sábado, 2 de março de 2013

Curtindo Nova York

Fui questionado pela forma como descrevi a cidade Nova York, no post da semana passada. Algumas pessoas concordaram. Outras, porém, acharam que me revelei indiferente à cidade que é listada entre os seus sonhos de consumo. Entendo muito bem as duas posições. Não foi minha intenção e nem me sinto com autoridade para borrar o mito da Big Apple. Quem sou eu? Pelo contrário, afirmei que gosto de ir até lá e curtir a cidade como ela é. É assim que faço em qualquer lugar do mundo. Curti Nova York, sim, nesse inverno de 2013, apesar da dureza do frio e da neve.
Nova York é privilegiada no item museus e sempre aproveito muito. A cidade tem vários e dos mais interessantes. O cinema, o teatro, a aviação, literatura, arte moderna, ciências naturais, arte antiga, desenho, matemática, arte bíblica, fotografia, religiões, perfumes, moda, além de um museu de cera da Madame Tussaud, famosa nessa arte, são temas dos muitos encravados naquela cidade. Tem para qualquer gosto. Naturalmente que não perdi a chance de visitar alguns, dando prioridade ao Museu de Arte Moderna, mais

conhecido por MoMa (11,West 53rd St.), fundado em 1929 e que é considerado o mais importante do mundo, nesse gênero. Dá gosto circular pelos seus salões e jardins para admirar seu acervo que tem mais de 100 mil peças. Isto sem falar nas exposições temporárias. Tive sorte, dessa vez, porque cheguei num momento em que a obra de Edvard Munch estava em exposição e seu consagrado quadro O Grito (The Scream) é a atração maior. Minha outra prioridade, e muito importante para mim, foi voltar ao monumental Metropolitan Museum of Art (no número 1000 da 5ª. Avenida e à margem do Central Park). Nem tanto pelo seu acervo que já vi noutras ocasiões, mas, sobretudo, pela exposição temporária que, dessa vez, era dedicada à obra do pintor francês, mestre do impressionismo, Henry Matisse (1869-1954). Uma beleza. Inesquecível. Fora esses dois, ainda passei pelo de Madame Tussaud, acompanhando meus familiares e pelo de aviação instalado sobre um antigo porta-aviões da 2ª. Guerra Mundial, ancorado num píer do Hudson. Esses dois últimos são interessantes, mas, não fazem minha cabeça.
Indo a Nova York não se pode deixar de assistir ao menos a um musical da Broadway. Muitos estão em cartaz há décadas – O Fantasma da Ópera, por exemplo – mas sempre tem alguma novidade para se conferir. É o caso do Homem Aranha (Spider Man) que vem fazendo o maior sucesso. Casa lotada e ingressos disputados. Assisti com meus familiares. Os efeitos especiais são magníficos. O sujeito voa sobre a platéia, em contorções mirabolantes, atirando teias, encantando a todos. Luz, som, cenários e imagens de impactar qualquer espectador. Não diria que seja imperdível. Mas, vale à pena assistir.
Quando a fome aperta, Nova York é uma praça imbátível. Até mesmo um Hot Dog emergencial tem sabor especial. E não falta prá quem quer. Os carrinhos de pão com salsicha e de espetinhos na brasa (haja fumaças gordurentas) estão por toda parte. Vide foto a seguir. Na outra ponta, estão os restaurantes bem
estabelecidos, nos quais se come muito bem. Fala-se muito que se come mal nos Estados Unidos, mas, em N. York só come mal quem não sabe escolher.Os cardápios são sempre muito bem montados, bem elaborados e os preços não assustam. Fazendo as contas pode-se se comparar com os preços do Brasil. Três destaques, dessa vez: o Niles – anexo ao Hotel Affinia, da 7ª. Avenida, altura do número 450. Outro que lembro é o restaurante/café no térreo do Rockfeller Center, diante da pista de patinação e o terceiro é o The View, no alto do Hotel Marriott Marquis, em plena Times Square. Este tem um serviço de Buffet que não convence muito, mas, por se situar numa plataforma giratória agrada ao cliente. Enquanto você janta vê a cidade desfilar diante dos seus olhos. Peça um bom vinho californiano. O giro se completa em 60 minutos. Para quem desejar ir até lá, sugiro o fim de tarde para um drinque a dois, por exemplo, e assistir o acender das

luzes da cidade lá em baixo. O restaurante fica no 48o. andar. Ah! já ia esquecendo de falar sobre outro restaurante, que é imperdível, o Central Park BoatHouse. Fica encravado no grande Parque por trás do Metropolitan Museum. Fomos lá, mesmo com muita neve e o lago congelado, valeu o almoço naquele dia. Nos domingos servem um brunch muito concorrido.
A mais recente atração de Nova York, porém, é o parque Memorial do 11 de Setembro, no mesmo local onde havia as torres gêmeas. Além da construção de novas torres, com destaque para a Freedom Tower, quase (foto abaixo)

pronta e maior do que as duas destruídas no atentado terrorista, há um belo parque com recordações da tragédia e das vitimas da destruição. Dois imensos tanques com águas correntes levadas a sumidouros marcam o local de cada torre destruída. Os nomes das pessoas mortas estão gravados na placa de aço que emoldura cada tanque.

Ver Nova York do alto das torres do Empire State e RockTower  ou num passeio da Circle Line pelo rios no entorno de Manhattan - acenando para a Estátua da Liberdade - completaram nossa programação curtindo Nova York.


NOTA: Fotos da autoria do Blogueiro




3 comentários:

Regina Dubeux disse...

Caro Girley! A primeira crônica sobre Nova Iorque eu apreciei bastante. Mas essa, vejo agora que tinha que ser escrita. Porque as duas se complementam. Sim, muito se tem a ver em Nova Iorque, e essa constatação seria desnecessária, se não fosse a experiência de uma amiga que esteve por lá, durante 10 dias, ano passado. Digo isso porque ela, pelo que me contou, não viu 1/3 da sua Nova Iorque. Concluo que ir a Nova Iorque sem uma boa reserva de U$ apenas deixa o visitante com a impressão de ter visto cartão postal. Ex.: Essa amiga fez todas as refeições nas ruas, em carrocinhas como a que você mostrou, e comprava mantimentos nos supermercados, levando-os para o hotel onde ela e outras amigas se hospedaram. Por que? Porque estavam (ou são)todas 'duras' em dindim. Ela disse que restaurantes em Nova Iorque são tão caros que inviabilizava o adentramento neles. Você me deu uma visão que eu queria ver, falando sobre os restaurantes. E, claro, sobre tudo o mais que você viu, compareceu e curtiu. Por me considerar semelhante, em termos financeiros, à amiga que falei, não vou a Nova Iorque, preferindo ler impressões de quem foi lá, mas impressões como as suas, sem o fito de vender produtos. Passeio por Nova Iorque com a experiência sua e a de seus familiares. Ou: compraria cartões postais, mas não seria a mesma coisa. Quem sabe, Nova Iorque ainda mereceria uma terceira impressão crônica. Adorei!

Maria Adélia disse...

Caro Girley,
muito apreciei o seu passeio por New York, que sempre encanta. A dica dos restaurantes foi muito bem-vinda, bem como a do memorial do 11 de setembro, que ainda não conheci. Em breve, pretendo checar "in loco"as suas indicações. Um abraço da prima, M.Adelia

Gilberto Braga disse...

Caro primo, estou com viagem marcada para NY neste mês e sempre sigo suas dicas de viagem é muito bom tê-lo como guia e melhor sem precisar pagar por isso. Gostaria de revê-lo antes da viagem. Grande abç, Gilberto Braga