O jogador Kaká (Foto ao lado) da seleção brasileira foi vendido esta semana, pelo Milan ao Real Madrid, pela astronômica soma de, aproximadamente, R$ 180,0 Milhões. Logo em seguida, dois dias depois, o português Cristiano Ronaldo – atual melhor do mundo – foi comprado do Manchester United, pelo mesmo clube espanhol por uma soma maior ainda, de R$ 256,0 milhões. O português, segundo noticia a imprensa, comemorou tomando R$ 39,0 Mil de Champagne! Não é incrível? Como pode um mundo em crise econômica e um país, no caso a Espanha, um dos mais afetadas pela debaque financeira na Europa, assistir um negócio desses. O futebol é, definitivamente, um dos maiores negócios do mundo.Fico impressionado com as fabulosas somas que envolvem essas transações, os salários milionários que são pagos – Ronaldo ganha R$ 1,13 Milhão, por mês, no Corinthias – além de tudo quanto gira em torno dos campeonatos locais, internacionais e mundial. São patrocínios estratosféricos, preços dos ingressos e renda dos mesmos, publicidade, transmissões de radio e TV em tempo real, logísticas diversas, vestuário esportivo com grifes milionárias e outras miudezas, nem sempre miúdas! Um negócio multifário e de proporções ilimitadas.
Esta semana, aqui em Pernambuco, o movimento futebolístico foi de puro frisson, em face dos preparativos e movimentos que antecederam a partida entre Brasil e Paraguai, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, que resultou na vitória brasileira e, antes um pouco, a escolha de Pernambuco como uma das sedes para o mundial de 2014. Rolou muita grana. Os informais se lavaram. Os formais nem se fala... Muitos negócios foram feitos e outros muitos ficaram garantidos.
Venho mais atento a tudo isto, desde o momento em que comecei a acompanhar a recente participação do Sport Clube do Recife, na Copa Libertadores da América. Como comentei noutra ocasião, influenciado pelo meu filho mais novo – ligado no futebol e no Sport Recife – fui longe para assistir uma das partidas, em Santiago do Chile, contra o time chileno do Colo-Colo. Para minha imensa surpresa, não estávamos sozinhos. Eram muitos os pernambucanos, próximo a dois mil, que se deslocaram até a capital chilena com o mesmo objetivo.
Ora, gente, isto não se faz de qualquer forma. Tiro por mim... Pelo contrário, envolve investimento num imenso esquema de logística que resulta numa significativa soma de dinheiro circulando, para a alegria das companhias aéreas, hotéis, restaurantes, transportes locais, ingressos para o jogo, operadores de turismo, e, finalmente, um interminável número de agentes das mais diversas competências. Os chilenos, neste caso, exultavam com a chegada ou passagem dos torcedores rubro-negros do Recife. “Foi um movimento inesperado!”, afirmou um dono de restaurante, no Mercado Central de Santiago. E isto, fruto, apenas, de uma única partida de futebol.
Imagino o que poderá ocorrer, no Brasil, durante a realização da Copa do Mundo de 2014. O país vai receber, certamente, uma enorme massa de torcedores, das mais variadas bandeiras e vai cair de cheio nas pautas dos principais meios de comunicação do mundo. Isto é muito bom, é claro. Divulga o país. Fomenta o turismo.
Aqui, aliás, o governo estadual anda dizendo que a Copa já começou com o referido jogo contra a seleção paraguaia e a definição de Pernambuco como uma das sedes do campeonato de 2014. O dinheiro que promete aplicar é de montante expressivo, pois estão programados milhões a serem aplicados na construção da cidade da Copa, no município de São Lourenço da Mata, próximo a capital pernambucana. Trata-se, a meu ver, de uma iniciativa audaciosa, embora que vá gerar muitos empregos, desde já, até a realização do certame. Tomara que as coisas aconteçam como planejadas e que traga bons resultados. Tomara, também, que venham seleções de países ricos para dividir seus Euros e Dólares conosco. Afinal, negócio é negócio! E, em se tratando de futebol, temos mais é que aplaudir os chutes milionários. Que jeito? Que venham as estrelas dos gramados.






