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segunda-feira, 4 de março de 2024
Insegurança nossa de Cada Dia
Pobreza, fome, analfabetismo, disparidades inter-regionais de renda, saúde publica falha, politica educacional também, governos míopes e somente interessados em se manter no poder, entre muitas outras mazelas fazem do Brasil, indiscutivelmente, um país com problemas endêmicos de difíceis soluções. O mais gritante, porém, é que, na atual conjuntura e, certamente, em decorrência dos percalços acima lembrados, a insegurança pública vem se revelando o nó mais difícil de desatar. Dia e noite, o cidadão comum, cumpridor das suas obrigações coletivas, é agredido por ações deletérias que vão das mais simples e bizarras às classificadas como mais estúpidas e fatais.
A recente fuga – tenho pra mim que consentida pela carceragem igualmente bandida – dos dois prisioneiros confiados ao Presidio de Segurança Máxima de Mossoró, que sumiram do mapa, já se tornou emblemática na historia da insegurança brasileira. Imagino que se no ambiente tido como de segurança máxima ocorrem episódios dessa grandeza, o que dizer dos pequenos golpes perpetrados contra os cidadãos de bem, cumpridor das suas obrigações republicanas?
Ah! Tem nada mais ignóbil e revelador da insegurança deste país do que a troca criminosa de etiquetas em bagagens despachadas no Aeroporto de Guarulhos (SP), com destino a variados pontos do exterior, por bagagens contendo narcóticos e drogas condenáveis internacionalmente, em nome de inocentes passageiros? É incrível, mas já se somam casos alarmantes de viajantes que são apreendidos e condenados ao desembarcar no exterior. São episódios criminosos inacreditáveis e que depõem contra a Nação no cenário internacional. Qual o passageiro que não se apavore em despachar sua bagagem naquele aeroporto? Eis aí um retrato cruel e a cores lúgubres da incompetência dos governantes de plantão.
Como se sentir seguro numa grande metrópole brasileira sabendo que está sujeito às ações de verdadeiros facínoras, comandantes de hordas de desordeiros e assassinos, dispostos a disseminar o pavor e a intranquilidade da sociedade? Quantos casos fatais são levados a efeito diariamente nas ruas de São Paulo, Rio, Recife, Belo Horizonte, entre outras. Pior é registrar que as coisas se reproduzem em cidades de porte médio e interiores. Um dado curioso foi divulgado no último dia 27/02/24, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Publica e Raio X das Forças de Segurança Publica do Brasil, no qual foi constatada a redução dos efetivos policiais no Brasil, entre 2013 e 2023. Nesse período ocorreu uma diminuição de 6,8% dos policiais militares. Houve ainda uma redução de 2% no numero de policiais civis e peritos. Bom, tenho pra mim que seguir a carreira de policial já não seduz muito mais a turma do procurando posição no mercado de trabalho. As noticias divulgadas na mídia diária são desestimulantes devido à insegurança e o “poder” paralelo imposto pelos milicianos dos grupos de narcotraficantes incrustados nas franjas das metrópoles, que têm entre seus objetivo dar cabo aos esquadrões de policiais de combate aos grupos organizados de traficantes. Pobre Brasil, tristes brasileiros. Mas, tudo isso é o “grosso do mercado da insegurança” porque o “varejo” se multiplica de modo avassalador. É um picadinho de maldades que assusta o individuo ou uma comunidade, independente do local, da situação social ou do veículo de intervenção. São coisas muitas vezes patéticas. Os caras vivem bolando formas de “atuar”. Perdi as contas de quantas vezes recebo, por mês, golpistas se passando por meu filho e pedindo, pelo WhatsApp que eu pague urgente uma conta, vencendo naquela hora, e que ele está sem condições por razões das mais variadas. Claro que não caio nesse golpe. Outro também pelo WhatsApp é de uma suposta Central de Controle do banco, no qual mantenho minhas economias, pedindo autorização para validar uma compra, geralmente de valor vultoso. O Banco já fez circular uma Nota avisando que se trata de uma Falsa Central. Já imagino a confusão que será criada quando a tal da Inteligência Artificial (IA) pegar de verdade. Deus nos acuda.
