O mundo
desabando com a epidemia do Coronavírus, os árabes se “engalfiando” com os
russos, barril de petróleo em baixa, mercados de ações afundando ao redor do
planeta e os brasileiros firmes e fortes gerando piadas de mau gosto para
divertir multidões aqui e alhures. Um exemplo de uma “brasileirada” sem
explicação lógica, até agora, é a trapalhada que vem sendo protagonizada pelo
ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, no Paraguai. Além de insólita o cara deu mais uma
infeliz contribuição para consolidar a má fama internacional do brasileiro. Resulta que terminou dividindo manchetes mundiais com a Covid-19. Uma pergunta
que não cala e que ronda a cabeça de qualquer cidadão de bom senso: como um
sujeito – estrela mundial do futebol e melhor jogador do mundo por duas vezes – sobejamente conhecido como um craque
brasileiro resolve desembarcar em Assunção com um passaporte paraguaio adulterado e ter o
desplante de tentar entrar no país gozando dos privilégios de cidadão
naturalizado? Tenha paciência! É subestimar a inteligência de qualquer um.
Burrice combinada com ousadia. Fica subentendido que algo muito duvidoso deve
estar por trás desse infeliz comportamento e as autoridades paraguaias não vão
deixar passar em branco. Bom lembrar que os paraguaios alimentam uma rixa
histórica com os brasileiros desde a Guerra do Paraguai (1864-70), da qual
saíram derrotados. Ainda hoje nossos vizinhos envidam esforços para demonstrar
seriedade e rigidez nas coisas relativas ao Brasil. Creio que o nosso craque dos
gramados abusou e está passando por amargos momentos numa prisão de
segurança máxima guarani. Sem dúvidas, um triste fim para uma brilhante carreira
profissional. Bem, indiscutivelmente, a verdade vai aparecer logo mais. Tem que
haver uma explicação mais verosímil.
Mas, retomando o mote-titulo deste post, Maldita Fama, ocorre-me lembrar de
episódios que vivenciei em algumas oportunidades, algumas bem recentes, pela
simples condição de ser cidadão brasileiro. Há poucos anos, na Cidade do Panamá, um motorista de
taxi quando descobriu minha nacionalidade foi logo perguntando se eu era da
Odebrecht. Curioso, perguntei o motivo da pergunta. Como resposta ouvi um
relato inicialmente ameno e seguido de um debulhar de acusações rígidas sobre o
comportamento da Empresa brasileira e, sobretudo, dos seus representantes naquele
país. Lamentando a fama, fiquei constrangido ao fim da viagem.
Pior, contudo, foi o episódio numa corrida de taxi em Nova York. Essa foi danada. Acompanhado da minha família (esposa, filhos e nora) ao sermos identificados como brasileiros o taxi driver, sem qualquer cerimônia, explodiu numa incrível manifestação de desprezo ao Brasil e aos brasileiros. Anarquizou com nosso país, com o governo - estávamos em pleno auge das trapalhadas do governo Dilma - e não poupou-nos de ácidas criticas. Constrangimento geral entre nós passageiros. O cara se dizia investidor de um Fundo de Pensão norte-americano que comprou milhões de ações da Petrobrás, em franca desvalorização naquela ocasião. Para ele, finalmente, todo brasileiro era ladrão! Foi um vexame. Tive ímpeto de mandar parar e cair fora do veículo, mas, atendi aos apelos da minha esposa e segui viagem. Calaaaado! Paguei a corrida e sai transtornado, carregando a pecha de brasileiro ladrão. Uma infelicidade para quem prima pela honestidade.
Tive outra! Quatro anos passados, também com um taxista, em Santiago do Chile. Quando o motorista notou que éramos brasileiros, por trás de um sorriso gaiato, virou-se pra mim e disse: desculpe, mas por segurança, vou tirar meu apurado daqui e guardar escondido deste outro lado. O tal apurado, dobradinho, repousava às minhas vistas no console do veículo, entre ele e eu que me aboletava no banco do carona. Fiquei surpreso. O sujeito foi objetivo e parecia querer falar brincando. Porém, no fundo ele se referiu ao que denomino de fama maldita dos brasileiros. E olhe lá, o chileno não é nenhum exemplo de pura honestidade. Inclusive, já fui roubado agressivamente, no centro de Santiago. Um ladrão arrancou-me um cordão de ouro do pescoço e fugiu na multidão.
Ah! Já passei por poucas e boas. Desconfio que vamos esperar muito para deletar essa Fama Maldita.
E, para terminar, cartão vermelho para o Ronaldinho!
NOTA: Foto obtida no Google Imagens.
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Cobrindo as algemas e sendo levado para a prisão. Vergonha. |
Pior, contudo, foi o episódio numa corrida de taxi em Nova York. Essa foi danada. Acompanhado da minha família (esposa, filhos e nora) ao sermos identificados como brasileiros o taxi driver, sem qualquer cerimônia, explodiu numa incrível manifestação de desprezo ao Brasil e aos brasileiros. Anarquizou com nosso país, com o governo - estávamos em pleno auge das trapalhadas do governo Dilma - e não poupou-nos de ácidas criticas. Constrangimento geral entre nós passageiros. O cara se dizia investidor de um Fundo de Pensão norte-americano que comprou milhões de ações da Petrobrás, em franca desvalorização naquela ocasião. Para ele, finalmente, todo brasileiro era ladrão! Foi um vexame. Tive ímpeto de mandar parar e cair fora do veículo, mas, atendi aos apelos da minha esposa e segui viagem. Calaaaado! Paguei a corrida e sai transtornado, carregando a pecha de brasileiro ladrão. Uma infelicidade para quem prima pela honestidade.
Tive outra! Quatro anos passados, também com um taxista, em Santiago do Chile. Quando o motorista notou que éramos brasileiros, por trás de um sorriso gaiato, virou-se pra mim e disse: desculpe, mas por segurança, vou tirar meu apurado daqui e guardar escondido deste outro lado. O tal apurado, dobradinho, repousava às minhas vistas no console do veículo, entre ele e eu que me aboletava no banco do carona. Fiquei surpreso. O sujeito foi objetivo e parecia querer falar brincando. Porém, no fundo ele se referiu ao que denomino de fama maldita dos brasileiros. E olhe lá, o chileno não é nenhum exemplo de pura honestidade. Inclusive, já fui roubado agressivamente, no centro de Santiago. Um ladrão arrancou-me um cordão de ouro do pescoço e fugiu na multidão.
Ah! Já passei por poucas e boas. Desconfio que vamos esperar muito para deletar essa Fama Maldita.
E, para terminar, cartão vermelho para o Ronaldinho!
NOTA: Foto obtida no Google Imagens.
4 comentários:
parabéns amigo, gosto muito de ler seus posts
Sim, amigo. Mas, afinal, confessou que era mesmo da Odebrecht? Bela coluna. Parabéns.
Como confessar se nunca fui da Odebrecht?
Sou sua fã de carteirinha e oDe Gaulle tinha razão. O Brasil n’est pas serieux🇫🇷🇫🇷🇫🇷🇫🇷abraços
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