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sábado, 18 de agosto de 2018

Êxodo Lamentável

A difícil situação político-econômica que abate o brasileiro de modo geral, fruto da irresponsabilidade governamental do passado recente, se desdobra de maneiras perversas e de perspectivas irreversíveis. O povo brasileiro experimenta da mais dura crise econômica provocando, de imediato, desesperanças quanto ao futuro e claras desconfianças nos seus representantes políticos, enquanto estes, na ganância de se manter no poder, fazem ouvidos de mercador ou tapam o sol com uma peneira. Os preparativos para a próxima eleição geral vêm expondo de modo escancarado esta situação. São candidatos com fichas sujas, esposas e filhos de políticos condenados e presos e até o incrível candidato a presidente condenado e preso como candidato! O risco de cairmos no mesmo ambiente deteriorado é iminente. O Brasil não suporta mais esta situação e não é à toa, pois, que vem ocorrendo um êxodo lamentável dos cidadãos desencantados e com possibilidades de optar por viver longe dessa tragédia nacional.
Eu, aliás, já abordei este tema da imigração, sobretudo das inteligências jovens, noutras postagens. Recordo bem da minha surpresa de encontrar, ano passado na Austrália, um sem número de jovens profissionais brasileiros – engenheiros, advogados, economistas, entre outras especialistas – que se sujeitam a começar do zero, trabalhando em restaurantes (lavando pratos e servindo clientes) ou na construção civil (trabalho duríssimo) em troca de salários melhores, segurança e perspectivas para o futuro. São os que cansaram de vagar por aqui sem oportunidade de emprego. Na maioria, são os que conseguiram fazer um pé-de-meia ou ser custeado pela família, para fugir da crise e da pátria que lhe expulsa. Triste e dolorosa situação para uma Nação que busca o progresso e a paz. Bom, pior são os que ficam por aqui sem “eira nem beira” como se diz na linguagem popular.

Outra forma de fugir da crise e das perspectivas negativas tem sido a saída para Portugal, que parece virou moda. Na recente visita à Santa Terrinha tomei-me de nova surpresa ao observar a presença maciça de brasileiros. É incrível a facilidade que aquele país proporciona para receber brasileiros. Não raro somos abordados por promotores oferecendo oportunidades vantajosas para encarar nova vida ali do outro lado do Atlântico. Recebi esse tipo de abordagem pessoalmente e com frequência recebo via redes sociais. Durante a Copa do Mundo vi multidões de brazucas, em praça pública, acompanhando as partidas da canarinha. Sensação pura de estar numa praça brasileira. Conheço pessoas e famílias inteiras que abandonaram tudo e se mudaram para lá, com malas, cuias, meninos, cara e coragem. Se você, caro(a) leitor(a) tiver curiosidade ou até mesmo vontade de viver na Terra de Camões, confira clicando por exemplo em:  https://www.jafezasmalas.com/morar-em-portugal/   Ah! Não sei se o caro leitor(a) já observou, que tem gente graúda e de prestigio nacional se mudando para a beira do Tejo ou do Douro. Entre esses tem também gente do showbiz que já decidiram e se fixaram por lá.

Bom lembrar que tem o outro lado da medalha: os portugueses já começam a visualizar o lado negativo dessa invasão brazuca. Estão inclusive criando critérios mais seletivos para conceder vistos de permanência e residente. Temem a chegada de pessoas com antecedentes negativos e com reais objetivos espúrios. Casos desse tipo já foram registrados e vêm formando uma estatística preocupante para o Governo local.
Resumo da ópera: o tecido social brasileiro se esgarça continuadamente, o progresso econômico virou quimera, enquanto estamos perdendo inteligências profissionais jovens, investimentos produtivos estão vasando para outros países e o futuro que pinta no horizonte não inspira confiança.
De todo modo, outubro vem aí e precisamos escolher com muita consciência as lideranças que devem enfrentar o desafio da retomada do crescimento socioeconômico. Pense bem nisto! Viu?   