Tem também a loucura dos ladrões de fios de cobre das redes elétricas ou de telefonia que deixam bairros e artérias sem energia ou comunicação. Outro dia, cheguei à academia de ginástica e fui informado que não haveria condições de trabalho porque a rede elétrica havia sido roubada durante a madrugada. Ri para não chorar! Como pode um negócio desses? Aliás, nessa mesma ocasião, o roubo entrou pelos fios da rede de eletrificação abastecedora da filial do Minuto Pão de Açúcar, da mesma rua e que resultou na deterioração de todo estoque de gelados e congelados causando um prejuízo incalculável à empresa. Parece mentira, mas, foi-não-foi, fico sem sinal de Internet, por conta de roubos da fiação da Provedora. Sistema subterrâneo, inclusive. Descobri que os cabos de cobre são vendidos a receptores canalhas que pagam a preço de ouro e alimentam essas cambadas de ladrões. Cansa. E, por falar em cansaço, vou ficando por aqui. Depois dessas “reflexões” tenho até medo de sair nas ruas.
domingo, 8 de outubro de 2023
Rio Sangrento
Há poucos dias, uma amiga brasileira que vive na Suíça, seguidora deste Blog, me liga assustada pedindo noticias acerca da situação politica no Brasil e afirmando haver recebido um WhatsApp dando conta de que já se trava uma guerra civil por aqui. Naturalmente que compreendi a apreensão da amiga e, logo, considerei duas variáveis a pautar nossa conversa: a distância e a placidez do local onde ela vive e a proliferação das chamadas fakenews nas redes sociais brasileiras. Tentando acalmá-la garanti que, embora tantos percalços sócio-políticos a situação não pode ser tomada como uma guerra civil. Contudo, como a conversa bateu forte na minha cabeça, venho revendo minhas opiniões a respeito da situação reinante Brasil afora, admitindo que, com tantos focos de violência urbana e a impotência do Estado para estabelecer a ordem e a tranquilidade social, muitos são aqueles que enxergam a conjuntura como sendo de pura convulsão social.
O recente episódio que resultou na morte – por engano – dos três médicos, de passagem pelo Rio de Janeiro, onde participavam de um congresso internacional configura uma verdadeira falência do Estado e a vitória do paralelo “estado” do crime organizado. É assustador o fato de que a mando dos chefões, quatro atiradores encapuzados executaram a “queima-roupa” quatro inocentes profissionais de alto nível, numa roda de conversa em aprazível quiosque na região da Barra da Tijuca. Os assassinos saíram crentes de que haviam eliminando um rival traficante, com o qual disputam o domínio de área de atuação. Um dos médicos era visivelmente parecido com o alvo da ação para a qual foram incumbidos. Ora, meu Deus, onde estamos? Em que mundo vivemos? Morreram sem ter ideia do motivo que foram vítimas. Inocentemente. Revoltante para os que ficam e que restam com o desafio de sobreviver ao clima tão pesado que se experimenta nos dias atuais. Mais curioso, ainda, foi o fato de que os próprios chefões traficantes, instalaram, dia seguinte, um “gabinete de justiça próprio” e decidiram pela eliminação dos suspeitos assassinos, depois encontrados mortos. O argumento noticiado é de que foram incompetentes ao executar a “encomenda” e, tão somente, buscaram evitar uma perda de tempo em ter de enfrentar embates com a Polícia na busca de investigar os motivos e os autores do crime. Assim. Simplesmente. Parece mentira. Aí, eu pergunto, com que cara fica o Estado Brasileiro e, particularmente, o do Rio de Janeiro diante desse Poder Paralelo que manda, desmanda e executa ao bel-prazer? Calcula-se que 25% da população do Rio de Janeiro vive sob as ordens dessas facínoras comandantes de territórios controlados pelo crime organizado. É um verdadeiro Rio Sangrento.
