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segunda-feira, 19 de setembro de 2022
Voto Consciente
Fui cobrado por leitora do Blog para adotar um posicionamento a respeito do próximo pleito eleitoral brasileiro. Pela maneira da cobrança chego a acreditar que posso até parecer um alienado em relação às atuais démarches politicas do país ao não explorar o tema com mais efetividade neste espaço semanal. De fato, venho evitando adotar publicamente uma posição a favor de um/a ou de outro/a candidato/a e ter que mergulhar numa vibe de campanha que não é propósito deste Blog, ao menos desta vez. Ando decepcionado com tudo que vejo ultimamente. Garanto, contudo, que já fiz minhas escolhas e tenho cá minhas preocupações devido ao clima de animosidade partidária reinante, em decorrência da polarização exacerbada, bem como quanto ao resultado que emergirá das urnas. Considero que estamos diante de um expressivo desafio político. Desafio duro, até mesmo, para o regime democrático. Acrescento ainda que entre minhas preocupações, a depender do resultado final, venha a se dar o recrudescimento da disputa insana entre o bem e o mal, hoje instalada, levando o país a um estágio socioeconômico nada favorável, face as atuais demandas nacionais. A interminável luta pelo poder deteriora qualquer plano de Governo. Outra preocupação que me ocorre é observar que a grande maioria do eleitorado nunca esteve tão perplexa e, segundo alguns críticos, sem sequer ter ideia segura do número de candidatos que deve eleger esquecendo, sobretudo, das escolhas dos futuros legisladores estaduais e federais que, a meu ver, podem ser os principais atores políticos a serem escolhidos. São estes que traçam os caminhos a serem seguidos pela sociedade. Para mim são eles que mandam e desmandam. É tudo muito complexo e lamentável. Resumo da ópera: corre-se o risco de se perder mais uma oportunidade de colocar o país nos adequados trilhos da Ordem e do Progresso. Almejo que cada eleitor ou leitora tenha consciência e entenda o papel importante que desempenha e pense na coletividade. Que não venda seu voto, que saiba escolher um candidato com condições reais de representá-lo/a e lute de forma republicana pelo bem da sociedade. Posso não atender a cobrança da minha leitora, mas estou tranquilo com minha consciência. Tomara que ela também esteja. NOTA: Foto ilustração obtida no Google Imagens.
terça-feira, 27 de julho de 2021
Voto Impresso?
Venho acompanhando com curiosidade e certa apreensão a discussão, no Congresso Nacional, da Proposta de Emenda Constitucional – PEC- 0135/2019 que visa à instituição do Voto Impresso ou Voto Auditável. Indiscutivelmente tem sido mais um “delicioso” objeto de “bate-boca” e outra oportunidade para as manifestações extremistas do atual momento politico nacional. Direita e Esquerda se desdobram no exercício de defender, em nome de A ou B, as respectivas posições ideológicas em torno de uma questão que é, sobretudo, normativa/administrativa e que exige, sim, uma análise equilibrada, democrática e, especialmente, republicana.
Pessoalmente e sem alimentar qualquer paixão pelo tema espero tão somente que, ao fim do processo, seja tomada a mais correta e mais justa possível para segurança do futuro da República. Por outro lado, acho imprudente para quem defende ou quem condena por, simplesmente, defender ou condenar conforme as posições conjunturais partidárias. Entre os opositores da proposta de Emenda destacam-se os que a combata de frente devido a defesa do Capitão Bolsonaro e suas justificativas polticamente exacerbadas e de forma desarrumada que lhe é peculiar. Abstraindo, no entanto, essa exacerbação do Presidente, seria prudente, aos parlamentares encarregados da analise, explorarem a fundo as reais vantagens ou desvantagens de adoção da medida para toda e qualquer corrente partidária e principios ideológicos. Ora, meu Deus, o que custa termos segurança num escrutínio eleitoral? Quem discorda disso, o faz sem melhor conhecimento de causa e sem recordar das lambanças que foram praticadas ao longo da História deste país.
Antes de prosseguir, porém, devo confessar meu entusiasmo e admiração pela Urna Eleitoral Eletrônica que se utiliza no Brasil. Sinto, inclusive, orgulho de ver meu país dando exemplo de realizar processos eleitorais rápidos e aceitos pelo eleitorado. Comparado com o que vimos recentemente nos Estados Unidos nosso modelo é algo formidável.
Mas, seja lá de quem tenha sido a ideia que se transformou na PEC 0135/2019 o que se objetiva é a segurança final de um pleito. É nisto que se deve concentrar a discussão, entendendo que se trata de uma questão de ordem nacional.
Outra coisa que deve ser exposta ao eleitorado como um todo é o fato de que não se trata de retroceder à época da cédula de votação, na qual o eleitor assinalava, de próprio punho com um X o nome do seu candidato, dobrava a folha e depositava numa urna disponível na sessão. Há milhões de pessoas que imaginam ser esta a intenção. Ao invés disto, o que se propõe é que após o eleitor sufragar seu voto eletronicamente receba uma espécie de recibo que registre seu voto e que deve ser depositado numa urna física. A justificativa é de se contar com mais um elemento de segurança numa eventual auditagem/recontagem.
Naturalmente que se trata de um processo que exige ser estudado tecnicamente e passando, sobretudo, pela fase de verificação de absoluta segurança no sistema como hoje vigente. Equipes de diferentes correntes políticas devem ser envolvidas na busca de um equilíbrio de pareceres técnicos que venham gerar segurança no momento de escrutínio.
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