sexta-feira, 31 de janeiro de 2025
No Balanço da Rede
E lá se foi Janeiro. Não sei se para vocês, caros leitores e leitoras, mas, para mim foi um abrir e fechar de olhos. Quando eu ainda tinha vontade de curtir mais o recesso, ao balanço da minha rede, o tempo passou. Deve ser coisa de idoso, para quem o tempo “não para”.
Sem ter como cessar o relógio, estamos de volta e às voltas em montar uma pauta para comentar o que vimos, ouvimos ou vivemos. É o que, aliás, não falta.
Enquanto balançamos a rede, afagamos os netinhos que vieram de longe nos visitar, mas, sem perder de acompanhar as loucuras deste mundo de Deus. Acredito, que Ele, tão atônito quanto este Blogueiro, põe as mãos na cabeça e lamenta as idiotices praticadas. Povinho mais desorientado. Vamos lá.
No âmbito doméstico nossa tristeza com as especulações do mercado que jogaram lá pra cima a taxa de cambio e a moeda americana subiu uma escada íngreme apavorando quem tem consciência das consequências. As autoridades monetárias se empanturraram de Rivotril, o Chefe da tribo apertou, as manobras externas ajudaram e, por sorte, estamos entrando num novo mês com as verdinhas menos valorizadas. Nem por isso, a Petrobrás dormiu no ponto. Amanhã, quando Fevereiro brotar, o óleo Diesel já estará mais caro nas bombas. E o povão só vai sentir o que isso significa quando guiar um carrinho do supermercado entre as gôndolas de mercadorias. Outra coisa que me fez rir até hoje, foram as trapalhadas da questão do PIX. Quanta irresponsabilidade. Foi culpa de quem, afinal? Da comunicação destrambelhada ou da vontade ferrenha de arrecadar mais? Quem sabe, as duas coisas, tudo junto e misturado. Que doidice. Esse Governo está afundando na inexperiência politica. E ainda dizem que o Chefe é competente. Também coitado, com aquela dama que o acompanha atravessando fora da faixa a entrando na contramão... Sinceramente. Estamos com perspectivas muito duvidosas.
Se, dentro de Casa, as coisas foram tão desastrosas, o que dizer dos disparates de Mr. Trump, ao assumir seu segundo mandato em Washington? Valha-me Deus! Quase rompi a rede e “quebrei a padaria” de tanto sentar e levantar, sem balançar, assustado com a récula de Decretos malucos, na primeira hora de Casa Branca. Tem coisa mais absurda do que mudar a denominação do Golfo do México para Golfo das Américas? Essa cara nunca estudou História. Nem a do país que governa. Mas, nem vou tecer considerações sobre este ponto. Querer tomar a Groenlândia? Cogitar anexar o Canadá! Retomar o Canal do Panamá! Negar a existência dos LGBTs? “Só quero homens e mulheres. PT saudações!” (Eita, PT!) E, sem piedade, deportar imigrantes irregulares que vinham reforçando a força de trabalho dos States. Vai gerar crises agudas, lá dentro e cá fora. Restaurantes, bares e similares, entre outros serviços, sem mão de obra disposta a ganhar a vida com a vibe do americanwayoflife. Para completar as trapalhadas ianques, li esses dias num artigo assinado por Humberto Martorelli (Advogado pernambucano) no Jornal do Commercio do Recife (30/01/25) que um parlamentar democrata do Mississipe, Bradfor Blackmon, apresentou um projeto de lei “que propõe tornar ilegal as ejaculações sem intenção de fecundar um embrião”. Ora, ora... tem coisa mais patética do que essa? O que dirão os produtores de camisinhas? A galera jovem está tão preocupada na hora da trnsa...
Para não dizer que não falei de flores, destaco que dois fatos das ultimas semanas fez-me balançar a rede com mais calma e alivio. Foram: o acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel e a disposição de Putin de conversar as autoridades de Kiev. NOTA: Ilustração obtida np Google Imagens
Nossa rede continua inteira. Mas, foi por pouco.
sábado, 21 de dezembro de 2024
Tempo de União
Posso não reunir unanimidade, mas, muitos irão concordar. Foi um ano difícil. Para alguns, como eu, desanimador. Tivemos muito pouco a festejar. Se no âmbito doméstico as coisas foram quase sempre a desejar, no ambiente internacional só tivemos avanços de mais conflitos e ameaças à humanidade, senão vejamos num retrovisor graduado. Não fosse pouco a Guerra dos russos (ou de Putin?) contra a Ucrânia, vem o Hamas “embolado” com os Hezbollah e, juntos, enfrentam Israel que reage de modo severo, gerando toda sorte de rebuliço numa, digamos, “atualização” da luta milenar que se trava no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a China sem deixar Taiwan em paz e as Coreias, tecnicamente em estado permanente de guerra, dando sinais de enfrentamentos, terminam gerando um global ambiente desanimador.
