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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Sucesso Brasileiro

Naturalmente que as Olimpíadas do Rio estão na ordem do dia dos brasileiros. Sem falar das repercussões mundo afora. Não perco os grandes lances a cada dia. O que antes era dúvida na minha cabeça, hoje é agradável sensação de vitória, já nesta reta final. O clima na minha casa se tornou mais vibrante à medida que meus dois filhos se deslocaram ao Rio para ver de perto, ao vivo e a cores, alguns lances do que vem acontecendo. Voltaram encantados e lamentando não poder permanecer mais tempo e acompanhar os embates finais. Pena que o Rio seja relativamente tão distante.
Mas, comentando os acontecimentos, é de se destacar o contagiante espírito do público, preponderantemente, de brasileiros sabendo aplaudir nossos atletas, na hora certa e os estrangeiros na mesma medida. É o esporte unindo povos e dando a oportunidade de mostrar ao mundo a beleza e a graça de ser brasileiro. Já não se notam aqueles que chegaram revelando restrições e temores e os elogios rolam na mídia internacional. Impossível, para mim, não manifestar meu gáudio por tudo que vejo na querida Terra Brasilis. Temos que valorizar este feito. Se não fizermos assim, estaremos sendo injustos com nós mesmos e ajudando a sedimentar a cultura de sermos um país de vira-latas, paranoia com a qual não comungo.
Depois de vibrar com aquele show da abertura, de brilho e dimensões hollywoodianas, como não aplaudir e se encher de orgulho de vários dos nossos atletas? Aquela garota saída da favela Cidade de Deus, a Rafaela Silva, ao conquistar uma medalha de ouro no judô, revelou ao mundo uma jovem brasileira, negra, pobre e favelada e, principalmente, competente atleta. Haja orgulho. 
Rafaela Silva e sua Medalha de Ouro
E o Tiago Braz, nos saltos com vara? Puxa vida, como me emocionei diante daquele espetáculo, derrotando o favorito e campeão olímpico, o debochado francês Renaud Lavillenie. Este, ainda, teve a audácia de declarar ao mundo, por entrevistas em jornais franceses, que, por trás da derrota que sofreu havia ocorrido algum passe de macumba ou candomblé. Tem coisa mais ridícula do que esta? O sujeito não se conformou e chorou ao termino da competição e ao receber a medalha de prata. Criticado severamente pela imprensa internacional viu-se obrigado a pedir desculpas ao vencedor e ao mundo. Eu achei foi pouco. Enquanto o rapazinho francês ficou amuado e choramingando, eu me deleitava com as vitórias dos ginastas brasileiros, Diego Hipólito e Arthur Nory, que conquistaram prata e bronze.
Tiago Braz, um record olímpico. Medalha de Ouro ao pular com vara a altura de 6,03m.
Diego Hipólito e Arthur Nory comemorando as medalhas conquistadas 
Ao mesmo tempo, sensacionais têm sido as conquistas brasileiras no vôlei de quadra e de praia. Nossos atletas estão dando banhos de competência. As meninas do futebol e nossos craques masculinos também vêm enchendo de jubilo os corações brasileiros. Este 6 x 0 contra Honduras foi de lavar a alma e sobretudo um espetáculo empolgante para o público presente no Maracanã.
No final das contas, por ouro, prata ou bronze, não importa como chegar ao pódio. E se não chegar... Ah! Se não chegar valeu por competir, que é que mais importa. Fora isto, é fazer uma festa olímpica de primeira grandeza.       
Entrementes, é verdade que fatos isolados negativos ganham destaques nos meios de comunicação locais e internacionais. Nada a estranhar porque acidentes e destemperos de atletas não são novidades em Olimpíadas. O caso do nadador Ryan Lochte e seus dois companheiros de equipe, os três norte-americanos, por exemplo, já se sabe ter sido uma grande farsa. Efetivamente, eles não sofreram qualquer tipo de agressão ou roubo. Muito menos de falsos policiais. Câmeras da Vila Olímpica gravaram a entrada dos três às 7:00 horas da manhã, lépidos e fagueiros, portando os respectivos  pertences supostamente roubados, inclusive crachás de identificações. Tudo para forjar uma desculpa junto à(s) namorada(a). Comportamentos nada olímpicos, com certeza. Outro caso isolado e lamentável foi o que vitimou o técnico de canoagem alemão, Stefan Henze, num acidente automobilístico na Barra da Tijuca. Neste caso o mais relevante, e até tocante, foi saber que a família doou seus órgãos para salvação de brasileiros necessitados.  
A verdade é que em todas as Olimpíadas, sem exceção, são registrados casos de acidentes e incidentes. A história dos jogos estão à disposição dos interessados.
Finalmente, o que vem ocorrendo no Rio de Janeiro é, no geral, uma sucessão de grandes sucessos. Um sucesso brasileiro.

