Não, o Blog
do GB não está em quarentena. Até porque o espaço no qual circula – pelo menos
até hoje – este tipo de vírus não consegue penetrar. Há os próprios dele. No futuro, talvez haja um intercambio. Já o Blogueiro, aqui, está
em quarentena, sim. E está perplexo, face às próprias raízes profissionais e o cérebro antenado, sem tirar os olhos dos noticiários,
críticas, debates políticos, opiniões e estatísticas. Em dez dias de retiro
já se fartou de pautas das mais negras às mais otimistas. Difícil, sem dúvidas,
para quem não tem pretensões de fazer parte do grupo que tem por obrigação informar just in time. Coisa, aliás, nem sempre
aproveitada dados aos desvios de condutas e compromisso profissional desvirtuado que grassa por aí.
Esta talvez seja a terceira ou quarta vez que tento um post. Já fui até cobrado. Há pessoas que me tomam como formador de opinião. Pobre de mim... Fico desafiado e, algumas vezes, esquivado de abordar certos temas. Por quê? Responsabilidade! O tema da Covid-19 é um desses. Não sou médico, não sou gestor de governo e nem administro grupos de empregados. Sou apenas um economista e, por cima, aposentado. Sinto-me às vezes um atrevido. Contudo, modéstia à parte, não me considero burro. Com todo respeito a esses animais.
Pois bem, nesse quadro ando atônito com as discussões sobre vertical e horizontal, curva ascendente ou achatada, pico da curva, números mis. Bilhões, até. A abastança das opiniões são invariavelmente aterradoras e otimistas, ao mesmo tempo. Depende do ou da agente emissor(a) e para quem ele ou ela serve. O mundo inteiro enfrenta, pois, um caos inesperado no qual foi jogado e com evidentes sinais de impotência. Um caos que nivelou, por baixo, sociedades opulentas com e as desfavorecidas. Juntas e misturadas. Os conceitos de riqueza e pobreza se cruzam repentinamente e podem mudar o rumo da humanidade. A produção de bens e serviços exigirá novos métodos e novos meios. As relações humanas, seja qual for a natureza, serão revistas e tomarão tempo para o devido amadurecimento. A generosidade terá que se impor aos novos tempos. Será um duro aprendizado. Um formidável desafio. Quem viver, verá.
E no Brasil, envolto numa dura luta para se recuperar da turbulência politica recente, o quadro de instabilidade se exacerba e, ao invés de uma soma de esforços para enfrentar a avalanche exógena que assalta a Nação, o que se testemunha é uma intensificação da luta pelo poder numa ânsia de mando ilimitada. Infelizmente, o que se observa é um presidente com atitudes espasmódicas e pouco convencionais, mas, eleito democraticamente e preocupado diuturnamente em viver travando batalhas insanas com uma oposição insatisfeita e aética ao extremo, que se aproveita da desgraça social reinante bancando ser salvadora da pátria.
Como se tudo acima fosse uma introdução ao tema titulo do post, o que cabe, então, é perguntar: Vertical ou Horizontal?
Curioso é que já usei estes adjetivos de muitas formas, mas, como agora - quarentena vertical e horizontal - é novidade. A rigor e com as justificativas propostas, a dita horizontal que se fala no momento tem razões concretas. Indubitavelmente! Quando tenho uma gripe, ou qualquer outra virose, abstenho-me de transmitir para o próximo. Recolho-me, simplesmente. Questão de princípios e urbanidade. Mas, se o vírus é maligno e traiçoeiro como este fatídico Covid-19 qualquer inciativa é bem recebida. O objetivo é achatar a curva! Tudo bem. Mas, sinceramente, vi uma quarentena horizontal “meia-boca”. Fiquei em casa observando que não largamos mão de ter nos servindo um porteiro do prédio, o zelador pela limpeza do condomínio, o atendente do supermercado, o frentista do posto de gasolina, o coitado do lixeiro, o atendente e o farmacêutico da drogaria, o policial, o motorista e o cobrador do ônibus, entre outros. Sem falar dos profissionais de saúde: médicos, especialistas em infecções, pessoal de enfermagem, auxiliares gerais entre muitos outros. Ora, meu Deus, são gente igual a gente e não se esquivam de se aproximar de nós. Somos melhores e privilegiados? É ou não é meia-boca? Ninguém vive sem gente.
O vírus está
deitando e rolando. É difícil! Lavar as mãos com muito sabão, esfregar o álcool-gel, usar luvas e máscaras,
tomar banhos e um sem número de outras providências são necessária, claro, mas
vão frear a contaminação? Tenho dúvidas. O mais certo é se preservar por todos os meios recomendados e como estivar ao alcance.
Por fim,
quando se fala de quarentena vertical, digo logo que sou favorável. A vida continua. A
produção tem que ser retomada. O carrossel da economia tem que voltar a girar.
Os cavalinhos estão esperando para voltar a galopar. Resguardemos, claro, nossos entes queridos e frágeis
de saúde em casa e os mais resistentes voltem urgente ao trabalho. Do
contrário, o prejuízo será catastrófico. Veja as diversas opiniões sobre isto. Produzir é a condição básica da vida. VAMOS PRODUZIR. E urgente. Fazer ao contrário será muito mais dramático: mais fome, mais desemprego, assaltos e saques contínuos e mais mortes que os acometidos pelo vírus. Acho que nem preciso
tomar espaço/tempo para explicar o óbvio. E tem mais, não precisa ser economista. O barraqueiro da esquina pode lhe explicar direitinho.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens
Esta talvez seja a terceira ou quarta vez que tento um post. Já fui até cobrado. Há pessoas que me tomam como formador de opinião. Pobre de mim... Fico desafiado e, algumas vezes, esquivado de abordar certos temas. Por quê? Responsabilidade! O tema da Covid-19 é um desses. Não sou médico, não sou gestor de governo e nem administro grupos de empregados. Sou apenas um economista e, por cima, aposentado. Sinto-me às vezes um atrevido. Contudo, modéstia à parte, não me considero burro. Com todo respeito a esses animais.
Pois bem, nesse quadro ando atônito com as discussões sobre vertical e horizontal, curva ascendente ou achatada, pico da curva, números mis. Bilhões, até. A abastança das opiniões são invariavelmente aterradoras e otimistas, ao mesmo tempo. Depende do ou da agente emissor(a) e para quem ele ou ela serve. O mundo inteiro enfrenta, pois, um caos inesperado no qual foi jogado e com evidentes sinais de impotência. Um caos que nivelou, por baixo, sociedades opulentas com e as desfavorecidas. Juntas e misturadas. Os conceitos de riqueza e pobreza se cruzam repentinamente e podem mudar o rumo da humanidade. A produção de bens e serviços exigirá novos métodos e novos meios. As relações humanas, seja qual for a natureza, serão revistas e tomarão tempo para o devido amadurecimento. A generosidade terá que se impor aos novos tempos. Será um duro aprendizado. Um formidável desafio. Quem viver, verá.
E no Brasil, envolto numa dura luta para se recuperar da turbulência politica recente, o quadro de instabilidade se exacerba e, ao invés de uma soma de esforços para enfrentar a avalanche exógena que assalta a Nação, o que se testemunha é uma intensificação da luta pelo poder numa ânsia de mando ilimitada. Infelizmente, o que se observa é um presidente com atitudes espasmódicas e pouco convencionais, mas, eleito democraticamente e preocupado diuturnamente em viver travando batalhas insanas com uma oposição insatisfeita e aética ao extremo, que se aproveita da desgraça social reinante bancando ser salvadora da pátria.
Como se tudo acima fosse uma introdução ao tema titulo do post, o que cabe, então, é perguntar: Vertical ou Horizontal?
Curioso é que já usei estes adjetivos de muitas formas, mas, como agora - quarentena vertical e horizontal - é novidade. A rigor e com as justificativas propostas, a dita horizontal que se fala no momento tem razões concretas. Indubitavelmente! Quando tenho uma gripe, ou qualquer outra virose, abstenho-me de transmitir para o próximo. Recolho-me, simplesmente. Questão de princípios e urbanidade. Mas, se o vírus é maligno e traiçoeiro como este fatídico Covid-19 qualquer inciativa é bem recebida. O objetivo é achatar a curva! Tudo bem. Mas, sinceramente, vi uma quarentena horizontal “meia-boca”. Fiquei em casa observando que não largamos mão de ter nos servindo um porteiro do prédio, o zelador pela limpeza do condomínio, o atendente do supermercado, o frentista do posto de gasolina, o coitado do lixeiro, o atendente e o farmacêutico da drogaria, o policial, o motorista e o cobrador do ônibus, entre outros. Sem falar dos profissionais de saúde: médicos, especialistas em infecções, pessoal de enfermagem, auxiliares gerais entre muitos outros. Ora, meu Deus, são gente igual a gente e não se esquivam de se aproximar de nós. Somos melhores e privilegiados? É ou não é meia-boca? Ninguém vive sem gente.
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| Gente apanhando lixo da gente |
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| Gente heroica tratando de gente. Com amor e abnegação. |
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens

