Reunidos em
Brasília, nos últimos dias 5 e 6 deste novembro de 2014, os industriais
brasileiros – sob as asas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) – deram o
grito de alerta para o preocupante quadro do Setor no atual cenário econômico
nacional. Aproximadamente 1.800 empresários, em sessões plenárias e
específicas, além das sempre bem vindas “troca-de-figurinhas” nos intervalos
para um cafezinho levantaram e colocaram em ordem de debates seus problemas e
propostas urgentes.
Para inicio de conversa um referencial alarmante: a participação da indústria no PIB é de 25%, o que significa 10 pontos percentuais a menos dos registrados na década de 90. A indústria de transformação não passa dos 13%. São números desanimadores para quem atua no setor.
A Carta da Indústria 2014, publicada no final do evento abre com uma significativa expressão: “A Indústria tem pressa”. Pressa para solucionar a questão da baixa competitividade. Pressa para voltar ser o dínamo gerador de crescimento. Pressa para contribuir efetivamente para o crescimento econômico, social e político do país. Na mesma Carta o foco sugerido é “na competitividade e governança para enfrentar os problemas”
A propósito do assunto competitividade, destaco uma recente pesquisa do Banco Mundial, “Doing Business 2015” (publicada em 28.10.14), revelando que o ambiente de negócios no Brasil continua ruim, face sua posição no 120º lugar num ranking de 189 países. Na pesquisa anterior a posição brasileira era a 123º. Uma tímida melhora neste ano. O Brasil ficou abaixo da média da América Latina. Países como Chile (41ª colocação) e Colômbia (34ª) estão bem acima. A quem se console com o fato de que o país está mais bem situado do que a Argentina (124º), vivendo uma grande recessão, e a Índia (142º). Os primeiros colocados são: Cingapura, Nova Zelândia, Hong Kong, Dinamarca e Coreia do Sul. Os Estados Unidos ocupam o 7º lugar e a China, para minha surpresa, o 90º. Surpresa porque lembro do regime autoritário reinante no gigante do Oriente.
O destaque entre os pontos negativos do Brasil e que empurra para baixo a média do país, está na demora que o investidor leva para abrir uma empresa. São necessários 83,6 dias para cumprir 11,6 procedimentos legais. É um tempo intolerável, comparado com o tomado noutros países, como o Chile onde o tempo cai para 5,5 dias. No ranking especifico, o Brasil ocupa o 167º lugar, entre os 189 países pesquisados. Haja burocracia!
Outros importantes indicadores que compõem a bateria de avaliação, utilizados nesse estudo do Banco Mundial, são: facilidade de operar no mercado local, registro de propriedade, custos da construção civil, carga tributária, proteção aos pequenos acionistas, resolução de insolvências, encargos sociais, entre os outros que jogam o Brasil lá pra baixo.
Ora, minha gente, uma pesquisa como esta expõe, de maneira desfavorável, as fragilidades competitivas do país no âmbito internacional. Um investidor estrangeiro que esteja a ponto de decidir sobre a localização de um próximo investimento produtivo no mercado internacional, inevitavelmente, sofrerá alguma influencia desses resultados publicados. E, sendo um estudo do Banco Mundial impõe respeito maior e inspira confiança.
Na Carta da Indústria, acima tratada, há um tópico sugerindo os problemas cruciais do sistema político-econômico a serem resolvidos pelo novo Governo de D. Dilma Roussef. Vejamos: a) livrar o sistema tributário das principais ineficiências; b) melhoria das relações de trabalho; c) crescentes investimentos na infraestrutura; d) evolução na política comercial com foco nos mercados estratégicos e melhor inserção internacional; e) melhorias na Educação. Resolvidos estes problemas a Indústria Brasileira pode encontrar saídas da crise que enfrenta.
Isto é sem dúvida uma formidável e objetiva proposta para quem pretende, como D. Dilma, fazer um governo voltado para a recuperação econômica e restaurar a confiança internacional do país. Vamos torcer!
