A chegada a Bogotá, de hoje, surpreende pela estrutura urbana bem tratada e em meio a parques e jardins. Um cartão postal, para os visitantes. Beleza e limpeza urbana são características que se repetem pelas avenidas que levam ao centro da cidade. Com uma temperatura media abaixo dos 15ºC, numa altitude de 2.600 m. acima do nível do mar e 6 milhões de habitantes, Bogotá impressiona à primeira vista, mesmo ao visitante reincidente, como é o meu caso..
Para minha surpresa encontrei, depois de, aproximadamente, vinte e cinco anos, uma cidade modernizada e ampliada. O Governo vem dando prioridade à segurança e os projetos de modernização da estrutura urbana alavancaram a cidade para um patamar onde se encontram as principais metrópoles da America do Sul. Em certas áreas lembrei-me de Santiago do Chile, noutras de Buenos Aires, mais adiante de algumas cidades brasileiras. É uma cidade
extremamente policiada e um povo unido em busca da paz e de provar que vivem bem e em segurança. Em todas as rodas sociais e lugares por onde passei notei que há uma verdadeira obsessão em provar que o país é seguro e que, inclusive, a capital Bogotá é mais segura do que outras metrópoles sul-americanas, entre as quais, logo são citadas, o Rio de Janeiro, São Paulo e a cidade do México. Pude observar, altas horas, pessoas solitárias circulando, aparentemente sem temor, em ruas e avenidas, coisa que não se pode fazer nas principais cidades brasileiras. Naturalmente que não deixam de recomendar cautela. Mas, sai bem impressionado. O Governo de Álvaro Uribe vem fazendo um duro combate à insegurança em geral, assaltos e seqüestros. Não raramente se depara com duplas de policiais militares armados em pontos estratégicos da cidade. Causa surpresa ao primeiro instante, mas, depois se torna comum e compreensível.Um detalhe especial merece ser lembrado: a acolhida e simpatia daquela gente. Por todo lado há sempre um rosto que se abre com um sorriso de boas vindas e prazer explicito por servir. “Mucho gusto” (muito prazer) é o que mais se ouve.
O sistema de transporte coletivo aos moldes de Curitiba (leia-se Jaime Lerner) que foi implantado na cidade, na virada do milênio, faz imenso sucesso e enche de orgulho o bogotano em geral. Denomina-se de Transmilênio e circula com imensos ônibus articulados, com estações também vistosas e que contrasta com os antigos coletivos, pequenos e coloridos, ainda em circulação por áreas onde o novo sistema não tenha chegado. Os colombianos fazem questão de lembrar que o novo sistema é do modelo brasileiro. E, por falar em Brasil, notei outra presença marcante no cenário colombiano que são postos da rede Petrobrás, que ostentam as cores verde e amarelo, símbolo brasileiro, nas principais vias da cidade de Bogotá e, segundo me disseram, em outras importantes cidades do país.
Percorrer a cidade no seu preservado centro histórico – um mergulho na história da colonização espanhola – ou nas zonas modernas se constitui numa seqüência de boas surpresas.
Lula anda apressando, mas, todas as obras estão atrasadas e, segundo dizem, somente um milagre pode deixá-las prontas a tempo. Incrível. Na esplanada dos Ministérios vi uns circos armados. O taxista não soube dizer de que se tratava. Um panorama feio. Pelo menos, eu achei. 