Triste é saber que com o passar dos últimos tempos, outras grandes capitais ou cidades de médio porte no restante do país estão sendo alvos de fixação de gangs criminosas que fazem do tráfico de drogas a mola mestra das suas ações perversas e que deterioram o tecido social brasileiro a passos largos. Onde iremos parar? Estados do Nordeste, entre os quais Ceará, Pernambuco e Bahia já são locais onde o crime organizado têm praças estabelecidas e vêm tirando o sossego das populações. Nesses últimos dias ouvi falar em investimentos do Governo Federal em programas na área de segurança publico do país, setor onde o Poder vem sofrendo amargas derrotas.
Por curiosidade fui investigar no quanto andam os valores aplicados pelo Governo nesta seara. Para minha surpresa descobri que as despesas com a segurança publica correspondem a cerca de 1,38% do PIB, que, em 2022, beirou a marca dos R$ 10,0 Trilhões. Se esses bilhões aplicados são suficientes é uma questão a se examinar, mas, o que não resta dúvida é o fato de que na origem o problema da insegurança nacional reside na falha estrutura social que temos. O Estado não vem dando a devida atenção aos setores de base, sobretudo na Educação. Grande parte dos hoje marginais, que atuam nas hostes do crime organizado, são oriundos de uma parcela da sociedade que vive esquecida pelo Poder Público e, por isso mesmo, não tiveram oportunidade de se qualificar para se integrar à força de trabalho. Pesquisas recentes dão conta de que 35% dos jovens entre 18 e 15 anos não estudam e nem trabalham. É o Grupo dos Nem-Nem. Triste situação. Sem oportunidade de vencer na vida, são presas fáceis dos chefões milicianos que crescem em número. É assunto para muitas postagens. Lamentável.NOTA: Charge Ilustração obtida no Google Imagens.
quinta-feira, 10 de junho de 2021
Clicando com Cuidado
Que estamos vivendo a chamada Era Digital, ninguém duvida. Por bom tempo ela permeia, de modo absoluto, as relações sócio-politico-econômicas do mundo inteiro contribuindo para o inexorável avanço do processo de globalização. Decisões politicas, negócios comerciais, estudos e pesquisas, interações profissionais, reparos mecânicos remotos, cirurgias reparadoras, consultas médicas, relações sociais corriqueiras, aulas, conferencias, congressos, entre outras incontáveis atividades não dispensam os recursos técnicos e facilidades que a Rede Mundial de Dados - Internet oferece por se revelar adequada às exigências do chamado mundo moderna. Não é demais afirmar que estamos reféns de um teclado de computador ou celular. No meio dessa onda veio a pandemia da Covid-19 que teve, digamos, seu lado positivo ao acelerar o uso desses recursos digitais favoráveis às relações humanas enquanto abaladas pela insegurança sanitária. O home-office, a educação a distancia (EAD), as consultas médicas e o comercio digital foram intensificados e são exemplos dos mais notáveis.
Mas, nem tudo sai a contento como planejado neste mundo onde a Informação é base de qualquer sucesso, mas não está imune às maldades e interesses malévolos que permeiam o submundo da sociedade mundial. Desse modo, e em paralelo às benesses conquistadas, correm soltos os forjadores de recursos sabotadores ao bom proveito da modernidade digital, disseminando insegurança e falsidade com informações aparentemente confiáveis. Em contrapartida, profissionais especializados se mobilizam diuturnamente para encontrar meios de proteção aos usuários das redes, sejam pessoal, corporativos ou institucional. Não são raros os ataques dos chamados hackers que se dão ao trabalho de “fazer a vida” prejudicando o meio social mergulhado nas ondas das redes digitais. Cidadãos e cidadãs, governos e empresas são indistintamente escolhidos como alvos de ataques, em função de interesses específicos.
Incluído, pessoalmente, entre os milhões de prejudicados apresso-me em conhecer algumas estratégias disponíveis de combate aos ataques nocivos e, junto a uma especialista de renome, o Professor Edison Fontes (foto a seguir), obtenho conselhos e referências protetoras que transmito a seguir aos leitores do Blog.
Segundo Fontes, "as populares redes sociais como Facebook e WhatsApp são confiáveis enquanto dizem o que fazem com nossos dados. Têm a vantagem de estabelecer parâmetros de controle ao perguntar a quem publicar a informação: para todo mundo, somente para amigos ou ninguém pode ver". Para o especialista, o WhatsApp tem a vantagem por trafegar com as informações de forma criptografadas que não serão entendidas se forem captadas na transmissão. Vantagem para o usuário. Mas, ainda assim aconselha a não se expor demais cedendo informações preciosas para os criminosos. Nada e de informar onde mora, a casa nova, a piscina nova, o carro novo etc.
Compras pela Internet? Fontes é taxativo ao aconselhar só fazer esse tipo de transação em sites ou plataformas de altíssima confiabilidade. São muitos os falsos vendedores. Antes de fechar uma compra verifique se o site tem endereço fixo, se a empresa existe de fato e se exibem um dispositivo de “reclame aqui”. Eu mesmo já comprei coisas que nunca recebi. Portanto, não caia na onda de ofertas tentadoras e a preços vantajosos. Pode ser uma arapuca.E pior, pode divulgar seu endereço para outros bandidos.
Outra coisa que questionei na nossa conversa foi a respeito da (in)segurança de acessar redes de aeroportos, shoppings centers, restaurantes ou similares. Fontes alerta que, por se tratar de redes abertas, é aconselhável, em usando, que faça minimamente. "Jamais realizar transações financeiras" nessas redes abertas. A natureza desse tipo é propícia a existencia de fraudadores que estão sempre de plantão para captar um desavisado.
E a Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD? Perguntei a Fontes. Essa lei “possibilita que qualquer Titular de Dados Pessoais (eu, você, leitor ou leitora) exija indenização na área cível desde que prove haver sido prejudicado”. Não se aplica a fraudes cujo bandido emissor esteja noutro país, salvo naqueles países com os quais o Brasil mantenha tratados de cooperação.
Para resumir é bom saber que os malfeitores estão soltos tanto na Internet quanto nos celulares. Toda precaução será pouco. Fontes lembou que um dos golpes mais comuns, atualmente, é o do criminoso que consegue pela plataforma do WhatsApp se passar por uma pessoa e ficar a pedir dinheiro com apelos de socorro e necessidade urgente aos relacionados pela vitima. Tem gente que cai inocentemente nessa armadilha. Cuidemo-nos a situação é de permanente vigilância. Clique, mas clique com cuidados.
NOTA: 1. Foto do Arquivo pessoal do Prof. Edison Fontes 2. Fontes é Mestre em Tecnologia, Gestor e Consultor em Segurança da Informação.
sábado, 13 de julho de 2019
Evasão de Talentos
Que a atual
crise político-econômica brasileira está empurrando muitos brasileiros,
sobretudo jovens profissionais sem emprego, para outros países ninguém duvida. É um tema recorrente em rodas de conversa, análise socioeconômica e política. Canadá, Estados Unidos, Portugal, Austrália e Nova Zelândia são alguns
dos países que estão atraindo nossos jovens talentos para exercer, na grande maioria, funções de qualificação inferior as que se prepararam aqui no Brasil. É
uma triste situação que parece não ter fim.
Nem mesmo o
futebol está livre dessa avalanche. Esta semana vi um comentário de analista
esportivo dando conta de que clubes europeus mantêm “olheiros” pelo Brasil
catando talentos nas categorias de base dos principais clubes do país e que
terminam levando jovens promissores na modalidade. Estes, muitas vezes, se
mudam de “mala e cuia” para algum país e chegam a mudar de cidadania, dando
adeus ao Brasil. Conheci, recentemente, o caso de um garoto pernambucano, de 12
anos, que está fazendo o maior sucesso na base de clube paulista e promete ser
um furor em campo. Já foi com o clube disputar torneios no exterior e é sucesso garantido. O pai já se desligou da indústria multinacional que
trabalhava por longos anos e se mudou para a capital paulista com vistas a
administrar a carreira do garoto. Detalhe: esse menino aos doze anos já fatura
mensalmente a bagatela de R$ 32 Mil, que significa 4,5 vezes o que o pai ganhava
no emprego aqui. Não preciso comentar mais nada.
Minha
reflexão, agora, gira em torno da ilimitada evasão dos jovens talentos
brasileiros. Engenheiros, Advogados, Especialistas em tecnologia da informação
(TI), especialistas na área da Saúde, entre outros, largam tudo e se mandam
alimentando o sonho do sucesso. Seja lá de que modo. Tenho exemplos na
família. Como, na maioria dos casos, são impedidos de exercer a profissão para
a qual se prepararam por aqui e terminam exercendo funções de segunda categoria
nos mercados locais do exterior. Aliás, vejo nisto uma forte mudança de cultura dos
brasileiros. Ao contrário do que se observava no passado, a turminha de hoje
visa, acima de tudo, o dinheiro no bolso. Ter renda é o que importa. E seguramente acontece. No
exterior, ficam livres dos rigores culturais que obrigam a pessoa seguir
rigidamente o ritual de ser profissional qualificado e conforme sua formação.
Livres dessas amarras os jovens profissionais brasileiros que fogem da crise
tupiniquim estão sendo balconistas de lojas ou lanchonetes, garçons ou
garçonetes, Ubers, pedreiros, jardineiros, faxineiros, babás, entre outras
atividades. Terminam ganhando muito mais do que se estivessem por aqui. Faturam em dólar e por hora trabalhada. Alguns conseguem sustentar familiares que deixaram por aqui. A autoestima do brasileiro está sendo corroída, o amor à Pátria se desintegra cada vez mais e os governantes não percebem. Ao invés disso só pensam em se manter no poder a qualquer custo, inclusive roubando cinicamente.
Cabe, então, a dura pergunta: e o
futuro do Brasil? Como preparar uma
força de trabalho qualificada e adequada aos tempos que virão? É doloroso ver
os baixos investimentos do Governo em atividades geradoras de empregos e nas
atividades básicas como a Educação, a Segurança e a Saúde. Aliás, é a falta de sustentação deste fundamental tripé
social que os evadidos justificam, também, suas fugas. Há uma imensa insatisfação, na verdade medo dos brasileiros jovens que vivem no exterior. Na Austrália, onde tenho
dois filhos, ouvi isto com constância. A insegurança do Brasil apavora os que
vivem em ambiente seguro e livre de assaltos, balas perdidas, crimes de toda
espécie e instabilidade política e jurídica.
Tudo isso tem uma
influência enorme na autoestima dos brasileiros, principalmente entre os
mais jovens, que veem os seus sonhos corroídos por políticos que só
lutam pelos seus próprios interesses. A máquina administrativa é pesada e
ineficiente. Os cortes no orçamento, quando necessários, ocorrem em
segmentos indispensáveis, como saúde, educação e segurança. Nada é feito
para acabar com o excesso de mordomias dos diferentes poderes. Por
isso, muitas coisas precisam ser mudadas. - Jornal do Comércio
(https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2018/07/637563-evasao-de-jovens-talentos-e-preocupante.html)
Tudo isso tem uma
influência enorme na autoestima dos brasileiros, principalmente entre os
mais jovens, que veem os seus sonhos corroídos por políticos que só
lutam pelos seus próprios interesses. A máquina administrativa é pesada e
ineficiente. Os cortes no orçamento, quando necessários, ocorrem em
segmentos indispensáveis, como saúde, educação e segurança. Nada é feito
para acabar com o excesso de mordomias dos diferentes poderes. Por
isso, muitas coisas precisam ser mudadas. - Jornal do Comércio
(https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2018/07/637563-evasao-de-jovens-talentos-e-preocupante.html)
Tudo isso tem uma
influência enorme na autoestima dos brasileiros, principalmente entre os
mais jovens, que veem os seus sonhos corroídos por políticos que só
lutam pelos seus próprios interesses. A máquina administrativa é pesada e
ineficiente. Os cortes no orçamento, quando necessários, ocorrem em
segmentos indispensáveis, como saúde, educação e segurança. Nada é feito
para acabar com o excesso de mordomias dos diferentes poderes. Por
isso, muitas coisas precisam ser mudadas. - Jornal do Comércio
(https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2018/07/637563-evasao-de-jovens-talentos-e-preocupante.html
Resumo da
ópera: o País do futuro, que me prometeram no passado, perdeu o bonde da história devido às
irresponsabilidades dos governantes. O futuro virou pretérito.
NOTE: A ilustração foi obtida no Google Imagens
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Verdadeiro Plebiscito
O caráter plebiscitário que a eleição da próxima semana
assumiu é, além de lamentável, preocupante quanto ao destino que o país vai
tomar. Minha impressão é de que qualquer um dos dois representantes finais, no segundo turno, que vença
enfrentará o gigantesco desafio de governar e manter a governabilidade. Prevejo
um período de extremas dificuldades para o país. Isto porque as ideologias que sustentam
cada um das candidaturas finalistas serão exploradas e defendidas ao extremo, levando a quem conquiste a vitória se
concentrar mais na defesa dessas referências partidárias do que pensar num
Brasil carente de ações objetivas nos inúmeros setores, hoje abandonados
pela inépcia dos governos recentes. O país além de dividido sociopoliticamente - entre esquerda e direita - estancou
numa encruzilhada transtornante, sem que visualize um destino seguro e capaz de
proporcionar dias de paz e prosperidade como a Nação aspira.
As propostas de governo, esboçadas até agora, são na verdade retóricas mal arranjadas pelos candidatos
e, na prática, desprovidas de argumentos convincentes e compatíveis com o quadro
caótico amplamente diagnosticado. Algumas refletem claros sinais de ignorância da verdadeira situação. Pensando bem, são discursos de muita "pirotecnia" jogados ao léu tentando iludir o
eleitorado cada vez mais perplexo e saturado com tantas imoralidades, antes cometidas principalmente pelos próprios postulantes aos cargos eletivos.
Impressiona-me o fato de não enxergar, com clareza e explicitamente projetadas, propostas
que tratem de temas fundamentais como a segurança jurídica para o cidadão comum e para o investidor
privado; melhoria e modernização da máquina do estado; propostas de
investimentos maciços, objetivos e seguros para a educação, saúde e segurança públicas; geração de empregos; referenciais para regulamentação honesta, racional e segura de exploração dos recursos naturais e proteção ao meio
ambiente; tributação justa e de padrões mundiais; melhorias substanciais da obsoleta infraestrutura
nos diferentes modais e, por fim, incentivos e financiamentos corretos para o
investidor privado, principalmente os micro e pequenos. São os exemplos que me ocorrem no momento e que considero coisas do tipo "primeiros socorros". E, naturalmente, as urgentes reformas previdenciária, política e tributária, sem as quais nada será viabilizado. Observe-se que, em debates nos meios de comunicação, ao invés de abordarem assuntos emergentes, como acima apontados, rolam somente insultos, acusações e trocas de desaforos. Ora, meu Deus, isto tem sido puros desestímulos aos eleitores que já estão fartos, saturados, de tanta bandidagem explicita.
Temo que os temas de verdadeira importância e as necessidades da sociedade sejam esquecidos e as inexoráveis futricas políticas terminem levando pelo ralo a oportunidade de ouro que temos logo mais de retomar o ritmo de
crescimento e devolver à sociedade um país mais tranquilo e digno da sua gente, suas
riquezas e suas potencialidades.
NOTA: Ilustração obtida no Google Imagens
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