Está mesmo difícil
conviver com tantos tremores políticos emitidos pelo Planalto Central. Dantes
comparei com um trem fantasma e, agora, vejo que está bem próximo a um circo de
cavalinhos. Só se fala na bananada da quarta feira e do pum de talco de um
palhaço. Tenha dó. Precisamos urgente de equilíbrios republicanos. A guerrinha
entre os três poderes se reveste de contornos inexplicáveis. Logo mais não se
sabe quem governa ou é governado. Pobre Brasil que não consegue acertar seus
ponteiros para viver na ordem e no progresso.
Curioso é
que há muitos que consideram essas controvérsias diárias como sendo o caminho
adequado para o sucesso da democracia e do crescimento socioeconômico. Muito
estranho. Tenho dúvidas. Muitas.
A disputa
recente para dividir o orçamento da União foi algo inteiramente dispensável. Uma
boa engenharia política teria evitado esse vexame que, além de fragilizar os
poderes, mostrou a situação deplorável que vivemos à mercê, inclusive, de
espasmos de políticos despreparados para representar uma sociedade em flagrante
depressão. Falta interlocução! A incontinência verbal está esgarçando o já
frágil tecido politico da Nação. Qual o
empresário que vai confiar em colocar seu capital num “circo” cuja lona deixa
vazar sol e tempestades? Sem investimentos privados a economia vai patinar
continuadamente. E os investimentos governamentais que ajudariam, pouco aparecem.
![]() |
Panorama dos bate-bocas |
Fora essa parafernália doméstica ainda há de se lidar com o exocet chinês do Coronavírus. Era só o que faltava para baldear de vez o quadro tão tumultuado de Pindorama. Saído de uma verdadeira Caixa de Pandora esse exocet vem causando um estrago sem tamanho, aqui e no resto do mundo. Bolsas, câmbios e produção estão em completo rebuliço sem perspectivas de alivio.
E o povo? Bom, este que se salve como puder. É desespero sem fim. Basta prestar atenção às noticias alarmantes sobre as populações das baixadas Fluminense e Santista que se encontram, há dias, mergulhadas nas águas das enchentes resultantes dos temporais de verão ocorridos no Sudeste. É doloroso ver – pela TV e a bordo do meu sofá confortável – uma moradora daquela região afirmar que perdeu tudo e só vai procurar adquirir o mínimo necessário para sobreviver e certa de que no próximo verão perderá tudo, outra vez. Segundo ela, o Governo não está nem aí. Pior, que um deles ainda colocou a culpa nos pobres coitados atingido pelo desastre. “Por que morar nessas áreas de risco?” Verdadeiro escárnio e indemissível para quem assumiu o compromisso de administrar e proteger os eleitores. Ou seja, seus patrões! Que loucura.
Quando eu era criança vi, muitas vezes, meu finado pai dizer que este país nunca teria jeito. Mas, num rasgo de esperança, meu velho se virava e dizia: quem sabe lá pelo ano 2000 as coisas tomem rumo certo. Coitado. Já estamos em 2020. E nada! Aliás, nem aqui, nem lá fora.
Êita, mundinho revirado! Será que será sempre assim?
NOTA: Foto obtida no Google Imagens
4 comentários:
Girley , infelizmente penso como você . Para mim o maior golpe dessa nação foi em 1889 , transformamos um reinado com projetos de evolução , tinha 9.500 km de ferrovias construído e 9.000 construindo , as universidades com professores melhores do mundo , a arte em plena acensão . Tinha telégrafo funcionando , comunicação com a Europa , don Pedro falava 13 línguas muito bem e amava este país , tanto que já tinha estado em oaulo Afonso para planejar a transposição do velho Chico . E o que ouve , num intento de derrubar 2 ministros , Deodoro doente , os civis se aproveitRam e fizeram a república . Sem pmanejamento , sem estrutra e de lá pra cá vivemos o que está aí “migalhas de República , com falsidade e corrupção .
Quando jovem eu sonhava um Brasil melhor para meus filhos , não deu , hoje só ho par meus netos e vou pra tua sempre que o motivo for melhorar . Que Deus nos ajude.
Bem no momento.
Boa noite amigo Girley.
Lendo seu texto senti a latência do tremor que assola esse país em todos os níveis. Tudo isso é fruto da ingovernabilidade, ou melhor, da governabilidade de interesses pessoais que tomou conta do país nos últimos anos. Um modelo de gestão onde princípios éticos e valores foram relegados para atender interesses espúrios, gerando o caos. Acredito que estamos vivenciando o ápice das mudanças necessárias, por isso esse clima tenso e traumático. Esse é um dos momentos políticos mais importante, vivenciado nos últimos anos. Não é fácil extirpar um tumor nas dimensões desse que tomou conta do Brasil. Quanto maior os esforços e determinação de mudança, mais resistência da antiga ala, acostumada a mamar nas tetas do governo. A tempestade é necessária, as consequências são dolorosas, mas a cura do mal é necessária, ela vai eliminar as consequências. Depois da tempestade vem a bonança; o governo precisa da força emanada pelo povo, pois é para ele que se governa, diferentemente do modelo atual. Viva o Brasil.
Tem calma, Girley . Vai ficar cada vez melhor. Pode apostar.
Postar um comentário