Por outro lado, trazendo o foco do retrovisor para mais próximo, damos de cara com um ambiente interno igualmente preocupante. Houvesse sido um período animador, o ano estaria salvo. Mas, não... De modo claro é fácil perceber que a situação doméstica experimentou um ano de deterioração politica crescente, graças à renitente polarização ideológica, embalado por um anacrônico cerco forte de ditadura. Isto sem falar das inseguranças jurídica e pública ascendentes, da desgastante deterioração ambiental e a falta de providências severas, da insegurança cambial, da inflação camuflada, que vem corroendo as receitas financeiras das famílias, com sinais de que ainda esta por aqui, viva e bulindo. Resumo da ópera: tudo junto e misturado, joga luzes na pobreza resistindo e o Brasil dando marcha à ré. Tristeza.
Mas, pensando na filosofia popular, de que “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe” é chegado o momento adequado para desligar a máquina das retrospectivas negativas e unidos festejarmos o tempo do Advento. O que não festejamos durante o ano, seja possível nesta época natalina. Vamos, em família e com amigos, reunir energias positivas com vistas a melhores momentos em 2025. Que a chegada do Menino Jesus nos encha de esperanças. FELIZ NATAL E MUITA PAZ EM 2025. É tempo de união.
quarta-feira, 27 de novembro de 2024
Voltando
Tenho tido dificuldades para emitir uma postagem semanal. Confesso. De tempos em tempos, essa dificuldade bate e termina cravando um estranho desânimo, para o qual não encontro explicação convincente. Preguiça? Talvez... Saúde, que é bom, anda boa. Cobrança pessoal, não falta. A coisa só dá sinais de “cura” quando um ou outro leitor ou leitora cobra-me presença semanal. Vem sendo de tal modo que estive prestes a titular este post com “Ainda estou Aqui”. Naturalmente que desisti para não confundir com o titulo do filme de sucesso, em cartaz. Ao mesmo tempo, recordo, na verdade, que tentei fazer uma postagem à medida que pautas nunca faltam, mas, os potenciais conteúdos nem sempre me convenciam ou, até, me deixavam constrangido. Para quem trabalha na dinâmica do jornalismo profissional tem sido de indiscutível abundância. “Mão na roda!”. Para mim, todavia, o compromisso é somente , pessoal. Relaxo e pronto.
Hoje, disposto a um “bate-papo”, destaco que, entre outros assuntos que anotei como pauta, o primeiro se refere aos sinais de saturação do ecossistema global. A natureza vem clamando e a humanidade não escuta. As instabilidades climáticas vêm assaltando cidades e países de modo mais frequente e cada vez mais avassalador. Não são raras as noticias sobre catástrofes ambientais provocadas por revoltas climáticas com furacões, tempestades e inundações, a exemplo da que tivemos no Rio Grande do Sul. Sobre esta, já tratei aqui no Blog com um brado indignado em razão das inadmissíveis formas politizadas de tratamento da tragédia. Mas, a que me chamou atenção, recentemente, foi a ocorrida no leste da Espanha, concentrada na cidade de Valência, terceiro grande centro populacional do país. Se o que ocorreu com nossos irmãos gaúchos foi desesperador, o mesmo pode ser dito sobre o episódio espanhol, que resultou em 200 mortes. Conheço Valência e recordo da sua exuberante beleza histórica e que, de algum modo, pode haver sido atingida pelas inundações recentes. Trata-se de uma cidade fundada 138 a. C. com extensa e rica história, fantásticos museus e grande centro de tradições populares. Lembro que um dos pontos mais visitados, que busquei conhecer, é a catedral da cidade, na qual se encontra guardado o Santo Graal, um cálice de ágata, tido como sendo o que Jesus Cristo serviu o vinho da última ceia. Se doloroso foi ver, ao vivo e a cores, pela TV, uma Porto Alegre mergulhada nas águas do Guaíba, igualmente foi como me espantei com as imagens de ruas de Valencia tomada por um amontoado de automóveis, numa imagem quase surreal. Vide foto, a seguir. Considero episódios frequentes dessa magnitude como verdadeiros clamores da natureza e que exigem dos humanos uma urgente renuncia das renitentes maneiras de explorar o quadro natural, antes mesmo que este venha cobrar de modo cada vez mais radical e nos levar a uma catástrofe global. Não vou listar as possíveis providencias protetoras, porque não me sinto habilitado. Não é minha “praia”. Apesar dessa incapacidade tenho contribuído de forma guiada pelas noções básicas no meio que circulo.