NOTA: Fotos ilustrativas obtidas no Google Imagens 

sábado, 28 de julho de 2018

Capital do Norte


Cartão Postal da capital do Norte português. 
Nossa recente temporada em Portugal teve incluída uma visita à famosa Cidade do Porto, Capital do Norte do país. Pelo seu passado de glória e ponto focal da história portuguesa é sempre lembrada como “Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta”, epíteto adicionado à sua heráldica. 
A cidade do Porto nasceu de um povoado Celta, pré-romano. Os romanos a chamava de Portus Cale e é daí que se origina o nome do país. Portocale, hoje Portugal.  
Os mouros muçulmanos invadiram a Península Ibérica, em 711 d.C., entrando por Lisboa e dominando, aos poucos, a atual região Norte do país, onde o Porto se situa. Estes invasores permaneceram por lá durante, incríveis, dois séculos. Somente em 999 d.C. é que nobres gascões franceses, liderados pelo, entre outros, o Bispo de Vendôme (França). Com forte armada, entraram pela foz do rio Douro e expulsaram definitivamente os mouros dedicando, essa conquista e a cidade, à Virgem Mãe de Deus. A imagem de Nossa Senhora do Porto, trazida da França domina até hoje um ponto alto da fortaleza ali edificado. Daí em diante e após reconstrução a Cidade do Porto manteve sempre um lugar de destaque na historia dos portugueses.
Restaurante Típico na ribeira do Porto
Rica em tradições, famosa pelo seu internacionalmente conhecido Vinho do Porto, além das arquitetura vibrante, gastronomia exuberante e vida cultural diferenciada, a Cidade se destaca em tudo para um bom programa turístico. Daí a razão de querermos voltar sempre para uma visita.
Nada mais aprazível do que passear na beira do Douro, com sua sempre fervilhante Ribeira, tomar um café ou um cálice do Porto, estando no Porto! Depois, percorrer as lojinhas de artesanato e, por certo, se meter numa das barcaças que de lá partem, dando um bom passeio fluvial pelo belo Douro, chegando até a foz onde o rio se atira no Atlântico, transbordando-o, com águas vindas de cima da Serra do Urbião, onde nasce, em Castela e Leão, na Espanha.   
Guadalupe servindo e cantando. Isto, não tem preço! 
Tendo oportunidade, depois desse “mini-cruzeiro” pelo Douro, desembarque na ribeira da Vila Nova de Gaia (do outro lado da ribeira do Porto) e prove o prato típico da cidade que é tripas à moda do Porto. A proposito, tenho uma historinha pra contar: fala-se que em 1415, quando preparavam uma armada para a conquista de Ceuta (Norte da África), que partiu do Porto, a população doou toda a carne que dispunha para os combatentes, ficando tão somente com as tripas para se alimentar. Até hoje os naturais do Porto são chamados de tripeiros, coisa aceita com orgulho e nunca pejorativo.  
Outra pedida, imperdível, na ribeira de Gaia é uma passagem por uma das tabernas do local. A minha predileta é a Taberninha do Manel. Bom vinho e um chouriço português assado na mesa num aparato próprio do local. Dando sorte procure ser atendido por Guadalupe (Vide foto) e sendo simpático pede que te cante um fado ao pé do ouvido. Quer saber mais? Clique em https://taberninhadomanel.comportugal.com. Não tem preço! Depois disso, entre numa das adegas naquela mesma ribeira e veja como se produz o vinho mais famoso de Portugal.  
Este Blogueiro no rooftop da Adega Porto Cruz. Por trás a icônica ponte Luís I
Pois é... O Porto é uma surpreendente cidade. Suas igrejas monumentais, prédios públicos, palacetes monumentais, parques e jardins, gente finíssima no trato, museus e mil outras atrações.
Ah! Já ia esquecendo. Antes de deixar a cidade, coma uma rabanada, com vinho do Porto, na tradicional Confeitaria Majestic. Fica na Rua Santa Catarina, a mais charmosa da cidade e classificada entre as 10 mais belas do mundo. Rua e confeitaria imperdíveis. E, boa viagem!   

NOTA: Fotos da autoria do Blogueiro

Supremo Desalento

Acordei cedo neste 15 de setembro de 2026, alimentado uma das maiores esperanças dos últimos tempos para meu Brasil: a sessão extraordinári...