sábado, 4 de agosto de 2012

Marina morena. Marina Brilhante



É certo que o Julgamento do Mensalão monopolizou a mídia nacional nesses dias da semana que termina, embora que Carminha e Nina tentassem desbancar o tema com o folhetim da TV. Mas, na minha ótica, o que merecia um olhar acurado saiu de um lance na abertura das Olimpíadas, em Londres: a presença da brasileira Marina Silva 
Este Brasil é uma graça... aliás, reformulando, as futricas políticas deste país são verdadeiros causos. Refiro-me ao caso Marina Silva, entre os condutores de honra da Bandeira Olímpica. Pelos comentários que ouvi, assisti e li, a coisa resultou no maior fuxico. Para inicio de conversa e segundo se divulga, foi uma “saia justa” para D. Dilma e seus assessores diretos. Presentes, aliás, no estádio olímpico londrino.
De fato, deve ter sido uma baita surpresa para nossa Presidente, a Comitiva Oficial e para nós brasileiros mortais. Eu fiquei, nos primeiros momentos, sem entender. Achei até que estava mal informado, sem ler o noticiário ou algo assim.  Pensei até que fosse uma sósia da nossa Marina. A certeza só veio quando anunciado seu nome e, certo de que se tratava da própria, enchi-me de júbilo e pleno de orgulho. Era uma ilustre brasileira, destacada mundialmente e roubando a cena de forma garbosa. Ela mereceu. É uma referencia mundial. Poucos foram os escolhidos para aquele momento. Ela estava lá, brilhou e projetou o nome do Brasil aos píncaros do mundo abraçado, não pelos políticos de plantão, mas pelo espírito de união e humanidade, na onda dos esportes olímpicos.
Segundo o 247, noticiário eletrônico, que logo abri, “a estrela política do Brasil na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres não foi a Presidente Dilma Rousseff. Marina Silva, que perdeu a última eleição presidencial para a petista, chamou as atenções do mundo ao lado de estrelas do esporte como o campeão olímpico Haile Gebrselassie, o pugilista Muhammad Ali e o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, ao carregar a bandeira olímpica na festa de abertura dos Jogos. E, ao que consta, a presidente Dilma não ficou muito feliz ao ser ofuscada”.
Na sua habitual simplicidade amazônica, a ex-Ministra do Meio Ambiente disse depois, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo:"Não acho que a gente deve apequenar isso em uma disputa política. Aqui é o interesse maior do Brasil. Isso me entristece". O “apequenar” cai como uma luva... Completou dando uma lição de civismo, dizendo: "Meu apelo é para a presidente Dilma: que a causa que eu represento, e ali não era eu como figura política, não seja uma afronta para o Brasil, que seja uma dádiva". Bem feito!
Infelizmente, acontecem essas coisas nesta terra do meu Deus. As pessoas – principalmente os políticos – confundem as coisas e não sabem reconhecer o que pode enaltecer o Brasil, seja qual for o agente da ação. Que esta convocação de Marina, feita em surdina e sem nenhuma intervenção oficial, seja lembrada como uma bela lição de como se faz cidadania em qualquer lugar democrático do mundo. As pessoas e, sobremodo, os nossos governantes confundem Governo com Nação, quando na verdade existe uma diferença enorme. Os desejos das nações, nem sempre são os dos governos, é bom lembrar. Principalmente nos regimes ditatoriais. Nossa presidente da Republica não ficou satisfeita com a presença destacada de Marina. Mas, ela precisa saber que além de politica, Marina Silva é uma cidadã brasileira independente e, pela sua militância ambiental, é uma cidadã do Mundo. Iguais a ela são vários outros brasileiros. A diferença é o fato de fazer oposição à Presidente. E daí? Mais importante é a causa que ela defende, que é uma causa brasileira no principio e mundial no final.
Aldo Rebelo, Ministro dos Esportes, ironizando disse: "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia européia". Coitadinha... E ela o recomendou que "entrasse no espírito olímpico sugerido por aquela cerimônia". Quanta dignidade! Foi uma recomendação que se ajusta bem a quem comanda os esportes nacionais. Pensando bem, os que fazem o Comitê Olímpico deram um recado preciso, objetivo e educativo: Olimpíada não combina com política e muito menos com politicagem. Agora, teimem...
Que Marina Silva continue dando lições de civilidade. O brasileiro precisa disso. Principalmente quem exerce cargo governamental. Brilha Marina!

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens

5 comentários:

Eliane Andrade Neves Baptista disse...

Girley, gostei de saber por voce os detalhes da ida de Marina Silva às Olimpíadas... De fato é para se ter orgulho de que para o mundo ela represente tanto... Parabens pela divulgação.

Corumbá disse...

Caro Girley, obrigado.
Ainda existem motivos que me orgulham de ser brasileiro!

Francisco de Assis disse...

"Brilha, Marina", como bem disseste, Girley, meu companheiro e meu amigo, pois não há como confundir Cidadania, Civismo e Civilidade com "POLITICAGEM".
Essa sua crònica, com "causos" entre aspas, bem que poderia ser publicada em todos os jornais deste Brasil. PARABÉNS .
Um forte abraço,
Assis

Unknown disse...

Caro Girley
Parabéns pelo post.
Na ocasião da abertura das Olimpíadas, também fiquei surpresa e feliz com a presença da Marina Silva. Mas ela merece. Pela causa que abraça e pela forma elegante como sempre se apresenta.
Ainda há esperança neste nosso Brasil.
Abraços
Shirley Dantas

Anônimo disse...

Olaaaaaaaa!companheiro e amigo Girley
Sempre leio seu blog, nunca comentei.
Hoje, vejo necessidade de comenta-lo. A nossa Marina não é taõ íntegra quanto quer fazer parecer.
Na verdade sua campanha foi bancada por empresas de interesses escusos e contra ela existem inúmeras ações judiciais.
De qualquer modo, não sendo hora de politicagens , como falou, é muito bom que uma cidadã brasileira tenha integrado o 'pelotão' de honra da Olimpíada, sejão quais forem os motivos que a levaram àquela posição.

Grande abraço.
Clara