Outro assunto que me deixou pasmo, e até incrédulo, foi o assassinato, à queima-roupa, de um cidadão em plena área do desembarque do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. As razões pelas quais o tal atentado foi levado a efeito não importam aqui, embora seja de natureza que exige providências das autoridades de plantão, sobremodo se tratando de um crime ligado intimamente aos narcotraficantes e, portanto, uma questão de insegurança publica deste país. Então, o que mais me chamou atenção foi o fato de haver sido perpetrado num local inusitado e pondo em risco uma gama diversificada de atores sociais, que transitam de forma massiva, visto se tratar do maior e mais movimentado aeroporto da América do Sul. Imagino a surpresa, o pavor e o sofrimento dos que foram também atingidos pelos pistoleiros assassinos, bem como os muitos outros que ali circulavam na ocasião. Habituado a usar aquele equipamento publico passarei a fazê-lo sob todas as precauções que me toquem na hora. Nem preciso dizer que a repercussão internacional não foi nada agradável para um Brasil, que não para de alimentar as paginas politicas e policiais dos principais periódicos, nacionais e estrangeiros. Pobre Brasil.
Quando eu já pensava que minha pauta poderia ser bastante vem a realização da Reunião de Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, tendo o Brasil como anfitrião. Fiquei temeroso pelos riscos de insegurança desses visitantes. Claro que se tratou de uma oportunidade singular para o país. Receber os mandatários das 20 maiores economias para discutir os destinos do mundo, não acontece a toda hora. A importância do evento se revela de modo claro à medida que presidentes e primeiros-ministros não declinam do compromisso e correm para bater esse ponto. Um G20 é tão importante como a ONU e de certo modo mais importante do que o G7, visto que coloca frente-a-frente mandatários de nações desenvolvidas com aqueles dos países em desenvolvimento. Pobreza Mundial, Meio-Ambiente, Geopolítica, Segurança Cibernética, entre outros temas menos urgentes constam da pauta desses encontros. Imagino que não deve ser fácil chegar-se a uma concertação desejada. Sobretudo na atualidade quando, em pleno século 21, guerras indesejadas são travadas pondo em risco a humanidade, incluindo as constantes ameaças do uso de ataques nucleares. Cá pra nós, tenho a sensação de que embora haja uma plêiade interminável de assessores, ministros de estados, especialistas abalizados por trás desses mandatários, os resultados práticos deixam sempre a desejar. Sem querer menosprezar, longe de mim, sinto um forte cheiro de uma encenação política mundial, onde cada um dos atores principais desempenha um papel a seu modo e interesse. Ouso em achar que se trata de um grande convescote politico internacional. Os episódios da chamada Foto de Família do Encontro, no Rio, foi uma pândega. (Foto abaixo). Nem comento.
Pensando bem, melhor fez o Mandatário chinês, Xi Jinping, que sem perder tempo pegou um avião foi à Brasília e cravou 37 acordos de cooperação técnica do seu interesse, claro, com o Presidente Lula. Paralelo a tudo isso, uma nota negativa vai para o disparate da nossa primeira dama ao perder a noção do seu papel – sem qualquer autoridade politica – resolve sem mais, nem menos, num evento paralelo à Cúpula, ofender o homem mais rico do mundo (Elon Musk) e indicado para compor a equipe de governança do próximo Governo Americano. Mandou, em altos brados, o Homem se f#d*er! E falou em inglês! Ora, essa Senhora deixou se tomar de uma autoridade ilegítima e pouco recomendada a uma dita Primeira-Dama. Provocou uma tremenda “saia-justa” para o marido e uma enrascada para a Diplomacia brasileira.
Chega, falei demais. Assunto não falta. Mas, por hoje, basta.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagnes.
sexta-feira, 25 de outubro de 2024
Recados das Urnas
Para alivio nacional o processo eleitoral deste ano está chegando ao fim. Muita coisa rolou e muitos recados foram dados pelos eleitores. Em alguns lugares os trabalhos já foram encerrados, como no Recife, com a reeleição do atual Prefeito com vantagem histórica de 78% dos votos. Cumprindo a legislação eleitoral, entretanto, 51 municípios brasileiros, incluindo 15 capitais, as disputas continuam e as repercussões são das mais diversas. A Lei determina que todo município acima de 200 mil eleitores está sujeito a um segundo turno. Resultado é que nesses 51 municípios, adversários políticos se enfrentam, diferenças intra e interpartidárias mal resolvidas se exacerbam, agressões físicas e, até, criminosas são praticadas e o país se transforma, numa boa parte, numa verdadeira avalanche de intranquilidade. Como de se esperar, a polarização Lula versus Bolsonaro ganha maior evidencia e as análises sobre os futuro da Nação se rebatem de modo potencial. Aqui em Pernambuco apenas dois municípios, Olinda e Paulista, trazem o processo até o próximo fim de semana. Curiosamente, dadas suas localizações, na Região Metropolitana do Recife e, mais do que isto, municípios limítrofes, as campanhas ultrapassam as fronteiras municipais e boa parte do Recife entra em clima de eleição. A cata de eleitores extravasa e os bairros das vizinhanças vivem momentos de dúvidas quanto aos discursos de cada candidato. A coisa se torna mais flagrante quando os padrinhos de alguns candidatos, entre os quais o Prefeito (Reeleito) do Recife, João Campos (PSB), e a Governadora Raquel Lira (PSDB), sobem em palanques dos dois municípios inflando a visível disputa pela conquista de espaço com vistas ao futuro. Não raro surgir eleitores na multidão prometendo votar num dos dois. Diz o ditado popular de que “quem é coxo, parte cedo!” É isso ai. 2026 está mais próximo do que imaginamos. E, desse modo, o Brasil não para de realizar eleições.
>
Mas, o mais significativo do atual processo eleitoral são os recados do eleitorado quando fluidos das urnas. Uma primeira constatação é que, indiscutivelmente, o cidadão de bem deste país está cansado de tantas irresponsabilidades geradas pelos nossos recentes governantes. Irrelevante historiar, aqui, passagens recentes de decepções, escolhas erradas, corrupções e a falta total de esforços por uma união democrática pelo bem da Nação. O país está farto de noticias a respeito. A constante observada é a luta pela manutenção do poder. Este é o concreto objetivo de cada corrente politica seja esquerda, direita ou o famoso Centrão. Resulta que não há país que avance social e politicamente num ambiente corroído como o que agora vivemos. O dinheiro publico se esvai de modo irresponsável e sem que haja um Programa de Governo consistente e honesto. Falta de um tudo. Segurança, Saude publica, Educação, Desenvolvimento Tecnologico, Infraestrutura, fora a inflação que vem sendo observada, as ameças de novos impostos, juros estratosféricos, desemprego e por ai vai...
Outro recado importante, senão o mais importante, a ser anotado é o fato de que o PL, do ex-presidente Bolsonaro vem alcançando imenso sucesso no atual processo. É notável verificar que, no primeiro turno, o partido (PL) comemorou vitórias em seis capitais estaduais e, agora, volta a participar de modo significativo nas quinze disputas remanescentes. Obvio que se trata de uma mudança expressiva que reflete a opinião popular sobre o Partido dos Trabalhadores (PT) liderado pelo Presidente Lula. Ora, o que está acontecendo? O PT e o Palácio do Planalto já acenderam o sinal amarelo e perceberam que não anda agradando como confiava. Numa das mais importantes, provavelmente a mais relevante, é a disputa no município de São Paulo. Lá, o atual Prefeito, Ricardo Nunes (MDB), que não foi nenhum sucesso no exercício do cargo, briga com um afilhado do Lula, candidato do PSOL, Guilherme Boulos que não recolhe muita popularidade no eleitorado, devido sua ficha de invasor de propriedades privadas e agitador compulsivo. Situação difícil para a esquerda que corre o risco de afundar nas eleições periféricas como são os pleitos municipais. Tudo leva a quer que o PT exagerou no seu otimismo. Recuperar a situação será certamente muito difícil. Como sempre digo, é no município que um partido planta seu sucesso. Houve, portanto, um descaso.
