domingo, 23 de março de 2014

Fazendo turismo no Recife

Acontece com muita frequência que somos estimulados a fazer turismo pelo mundo afora e preterimos as atrações do nosso próprio país ou local onde vivemos. Conheci muitos cariocas que nunca estiveram no Corcovado ou no Pão de Açúcar. A impressão que dá é que como está tudo ali pertinho nunca faltará oportunidade de dar uma chegadinha até lá. Difícil é a oportunidade surgir. Essa coisa sempre me chamou a atenção. A primeira vez que subi ao Pão de Açúcar carreguei comigo primos que, embora vivendo no Rio de Janeiro, nunca haviam estado lá.
Mas, não preciso ir muito longe. Vivo no Recife e muitas vezes não aproveito as atrações turísticas locais e as do estado de Pernambuco. Nunca estive na famosa Praia dos Carneiros, por exemplo. Ou em Serrambi. Conheço, sim, Porto de Galinhas, estive há muitos anos em Fernando de Noronha e fico por aí. Que coisa engraçada. No entanto vivo, com alguma frequência, pelo meio do mundo explorando o que há de belo e atrativo turisticamente falando.
Disposto a me corrigir, andei fazendo algumas coisas bem comuns para os que visitam Pernambuco.
Comecei fazendo um passeio de catamarã pelos rios Capibaribe e Beberibe. Sempre ouvi dizer que era muito interessante e todo mundo que vem ao Recife se interessa pelo programa. Escolhi o Catamarã Veneza, pelas referencias que tive a respeito do percurso e da guia que faz a locução a respeito do cenário. Num fim de uma tarde de sábado, então, aboletei-me no barco e lá fui com outros turistas ver o desfilar da minha cidade do Recife, num outro ângulo de visão. Mais do que isso, tratei de apreciar com um olhar de turista, tentando ver como quem vê pela primeira vez. À medida que a guia explicava cada ponto, cada ponte e cada prédio, descobri outra cidade, embora sendo a mesma na qual nasci, cresci e envelheço. Tudo numa nova perspectiva e num novo descobrir. O Catamarã, em si, não é nenhum Bateau Mouche parisiense. É verdade. Mas, é valido em tudo e por tudo. Falo da ideia, da iniciativa óbvia para uma cidade com a natureza do Recife e com o intuito de dinamizar o turismo local. Entusiasmado com aquilo, ainda a bordo do dito Catamarã, fiquei me perguntando sobre o porquê de não haver, aqui mesmo no Capibaribe do Recife, barcos de maior envergadura, com restaurantes e atividades dançantes noturnas, como em tantas outras cidades do mundo. Em  Petrolina tive a oportunidade de desfrutar de belíssimo passeio pelo rio São Francisco, num catamarã com restaurante, bar, muita musica e dança. Inesquecível, o espumante do Vale e a carne de cordeiro ou bodinho assada e servidas naquele barco. Mais ainda, um belo banho de rio num banco de areia, rio acima. Lembro também de Manaus e Belém cidades nas quais  encontrei atrações desse tipo, nos rios que formam a bacia amazônica e banham aquelas cidades. Fora outros locais do próprio Brasil, que não me ocorre lembrar agora.



A verdade é que o passeio de catamarã, pelo Capibaribe, vale à pena e está ali ao nosso alcance. Vejo nisso o embrião de um movimento turístico-aquático mais intenso e mais cheio de atrativos tanto para o visitante, quanto para os nativos da dita Veneza Brasileira. Imagino que num catamarã restaurante, por exemplo, muita gente iria comemorar datas aniversarias e passagens marcantes nas suas vidas num ambiente aprazível, animado e próprio da cidade. Esse tipo de embarcação, além de segura, é apropriado para navegar em rios pouco profundos e bacias marítimas como as que existem pelos arredores do Recife. Fala-se muito, ultimamente, no aproveitamento do Capibaribe para transporte coletivo da população. O rio vai ser dragado e aproveitado, estações de embarque e desembarque estão sendo construídas e já falam nos barcos que serão adquiridos. Vejo aí a possibilidade de surgirem iniciativas empresariais que venham dar mais colorido e movimento ao turismo do Recife. Vamos aguardar.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens

Prezada amiga Liliana Falângola, obrigado pela recepção no Veneza e sua competente locução como guia daquele passeio pelo Capibaribe. Parabéns porque você conhece a história do Recife. Qualquer dia voltarei.

8 comentários:

Susana González disse...

Girley,
Muero de envidia, cuando vaya lo tengo que hacer. Se me hace una buena idea que inicies una empresa para el mundial, será todo un éxito.
Susana Gonzalez (México)

Danyelle MOnteiro disse...

Qualquer dia desses farei esse passeio também... e não é assim mesmo, moramos aqui e ficamos adiando esse e outros passeios; gostei e também apreciei as fotinhas. Abraço!
Danyelle Monteiro

Heitor Brito disse...

Amigo Girley,
Boa noite
Concordo com você plenamente. Próxima semana estarei fazendo este passeio, dica vindo de você, pessoa da mais extrema credibilidade. Abs
Heitor Britto

Sidya Maranhão disse...

Girley
Não vi o blog, mas o passeio é muito legal.
Sidya Maranhão

Liliana Falangola disse...

Agradeço, Girley, pelo comentário, no seu blog, sobre o passeio no Catamarã Veneza.
Um abraço,
Liliana Falangola

Regina da Fonte disse...

Eu fiz esse passeio à noite,adorei!!Os edifícios do marco zero iluminados são de perder o fôlego.Lembra Paris.
Regina da Fonte

Adierson Azevedo disse...

Amigo Girley,
Como sempre, irretocável seu post sobre Turismo no Recife!!! Minha única colocação é a mesma que venho fazendo nos últimos anos.
Faça um exercício que já fiz anteriormente:
Primeiro, feche os olhos e pense no que lhe veio à cabeça em suas diversas viagens pelo mundo para ir a tais lugares?
Se você disser atrativos tangíveis (ruas, museus, castelos, monumentos, estátuas, pontes, parques etc), você atinge um grande parte dos motivos para ir a tais lugares. O complemento é um só, na minha opinião: compras. Turistas gostam de ir às compras!!!*:) feliz
A maior alegria do capitalismo é comprar, amigo!!! Ter o que levar e distribuir entre os amigos e familiares depois da chegada.
Voltemos ao Recife, objetivamente, pensando como estrangeiro, o que há aqui para visitar?? Tirando o castelo Brennand, todos os demais estão em péssimo estado de conservação e não se comparam a nenhum que você viu na Inglaterra, na Escócia, em Wales (Castelo de Cardiff e suas paredes de ouro), na Índia (Tal Mahal), etc.
Apesar da ação profícua do atual prefeito, a cidade continua cheirando mal, com uma sinalização monolíngue e escassa, super engarrafada, e, ainda por cima, com uma política suicida de colocar as pessoas a andarem de bicicleta nesse transito que não respeita pedestres idosos, deficientes físicos, motociclistas, e, ciclistas.
Amigo Girley, como recifense, adoro minha cidade e louvo sua iniciativa mas temos muito o que fazer por aqui......kkkkkkkkkkk
Abraços,
Adierson Azevedo

maria helena disse...

Este é um dos passeios que sempre levo os meus amigos e parentes que por aqui aparecem; acho a ideia de fazer uma comemoração no catamarã genial!Pra mim também não pode faltar a Oficina Brennand! Seu blog é mesmo tudo de bom!Maria Helena