concordei muitas
vezes.
O tempo passou rápido, muitas obras, de fato, estão inacabadas, outras ficaram no papel e dele dificilmente sairão, o povão, claro, não aprendeu a falar inglês ou espanhol, São Pedro mandou muita chuva em Natal e no Recife, com consequências até mesmo catastróficas na primeira cidade, o acesso à Arena Pernambuco foi, para muitos, uma aventura, mas, a Copa está rolando.
Contudo, para surpresa de muitos, aqui, no resto do país e no Mundo, os aeroportos funcionam normalmente, não se registra atrasos fora do normal, os hotéis são suficientes e sobram disponibilidades, os transportes públicos funcionam, os torcedores estrangeiros estão se esbaldando, os nativos entraram na onda, deixaram os protestos de lado e caíram em campo torcendo e aplaudindo e, enfim, a Copa do Mundo/2014 está sendo bem avaliada e tida como sendo a maior de todos os tempos. Vamos e venhamos, uma coisa inesperada para nós brasileiros, que contávamos com um fiasco. Um importante jornal francês, que castigou em criticas anteriormente, admitiu, esta semana, que o Brasil está realizando, “ao seu modo”, uma extraordinária Copa e considera que isto é um “verdadeiro milagre”. Fiquei meio encabulado, embora entendendo a surpresa dos franceses, e procurando interpretar este “ao seu modo” que pode ser uma critica velada, assim como, considerar um “milagre” é outro motivo que exige melhor interpretação.
O fato de a coisa caminhar com certa tranquilidade e sucesso reconhecido pelos torcedores que chegam de fora e pelos que de longe observam o evento, sugere uma serie de considerações que apontem para alguma lógica: a grande parte dos torcedores de fora – a maioria esmagadora é composta de homens jovens – pouco estão se incomodando com falhas de infraestrutura e logística, vieram dispostos a cair na “gandaia”, curtir adoidado cada momento e aproveitar de qualquer jeito. Soube de torcedor alemão que, depois de uma verdadeira aventura para chegar a tempo na Arena Pernambuco (fica bem distante de tudo), relatou de forma hilária tudo que experimentou: “vou ter muito o que contar quando chegar ao meu país”, explicou às gargalhadas. Outro fato que caiu nas redes sociais e se multiplicou ilimitadamente foi de integrantes da torcida norte-americano se esbaldando a caminho da Arena Pernambuco debaixo do maior temporal que caiu na cidade antes da partida entre Estados Unidos e Alemanha. Quem esteve por lá diz que foi impagável ver o espetáculo antes, durante e depois da partida.
O tempo passou rápido, muitas obras, de fato, estão inacabadas, outras ficaram no papel e dele dificilmente sairão, o povão, claro, não aprendeu a falar inglês ou espanhol, São Pedro mandou muita chuva em Natal e no Recife, com consequências até mesmo catastróficas na primeira cidade, o acesso à Arena Pernambuco foi, para muitos, uma aventura, mas, a Copa está rolando.
Contudo, para surpresa de muitos, aqui, no resto do país e no Mundo, os aeroportos funcionam normalmente, não se registra atrasos fora do normal, os hotéis são suficientes e sobram disponibilidades, os transportes públicos funcionam, os torcedores estrangeiros estão se esbaldando, os nativos entraram na onda, deixaram os protestos de lado e caíram em campo torcendo e aplaudindo e, enfim, a Copa do Mundo/2014 está sendo bem avaliada e tida como sendo a maior de todos os tempos. Vamos e venhamos, uma coisa inesperada para nós brasileiros, que contávamos com um fiasco. Um importante jornal francês, que castigou em criticas anteriormente, admitiu, esta semana, que o Brasil está realizando, “ao seu modo”, uma extraordinária Copa e considera que isto é um “verdadeiro milagre”. Fiquei meio encabulado, embora entendendo a surpresa dos franceses, e procurando interpretar este “ao seu modo” que pode ser uma critica velada, assim como, considerar um “milagre” é outro motivo que exige melhor interpretação.
O fato de a coisa caminhar com certa tranquilidade e sucesso reconhecido pelos torcedores que chegam de fora e pelos que de longe observam o evento, sugere uma serie de considerações que apontem para alguma lógica: a grande parte dos torcedores de fora – a maioria esmagadora é composta de homens jovens – pouco estão se incomodando com falhas de infraestrutura e logística, vieram dispostos a cair na “gandaia”, curtir adoidado cada momento e aproveitar de qualquer jeito. Soube de torcedor alemão que, depois de uma verdadeira aventura para chegar a tempo na Arena Pernambuco (fica bem distante de tudo), relatou de forma hilária tudo que experimentou: “vou ter muito o que contar quando chegar ao meu país”, explicou às gargalhadas. Outro fato que caiu nas redes sociais e se multiplicou ilimitadamente foi de integrantes da torcida norte-americano se esbaldando a caminho da Arena Pernambuco debaixo do maior temporal que caiu na cidade antes da partida entre Estados Unidos e Alemanha. Quem esteve por lá diz que foi impagável ver o espetáculo antes, durante e depois da partida.
Curioso é que o que mais se noticia na imprensa estrangeira é a
descontração do clima que reina no Brasil, num verdadeiro congraçamento de
raças e nações, provando que futebol não combina com política e, mais do que
isto, une os povos. Povos tão carentes de, alegria, paz e união. A propósito, quase não acreditei,
esses dias, vendo um torcedor estrangeiro afirmar, diante das câmeras de TV,
que a Copa do Mundo devia ser sempre no Brasil. Era um cidadão europeu, de certa
idade, e habituado a se fazer presente em vários outros Mundiais de Futebol.
Pois é, de repente as manifestações dos contra a Copa se apequenaram,
encolheram e foram sufocadas pela alegria e entusiasmo da massa de torcedores que
se espalhou pelo país. O brasileiro, antes temeroso, se contagiou, vestiu verde e
amarelo, foi aos estádios, cantou a todo pulmão o Hino Nacional e mostrou ao
mundo uma Nação – eu repito, Nação – alegre, bonita e vibrante chamada Brasil.
Esta Copa vai deixar saudade, ainda que o Brasil não chegue ao embate final no
Maracanã, próximo dia 13. Tomara que chegue! Antes de terminar, deixo uma pergunta: será que imaginamos errado?
NOTA: As fotos que ilustram a postagem foram obtidas no Google Imagens.