Outras capitais e cidades de porte médio entram na disputa e os recados que se esperam são tão importantes quanto os já constatados. Que o eleitorado seja previdente e transforme sua responsabilidade num passo de sucesso coletivo. Cada eleição é uma nova oportunidade de corrigir um erro do passado. O Brasil espera o sucesso democrático, ainda que tardiamente. Há sempre a esperança. NOTA: Foto ilustração obtida no Google Imagens.
>
Mas, o mais significativo do atual processo eleitoral são os recados do eleitorado quando fluidos das urnas. Uma primeira constatação é que, indiscutivelmente, o cidadão de bem deste país está cansado de tantas irresponsabilidades geradas pelos nossos recentes governantes. Irrelevante historiar, aqui, passagens recentes de decepções, escolhas erradas, corrupções e a falta total de esforços por uma união democrática pelo bem da Nação. O país está farto de noticias a respeito. A constante observada é a luta pela manutenção do poder. Este é o concreto objetivo de cada corrente politica seja esquerda, direita ou o famoso Centrão. Resulta que não há país que avance social e politicamente num ambiente corroído como o que agora vivemos. O dinheiro publico se esvai de modo irresponsável e sem que haja um Programa de Governo consistente e honesto. Falta de um tudo. Segurança, Saude publica, Educação, Desenvolvimento Tecnologico, Infraestrutura, fora a inflação que vem sendo observada, as ameças de novos impostos, juros estratosféricos, desemprego e por ai vai...
Outro recado importante, senão o mais importante, a ser anotado é o fato de que o PL, do ex-presidente Bolsonaro vem alcançando imenso sucesso no atual processo. É notável verificar que, no primeiro turno, o partido (PL) comemorou vitórias em seis capitais estaduais e, agora, volta a participar de modo significativo nas quinze disputas remanescentes. Obvio que se trata de uma mudança expressiva que reflete a opinião popular sobre o Partido dos Trabalhadores (PT) liderado pelo Presidente Lula. Ora, o que está acontecendo? O PT e o Palácio do Planalto já acenderam o sinal amarelo e perceberam que não anda agradando como confiava. Numa das mais importantes, provavelmente a mais relevante, é a disputa no município de São Paulo. Lá, o atual Prefeito, Ricardo Nunes (MDB), que não foi nenhum sucesso no exercício do cargo, briga com um afilhado do Lula, candidato do PSOL, Guilherme Boulos que não recolhe muita popularidade no eleitorado, devido sua ficha de invasor de propriedades privadas e agitador compulsivo. Situação difícil para a esquerda que corre o risco de afundar nas eleições periféricas como são os pleitos municipais. Tudo leva a quer que o PT exagerou no seu otimismo. Recuperar a situação será certamente muito difícil. Como sempre digo, é no município que um partido planta seu sucesso. Houve, portanto, um descaso.
Outras capitais e cidades de porte médio entram na disputa e os recados que se esperam são tão importantes quanto os já constatados. Que o eleitorado seja previdente e transforme sua responsabilidade num passo de sucesso coletivo. Cada eleição é uma nova oportunidade de corrigir um erro do passado. O Brasil espera o sucesso democrático, ainda que tardiamente. Há sempre a esperança. NOTA: Foto ilustração obtida no Google Imagens.
quinta-feira, 19 de setembro de 2024
Volta às Urnas
Os palanques das ultimas eleições, praticamente, continuam montados e já estamos diante de um novo pleito eleitoral. As campanhas estão nas ruas e de modo intenso nas populares redes sociais do mundo virtual. Coisas da democracia. Rolam fortunas e discursos inúteis que, ao final das contas, agridem as consciências individual e coletiva. Nunca se viu ou se ouviu tantas asneiras e despautérios neste Brasil afora e agora. Tem de tudo. Desde desrespeitos pessoais quanto agressões físicas entre adversários. Além da cadeirada desferida por um candidato contra outro, ao vivo e a cores, em rede nacional, causando uma repercussão internacional, milhares de outras atrocidades são perpetradas, incluindo assassinatos. Segundo o IBGE são 5.570 municípios brasileiros que se mobilizam na busca de renovar seus executivos e legisladores locais. Uma cancha ilimitada para uma imensa diversidade de estratégias e manobras pela conquista do voto nas urnas, a depender, inclusive, da cultura e do poder dos mandachuvas que se perpetuam por gerações.
