É sabido
popularmente que quando um ônibus está lotado e os passageiros de pé insistem
em permanecer próximos à porta de desembarque, mesmo havendo espaço vago em boa
parte do coletivo, o motorista matreiro dá um freio brusco que, pegando de
surpresa os conduzidos, espalha gente por toda área disponível. A essa
estratégia se chama de “freio de arrumação”. Pois bem, em tempo de quarentena,
tenho visto a situação imposta pela Pandemia do Coronavírus como sendo um freio
desse tipo à Humanidade. O mundo inteiro estava numa corrida sem limites na
busca do possível e do impossível entregues às asas do imaginário coletivo e da
fantasia. Posso estar equivocado, mas antevejo tempos em que iremos enxergar
com nitidez onde erramos e como contribuímos para construir o caos que estamos
experimentando. Não! Não vou apelar para referenciais religiosas e, muito
menos, políticos que muitos usam na tentativa de explicar. Esses já estão bem explorados.
Ao invés disso vou tentar explorar algumas vivências e reflexões que fiz ao
longo da vida. Para inicio de conversa, tudo me leva a crer que o mundo será outro quando sairmos dessa
“viagem” dentro de quatro paredes. É, um mundo novo está nascendo.
O fenômeno da urbanização acelerada e tresloucada pode ser vista como um bom dos exemplos mais concretos e, indiscutivelmente, revela a ponta de um tremendo iceberg. É nesse cenário que vi e nunca entendi o porquê das extravagâncias dos nossos jovens em termos de consumo de álcool e drogas, ilimitadamente, mesmo que alertados pelas possíveis consequências maléficas. Menos ainda pelas irrefreáveis curtições das orgias sexuais. O HIV respondeu duramente e estabeleceu seu freio de arrumação. Ainda assim, nossos jovens se excederam. Muitos vivem hoje sofrendo as consequências indesejáveis. Pintaram e bordaram desbragadamente, até agora. Tocaram fogo a eles próprios. Lembremo-nos do incêndio na discoteca Kiss (Santa Maria – RS) que foi um exemplo trágico. Observem que a História mostra haver sido a industrialização maciça e a produção de serviços que provocou a migrações de grandes levas populacionais para os gigantes centros urbanos de produção, atraídos pela elasticidade da oferta de empregos e as promessas intermináveis de sucesso. Sem esquecer da vida infinitamente mais lúdica. O resultado desse fenômeno são as favelas das grandes urbes do planeta e uma população apinhada em espaços exíguos a despeite dos grandes espaços vazios, geralmente disponível no meio rural. No Brasil essa coisa é concreta e não vislumbro freio de arrumação que conserte a situação. Já observei quadros idênticos em metrópoles outras, entre as quais: Xangai, Caracas, Seul e Nova York. Nesta última, a grande metrópole mundial e dita Capital do Mundo, a coisa não é fácil. À exceção do que se observa na 5ª. ou Park avenues, onde magnatas se instalam nas penthouses douradas e vislumbram, passivamente do alto, os arredores com milhares de edifícios residenciais da charmosa Manhattan, onde vivem milhões de seres humanos apinhados em quitinetes apertadas e respirando ares comuns nem sempre recomendados. É um mar de imigrantes nacionais e estrangeiros. Desça na Estação Canal Street do metrô e se detenha a observar. No bairro do Village, a coisa é quase indescritível. São, na grande maioria, moradias de um único cômodo onde vivem três ou quatro pessoas. Ratos, baratas e muita pulga é coisa trivial. Vi com meus olhos. Frequentei, até. Ou seja, em Manhattan existe uma favela diferenciada tão insalubre como qualquer outra Brasil afora. Por isso, não me surpreendo quando ouço falar do avassalador ataque do Covid-19 naquela cidade. E a coisa não é diferente nas grandes cidades da Europa. Nem preciso falar...
O fenômeno da urbanização acelerada e tresloucada pode ser vista como um bom dos exemplos mais concretos e, indiscutivelmente, revela a ponta de um tremendo iceberg. É nesse cenário que vi e nunca entendi o porquê das extravagâncias dos nossos jovens em termos de consumo de álcool e drogas, ilimitadamente, mesmo que alertados pelas possíveis consequências maléficas. Menos ainda pelas irrefreáveis curtições das orgias sexuais. O HIV respondeu duramente e estabeleceu seu freio de arrumação. Ainda assim, nossos jovens se excederam. Muitos vivem hoje sofrendo as consequências indesejáveis. Pintaram e bordaram desbragadamente, até agora. Tocaram fogo a eles próprios. Lembremo-nos do incêndio na discoteca Kiss (Santa Maria – RS) que foi um exemplo trágico. Observem que a História mostra haver sido a industrialização maciça e a produção de serviços que provocou a migrações de grandes levas populacionais para os gigantes centros urbanos de produção, atraídos pela elasticidade da oferta de empregos e as promessas intermináveis de sucesso. Sem esquecer da vida infinitamente mais lúdica. O resultado desse fenômeno são as favelas das grandes urbes do planeta e uma população apinhada em espaços exíguos a despeite dos grandes espaços vazios, geralmente disponível no meio rural. No Brasil essa coisa é concreta e não vislumbro freio de arrumação que conserte a situação. Já observei quadros idênticos em metrópoles outras, entre as quais: Xangai, Caracas, Seul e Nova York. Nesta última, a grande metrópole mundial e dita Capital do Mundo, a coisa não é fácil. À exceção do que se observa na 5ª. ou Park avenues, onde magnatas se instalam nas penthouses douradas e vislumbram, passivamente do alto, os arredores com milhares de edifícios residenciais da charmosa Manhattan, onde vivem milhões de seres humanos apinhados em quitinetes apertadas e respirando ares comuns nem sempre recomendados. É um mar de imigrantes nacionais e estrangeiros. Desça na Estação Canal Street do metrô e se detenha a observar. No bairro do Village, a coisa é quase indescritível. São, na grande maioria, moradias de um único cômodo onde vivem três ou quatro pessoas. Ratos, baratas e muita pulga é coisa trivial. Vi com meus olhos. Frequentei, até. Ou seja, em Manhattan existe uma favela diferenciada tão insalubre como qualquer outra Brasil afora. Por isso, não me surpreendo quando ouço falar do avassalador ataque do Covid-19 naquela cidade. E a coisa não é diferente nas grandes cidades da Europa. Nem preciso falar...
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| "Favela" de Nova York |
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| Demolições do tradicional em Xangai |
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens