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens

sábado, 4 de agosto de 2012

Marina morena. Marina Brilhante



É certo que o Julgamento do Mensalão monopolizou a mídia nacional nesses dias da semana que termina, embora que Carminha e Nina tentassem desbancar o tema com o folhetim da TV. Mas, na minha ótica, o que merecia um olhar acurado saiu de um lance na abertura das Olimpíadas, em Londres: a presença da brasileira Marina Silva 
Este Brasil é uma graça... aliás, reformulando, as futricas políticas deste país são verdadeiros causos. Refiro-me ao caso Marina Silva, entre os condutores de honra da Bandeira Olímpica. Pelos comentários que ouvi, assisti e li, a coisa resultou no maior fuxico. Para inicio de conversa e segundo se divulga, foi uma “saia justa” para D. Dilma e seus assessores diretos. Presentes, aliás, no estádio olímpico londrino.
De fato, deve ter sido uma baita surpresa para nossa Presidente, a Comitiva Oficial e para nós brasileiros mortais. Eu fiquei, nos primeiros momentos, sem entender. Achei até que estava mal informado, sem ler o noticiário ou algo assim.  Pensei até que fosse uma sósia da nossa Marina. A certeza só veio quando anunciado seu nome e, certo de que se tratava da própria, enchi-me de júbilo e pleno de orgulho. Era uma ilustre brasileira, destacada mundialmente e roubando a cena de forma garbosa. Ela mereceu. É uma referencia mundial. Poucos foram os escolhidos para aquele momento. Ela estava lá, brilhou e projetou o nome do Brasil aos píncaros do mundo abraçado, não pelos políticos de plantão, mas pelo espírito de união e humanidade, na onda dos esportes olímpicos.
Segundo o 247, noticiário eletrônico, que logo abri, “a estrela política do Brasil na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres não foi a Presidente Dilma Rousseff. Marina Silva, que perdeu a última eleição presidencial para a petista, chamou as atenções do mundo ao lado de estrelas do esporte como o campeão olímpico Haile Gebrselassie, o pugilista Muhammad Ali e o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, ao carregar a bandeira olímpica na festa de abertura dos Jogos. E, ao que consta, a presidente Dilma não ficou muito feliz ao ser ofuscada”.
Na sua habitual simplicidade amazônica, a ex-Ministra do Meio Ambiente disse depois, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo:"Não acho que a gente deve apequenar isso em uma disputa política. Aqui é o interesse maior do Brasil. Isso me entristece". O “apequenar” cai como uma luva... Completou dando uma lição de civismo, dizendo: "Meu apelo é para a presidente Dilma: que a causa que eu represento, e ali não era eu como figura política, não seja uma afronta para o Brasil, que seja uma dádiva". Bem feito!
Infelizmente, acontecem essas coisas nesta terra do meu Deus. As pessoas – principalmente os políticos – confundem as coisas e não sabem reconhecer o que pode enaltecer o Brasil, seja qual for o agente da ação. Que esta convocação de Marina, feita em surdina e sem nenhuma intervenção oficial, seja lembrada como uma bela lição de como se faz cidadania em qualquer lugar democrático do mundo. As pessoas e, sobremodo, os nossos governantes confundem Governo com Nação, quando na verdade existe uma diferença enorme. Os desejos das nações, nem sempre são os dos governos, é bom lembrar. Principalmente nos regimes ditatoriais. Nossa presidente da Republica não ficou satisfeita com a presença destacada de Marina. Mas, ela precisa saber que além de politica, Marina Silva é uma cidadã brasileira independente e, pela sua militância ambiental, é uma cidadã do Mundo. Iguais a ela são vários outros brasileiros. A diferença é o fato de fazer oposição à Presidente. E daí? Mais importante é a causa que ela defende, que é uma causa brasileira no principio e mundial no final.
Aldo Rebelo, Ministro dos Esportes, ironizando disse: "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia européia". Coitadinha... E ela o recomendou que "entrasse no espírito olímpico sugerido por aquela cerimônia". Quanta dignidade! Foi uma recomendação que se ajusta bem a quem comanda os esportes nacionais. Pensando bem, os que fazem o Comitê Olímpico deram um recado preciso, objetivo e educativo: Olimpíada não combina com política e muito menos com politicagem. Agora, teimem...
Que Marina Silva continue dando lições de civilidade. O brasileiro precisa disso. Principalmente quem exerce cargo governamental. Brilha Marina!

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens

Supremo Desalento

Acordei cedo neste 15 de setembro de 2026, alimentado uma das maiores esperanças dos últimos tempos para meu Brasil: a sessão extraordinári...