Precisamos estar conscientes de que estas próximas eleições, por serem as locais (municipais) exigem ser interpretadas como as mais importantes para o cidadão consciente, entendendo que uma eleição municipal é a fundamentadora da participação democrática de uma nação organizada em termos de liberdade e escolha dos seus dirigentes. Uma escolha popular bem pensada resulta num espaço consolidado e mais resistente para sustentabilidade da sociedade. O brasileiro comum precisa ter em mente que o município é a célula da Federação e é nela que reside a base da cidadania. Não compreendo uma sociedade sã sem um ambiente adequado ao bem-estar, segurança e tranquilidade na sua base espacial. Numa eleição municipal elegem-se, supostamente, representantes encarregados de cuidar, de perto, do cidadão e das famílias. Isso me parece ser fundamental. Portanto, uma má escolha – que não raramente ocorre neste país – resulta numa sociedade defeituosa desde sua raiz e incapaz de participar de modo adequado e justo nas escolhas superiores que, em tese, se encarregam de construir uma Nação forte e consolidada.
Do alto da minha experiência de vida, vejo outra vez que corremos o risco de ver saindo vencedores desqualificados e sem maturidade politica – muitos desses conquistando votos por meios desonestos – e, por isso mesmo, desabilitado para liderar ou representar de modo ideal seu povo. O exemplo mais flagrante, dessa vez, tem sido a disputa da Prefeitura do município da cidade de São Paulo, a maior cidade brasileira e onde tudo acontece. A maior cidade da América do Sul sendo disputada por candidatos visivelmente despreparados e que, sempre que haja uma oportunidade, “debulham” ofensas e desacatos, uns contra os outros, deixando o eleitorado em clima de perplexidade e duvidas. Por outro lado, não raros são os candidatos que, aparentemente, se expõem na intensão de “bagunçar o coreto” e fazer troço do processo eleitoral. Lembro-me de dois casos inadmissíveis, como o da candidatada a vereadora, Paula Camargo, de Rio Pardo (RS) que teve de apagar o jingle de campanha “Paula Dentro” e os candidatos a Prefeito e Vice, da cidade de Aparecida do Taboado (MS) (Fotos a seguir).
Diante do quadro descrito, caro(a) (e)leitor ou e(leitora) seja exigente, na hora da sua escolha. Não se encante com os belos olhos de um(a) candidato(a), com os discursos demagógicos ou com o padrinho que o(a) empurra. Ao invés disso dê um voto seguro, consciente e racional. Tenha em mente a sustentabilidade do coletivo sofrido que habita sua cidade. E nunca esqueça que o Brasil precisa de uma base politica municipal mais digna e disposta a defender o porvir nacional.
NOTA: Fotos obtidas das redes sociais.
quinta-feira, 12 de setembro de 2024
Cenas Hilárias
Nada melhor do que uma boa risada. Ainda que em momento episódico não seja cabível, passado o momento fica impossível segurar. Bom mesmo é que ocorre muitas vezes na vida.
Recordo de muitos momentos hilários vividos ao longo da minha vida. Hoje, por exemplo, dei boas risadas lembrando-me de uma das passagens mais impagáveis que presenciei na minha infância. Eu devia ter, no máximo, dez anos de idade. Faz muito tempo, muito embora para mim parece haver sido ontem. Questão de boa memória. E memória de infância é forte.
Meu finado pai era um homem caprichoso, correto em tudo e visceralmente ético. Minha mãe dizia sempre que ele havia nascido com vocação de “consertar o mundo”, coisa que a ela não parecia ser um bom negócio. Lá pela metade dos anos 50, ele comprou uma casa para nossa moradia numa região de expansão imobiliária, entre os bairros da Tamarineira e Rosarinho, aqui no Recife. Lembro que fomos os primeiros moradores a chegar naquela rua que ainda se desenhava timidamente. Nessa época, era ainda uma artéria desprovida de tudo quanto desejado a uma vida urbana confortável. A rua não era calçada, o lixo só era recolhido quando se reclamava no Departamento de Limpeza Urbana da Prefeitura e não havia iluminação pública. Foi muita coragem e dureza para enfrentar, por bom tempo, aquela precariedade, em meio a novas construções e novos vizinhos. Ocorre que, enquanto o progresso não chegava, a região se tornou um paraíso para os donos do alheio. Os ladrões daquela época, mais conhecidos como ladrões de galinha – bem diferentes dos mais populares de hoje em dia – não davam descanso aos novos moradores daquele pedaço da cidade. Do nosso quintal roubaram galinhas, roupas na corda, vasos de plantas, mangueiras de regar o jardim, vassouras, entre outras miudezas. O que se deixava à vista, já era. Cansado de tantos roubos no seu próprio domínio, meu pai, numa decisão radical, resolveu, durante um período de férias a gozar, dar uma de “guarda noturno” e espreitar a chegada dos larápios. Contra a vontade da minha mãe lá ficou ele, durante um mês, trocando o dia pela noite. Passava noites de prontidão numa cadeira de balanço, revólver em punho e porta somente no trinco, esperando a hora do gatuno atrevido aparecer. Foram noites a fio. Minha mãe, talvez sentindo falta do aconchego no leito, insistia para que abandonasse aquela missão insana e num mês de férias. Ora, meu Deus, que coisa mais bizarra, havia de ser pensamento da minha mãe.
Os dias foram passando e as férias já atingia a metade do tempo quando, num amanhecer chuvoso da graça de Deus, nosso “vigia” meio sonolento escutou o barulho do ferrolho do portão de entrada sendo acionado e logo em seguida a maçaneta da porta principal de casa sendo movida. Prestou não. Com uma raiva “da gota serena”, como se tinha antigamente, meu pai abriu a porta e agarrou com unhas e dentes o sujeito que ele esperava por tantos dias. Foi pontapé, socos, palavrões de toda espécie e o maior alvoroço nos terraços de casa. Eu meti os pés da cama, assustado com a confusão, dando de cara com aquela cena, ouvindo meu pai a praguejar agarrado ao cara. Uma coisa curiosa e divertida é que, quando estressado, meu pai ficava gaguejando e naquela ocasião recordo dele gritando “te pe...peguei seu sas...sacana! Seu filho de uma pa...puta”. Ao mesmo tempo, o tal ladrão gritava e chorava pedindo socorro com medo de morrer de uma bala. Bala que não houve porque não era para acontecer mesmo. Minha mãe, por sua vez, agarrava meu pai pelo pescoço, pelos braços e por onde podia, pedindo calma. Apavorada com a situação, minha mãe logo percebeu se tratar de um lamentável equivoco e buscando estabelecer a verdade alertou meu pai, dizendo “homem de Deus, tu não estás vendo que este moço só veio aqui nos trazer o pão da manhã!” o entregador de pão era uma figura social importante daquela época. Foto abaixo. Foi, então, que entendi a quantidade de pães espalhados pelo chão. Acalmar meu pai e fazê-lo ver o equivoca cometido não foi fácil. Àquela altura dos acontecimentos vários transeuntes já paravam diante de casa atraídos pela confusão e, naturalmente, morriam de rir com o ocorrido. Nos dias seguintes meu pai não podia sair pela redondeza sem ter de contar essa aventura. Naturalmente que provocando gargalhadas. Ele próprio se divertia com episódio. Eis aí uma cena hilária.
NOTA: Foto ilustração obtida no Google Imagens.
domingo, 1 de setembro de 2024
Os inocentes pagam pelos pecadores
Nesta Sexta-Feira (30/08), postado confortavelmente diante da TV, taça de vinho ao alcance da mão e a bordo da minha poltrona favorita, apreciava, num canal de noticias, o desenrolar da treta Xandão versus Musk. Chocado e perplexo com tanta imaturidade e imperícia politica do nosso Magistrado pus-me, modestamente, a avaliar as consequências internas e externas da medida em que resultou a refrega internacional, quando fui surpreendido com um repórter em edição extraordinária dando conta do desabamento do teto do Santuário de Nossa Senhora da Conceição no alto do morro, de mesmo nome, na zona norte do Recife. Chocado levantei-me e apurando os ouvidos passei a escutar o noticiário. As primeiras notícias já traziam informações dramáticas das ocorrências de mortos e inúmeros feridos. Se, no primeiro caso, encontrei motivos de lastimar, dadas as repercussões negativas de âmbito internacional do Brasil, no segundo, de caráter tão doméstico e tão próximo da minha posição geográfica, fui tomado de compaixão daquela gente humilde e carente que se viu, num instante e sem explicações, sob os escombros de um imenso telhado destroçado. Conheço bem o local. Sou católico e devoto da Senhora da Conceição desde jovem. Anualmente, durante os festejos do 8 de dezembro, subo o morro para louvar e orar. É um local belo, onde o povo se mistura e mostra o colorido raiz da real sociedade brasileira. Além do santuário que desabou, há uma imagem monumental de Nossa Senhora, vide Foto a seguir, aos pés da qual os fiéis se desdobram em enaltecer, orar e pagar promessas, acendendo velas, amarrando fitas bentas na grade de proteção da imagem e pedindo graças.
Cumprido o lado religioso, o povão aproveita o lado profano que se esparrama morro abaixo fazendo uma comemoração festiva e rica e traços folclóricos. É sempre uma oportunidade de sentir o pulsar de uma camada social que não perde a chance de expressar a fé e suas manifestações culturais, alheia aos altos e baixos da “montanha russa”, chamada Brasília, que conduz os dirigentes nacionais, cada vez mais tontos e desorientados. O tempo foi passando e as noticias pormenorizadas foram chegando e dando conta da situação do desastre. Senti um nó na garganta ao tomar ciência de que as vitimas do desabamento estavam no templo a fim de receber cestas básicas, distribuídas a cada fim de mês. Doloroso. Na busca do que comer alguns perderam a vida e muitos saíram feridos. Triste situação. Por que acontecer justo num momento de exercício da solidariedade? Como falei outro dia, a vida é um sopro! Deus nos prepara momentos de desafios para os quais buscamos explicações somente encontrados na Fé. A tarde da sexta-feira avançava e outra noticia deixou-me estarrecido: o teto do Santuário desabou devido ao peso de inúmeras placas para captação de energia solar, recentemente instaladas. (vide foto a seguir)
Aí a coisa mudou de figura. Mais revoltante claro! Ora, meu Deus, quanta irresponsabilidade profissional! É isso que falta neste Brasil de hoje. Não canso de denunciar neste humilde espaço. Será que não houve uma devida inspeção de engenharia civil antes dessa instalação? Francamente. Eis aí um exemplo revoltante da onda atual de irresponsáveis profissionais que se multiplicam país afora e cometem todo tipo de insanidade. São profissionais mal formados e descomprometidos com o próximo e com a sociedade. Erros de engenharia, erros médicos, erros políticos e, enfim, erros de todas as espécies, nos mais distintos campos de atividades, sem que as autoridades competentes enxerguem ou tomem providências cabíveis. Há uma miopia generalizada! Estamos construindo uma sociedade tosca e sem referenciais éticos como sonhamos no passado. Infelizmente temos lideres que mais se preocupam em se manter no poder do que tratar da ordem e do progresso social como aconselha o auriverde pendão. Sob as ordens de Xandão e dependendo dos milhões de profissionais mal formados, os inocentes pagam pelos pecadores. Até quando? A proposito do desastre, o chargista do Jornal do Commercio do Recife, abriu espaço e publicou a ilustração a seguir que reflete a dor do povo pernambucano, neste fim de semana. NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens e no Jornal do Commercio do Recife.
Assinar:
Postagens (Atom)
A História se Repete
Há histórias que atravessam os séculos sem perder a capacidade de nos fazer pensar. Ali Babá e os Quarenta Ladrões é uma delas. Lembro-me co...
-
Q uando eu era menino, ia sempre a Fazenda Nova – onde moravam meus avós e tios – para temporadas, muitas vezes por longo tempo, ao ponto de...
-
D ez filhos, dez irmãos de pai e mãe. Coisa rara, mesmo naqueles anos sessenta. Um time de futebol, diziam os amigos do meu pai, admirados p...
-
Vez por outra aparece na minha página do Facebook ou pelo Whatsapp uma imagem de Ayrton Senna secundando uma das suas mais famosas frase...