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagem.
NOTA 2: Estive em Brasília compondo a Comitiva da Federação das Indústrias de Pernambuco – FIEPE e representando o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco – SIMMEPE, no Encontro Nacional da Indústria de 2014
Para inicio de conversa um referencial alarmante: a participação da indústria no PIB é de 25%, o que significa 10 pontos percentuais a menos dos registrados na década de 90. A indústria de transformação não passa dos 13%. São números desanimadores para quem atua no setor.
A Carta da Indústria 2014, publicada no final do evento abre com uma significativa expressão: “A Indústria tem pressa”. Pressa para solucionar a questão da baixa competitividade. Pressa para voltar ser o dínamo gerador de crescimento. Pressa para contribuir efetivamente para o crescimento econômico, social e político do país. Na mesma Carta o foco sugerido é “na competitividade e governança para enfrentar os problemas”
A propósito do assunto competitividade, destaco uma recente pesquisa do Banco Mundial, “Doing Business 2015” (publicada em 28.10.14), revelando que o ambiente de negócios no Brasil continua ruim, face sua posição no 120º lugar num ranking de 189 países. Na pesquisa anterior a posição brasileira era a 123º. Uma tímida melhora neste ano. O Brasil ficou abaixo da média da América Latina. Países como Chile (41ª colocação) e Colômbia (34ª) estão bem acima. A quem se console com o fato de que o país está mais bem situado do que a Argentina (124º), vivendo uma grande recessão, e a Índia (142º). Os primeiros colocados são: Cingapura, Nova Zelândia, Hong Kong, Dinamarca e Coreia do Sul. Os Estados Unidos ocupam o 7º lugar e a China, para minha surpresa, o 90º. Surpresa porque lembro do regime autoritário reinante no gigante do Oriente.
O destaque entre os pontos negativos do Brasil e que empurra para baixo a média do país, está na demora que o investidor leva para abrir uma empresa. São necessários 83,6 dias para cumprir 11,6 procedimentos legais. É um tempo intolerável, comparado com o tomado noutros países, como o Chile onde o tempo cai para 5,5 dias. No ranking especifico, o Brasil ocupa o 167º lugar, entre os 189 países pesquisados. Haja burocracia!
Outros importantes indicadores que compõem a bateria de avaliação, utilizados nesse estudo do Banco Mundial, são: facilidade de operar no mercado local, registro de propriedade, custos da construção civil, carga tributária, proteção aos pequenos acionistas, resolução de insolvências, encargos sociais, entre os outros que jogam o Brasil lá pra baixo.
Ora, minha gente, uma pesquisa como esta expõe, de maneira desfavorável, as fragilidades competitivas do país no âmbito internacional. Um investidor estrangeiro que esteja a ponto de decidir sobre a localização de um próximo investimento produtivo no mercado internacional, inevitavelmente, sofrerá alguma influencia desses resultados publicados. E, sendo um estudo do Banco Mundial impõe respeito maior e inspira confiança.
Na Carta da Indústria, acima tratada, há um tópico sugerindo os problemas cruciais do sistema político-econômico a serem resolvidos pelo novo Governo de D. Dilma Roussef. Vejamos: a) livrar o sistema tributário das principais ineficiências; b) melhoria das relações de trabalho; c) crescentes investimentos na infraestrutura; d) evolução na política comercial com foco nos mercados estratégicos e melhor inserção internacional; e) melhorias na Educação. Resolvidos estes problemas a Indústria Brasileira pode encontrar saídas da crise que enfrenta.
Isto é sem dúvida uma formidável e objetiva proposta para quem pretende, como D. Dilma, fazer um governo voltado para a recuperação econômica e restaurar a confiança internacional do país. Vamos torcer!
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagem.
NOTA 2: Estive em Brasília compondo a Comitiva da Federação das Indústrias de Pernambuco – FIEPE e representando o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco – SIMMEPE, no Encontro Nacional da Indústria de 2014


